DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

PETRA E PETRALHADA PERDEM OSCAR, MAS GARANTEM LACRAÇÃO

Rodrigo Constantino

Não deu. Não foi dessa vez que um filme brasileiro levou a estatueta do Oscar. Confesso que não derramei lágrimas ufanistas. A minha tristeza quando o “documentário” da riquinha mimada perdeu o Oscar foi a mesma de quando Lula foi preso. Patriotismo é justamente não torcer para um troço desses, que levaria a mais gente ainda essa narrativa falsa como uma nota de três reais. Perdeu, playboy!

Mas como há compensações nesta vida, Petra Costa teve a oportunidade de dar mais uma “lacrada” no evento, aproveitando os holofotes por conta da indicação. Eis a imagem do surrealismo:

No cartaz da autora do filme poderia constar a pergunta de quem mandou matar Celso Daniel, um crime ainda mais antigo, mais suspeito e sem conclusão. Mas aí ela perderia alguns amiguinhos. O sujeito de boné do MST falar que é preciso parar de invadir terras é a piada pronta que mostra o grau de insanidade da turma. E a indígena, que foi como mascote da elite culpada, precisa explicar como a sua luta é a mesma da de tantos indígenas que desejam justamente acesso ao progresso capitalista, em vez de viver numa espécie de zoológico humano como bicho exótico para acalentar o coração dos ricos entediados que leram Rousseau e acreditaram no mito do “bom selvagem”.

Petra perdeu, mas a patrulhada não perde uma só chance de destilar hipocrisia e impor sua narrativa patética, sua visão estética de mundo que não precisa guardar qualquer elo com a realidade dos fatos. Lacrar em Hollywood é a coisa mais fácil do mundo, já que há mais socialista lá do que em Cuba. Basta repetir os clichês típicos da esquerda caviar, e encontrará um ambiente extremamente amigável nesse meio endinheirado e repleto de famosos vaidosos e ignorantes.

Enquanto isso… os companheiros de Petra no Brasil também tentavam lacrar. Lula rechaçou qualquer possibilidade de autocrítica, constrangendo aqueles “analistas” que cobram do PT tal postura, como se fizesse parte do repertório petista, calcado na desonestidade, esse tipo de virtude. E Marcelo Freixo pregava seu conhecido ódio, um “ódio do bem”, alegando que é preciso “destruir o governo Bolsonaro”. Afinal, destruir não é discurso de ódio quando se trata do “fascismo”, como sabemos, ainda que um fascismo imaginário criado por esquerdistas radicais que, estes sim, adotam métodos muito similares aos fascistas.

Esse universo paralelo da esquerda radical, que ainda controla boa parte da mídia e da cultura, engana cada vez menos gente, graças às redes sociais. A turminha fala para sua própria bolha, e só. Petra já pode até fazer um novo “documentário” de como ganhou um Oscar, já que não é preciso ter ligação com fatos. E todos podem apontar para os grandes vencedores da noite e alegar, ao menos, que não há um só negro representando as minorias ali. O quê? São coreanos? Pouco importa! Nada que uma marretada não possa encaixar na narrativa de homens brancos ocidentais que dominam a cultura e demonstram preconceitos contra as pobres minorias…

DEU NO TWITTER

BANDIDOLATRIA GLOBAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALEXANDRE GARCIA

DEU NO TWITTER

DEU NO JORNAL

VÁ PREPARANDO O FURICO ! ! !

A petista Petra Costa perdeu o Oscar, mas Gleisi Hoffmann comemorou mesmo assim:

“Democracia em Vertigem não levou o Oscar, mas levou para o mundo a qualidade e competência de nosso cinema e da jovem cineasta. Mostrou o golpe no Brasil e a ascensão da extrema direita. Parabéns Petra! Foi um oásis para o Brasil num deserto de vergonha que temos passado perante o mundo.”

* * *

Um recado pra Gleisi Ventinha, gerenta do puteiro de Lula e conhecida como “Amante” na lista de propinas da Odebrecht:

O jumento Polodoro,  mascote desta gazeta escrota, está doidinho pra cruzar contigo.

E vá se preparando, pois vai ser sem cuspe e sem vaselina!!!

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

LASCIVA EMBRIAGUEZ

Lasciva embriaguez da poesia,
da música e do amor! uma só cousa
sois vós para quem quer, para quem ousa
o mergulho na vaga fugidia

que é o impulso da vida. Fugidia
mas constante, um arder que não repousa,
que desconhece o falso estar da lousa,
que funde o ser na sempiterna via.

Ó lasciva embriaguez, toma-me os passos
e deixa-me sonhar pelos espaços
do Ser, indiferente à realeza

da fortuna e da glória, inteiro e salvo
de toda circunstância, que é teu alvo
o coração fremente da Beleza!

DEU NO TWITTER

CARLOS AIRES - PROSEANDO NA SOMBRA DO JUAZEIRO

AS COISAS DO MEU LUGAR

Ó Senhor! Como eu queria,
Retornar ao meu rincão,
Pra sentir a brisa fria
Que em noites de verão
Chega pra nos refrescar!
E no pomposo arrebol
Escutar o rouxinol
Contente a cantarolar
Na hora do sol nascer!
Eu bem queria rever,
E outra vez me embevecer,
Com as coisas do meu lugar.

Ouvir do vento o açoite,
Banhar-me lá no regato,
E em cada boca de noite
Sentir o cheiro do mato,
Que com seu odor ameno
Em contraste com o sereno
Inebria o nosso olfato.
Daqui fico a implorar
Pedindo a Deus um aprovo,
Pra que eu volte de novo,
Pra curtir junto ao meu povo,
As coisas do meu lugar.

Ver a lua majestosa
Despontar por trás da serra,
Tão imponente e garbosa
Prateando a minha terra,
Espalhando no baixio
Um lençol fino e macio,
Onde a beleza se encerra.
Eu, estando a contemplar,
Tenho a fiel impressão
Que o Autor da Criação
Atingiu a perfeição
Nas coisas do meu lugar.

Como eu queria morar
Na casa grande, alpendrada,
Para outra vez me acordar,
No final da madrugada
Escutando os passarinhos,
Que ao deixarem seus ninhos
Pra saudar a alvorada
Declamam seu poetar
Sem que saia do esquema.
Cada um com seu poema,
Na dissertação do tema?
As coisas do meu lugar.

Hoje vivo tão distante
Da minha terra querida,
Sendo um mero viajante,
Pelas estradas da vida,
Deus que tudo determina,
Fará com que minha sina
Um dia seja cumprida,
Jamais canso de esperar!
Peço a Deus por caridade
Que me dê a liberdade,
Pra que eu mate a saudade,
Das coisas do meu lugar.

Meu desejo é só um sonho
Não passa de uma quimera,
Mas, meditando eu suponho,
Quem sabe o mesmo prospera?
Se esse é meu objetivo
Vou tentar mantê-lo vivo,
Implorando, ah! Quem me dera
Que eu pudesse retornar!
Praquele meu solo amado,
Aonde eu deixei guardado,
No cofre do meu passado,
As coisas do meu lugar.