DEU NO TWITTER

ESTUDANTE BRASILEIRA FALANDO INGLÊS NOS ZISTADOS ZUNIDOS

CHARGE DO SPONHOLZ

A PALAVRA DO EDITOR

O XIBIU BRILHANDO E PERFUMANDO O CARNAVAL RECIFENSE

Cida Pedrosa é uma militante política aqui do Recife, filiada ao PCdoB.

Eu devo ser o único reacionário retrógrado que pertenço ao seu círculo de amizades.

Na última eleição ela foi candidata a vereadora e veio aqui em casa pedir o meu voto. Pedir o voto e gravar um vídeo comigo para sua campanha.

Gravei o vídeo e votei nela, já sabendo que ela não seria eleita. Dei até o número da minha seção pra ela conferir que tinha voto pra ela por lá.

Atualmente a comunista Cida Pedrosa exerce o cargo de Secretária da Mulher, na Prefeitura do Recife.

Eu acho que a existência de uma Secretaria da Mulher, sem a existência de uma Secretaria do Homem, é uma discriminação horrível.

Não foi criada uma secretaria pra atender às reivindicações de nós outros, os machos que sofremos nas mãos das fêmeas.

Só as mulheres é que tem direito a uma secretaria.

Mas, deixemos isto pra lá.

O que eu quero dizer é o seguinte: essa semana Cida me enviou uma mensagem pelo zap pedindo que divulgasse a sua troça carnavalesca, que tem um nome arretado:

É do Xibiu!!!

Escutem a rápida conversa que tive com ele e depois continuo a postagem:

Uma troça carnavalesca que traz no seu nome esta entidade feminina maravilhosa merece toda divulgação possível, minha cara.

É do caralho!!!

Ou, melhor dizendo, é do xibiu!!!

O xibiu, também conhecido como tabaca, buceta, brecha, xiranha, do-cu-pra-riba, priquito, migué, lascadinha, forno, precheca, goelão, inchu – e mais algumas outras dezenas de sinônimos -, é a coisa melhor que existe em cima da redondura do mundo.

Um xibiu arreganhado merece toda minha consideração e a ele dou o merecido destaque nesta gazeta escrota.

A troça de Cida Pedrosa vai encantar os ares da nossa querida cidade com o inebriante perfume do xibiu.

Ô cheiro gostoso que só a porra!!!

Cheguei à conclusão de que o fato de minha querida amiga, Secretaria da Mulher, estar à frente de uma troça carnavalesca que homenageia a bacurinha, é uma coisa certa e coerente.

A autoridade municipal que cuida das fêmeas gerenciar um bloco que homenageia a parte mais importante destas mesmas fêmeas, é um fato digno de realce.

Tá muito certo.

Certíssimo!!!

Divulgarei o bloco com muita prazer (êpa!).

Um prazer orgásmico.

Disponha sempre deste espaço escroto e axibiuzado, Senhora Secretária!

E, por favor, diga ao Sr. Prefeito Geraldo Júlio, nosso valoroso revolucionário socialista, que mandei um grande abraço.

E viva o xibiu!!!

DEU NO JORNAL

A RESISTÊNCIA DE BOA APARÊNCIA

Guilherme Fiuza

A cena de uma jovem deputada de boa aparência (e ótimos padrinhos) avançando a céu aberto para derrubar o fascismo comoveu o Brasil. A imagem da meiga Tabata Amaral marchando ao lado de Alexandre Frota pela educação encheu os brasileiros de esperança. Se a Petra Costa não estivesse no Oscar poderia ter começado a filmar ali mesmo a Democracia em Vertigem 2 – Mais Vertiginosa Ainda. Enquanto não vem o novo blockbuster da Andrade Gutierrez, vamos tentando explicar essa nova e exuberante pedagogia nacional.

Como todo mundo já sabe e todo mundo já viu, o petismo já era. Quem está dando um show hoje no Brasil é a resistência de boa aparência. O que aconteceu foi o seguinte: quando os heroicos defensores da democracia e do liberalismo viram que a reforma da Previdência – que eles sempre disseram que era a salvação – estava realmente sendo feita, partiram para a guerra. Não a guerra para aprovar a reforma, claro. A guerra para bombardear os que estavam ousando fazê-la.

É uma lógica muito simples. Como é que você vai viver de vender uma salvação se os possíveis compradores já estão salvos? Não dá. E aí é que a coisa complicou de vez. A nova Previdência, que sozinha já salva o país do colapso – ou seja, uma desgraça – é uma de várias reformas que começam finalmente a remover os caninos do Estado do pescoço do contribuinte. Enfim, uma revolução – a verdadeira, a libertadora, a única.

