ALEXANDRE GARCIA

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DO PAU DECIFRADO – Bocage

É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser arvore de figo,
Da glande o fructo tem, sem ser sobreiro:

Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está comsigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:

À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-sancto mais negreja!

Para carvalho ser falta-lhe um U; [carualho]
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar metta-o no cu.

A PALAVRA DO EDITOR

CONVERSANDO MIOLO-DE-POTE

Acabei de receber pelo zap esta ilustração aí embaixo.

E fiquei besta com a boniteza da minha foto que botaram lá!

Está no feicibuqui da Rádio Cidade, uma emissora de Palmares, a minha terra de nascença.

Amanhã, quarta-feira, estarei por lá pra dar uma entrevista.

Começa às 8:30 e dura uma hora.

Uma hora inteira conversando miolo-de-pote e enchendo linguiça.

Vai derrubar a audiência da Globo, da Band, do SBT e da Record!!!

CHARGE DO SPONHOLZ

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

COMEMORAÇÃO

Comentário sobre a postagem ADONDE É QUE FOI PUBLICADO?

Anita Driemeier:

Senhor,

dai-nos paciência pra aguentar a gang de esquerdistas que não se conforma com a nossa escolha de Bolsonaro para a Presidência!

Eles não se cansam de mentir e distorcer a realidade na vã esperança de abalar o Governo!

Os “especialistas” certamente fazem parte da quadrilha desesperada pelas dificuldades que agora se impõem contra as facilidades que existiam pra se roubar neste País!

E pior: as perspectivas de futuro não são nada boas pra o lado deles!

Comemoremos!

* * *

J.R.GUZZO

“FUNDÃO DA VERGONHA”: O FUNDO ELEITORAL É UM ATO DE EXTORSÃO CONTRA O BRASIL

O Brasil é um país que requer paciência. Nada vai na rapidez em que deveria ir. Nada vai até onde deveria chegar. Nada vai na hora em que deveria ter ido. Quase tudo, além disso, vai na base do “um passo para trás” a cada passo e meio para a frente. Em suma: o Brasil é demorado. Isso não quer dizer, porém, que nada ande.

Anda, mas anda devagar – e quase sempre é preciso prestar muita atenção para se perceber que alguma coisa está realmente andando, porque os movimentos para adiante em geral são feitos em silêncio. É o caso do recente avanço na eliminação da propaganda partidária “gratuita” no rádio e televisão – na verdade, propaganda obrigatória, que os partidos forçavam a população a engolir, querendo ou não querendo.

Essa vigarice nunca teve nada de gratuita – os cofres públicos eram obrigados a ressarcir as emissoras de rádio e tevê pelo tempo desperdiçado com os políticos. A conta, que ficava entre R$ 450 milhões e R$ 500 milhões por ano, tinha sido liquidada pelo atual governo. Foi contrabandeada de volta para a legalidade num truque armado na “reforma eleitoral” de setembro de 2019.

Como alguém talvez ainda se lembre, o presidente Jair Bolsonaro vetou esse dispositivo ao sancionar a lei, mas a Câmara dos Deputados, em mais uma vitória em defesa das instituições e em seu próprio favor, naturalmente paga com o dinheiro dos impostos do distinto leitor, derrubou o veto presidencial. As gangues que no Brasil têm o nome de “partidos” já iam levar mais essa – só que não levaram. É o tal passo e meio adiante do qual se falou acima.

O Senado Federal, no início do ano e por apenas dois votos de diferença, manteve o veto do presidente. Mais: manteve, também, a proibição para os políticos usarem os “fundos da vergonha” para pagarem multas e os advogados que contratam para defendê-los dos delitos que cometem. Pouca gente notou – foi mais um avanço que se obteve em silêncio. Tudo bem: o que interessa é o avanço conseguido.

Interessa saber, também, que as ações de delinquência praticadas na Câmara já não podem contar com 100% de apoio do Senado. Na verdade, mesmo em casos de empate entre o passo para a frente e o passo para trás, o público já pode considerar que a coisa fica de bom tamanho. Num país em que a maioria dos políticos não faz outra coisa que não seja trabalhar diariamente para manter tudo em marcha a ré permanente, o ponto morto acaba virando um progresso.

