DEU NO TWITTER

ALEXANDRE GARCIA

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ DOMINGOS BRITO – SÃO PAULO-SP

MRA – MOVIMENTO DE REPATRIAÇÃO DO ABAPORU

O fubânico D.Matt diz que “O Brasil deixar que uma obra de arte raríssima e louvada internacionalmente fosse para o exterior foi um acinte à cultura brasileira”. (Confira na minha última coluna publicada no JBF, clicando aqui)

E está coberto de razão. Não apareceu um brasileiro disposto e em condições de impedir isto. Mas, disse “O Brasil” e não um ricaço qualquer. Querendo ou não ele se referiu ao Governo Brasileiro e responsabilizou-o por este deslize, este pecado capital contra a cultura brasileira.

Estou de pleno. acordo. Se vamos culpar alguém, tem que ser o dono, quem banca, promove, administra a cultura.

Sua visão fez eclodir um “movimento”, que poderíamos lançá-lo aqui no JBF, contando não só com a aquiescência do Berto, mas com seu envolvimento.

Acredito que podemos contar também com o colunista Cícero Tavares, e posso convidar o nobre colunista José Paulo Cavalcanti para assessorar legalmente o MRA e providenciar os apetrechos jurídicos que forem necessários à empreitada.

Atravessamos um momento crucial e propício ao sucesso da empreitada; visto sob diversos aspectos:

1- Estamos em consonância com o momento político. O MRA é um movimento “conservador”; quer preservar e promover as qualidades de seu povo; mostrar, exibir o que é seu; exaltar a nacionalidade…

2- O Governo criou o lema, fartamente publicitado, “Brasil acima de tudo”. Pois bem, o resgate do Abaporu representa isto. Um País que pode deter sua Arte em seu território

3- Neste exato momento, a Cultura passa por um grande perrengue. Perdeu o status de Ministério e tornou-se uma secretaria, que chegou a ser comandada por um filhote de Goebels. Agora passa por uma reformulação sob a direção de uma artista bem intencionada, disposta a apaziguar o mundo das artes e cultura. Abraçar esta “causa”, a repatriação da obra, seria uma ótima bandeira que poderiam levantar.

4- A Argentina atravessa uma crise econômica tamanha, que pode fazer com que o preço do quadro baixe para bem menos do que o estipulado nos leilões internacionais Ou seja, o momento é agora; é oportuno em todos os sentidos para termos de volta o Abaporu .

Façamos um Abaixo-Assinado, com apoio do Governo, instituições e empresas para trazer o Abaporu para o MASP, a casa de Tarsila;, a nossa casa de cultura, aberta à visitação de todo mundo.

Um abraço a todos

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

UM MOTE BEM GLOSADO E UM FOLHETO DE ABC

Adalberto Pereira glosando o mote:

Acordei para ver a madrugada
Abraçar com carinho o novo dia.

Fui dormir com meu coração contente
Por um dia cheio de felicidade;
Sem rancor, sem angústia e sem maldade,
Consegui ter um sono diferente,
Esquecendo as tristezas que na gente
Faz morada pra tirar nossa alegria.
Tive um sonho parecendo fantasia.
Pra fugir dessa noite agitada,
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

No jardim, vi os belos beija-flores
Misturados com ousados bem-te-vis;
Bons exemplos de uma vida mais feliz.
Passarinhos misturando suas cores;
Para eles não existem dissabores.
Seus cantares nos transmitem alegria
Em perfeitas e sonoras melodias.
Num sussurro sutil da minha amada,
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

A cidade trabalhava normalmente,
Pra buscar o progresso desejado.
Na floresta, o barulho do machado,
Maltratava nossa mata inocente.
Quem espera um futuro mais decente,
Com certeza não terá tanta alegria.
Maltratar inocente é covardia
Dessa gente de moral atrofiada.
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

As estrelas enfeitavam o infinito
E a lua se escondia no horizonte;
A manhã com seu jeito elegante
Alegrava cada coração aflito.
Tudo isso vem de Deus e é bonito
Mais parece uma orquestra em harmonia,
Deleitando com sonora melodia
Os ouvidos da plateia apaixonada.
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

Anoitece e um sonoro violão
Acompanha o cantar do seresteiro,
A donzela abandona o travesseiro
Pra fugir da terrível solidão.
Da janela sob a luz do lampião
Ela sente o sabor da melodia;
E naquele sentimento de alegria
Não esconde que está apaixonada.
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

Contemplando a beleza do oceano
Vi as ondas com seu barulho feroz.
Eu achei que aquela era a voz
Vinda de um animal serrano.
Descobri como Deus é soberano
E perfeita a sua sabedoria.
A beleza do infinito eu sentia,
Quando a face pelo vento era tocada.
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

Sorridente deixei meu leito quente
Pra sentir o sabor da natureza.
No jardim descobri toda beleza
Pra mudar o vazio que há na gente.
É aí que o nosso corpo sente
O valor de estar em alegria.
Mas é bom ter em nossa companhia
A presença de uma pessoa amada.
Acordei para ver a madrugada
Receber com carinho o novo dia.

* * *

ABC DO CASAMENTO – Antonio Sena Alencar

A – Amor é um sentimento
Que nasce no coração
E quando um casal o tem
Com firmeza e devoção
Não existe falsidade
Que fira a fidelidade
De sua doce união.

B – Bela e bacana é a vida
De um casal que se ama,
Porque em qualquer evento
Nenhum do outro reclama;
E de maneira geral
Na vivência conjugal
Não há lugar para trama.