Foi assim que nasceu a revolução de auditório – limpinha, perfumada e fácil de usar. É um movimento de renovação nacional com receitas simples e geniais que qualquer um pode fazer. Por exemplo: pegue um rostinho meigo, jogue uma pitada de PDT com Ambev, misture tudo no caldeirão do Huck e está pronta uma liderança política novinha em folha. Se o Darcy Ribeiro soubesse disso teria levado os índios direto pro shopping.

Nesse alegre parque de diversões cívico você pode ver políticos históricos como Fernando Henrique Cardoso ou Roberto Freire fazendo acrobacias intelectuais e acadêmicas para explicar sua devoção a um apresentador de auditório milionário. Esses cardeais da democracia e da civilidade estavam preocupadíssimos com o avanço da ignorância no poder – e depois de muito refletir, conjecturar e prospectar suas mais refinadas fontes de saber e erudição, fecharam com Luciano Huck.

Nessa Disney da renovação democrática você não para de se divertir. Tem um brinquedo que é sensacional: você pergunta ao Armínio Fraga – o ex-presidente do Banco Central e grande propagador do liberalismo – o que ele está achando das reformas liberais do Paulo Guedes e ele te responde que a Amazônia está em perigo. Aí você pergunta ao Armínio o que ele achou do menor risco da década e dos menores juros da história e ele te responde que a mulher é dona do próprio corpo. Com um pouco de sorte você ainda verá Armínio Fraga alertando que Bolsonaro ameaça as baleias – alerta que vale ao mesmo tempo para ecologia e para gordofobia. Gênio.

A ecologia é muito importante nesse tsunami de renovação – e nada mais novo que João Amoedo reciclando panfleto petista para acusar o fascismo por derramamento de óleo na praia. Reciclar é renovar. Ande um pouco mais no parque de diversões da resistência e você verá João Dória de mãos dadas com Alexandre Frota contra a brutalidade no poder. Dória também pode ser visto dando a mão ao presidente petista da OAB para gritar contra a ditadura do século passado. Renovar é viver.

Na Disney da renovação só tem gente bem vestida e cheirosa. Ali é tudo tão excitante que você pode até encontrar um grande amor. Aí você só vai ter o trabalho de perguntar: no meu jatinho ou no seu?

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

DESDÉNS – Raimundo Correia

Realçam no marfim da ventarola
As tuas unhas de coral felinas
Garras com que, a sorrir, tu me assassinas,
Bela e feroz… O sândalo se evola;

O ar cheiroso em redor se desenrola;
Pulsam os seios, arfam as narinas…
Sobre o espaldar de seda o torso inclinas
Numa indolência mórbida, espanhola…

Como eu sou infeliz! Como é sangrenta
Essa mão impiedosa que me arranca
A vida aos poucos, nesta morte lenta!

Essa mão de fidalga, fina e branca;
Essa mão, que me atrai e me afugenta,
Que eu afago, que eu beijo, e que me espanca!

CHARGE DO SPONHOLZ

AUGUSTO NUNES

UMA LONGA E SELVAGEM SESSÃO DE TORTURA DOS FATOS

Chamar de ‘documentário’ a fantasia de Petra é coisa de vigarista

Não existe a verdade de cada um. Existe a verdade factual, que é o contrário da mentira. Se o resgate de um período histórico deforma os fatos para ajustá-los à miopia ideológica do autor, vira peça de propaganda. Chamar de “documentário” a fantasia de Petra é coisa de vigarista.

Infinitamente mais talentosa que Petra Costa, a alemã Leni Riefenstahl esbanjou competência na sequência de filmes concebida para exaltar a era nazista e louvar a superioridade da raça ariana.

Os mesmos jornalistas que agora concedem a Petra o direito de mentir compulsivamente sempre viram nos filmes de Leni o que eles eram: peças de propaganda esteticamente admiráveis, mas tão verdadeiras quanto as discurseiras de Goebbels.

Em “O Triunfo da Verdade”, Leni mostrou com singular criatividade como se induz uma nação a enxergar uma linhagem de semideuses no bando de assassinos patológicos.

Com “Democracia em Vertigem”, uma longa e selvagem sessão de tortura dos fatos, Petra conseguiu tapear os organizadores do Oscar. A diretora predileta de Dilma está para Leni como Lula para Winston Churchill.

DEU NO JORNAL

MARXISMO-LENINISMO BANÂNICO

Se deixar caducar a medida provisória que criou a carteirinha estudantil digital e gratuita, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, passará vergonha: o presidente Bolsonaro reeditará a MP, até porque 2020 é outro ano legislativo.

Maia quer estudantes pagando R$ 35 à UNE/Ubes pela carteirinha.

Em 2017, quando ainda não escondiam os valores, essas entidades ligadas ao PCdoB admitiram faturar R$ 14,3 milhões.

Maia tem acordo com o PCdoB para devolver o negócio de carteirinhas pagas às entidades “estudantis” que aparelham, como UNE e Uneb.

Parceiro de Maia para ressuscitar o negócio, Orlando Silva (PCdoB-SP), ex-ministro de Lula, pagava até tapioca com cartão corporativo.

