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MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

O PAÍS DO JOSÉ DE ABREU

Dizem os otimistas que sempre se pode achar um lado positivo em tudo. Neste caso, poderíamos agradecer ao eminente petista e xingador de mulheres José de Abreu por despertar o interesse neste país tão peculiar que é a Nova Zelândia. No texto abaixo, fiz um resumo de um artigo de Maurice McTigue, que foi um dos principais responsáveis pela revolução que o governo da Nova Zelândia operou entre 1984-1990. É bom notar que o texto original é de 2004, então algumas coisas já podem ter mudado. De qualquer forma, é sempre bom ouvir algo de alguém que sabe do que está falando, porque estava lá.

“Reduzindo o governo: lições da Nova Zelândia”

Ao final da década de 1950, a Nova Zelândia tinha a terceira maior renda per capita do mundo. Em 1984, havia caído para o 27º lugar. A taxa de desemprego era de 11,6%, o déficit do governo chegava a 40% do PIB e a dívida pública, 65% do PIB. Os investimentos caiam sem parar, e o governo tentava controlar tudo no país. Havia controle de preços e de salários. Havia controles de importação. Para encomendar uma revista ou jornal do exterior era preciso autorização do Ministério das Finanças. Era proibido investir em ações de empresas estrangeiras. Havia enormes subsídios às indústrias.

O novo governo que assumiu em 1984 identificou três problemas: excesso de gastos, excesso de impostos, excesso de governo. Decidimos reduzir os três. A primeira providência foi mudar completamente a forma de gestão. Fizemos duas perguntas a cada órgão do governo: “O que vocês fazem?” e “O que vocês deveriam fazer?”. Com isso, demos a primeira ordem: “Parem de fazer o que não deveriam”. Em outras palavras, repensamos a real função de cada órgão, eliminamos burocracias inúteis e estabelecemos metas específicas para cada um. As verbas que cada órgão receberia dependeriam do cumprimento das metas; se um órgão não as cumprisse, seria extinto (para que gastar dinheiro em algo que não dá resultado?).

Neste processo, o Ministério dos Transportes passou de 5.600 funcionários para 53. O do Meio Ambiente, de 16.000 para 17. O Ministério das Obras Públicas tinha 28.000 funcionários, e ao final do processo, restou apenas um: o próprio ministro, que era eu. Quem fazia as obras? Empresas privadas. Falei com alguns ex-funcionários do meu ministério que foram para a iniciativa privada, e eles me disseram estar espantados como conseguiam produzir muito mais do que quando trabalhavam no governo.

Descobrimos que o governo fazia muitas coisas que não são função do governo. Por isso, vendemos telecomunicações, companhias aéreas, sistemas de irrigação, serviços de informática, gráficas governamentais, empresas de seguro, bancos, ações, hipotecas, ferrovias, serviços de ônibus, hotéis, empresas de navegação, serviços de assessoramento agrícola, etc. Resultado: quando vendemos estas coisas, sua produtividade subiu e o custo dos seus serviços caiu, traduzindo-se em ganhos importantes para a economia.

Outros órgãos, como o Controle de Tráfego Aéreo, foram transformados em empresas autônomas, proibidas de receber verbas do governo. Estes 35 órgãos custavam aproximadamente um bilhão de dólares por ano. Após a mudança, nunca mais receberam um tostão, passaram a ter lucro e a pagar impostos.

De forma global, o governo foi reduzido a um terço do que era. A participação no PIB caiu de 44% para 27%. A dívida caiu de 63% para 17% do PIB. Quando o dinheiro começou a sobrar, reduzimos drasticamente os impostos.

Tínhamos um sistema tributário complexo, onde o governo parecia se empenhar em cobrar impostos de tudo que pudesse. Decidimos simplificar ao máximo, mantendo apenas dois impostos: O imposto sobre consumo, com taxa fixa de 10%, e o imposto de renda, onde a alíquota mais baixa caiu de 38% para 19% e a mais alta, de 66% para 33%. Todos os outros impostos (ganhos de capital, imóveis, etc) foram eliminados.

Mesmo com a redução das aliquotas, a arrecadação total aumentou. Com taxas baixas, não vale a pena pagar contadores e advogados para encontrar brechas na lei. Aliás, a história mostra que todos os países que simplificaram e reduziram as taxas de seus impostos acabaram arrecadando mais, não menos.

