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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AS POMBAS – Raimundo Corrêa

Vai-se a primeira pomba despertada …
Vai-se outra mais … mais outra … enfim dezenas
De pombas vão-se dos pombais, apenas
Raia sanguínea e fresca a madrugada …

E à tarde, quando a rígida nortada
Sopra, aos pombais de novo elas, serenas,
Ruflando as asas, sacudindo as penas,
Voltam todas em bando e em revoada…

Também dos corações onde abotoam,
Os sonhos, um por um, céleres voam,
Como voam as pombas dos pombais;

No azul da adolescência as asas soltam,
Fogem… Mas aos pombais as pombas voltam,
E eles aos corações não voltam mais…

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

DILMA, A JUMENTA PEIDONA DE LULA

Comentário sobre a postagem PETRA E PETRALHADA PERDEM OSCAR, MAS GARANTEM LACRAÇÃO

Gonzaga:

O consolo da Petra deve ser o discurso de Dilma sobre perdedores e vencedoras…

Aquele que quem ganhar também vai perder e todos vão perder …

Papa Berto, se puder recuperar está preciosidade de vídeo, ofereça com carinho a Petra Costa

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DUVIDANDO DO CULHÃO DO COLEGA PARLAMENTAR

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O TIRO SAIU PELA CULATRA

ALEXANDRE GARCIA

O PARASITA E O PIANO

Parasita foi o grande vencedor do Oscar deste ano e o diretor também premiado, divide com Paulo Guedes o uso desse título que frequenta o noticiário. O sul-coreano com o filme e o Ministro com esta manifestação, pronunciada na Fundação Getúlio Vargas: “O funcionalismo teve aumento de 50% acima da inflação. Tem estabilidade de emprego, tem aposentadoria generosa, tem tudo. O hospedeiro está morrendo, e o cara virou um parasita. O dinheiro não chega ao povo, e ele quer aumento automático. Não dá mais”. Os parasitas e os que não são parasitas ficaram furiosos. O Ministro da Economia pediu desculpas pela generalização. Mas o episódio deu munição para os que querem torpedear qualquer transformação no estado brasileiro que tire do conforto os que vivem uma situação privilegiada em relação aos demais contribuintes brasileiros.

No fundo, no fundo, a denúncia de que há parasitas deve ter sido aplaudida pelos que carregam o piano. Em qualquer instituição pública que se examine, vai se identificar aqueles que deixam o paletó no espaldar da cadeira, os que ficam no cafezinho, os que saem para tratar de seus assuntos particulares, os que ficam de enganação dias, meses e anos, e aqueles hospedeiros dos parasitas, sobrecarregados, que precisam realizar as tarefas, como quietas vítimas da injusta distribuição do peso. Carregam o piano em hospitais públicos, nos postos de saúde, nas escolas públicas, na previdência, nos ministérios, nas estatais.

O concurso público é a forma mais justa de admissão em carreira do estado, porque avalia o mérito. Mas esse mérito precisa ser continuamente avaliado no desempenho do servidor do público. No entanto, a estabilidade e o direito adquirido são tentações a que muitos não resistem, ao encontrar quem trabalhe em seu lugar. E não se pode elogiar o carregador de piano sem que isso signifique admitir como simbiose essa relação entre parasita e hospedeiro. É preciso libertar esse hospedeiro. A agenda de transformação administrativa do estado que vai ser oferecida ao Congresso quer romper isso para o futuro, já que no presente não pode ofender o direito adquirido, que está abrigado pela Constituição.

As propostas de mudanças vêm da experiência crítica dos melhores das carreiras do estado, os que dominam todas as nuances desse intrincado ser que é o inchado estado brasileiro. Agente público escolhido e mantido por mérito, sem militância partidária, de caráter incorruptível, sem ser servidor de um governo ou de outro, mas do povo brasileiro e para as próximas gerações. Ao longo dos anos, separou-se dos demais brasileiros um contingente estatal com mais direitos que os outros, contrariando a Constituição, que fala em igualdade, sem distinção de qualquer natureza. E, convenhamos, as diferenças não são apenas entre os servidores do público e o público. Existem distinções também entre os próprios servidores, com a coexistência de parasitas e de carregadores de piano.

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EFEITO BUMERANGUE

A esquerda sentiu o baque no depoimento nesta terça (11) de Hans River do Rio Nascimento na CPMI das Fake News.

Convocado pelo PT para explicar disparos na campanha de Bolsonaro, Hans River não só negou, como afirmou ter feito disparos para as campanhas de Haddad e Meirelles.

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