PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ALVORADA ETERNA – J. G. de Araújo Jorge

Quando formos os dois já bem velhinhos,
já bem cansados, trôpegos, vencidos,
um ao outro apoiados, nos caminhos,
depois de tantos sonhos percorridos…

Quando formos os dois já bem velhinhos
a lembrar tempos idos e vividos,
sem mais nada colher, nem mesmo espinhos
nos gestos desfolhados e pendidos…

Quando formos só os dois, já bem velhinhos,
lá onde findam todos os caminhos
e onde a saudade, o chão, de folhas junca…

Olha amor, os meus olhos, bem no fundo,
e hás de ver que este amor em que me inundo
é uma alvorada que não morre nunca!

CHARGE DO SPONHOLZ

ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

OMERO SOUZA LIMA – RIO DE JANEIRO-RJ

Um nobre, famoso, popular,… senador PTista, chamado por alguns de “Pato Rôco”, ressuscitou o tema na CPI das Fake News.

Partiu pra cima do convocado e perguntou se ele havia escutado falar em “mamadeira de piroca“…

Então…

R. Vocês todos são testemunhas de que faço um esforço danado pra manter esta gazeta escrota dentro do mais alto nível de pureza.

E dentro do mais alto padrão moral e ético do bloguismo internético.

Mas, não adianta nada: os próprios leitores avacalham e põem tudo a perder.

Todos os meus esforços vão pro lixo.

E ainda fazem esta canalhice de botar o fucinho deste Editor em suas montagens!

Tô fudido!!!!

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A PALAVRA DO EDITOR

EDITOR IGNORANTE

Esta manchete saiu ontem, dia 12, no jornal Valor Econômico.

Como o nome já está dizendo, trata-se de uma gazeta especializada em economia.

Como sou analfabeto neste assunto, gostaria que os bem informados leitores fubânicos me explicassem que danado significam estas três possibilidades para esta tal de Selic:

Subir, Cair ou Ficar parada.

Agradeço antecipadamente a quem puder esclarecer este Editor ignorante.

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PERCIVAL PUGGINA

COVARDIA CONTRA A MULHER E A LEI

Em 2016 foram expedidas 195 mil medidas judiciais protetivas de mulheres em todo o país. Em 2018 tramitavam na justiça dos estados brasileiros 1,3 milhão de processos referentes à violência doméstica contra a mulher. Os números constrangem a sociedade. Em apenas um ano, quase 200 mil mulheres foram buscar na justiça o esboço de proteção disciplinada por tão débeis medidas! Quanta violência antes dessa decisão? Quanto sofreram essas mulheres nas mãos de tais covardes antes de buscarem a autoridade policial, a saída do casamento, a ruptura dos laços que um dia foram de afeto? Durante quanto tempo padeceram, esperando por dias melhores? Quantas crianças testemunharam a brutalidade contra suas mães e carregarão pela vida os danos psicológicos causados pelo que presenciaram?

Medidas protetivas não resguardam devidamente porque é impossível fiscalizar seu descumprimento. Aliás, o principal conjunto das medidas previstas na lei pode ser definido como um pacote de inutilidades. As mulheres continuam expostas à aproximação de seus algozes. É risível que um recente projeto de lei tenha saído do forno legislativo configurando como “crime de descumprimento de decisão judicial” a violação de tais determinações pelo agressor. Ah! O safado bate na mulher, descumpre medida protetiva e vai ser condenado por crime contra o Estado? Não conta isso lá fora que fica chato para o Brasil. Em tese, o agressor resta sujeito a uma dessas penas de detenção (detenção pelo tempo mínimo de seis meses e máximo de dois anos) que, em princípio, o mantêm tão longe da porta da cadeia quanto qualquer cidadão cumpridor de seus deveres, assegurando-lhe a liberdade das ruas e mobilidade à sua sanha covarde.

Não é por ser machista que a legislação não protege devidamente as mulheres da vilania de seus companheiros. É por ser protecionista dos criminosos que o faz. Só a efetiva prisão, aplicada com tolerância zero, resguarda adequadamente a integridade física e a vida da mulher vítima de agressão. Ademais, na prisão, o covarde de carteirinha pode expor e testar sua “valentia” num ambiente masculino, com gente de seu tamanho. Isso deve ser lindo de ver.