Em 1984, metade da renda dos criadores de ovelha vinha do governo. Um cordeiro rendia aproximadamente US$ 12,50 por cabeça quando exportado, mas o criador recebia mais US$12,00 em subsídios do governo. Quando cortamos os subsídios, os criadores não ficaram nada satisfeitos, mas quando viram que o governo não ia mudar de opinião, resolveram se virar. Contrataram consultores e pesquisaram como aumentar o valor de seus produtos. Concluíram que era necessário produzir algo inteiramente diferente, processá-lo de uma maneira diferente e vendê-lo em diferentes mercados. Em 1989, a renda chegou a US$ 30,00 por cordeiro. Em 1991, US$ 42,00. Em 1994, US$ 74,00. Em 1999, um cordeiro rendia US$ 115,00.

Quando abolimos os subsídios, muitos previram que as indústrias iam quebrar e haveria enorme desemprego. Não aconteceu. Também previram que as grandes corporações iriam dominar o mercado e arruinar os pequenos produtores. Ocorreu o contrário: a agropecuária familiar se expandiu, provavelmente porque uma empresa pequena e familiar é mais ágil em tomar decisões e tem custos menores que as empresas grandes.

A educação era outro fracasso. A taxa de repetência chegava a um terço dos alunos. O governo jogava cada vez mais dinheiro na educação, e os resultados não paravam de piorar. Contratamos consultores estrangeiros para analisar nossos problemas. Uma das primeiras descobertas foi que, de cada dólar gasto na educação, setenta centavos iam para a administração do sistema. Após esta descoberta, o Ministério da Educação foi simplesmente extinto.

Cada escola, pública ou privada, receberia um pagamento do governo para cada aluno matriculado. Cada escola pública seria administrada apenas por um conselho eleito pelos pais das crianças matriculadas nela, sem qualquer interferência do governo, e os pais tinham total liberdade para matricular seus filhos na escola que quisessem. Se uma escola pública perdesse alunos, sua receita iria cair e os professores perderiam o emprego. O resultado foi que não houve êxodo para as escolas privadas, como alguns temiam, e em dois anos a diferença de desempenho entre as escolas do estado e as particulares era zero.

Para completar, criamos grupos, formados pelos melhores especialistas de cada área, para reescrever todas as leis. Dissemos a eles para recomeçar do zero, ignorando tudo que havia antes, fazendo algo simples e que criasse o melhor ambiente possível para a economia prosperar. Para dar um exemplo, as leis ambientais do país formavam uma pilha de papel de mais de 60 cm de altura. Foi substituída pela nova Lei de Gestão de Recursos que tem 348 páginas. As novas leis removeram o poder dos órgãos do governo de criar novas regulamentações, que é o que fazia as leis crescerem sem controle.

Para encerrar, uma pequena história: O Ministério dos Transportes um dia disse que precisava aumentar a taxa para renovação da carteira de motorista. Eu perguntei por que a carteira precisa ser renovada. A princípio, eles reagiram como se eu tivesse feito uma pergunta muito idiota. Eu insisti: em quê a renovação da carteira garante a competência para dirigir?

Depois de dez dias, eles admitiram que não conseguiram encontrar uma boa razão para o que estavam fazendo; por isso, extinguimos o processo. Agora, a carteira é válida até a pessoa chegar aos 75 anos. A partir desta idade, ela deve fazer um exame médico anual para garantir que ainda tem condições físicas para dirigir. É isso que eu quero dizer quando falo “pensar de forma diferente sobre o governo”.

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Se alguém se interessar em ler o artigo original, basta clicar aqui

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES POÉTICAS DE RUBEM ALVES

“Somos as coisas que moram dentro de nós. Por isso, há pessoas tão bonitas, não pela cara, mas pela exuberância de seu mundo interior.”

“Todas as palavras tomadas literalmente são falsas. A verdade mora no silêncio que existe em volta das palavras. Prestar atenção ao que não foi dito, ler as entrelinhas. A atenção flutua: toca as palavras sem ser por ela enfeitiçada. Cuidado com a sedução da clareza! Cuidado com o engano do óbvio!”

“A gente fica esperando que a alegria deverá chegar depois da formatura, do casamento, do nascimento, da viagem, da promoção, da loteria, da eleição, da casa nova, da separação, da aposentadoria… E ela não chega porque a alegria não mora no futuro, mas só no agora.”