O “fundo eleitoral”, esse ato de extorsão que acabou conhecido como “Fundão da Vergonha”, é um bom exemplo. Esses recursos, como se sabe, foram capturados por um motivo muito simples: tendo ficado mais difícil arrumar dinheiro com a corrupção, via caixa 2, malas de dinheiro vivo e outros golpes, nossos homens públicos trataram de achar uma outra mina. Avançaram, aí, direto em cima do erário, fazendo com que o eleitor pague as despesas que os políticos terão para se manterem seus cargos e continuarem a roubá-lo.

Esse dinheiro, como se diz, dançou. Mas manter o roubo do tamanho que estava, sem ficar pior, não é de se jogar fora. Este é o Brasil real. Cada um dos seus atos termina com pano extremamente lento.

DEU NO JORNAL

NASCE UMA IGREJA VERMÊIO-ISTRELADA

Lula orienta PT a criar núcleos evangélicos e partido quer construir “interpretação” da Bíblia

O crescimento da população evangélica no país e sua participação decisiva nas eleições de 2018 (estimativa do Datafolha aponta que Jair Bolsonaro teria recebido até 69% dos votos do eleitor que se declarou evangélico) fez a direção do PT incentivar a criação de núcleos evangélicos nos diretórios estaduais para tentar buscar uma reaproximação com esse público.

A ação foi decidida no 1º Encontro Nacional do Núcleo de Evangélicos do PT, realizado em abril do ano passado e reforçada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas conversas que tem feito com as lideranças regionais desde que passou a viajar pelo país após deixar a prisão.

O partido já conta com núcleos evangélicos em 18 estados brasileiros.

* * *

Tá nascendo a igreja PT-Costal.

O fubânico luleiro Fanático Furioso, que é fanático por Lula e pelo PT, vai ser um devoto fiel e assíduo desta seita.

Eu tô aqui só pensando como é que será esta tal “interpretação” que o bando vai dar às palavras da Bíblia…

Tô curioso mesmo pra saber como é que vai ser isto.

Através de uma foto, um leitor até já me mandou como é que vai ser a atuação de Lapa de Ladrão dentro dessa igreja.

Vejam que coisa piedosa e tocante:

A título de sugestão, acabei de mandar pra Lapa de Canalha algumas passagens bíblicas.

Todas pertinentes.

Ele poderá usar em suas pregações no púlpito da Igreja PT-Costal:

O dinheiro ganho com desonestidade diminuirá, mas quem o ajunta aos poucos terá cada vez mais. – Provérbios 13:11

A fortuna obtida com língua mentirosa é ilusão fugidia e armadilha mortal. –Provérbios 21:6

Portanto, cada um de vocês deve abandonar a mentira e falar a verdade ao seu próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo. – Efésios 4:25

O Senhor odeia os lábios mentirosos, mas se deleita com os que falam a verdade. – Provérbios 12:22

Quem pratica a fraude não habitará no meu santuário; o mentiroso não permanecerá na minha presença. – Salmos 101:7

“Não furtem. Não mintam. Não enganem uns aos outros. – Levítico 19:11

“Porque eu, o Senhor, amo a justiça e odeio o roubo e toda maldade. Em minha fidelidade os recompensarei e com eles farei aliança eterna. – Isaías 61:8

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A JORNALISTEIRA E O POLITIQUEIRO: PROGRAMA DE ALTO NÍVEL

CHARGE DO SPONHOLZ

MARCOS ANDRÉ - DADO & TRAÇADO

OS ENSINAMENTOS DA NATUREZA – Os Lobos de Yellowstone

Eclesiastes 3

“Tudo tem um tempo próprio”.
Para tudo há uma ocasião certa;
há um tempo certo para cada propósito
debaixo do céu:

Tempo de nascer e tempo de morrer,
tempo de plantar
e tempo de arrancar o que se plantou…”,

O homem – principalmente o urbano – sempre questiona sobre a utilidade ou existência de determinado animal ou planta na face da terra. Hora é o mosquito que pica e traz doenças ou, o tubarão que, impiedosamente, está sempre pronto a devorar e aterrorizar que se atreva a cruzar seu caminho. Porque eles existem? Porque não os exterminar, já que somos “superiores” e sabemos dos males que podem nos causar?

