PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O OUTRO LADO DA MESMA FACE – Flávio Petrônio

Às vezes em que a tristeza me abraça,
Abraço-a, em plena legitimidade,
Assim como abraço a felicidade
Suspenso pelo seu estado de Graça.

Estar triste é viver o que me enlaça,
Fragmentando o sentido da vontade.
Ser um triste é olhar em contrariedade,
Assistindo a uma névoa que lhe embaça.

Tristeza, execrada em entendimento,
Não deixa de ser mais um sentimento
Depurando-nos com a nostalgia.

Tristeza ocupa o olhar em expansão,
Escondendo a própria contradição
Por ocupar a mesma face que a alegria.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

A PALAVRA DO EDITOR

VAI TER CHORO HOJE!!!

Dica para os leitores fubânicos residentes em Brasília:

Grande espetáculo hoje, quinta-feira, na Galeria Mundo Vivo, que fica na CLN 413, Bloco D.

Pedro Berto vai brilhar com o seu bandolim.

Ele tem duas grandes qualidades: é bonito e talentoso que nem o avô, o Editor desta gazeta escrota!!!

* * *

Pedro Berto executa o choro Pagão no bandolim, acompanhado de João Ferreira no violão

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

DEU NO JORNAL

TENTANDO TRANSFORMAR A VAGABUNDAGEM EM LEI

Como fazer demagogia é livre, o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) propõe reduzir para 36 horas a jornada semanal de trabalho.

Ou seja, uma redução de 22% das atuais 44 horas.

Mas sem reduzir salários.

* * *

Falou em vagabundagem, tem que ter gente do PT à frente da iniciativa.

Não é por acaso que Lula, o Vagabundo-Mor, é o proprietário do bando.

Ele dorme até durante o expediente

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DEU NO JORNAL

POR QUE TANTA MÁ VONTADE COM TRUMP E BOLSONARO?

Rodrigo Constantino

Trump é uma ameaça para a democracia americana, berraram aqueles que chegam a quase simpatizar com ditaduras socialistas mundo afora. Bolsonaro é um nazifascista que vai destruir as instituições democráticas brasileiras, gritaram aqueles que chegam a defender até Maduro na Venezuela.

Quando se parte da premissa de que ambos representam governos tirânicos em potencial, fica parecendo que toda crítica, por mais forçada que seja, é louvável, e nenhum elogio é permitido. A conclusão foi tomada antes de qualquer análise dos fatos.

Essa postura, também chamada de desonestidade intelectual em outras circunstâncias, está no cerne do viés de muitos “analistas” quando o assunto é Trump ou Bolsonaro. Há clara má vontade dessa turma na hora de julgar questões isoladas que dizem respeito a esses governos.

Admitir que pessoas inteligentes e honestas discordam da gente de forma legítima é a base da democracia civilizada. É a base da inteligência também, da humildade. Infelizmente, isso tem sido bem raro de se encontrar no debate político, especialmente no lado esquerdo (mas não há exclusividade, claro).

O que tem de gente que enxerga o “lado positivo” da sangrenta Revolução Francesa, que degolou inúmeras vítimas inocentes e levou ao regime ditatorial de Napoleão após o Terror, ou que busca relativizar a ditadura chinesa, apontando conquistas econômicas, ou ainda que reconhece vantagens até dos regimes opressores do Oriente Médio, mas que é incapaz de elogiar uma só coisa dos governos Bolsonaro e Trump, não está no gibi!

O público percebe esse duplo padrão, e por isso parte da imprensa perde credibilidade de forma contínua. Trump não é um ditador e a democracia americana não está ameaçada. Bolsonaro já deu várias declarações infelizes e, de fato, defendeu gente indefensável, mas como disse o ministro Sergio Moro no Pânico, alguns “analistas” estarão falando dos enormes riscos à democracia no último dia de governo, talvez no segundo mandato, quando a faixa presidencial estiver prestes a ser transferida de forma regular e pacífica.

Apontar erros é função primordial do jornalismo. Mas é preciso ter sendo das proporções e, acima de tudo, coerência. Qual o sentido de se derreter de amores pelo regime chinês ou pelo legado sombrio da Revolução Francesa enquanto destila tanto ódio por Trump e Bolsonaro?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

NANASA AUSTIN – TAMPA-FLÓRIDA-EUA

Boa tarde Sr. Berto,

Venho através deste comunicar o falecimento do meu querido pai Shimuo Yamada de Carolina do Sul nos EUA., o qual era seguidor deste blog.

Meu pai tinha vários colegas no seu blog.

Infelizmente meu pai teve um derrame final de Outubro e em Dezembro caiu quebrou uma parte da bacia e teve uma operação que foi só decaindo.

Estamos ainda em choque, pois meu pai tinha apenas 71 anos de idade.

Fiquem com Deus. 

Desde já agradecemos por ter sido seguidor.

Sem mais Deus Abençoe a todos.

R. Encantou-se uma figura querida, um leitor fiel, muito simpático e que estava sempre presente aqui no JBF.

Vai nos deixar uma saudosa lembrança.

Lamento muito.

Que seu querido pai descanse em paz, meu caro Nanasa.

Para acessar o obituário do nosso estimado Shimuo Yamada, cliquem aqui.