A aliança com o PCdoB não é recente: foi Rodrigo Maia quem impediu a instalação da CPI da UNE, para investigar maracutaias na entidade.

Maia, que se gaba da própria esperteza, parece acreditar que o PCdoB faria um casamento (de jacaré com cobra d’água) com o DEM.

* * *

Estas duas entidades canalhas, PCdoB e Maia, formam uma parelha da porra.

É marxismo-leninismo em estado puro.

Uma dupla banânica “ideológica” perfeita.

Dou um pelo outro e não quero torna.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

PRA LÁ COM ESSE NEGÓCIO!

Lilico concluía sua piada com o bordão “pra lá quesse negócio”!

Mais uma vez volto ao sertão, e novamente, ao povoado onde nasci – que, aliás, vivo pensando que nunca deveria ter saído de lá. Penso, também, que minha Avó jamais deveria ter-se encantado. Deveria estar contando as prosas dela, me dando cafunés, criando os passarinhos dela soltinhos e dando a cada um deles um nome de gente – para ela, bicho, principalmente ave, era melhor do que muitos seres.

Se alguém lhe perguntasse: Dona Doca, quem é melhor? Lula, ou aquele urubu?!

Não tenho dúvida que ela responderia:

– Meu bixim, o arubu é muito mais mió, ora! Apois, o arubu come a carniça dele, de bicho que morre. O arubu num rôba!

Pois, essa mesma Dona Doca Buretama, como já foi dito inúmeras vezes, criava patos, galinhas, perus, cabras e bodes como meieira do dono das terras. Ficava com uma parte, e entregava a outra parte para o “patrão”.

Mas, o “patrão” tinha outros moradores, que faziam a mesma coisa. E um desses moradores era o Cícero de Zefa, conhecido como Cicim (ele não aceitava que o chamassem de “Cissim”. Era “Cicim”, mesmo e tamos conversados).

Eis que, certo dia, sem avisar nem nunca ter falado nada, Cicim chegou na casa da minha Avó, com um galo enfiado no sovaco direito. Minha Avó achou que o galo tava com “gogue” e o vizinho precisava de uma meizinha pro bicho.

– Cumade Doca, sei que hoje num é seu niversáro, mais vim lhe trazer um presente. Tô lhe dado inté de papé passado o galo Gegê, com muita saúde, fogoso e bom quisó!

Como no sertão viaja há séculos, o dito popular que ensina: “cavalo dado, num si óia os dentes”, Vovó mandou que ele soltasse o galo no quintal, que de mais com pouquinho ela botava milho pro bicho.

Mas, Vovó ficou matreira com aquele presente. Porque, tão logo soltou o galo no quintal, Cicim foi fazendo meia volta, e pegando o caminho de casa.

Eis que, pra ter certeza que o galo num tava com fome, Vovó foi na camarinha e pegou uma cuia com milho para jogar no quintal. Se o galo estivesse com fome, com certeza procuraria comer.

Mas, o melhor vem agora. Vovó tinha o hábito de dar nome às galinhas que tinha no quintal. E aquela que mais botava ovos, ela dava o nome de umas “fuampas” que ela achava que viviam às custas do Vovô, João Buretama. E, uma dessas galinhas, ela chamava de Maria Francisca, pois a penosa botava dois ovos por dia, e ela achava que era porque os galos viviam “subindo nela”. Tal qual a “fuampa” que não podia ver os trocados de Vovô, e logo se engraçava, fingindo desejo de nhanhar.

Pois, mais parecendo uma águia, “Maria Francisca” tão logo o galo Gegê abaixou as asas e começou a fazer roda, olhando de soslaio, ela conseguiu arranjar forças nunca se sabe de onde, e saiu voando.

Vovó estava no girau, lavando alguns pratos e, ao ver aquilo, admirada, soltou um grito:

– Valha-me Deus! O que qui tá contecendo? Galinha num avua!

Ora, aqui todos sabem que o cruzamento ou a cobertura, ou o sexo, ou ainda a trepadinha entre aves, é feita com as cloacas, sendo que a cloaca do macho é diferente da cloaca da fêmea.

Mas, Vovó, ainda boa das vistas, garantiu que conseguiu ver que Gegê não tinha uma cloaca. Tinha era um “martelo” dependurado naquele lugar. E ela jura que, na linguagem com que se comunicava com as aves dela, a “Maria Francisca” ao ver o “martelo” de Gegê, saiu avuando e até dizendo:

– Pra lá quesse negócio!

Anos depois foi descoberto que Cicim agira de má vontade e por ciumeira, pois o patrão havia concedido mais umas linhas de terra pra Vovó e Vovô aproveitarem na roça.

Eita que ciúme é coisa feroz! Pra lá com esse negócio, siô!

A PALAVRA DO EDITOR