“Nietzsche disse que só existe uma pergunta a ser feita quando se pretende casar: – continuarei a ter prazer em conversar com esta pessoa daqui a 30 anos?”.

“Continuaram a acariciar-se sem desejo e atormentando-se com as súplicas e as recordações. Saborearam a amargura de uma despedida que pressentiam, mas que ainda podiam confundir com uma reconciliação.”

“Um pássaro voando é um pássaro livre. Não serve para nada. Impossível manipulá-lo, usá-lo, controlá-lo. E esse é, precisamente, o seu segredo: a inutilidade. Ele está além das maquinações do homem.”

“A vida tem sua própria sabedoria. Quem tenta ajudar uma borboleta a sair do casulo a mata. Quem tenta ajudar o broto a sair da semente o destrói. Há certas coisas que têm de sair de dentro para fora.”

“O ato de ouvir exige humildade de quem ouve. E a humildade está nisso: saber, não com a cabeça, mas com o coração, que é possível que o outro veja mundos que nós não vemos.”

“Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E, deu-se o encontro.”

“A morte e a vida não são contrárias. São irmãs. A reverência pela vida exige que sejamos sábios para permitir que a morte chegue quando a vida deseja ir.”

“Será possível, então, um triunfo no amor? Sim. Mas ele não se encontra no final do caminho: não na partida, não na chegada, mas na travessia.”

“O nascimento do pensamento é igual nascimento de uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma semente há de ser depositada no ventre vazio. E a semente do pensamento é o sonho. Por isso educadores, antes de serem especialistas em ferramentas do saber, deveriam ser especialistas em amor: intérpretes de sonhos.”

“Sim, quero viver muitos anos mais. Mas não a qualquer preço. Quero viver enquanto estiver aceso, em mim, a capacidade de me comover diante da beleza.”

“A saudade é o bolso onde a alma guarda aquilo que ela provou e aprovou. Aprovadas foram as experiências que deram alegria. O que valeu a pena está destinado à eternidade. A saudade é o rosto da eternidade refletido no rio do tempo.”

“Levou tempo para que eu percebesse que quem presta muita atenção no que é dito não consegue escutar o essencial. O essencial se encontra fora das palavras…”

“Quero viver enquanto estiver acesa, em mim, a capacidade de me comover diante da beleza.Essa capacidade de sentir alegria é a essência da vida.”

“Somos como os moluscos. Frágeis diante de um mundo imenso e assustador. Tratamos, então, de nos defender: construímos conchas duras de palavras.”

“O desejo de liberdade é mais forte que a paixão. Pássaro, eu não amaria quem me cortasse as asas. Barco, eu não amaria quem me amarrasse no cais.”

“Não basta o silêncio de fora. É preciso o silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E ai, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir as coisas que não ouvia. (…) Talvez, essa seja a essência da experiência religiosa – quando ficamos mudos, sem fala.”

“Conhecimento é coisa erótica, que engravida. Mas é preciso que o desejo faça o corpo se mover para o amor. Caso contrário, permanecem os olhos impotentes e inúteis. Para conhecer é preciso primeiro amar!”

Rubem Azevedo Alves (1933 – 2014) foi psicanalista, educador, teólogo, escritor e ex-pastor presbiteriano brasileiro. Foi autor de livros religiosos, educacionais, existenciais e infantis. É considerado um dos maiores pedagogos brasileiros de todos os tempos, um dos fundadores da Teologia da Libertação e intelectual polivalente nos debates sociais no Brasil. Foi professor da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP).

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A PALAVRA DO EDITOR

CLÁSSICAS CENAS DE CLÁSSICOS DUELOS NOS FILMES FAROESTES

O Velho Oeste americano foi um lugar diferente de tudo que estamos acostumados hoje em dia. Lá, os xerifes cuidavam das cidades, os bandidos roubavam caravanas e duelos eram feitos para decidir os mais diversos problemas. A importância dessas disputas com armas era tanta, que acabaram moldando a cultura do Velho Oeste e criando suas histórias mais famosas. Portanto, película de faroeste que se preza tem que ter um bom duelo para emocionar o espectador. Alguns embates foram eletrizantes e ajudaram a tornar o filme inesquecível. Há inúmeros duelos arrebatadores como o de Charles Bronson e Henry Fonda naquele duelo antológico de ERA UMA VEZ NO OESTE, do cineasta italiano Sergio Leone. Um desafio por excelência, trilha sonora magnífica, vilões inescrupulosos e dois atores no auge das suas excepcionais carreiras na modalidade faroeste. O enfrentamento dos dois, nos mostra uma cena enigmática, mística, com estupenda precisão em seus 8 minutos de suspense avassalador que faz prender a respiração de quem está assistindo na telona de exibição.

