CHARGE DO SPONHOLZ

O PT E A PROPINA NA CUECA

Nesta quarta-feira, o Congresso Nacional vai tentar salvar o mandato de Wilson Santiago, que foi afastado por Celso de Mello depois que um de seus aliados foi filmado enfiando propina na cueca. O PT, coerentemente, já decidiu votar a favor do deputado, segundo a Folha de S. Paulo. Sabe como é: propina na cueca é uma especialidade da casa. (O Antagonista)

J.R.GUZZO

IMPEACHMENT DE TRUMP É A MAIOR “NÃO NOTÍCIA” DA HISTÓRIA RECENTE

Pois aí está: terminou miseravelmente, como não poderia ser de outra maneira, o “impeachment do presidente Donald Trump”, fantasia a respeito da qual encheram a sua paciência no noticiário durante um ano inteiro.

Você já fez uma conta, bem por cima, de quanto tempo perdeu lendo sobre o assunto, ou ouvindo os programas de rádio e televisão falarem a respeito? Nem faça; vai se aborrecer à toa.

O fato é o seguinte, para resumir a opera toda: esse “impeachment” de Trump concorre com grandes chances de vitória a ser a notícia não existente mais publicada pelos meios de comunicação em sua história moderna.

Nunca houve, desde o primeiro minuto, a mais remota chance real de Trump perder seu mandato num processo desse tipo. No entanto, não apenas a notícia foi socada em cima da opinião pública como se fosse algo real e iminente, mas como perfeitamente possível – ou até provável. Donald Trump nunca poderia ser deposto por uma manobra que, desde o início, foi absolutamente partidária, e não baseada num processo legal com um mínimo de consistência.

As lideranças do Partido Democrata, sabendo que vão perder as próximas eleições e que Trump vai ser reeleito, quiseram derrubar o homem no tapetão. Mas, o mais interessante da história é que suas chances de ganhar no tapetão, matematicamente, eram iguais a três vezes zero. Para dar só um detalhe: o Senado americano, com 100 senadores, precisa aprovar todo e qualquer passo de um processo de impeachment, e dar a decisão final por uma maioria de dois terços dos votos.

O Partido Republicano, de Trump, tem 67 senadores. Fim de linha, antes do começo da viagem – mas só agora, com a decisão final de que o Senado sequer iria examinar o assunto, a tese do “impeachment”, enfim, reconheceu a sua própria não existência. Deu PT, ou perda total – de tempo.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALEXANDRE GARCIA

DEU NO JORNAL

BIAL ESTÁ CERTO SOBRE PETRA, ZÉ DE ABREU É UM IDIOTA, E FEMINISTAS SE CALAM

Rodrigo Constantino

Poderíamos falar de coisas mais sérias. Poderíamos falar das reformas que precisam ser aprovadas nesse ano. Poderíamos falar dos novos projetos para segurança do ministro Moro. Mas sabemos como as “tretas” rendem na era das redes sociais. Então vamos a elas.

Pedro Bial “causou” ao dizer o óbvio, pois o óbvio não pode mais ser dito em certos meios. O apresentador da Globo provocou “polêmica” ao afirmar que o “documentário” de Petra Costa, “Democracia em Vertigem”, “é uma ficção alucinante” e que ele deu muita risada ao ver o filme.

“Achei muito engraçado o filme. É um non sequitur atrás do outro”, disse, referindo-se à falácia lógica de que a conclusão não se segue da premissa. Bial criticou ainda a narração de Petra, “miada, insuportável”, já que ela fica “choramingando o filme inteiro”. Impossível negar.

E concluiu com uma análise psicológica da autora bem interessante: “É um filme de uma menina dizendo para a mamãe dela que fez tudo direitinho, que ela está ali cumprindo as ordens e a inspiração da mamãe, somos de esquerda, somos bons, nós não fizemos nada, não temos que fazer autocrítica. Foram os maus do mercado, essa gente feia, homens brancos, que nos machucaram e nos tiraram do poder, porque o PT sempre foi maravilhoso e o Lula é incrível”.

Novamente, impossível discordar. O esquerdismo caviar dessa elite culpada é um claro sintoma de infantilismo patológico, de gente que se mostrou incapaz de amadurecer na vida. Chamar de documentário tanta mentira maniqueísta é forçar demais a barra, por mais que a ideia de imparcialidade plena tenha sido abandonada faz tempo.

E por falar em parcialidade… o petista Zé de Abreu voltou a ofender colegas por questões ideológicas. o ator recebeu críticas à esquerda e à direita, na semana passada, ao criticar a atriz Regina Duarte por aceitar o convite de Jair Bolsonaro para ocupar a Secretaria Especial da Cultura.

Em uma postagem no Twitter, ele afirmou que iria “desmascarar” a atriz: “Lembra de quantos gays lhe tiraram rugas? Coloriram seus cabelos brancos? Criaram figurinos para esconder suas banhas?”. Abreu foi acusado de ser machista e misógino.

Em áudios enviados à coluna, ele afirma que recebeu o apoio de várias mulheres em seu perfil na rede social. Diz que não dá para respeitar quem apoia Bolsonaro nem considerar ser humano um fascista. “Fascista não tem sexo”, afirma. “Vagina não transforma uma mulher em um ser humano.” “Eu não vou parar. Eu sou radical mesmo e estou num caminho sem volta”, diz.