C – Casamento eclesiástico
Ou civil é cerimônia
Que deve ser respeitada
Por qualquer pessoa idônea,
Mas no foro conjugal
O que mais pesa afinal
É um casal de vergonha.

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DEU NO JORNAL

PAPEL PRA LIMPAR FURICOS

O regime comunista de Cuba anunciou, na última terça-feira (4), que não poderá satisfazer a demanda de produtos de higiene pessoal no país.

Betsy Díaz Velázquez, ministra cubana de Comércio Interior, disse que a escassez continuará até abril devido a “sérias limitações financeiras”.

Segundo o jornal Gazeta do Povo, Velázquez reconheceu a falta de produtos de higiene nos mercados desde janeiro.

Os jornais independentes também relatam a falta de carne, farinha e azeites nas prateleiras dos mercados, bem como a escassez de analgésicos, antibióticos e antidepressivos nos balcões das farmácias.

* * *

A militância zisquerdista do Brasil, através do PSOL, PCdoB e PT, está sendo convocada para fazer doações.

Doar exemplares dos jornais impressos de cada um desses partidos, além dos manifestos impressos da CUT e do MST, acondicionados num pacote bem embalado e caprichosamente montado com o jornal do movimento de Guilherme Boulos.

A papelada será enviada à Ilha da Felicidade pros cubanos limparem seus furicos.

Limpar o tiquinho de bosta que os pobres coitados ainda conseguem excretar, devido à escassez de comida naquele paraíso da liberdade.

Um paraíso que é o recanto mais progressista e avançado do mundo, o melhor regime do Planeta Terra, regime que um dia será implantado no Brasil quando as forças progressistas derrubaram o fascismo que atualmente nos governa, segundo garante o fubânico Fanático Furioso.

A cumunista Manuela d’Ávila, que foi vice na chapa do poste Haddad, é que vai coordenador a campanha para arrecadar jornais e papéis que serão despachados pros sofridos cubanos limparem a bunda.

J.R.GUZZO

FAÇA AS CONTAS: SINDICATO SÓ SERVIA PARA EXTORQUIR O SEU DINHEIRO

Nada como um pouco de aritmética, dessa mais simples, para melhorar o entendimento de uma porção de coisas na vida, especialmente no Brasil. É uma pena, realmente, que o hábito de fazer conta seja tão impopular neste país – isso ainda vai acabar com a gente, porque você pode escapar da saúva, que afinal das contas não acabou com o Brasil, mas não escapa da tabuada.

Jornalista não gosta de aritmética. Economista não gosta de aritmética. Político, então, tem horror de aritmética, o que explica, em boa parte, porque estão sempre fazendo leis para distribuir as riquezas nacionais, mas jamais se lembram de pensar se essas riquezas existem ou não. Quem se importa se existem ou não? Se não existirem, não é problema nosso: é problema do “governo”, que vai tirar dos impostos tudo aquilo que nós decidimos dar de presente.

O fato é que o Brasil fala, fala, fala – e não conta. Se contasse um pouco mais, veria a diferença para o país que algumas somas simples, ensinadas no curso primário, acabam fazendo. Muitas vezes elas explicam com perfeição, mais que cinco anos de discurso no Congresso Nacional, como o Brasil pode melhorar dramaticamente quando certos cálculos são alterados.

Você tem ouvido falar, ultimamente, de CUT, Força Sindical, UGT e outras organizações de parasitas chamadas de “centrais sindicais?” Não? Claro que não – e essa é uma das notícias mais animadoras que a população poderia ter. Não há mais a chantagem de sindicatos que ameaçam greves, nem a “mobilização” para extorquir isso ou aquilo da sociedade. Não há diretores sindicais vivendo sem trabalhar. Não há nada disso porque as “centrais sindicais estão acabando. E as centrais estão acabando porque, muito simplesmente, ficaram sem dinheiro.

Todas elas, como se sabe, viviam de uma infâmia chamada “imposto sindical”, que todo trabalhador brasileiro (e as empresas) tinham de pagar uma vez por ano – fossem ou não sindicalizados, quisessem ou não ser representados pela CUT ou pela “Força”.

O governo Michel Temer, no que talvez tenha sido o seu melhor momento, conseguiu aprovar a abolição desse imposto – e as centrais, junto com os sindicatos, começaram a valer apenas o que valem, ou seja, a ter a força que deveriam ter por causa da fidelidade financeira dos associados. Mas, como se vê, não havia fidelidade nenhuma. Assim que o trabalhador ganhou o direito de não pagar, a maioria dos sindicatos não viu mais um tostão furado. Viraram o que são agora.

O portal eletrônico “Poder 360” divulgou há pouco alguns números bem simples. Em 2017, durante a vigência do imposto, a CUT, por exemplo, recebeu pouco mais de R$ 62 milhões extorquidos dos trabalhadores. Em 2019 recebeu um pouquinho acima de R$ 440 mil, ou 140 vezes menos – uma verdadeira miséria. A Força Sindical, que falava tão grosso na política brasileira, levou R$ 51 milhões em 2017 – e em 2019 ficou com menos de R$ 1 milhão. A UGT despencou de R$ 46 milhões para também R$ 1 milhão. Fim da linha.

Quantos tratados de ciência política é preciso ler para descobrir porque a CUT existia e porque não existe mais – não como alguma coisa que tenha um mínimo de relevância? Em vez disso, é muito mais eficaz fazer as contas acima.

CHARGE DO SPONHOLZ

ALEXANDRE GARCIA

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