O duelo que encerra o filme Era uma Vez no Oeste é simplesmente excepcional, espetacular!!! Pela história, tema musical, o elenco de artistas primorosos, cada um com um papel relevante e inesquecível. Todos os temas primordiais dessa película cinematográfica ao gênero estão nessa projeção. Pioneirismo, ambição, coragem, vingança, roteiro, direção, elenco, tudo é impecável. No tocante ao duelo que tem 8 minutos de duração, talvez seja o mais longo da cinematografia dos foras da lei. É cena para ver, rever, e sempre descobrir detalhes sequenciais antológicos daquele duelo que encerra o filme. A melhor vingança da história do cinema!!! Foi preciso um italiano para resgatar Fonda de seus habituais papéis de bom moço no cinema americano, para que este criasse o que foi denominado como um dos mais frios vilões da história do cinema. Bronson tem aqui o começo de sua longa carreira em papéis de justiceiros de poucas palavras. Impossível imaginar o filme sem a MÚSICA de Morricone. Com tão poucos diálogos e tantos longos silêncios antecedendo o embate. Ela é a alma da fita… Uma cena final que fica melhor a cada vez que se vê e a cada dia mais clássica ao nosso olhar. Repito: É a melhor e a mais clássica vingança da história do cinema!!!

Já os maldosos, cruéis e malfazejos foras da lei, interpretados pelos assombrosos e portentosos atores, Eli Wallach, Lee Van Cleef e Clint Eastwood, que são três homens barbudos, sujos, bigodudos, relativamente mal trajados e castigados por anos de exposição a procura de um tesouro estão encarando uns aos outros em um cemitério. Eles trocam olhares suspeitos, mas permanecem quase que estaticamente parados, sem dizer uma só palavra. Veem-se as pálpebras nervosas e aqueles olhares irrequietos movendo-se lado a lado numa demonstração que expressam inquietações e contemplando as faces enrugadas de cada um. Toda essa bem bolada trama durou uma eternidade de quase três minutos. Esta é uma das mais celebradas sequências cinematográficas de todos os tempos em películas de faroestes. Trata-se do duelo que encerra o excelente filme, o último da trilogia do cineasta italiano Sergio Leone, o exuberante filme que no Brasil ficou com o título de Três Homens em Conflito.

Hoje, fica evidente que, Três Homens em Conflito traz muito do que em tempos modernos chamamos de clichês, mas que para a época (1966), era uma ferramenta dramática excepcional. a tradução consegue expor bem qual é a trama do filme: são três homens que, no meio da Guerra Civil Americana, entram em uma caçada acirrada para ficar com 200 mil dólares roubados. É nesse filme também que temos uma das cenas espetaculares que se distingue ou simboliza uma época, como também uma cultura no mundo do cinema, onde o feio, o mau e o bom finalmente se encontram para um duelo. A trilha musical, mais uma vez composta por Ennio Morricone, é um espetáculo à parte. E, logo nos primeiros minutos do filme, você já reconhece uma das melodias que tem os acordes mais famosas do cinema da modalidade Western spaghetti.

Por outro lado, há quem diga que a fama e fortuna conquistadas por Kirk Douglas(que morreu recentemente aos 103 anos de idade) deveu-se às custas de muitos duelos dos quais participou e mais um deles foi com seu amigo, o mexicano Anthony Quinn na película DUELO DE TITÃS do ano de 1959, dirigido pelo excelente diretor John Sturges que fez um filmaço sem chegar a ser um clássico. A proposta desse filme foi irrecusável para Douglas: 300 mil dólares(muito dinheiro pra época), além de toda essa grana Kirk teria sua produtora Bryna como associada na produção, o que aumentaria ainda mais o lucro do ator-produtor que precisava de muito dinheiro para seu projeto chamado “Spartacus”.