Não é fofo? Bolsonaro já elogiou Ustra, então basta: quem for para seu governo é um fascista! Quem diz isso? O mesmo que apoia o ex-presidente que babava ovo do tirano Fidel Castro, do assassino Che Guevara, do ditador Nicolás Maduro, entre tantos outros. O duplo padrão dessa turma é assustador.

E a hipocrisia é do movimento feminista também. Da mesma forma que as feministas radicais ficaram em silêncio quando a atriz Susan Sarandon disse que não era para votar com a “vagina”, ao defender apoio ao comunista Bernie Sanders no lugar de Hillary Clinton, vão novamente ficar quietas agora. Afinal, Zé de Abreu é “um dos seus”, é um extremista de esquerda, e é disso que se trata o movimento feminista em sua terceira geração.

Pedro Bial é um cara inteligente, mas infelizmente costuma ser patrulhado na emissora “progressista” em que trabalha, e provavelmente não faria uma análise tão realista (“dura”) sobre o “documentário” em seu programa. Zé de Abreu é da casa, pode cuspir em mulher, pode xingar qualquer um que não seja comunista, pode atacar até colega de trabalho, que continuará com seu feudo garantido.

Há uma espiral de silêncio no meio, e um salvo-conduto para esquerdistas. Não por acaso artistas pediram para Regina Duarte apagar a mensagem com seus pares que deram apoio à sua ida para a Secretaria da Cultura. A turma sabe onde o calo aperta. E em que pese todo discurso descolado, o que importa no final do dia é o tilintar da moeda na conta. Falta coragem, a virtude mais importante de todas!

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FALA, BÁRBARA !

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

ROMANOS

Embora tenham vividos em tempos remotos, sem explorar o mínimo traço de tecnologia, os romanos foram um povo sábio. Criativo. Cheios de ricos dons pessoais.

Na Roma antiga, misturados à sociedade, viviam filósofos e inventores ativos. Por isso, graças ao poder de criação dos romanos, a sociedade moderna herdou e utiliza muitas invenções do passado em algumas áreas. São técnicas produtivas, domésticas e de construção. Sem, no entanto, desconfiar da origem e procedência.

Deve-se aos romanos, a diversão e a participação em shows, na prática esportiva e, inclusive na vibração com os jogos intelectuais que passam de geração a geração, sempre aglomerando públicos.

Se o homem moderno sabe ler, evoluiu culturalmente, o agradecimento deve ser dirigido ao povo romano que teve a iniciativa de lançar o primeiro livro. Em substituição ao pergaminho ou as tábuas de pedra, tão comuns na época.

As proezas romanas são fantásticas. Com os livros, desenvolveram e compartilharam a cultura. O Direito Romano, resistente ao tempo, faz parte do cotidiano da atualidade. Inteligente, copiaram alguns inventos da cultura grega no campo da arte, pintura e da arquitetura.

Embora tenham sofrido intensa crise econômica e política, os romanos souberam dominar a corrupção nos governos, frear os gastos exagerados que desviaram montanhas de recursos do Império.

Com o poder de trabalho, os romanos transformaram um pequeno vilarejo num majestoso império, durante o século III a.C. que durou praticamente até o ano 476.

Foi na Roma antiga que surgiu o concreto, tão forte e resistente, capaz até de passar milênios, sem oferecer risco algum à construção, ao contrário do concreto atual, cuja resistência não passa de 70 anos. A durabilidade do material era garantida por causa da adição de pedras vulcânicas que, misturadas às cinzas dos vulcões, mais sal marinho e cal, tinham prazo de validade longevo.

Outra notável criação dos romanos foram as estradas. Inicialmente construídas com paralelepípedos, as estradas após 700 anos de uso foram pavimentadas para durar mais anos de uso. Resistir ao tempo.

Talvez o fã do Fast food não perceba, mas o criador deste tipo de comida rápida foram os romanos, desejosos de comer fora de casa, enquanto conversavam com os amigos. Ideia posteriormente copiada pelos americanos de Kansas que lançaram o hambúrguer em 1921, a preço de banana.

O leitor de jornais também deve agradecer aos romanos, o vício de acompanhar o noticiário pelos tabloides e se manter informado sobre os danos causados pelo coronavirus e outras desastrosas informações. Tudo começou com o registro das atas do Senado romano.

No tempo de Júlio Cesar, grande comandante e usuário de táticas populistas para se manter no poder, morriam muitas crianças durante o parto. Então, para salvar os nascituros, Júlio Cesar baixou um decreto ordenando aos curandeiros que na hora do parto difícil, fizessem cesarianas para salvar as crianças. Atualmente, com técnicas aprimoradas, as maternidades ainda realizam muitas cesarianas, desde que haja necessidade médica ou seja escolha das mães.

Se hoje as famílias usam água encanada em casa, a ideia veio da Roma antiga. Para garantir água nas casas, de maneira permanente, os romanos inventaram os aquedutos. Invenção que o homem moderno utiliza talvez sem desconfiar que a ideia partiu dos romanos.

O povo romano era metido a luxo. Então, para tomar banho quente, no maior conforto, os romanos criaram um sistema de aquecer tanto a água como a própria casa de banho.

Não resta dúvida. O maior Império da Antiguidade, foi tão importante na história mundial que o mundo ocidental ainda preza diversas influências romanas. No nome, na língua, na ciência jurídica, através dos códigos jurídicos, e até na política.

As palavras república, ditadura, senado, plebiscito, cônsul e magistratura, que o mundo ocidental não se cansa de utilizar, foram copiados do povo romano.