Douglas e Quinn já tinham trabalhado duas vezes tanto em Ulysses(1954) como em Sede de Viver(1956) em que Quinn ganhou o Oscar como ator coadjuvante. No terceiro encontro desses monstros sagrados, os dois grandes atores fazem Duelo de Titãs valer ainda muito mais por suas impecáveis atuações. O especialista em faroeste Darci Fonseca faz uma análise bem ponderada quando nos conta que, “Duelo de Titãs é um primoroso estudo sobre o poder, sobre como ele é implacavelmente exercido e sobre como homens acovardados se submetem a esse poder. Craig Belden(Anthony Quinn) manda na cidade e é temido e obedecido por todos que o cercam, intimidados pelo seu poder do qual de alguma maneira se beneficiam inescrupulosamente. Situação não muito diferente da encontrada em tantos outros rincões do Velho Oeste”. Enredo, roteiro, música, tudo nota 10. Filme para guardar em arquivo, e, assisti-lo sempre que sentir saudades das matinês espetaculares dos saudosos domingo à tarde.

Pois bem, para aqueles cinéfilos que têm idade para haver consumido o gênero de filmes Western, há 7 ou 8 anos, a revista “Super Interessante” veiculou uma matéria que rezava sobre “O verdadeiro Velho Oeste”, a matéria contrapõe o mito criado pelo cinema ao verídico e bem diferente modo de vida no Oeste americano do século XIX. Baseados em livros de historiadores que estudaram a fundo o assunto, os autores da matéria, Andreas Müller e Ricardo Lacerda afirmam que os famosos duelos na rua principal da cidade, onde, sob olhares ansiosos, vencia o pistoleiro que fosse mais rápido no gatilho, NUNCA ACONTECERAM. A verdade é que no Velho Oeste havia muito menos violência do que a dos filmes. havia lá muito mais lei, ordem e civilidade do que se pensa. Os grandes diretores de Hollywood, como John Ford, Howard Hawks, Raoul Walsh, Anthony Mann, Delmer Daves, John Sturges, investiram no mito e… O resto da estória vocês conhecem. Mas, a propósito, entre um embate John Ford versus Sergio Leone, em que você apostaria?!?!?! Eu fico com o último, até por causa das sacadas irônicas do diretor italiano.

A encenação que o leitor vai assistir a respeito do filme Duelo de Titãs se passou na fazenda do cinéfilo Darci Fonseca na cidade de Piratininga(SP). Assista aos três duelos:

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XICO COM X, BIZERRA COM I

SER BOM É TÃO BOM

E FAZ BEM AO CORAÇÃO, AO PÂNCREAS e À ALMA

Desaprendi o ‘Sinal da Cruz’ e o ‘Em nome do Pai’ que me ensinaram nos catecismos infantis. Salve-Rainhas e o Credo em Deus Pai são coisas do passado. Já os esqueci, ambos, por inúteis que são. Só me restou, de todos essas rezas e aprendizados que de nada servem, o respeito e a crença em Deus. Conversar com Ele, o faço todo dia, a meu modo, e sei que Ele me ouve. Igrejas para mim são todas iguais com seus vendilhões ávidos por lucros e metais. Iguais a todo e qualquer prédio, de quartéis a cabarés, de bares a teatros, aglomerado de tijolos e cimento, que abrigam soldados ou putas, bêbados ou artistas. Minha religião independe de templos: basta fazer o bem, respeitar a crença alheia e ajudar a quem precisa, na medida do possível. Ser bom, ou tentar sê-lo, não é ser rato de sacristia nem provedor material de falsos profetas. Também não é frequentar centros de umbanda ou mesa branca, saber de cor o Alcorão ou raspar a cabeça e virar Rare Krishna. Ser bom não é tampouco decorar o Bhagavad-Gita e saber Sânscrito de trás para frente e da frente para trás. Não! Ser bom é muito mais simples. Começa por não ser mau. O coração, o pâncreas e a alma agradecem. E meus joelhos não se ralam.

Toda a série FORROBOXOTE, Livros e Discos, disponível para compra no site Forroboxote. – Link BODEGA. Entregas para todo o Brasil.

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UMA PEDRADA DE VERDADE NA MENTIRA DE PETRA

Em vídeo em inglês, jovem expõe a farsa e o envolvimento da mãe de Petra nos “negócios” da Andrade Gutierrez (veja o vídeo).

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Esta chamada aí de cima é da página Jornal da Cidade.

Para ler a matéria, basta clicar aqui.

E o vídeo está logo a seguir:

PENINHA - DICA MUSICAL