As coisas não são bem assim. Animais e plantas possuem capacidade de sobreviver e procriar livremente na natureza. Os animais que vivem em estado selvagem são elementos que formam “aquela vida”, naquele espaço, compondo a fauna local, a qual consiste no conjunto dos animais que vivem em uma determinada área.

Muitos moradores do centro urbano não conseguem entender o porquê de tanta preocupação que a fauna silvestre tem gerado nos últimos anos, devido ao alarmante ritmo de extinção desses animais, já que eles parecem tão distantes e sem importância, pelo menos aparentemente.

Eles equilibram o ecossistema, pois muitos animais são vitais à existência de muitas plantas, como agentes polinizadores ou como dispersores de sementes, além disso, todos os animais têm uma importância na cadeia alimentar e quando um animal é retirado dessa cadeia o equilíbrio do ecossistema fica comprometido.

O reino animal e o reino vegetal formam a biosfera que em harmonia permite a sobrevivência das espécies. Quebrar esta harmonia abruptamente pela interferência humana fará com que milhões de espécies entrem em processo de extinção, resultando a médio e longo prazo a própria extinção da espécie humana; de sorte que a manutenção da vida selvagem e da flora natural é primordial para a manutenção da vida global.

Ora, a história dos lobos de Yellowstone, pode dar essa resposta. História essa que nos mostra a sua peculiar importância na mudança e manutenção da flora, fauna, rios e os demais fenômenos físicos, biológicos e humanos que nela ocorrem, suas causas e correlações.

Fica patenteado o intrínseco equilíbrio que a natureza exerce em cada ser vivo – fauna e flora – e a importância das suas funções no meio ambiente. Qualquer dano, alteração indevida ou mal calculada, causam sérios desequilíbrios em seu ecossistema.

No caso específico, a instabilidade causada pela exterminação dos lobos de Yellowstone, nos EUA, é um exemplo a ser apreciado com muita atenção e carinho por todos nós.

Como num laboratório científico vivo, pesquisas e análises constataram num estudo de cerca de 50 anos, a essencial importância da vida selvagem naquele recanto do mundo. O que os estudos comprovaram o que se denominou de “Cascata Trófica”, que é um processo ecológico que se desenvolve desde o topo da cadeia alimentar até à sua base. Foi o que ocorreu nos EUA, mais precisamente no Parque Yellowstone.

Sem a presença dos lobos cinzentos, por 70 anos, o parque viu o número de cervos e veados multiplicarem, reduzindo drasticamente toda vegetação em volta do parque

Caçados impiedosamente e quase exterminados durante 50 anos, os lobos cinzentos foram reinseridos ao parque a partir de 1995. A partir de então, constataram, in loco, que os lobos não apenas matavam outras espécies de animais, eles trouxeram equilíbrio e diversificaram muitas outras espécies. Percebeu-se que a contribuição dos lobos era inversamente proporcional ao que cobravam por suas “refeições”.

Os cervos também mudaram seu comportamento, evitando vales e desfiladeiros aonde poderiam ser alcançados pelos lobos. Tal comportamento contribuiu para ressurgir e regenerar toda vegetação no entorno. Árvores quintuplicaram de tamanho em pouquíssimos anos, ressurgindo florestas de choupo, salgueiros e choupos-do-canadá, o que por sua vez passou a atrair pássaros de inúmeras espécies e em grande quantidade. Comemorou-se também o ressurgimento dos castores, que é outro “engenheiro do ecossistema” que se alimentam de árvores e regulam rios e fontes, propiciando atrativos para outras espécies, ao criarem represas nos rios que produzem o habitat ideal para lontras, ratos-almiscareiros, patos, peixes, répteis e anfíbios.

Com os lobos eliminando os concorrentes coiotes, cresceu a quantidade de coelhos e camundongos, o que atraiu mais falcões, mais doninhas, mais raposas, mais texugos. Os corvos e as águias-de-cabeça-branca começaram a descer para se alimentar dos restos que eles deixavam.

O mais incrível dessas observações foi a constatação de que, com a reinserção dos lobos no parque, houve significativa alteração no comportamento dos rios! Que diria, em? Com menos desvio a erosão foi insignificante, canais se estreitaram, cascatas e piscinas naturais surgiram, com notória contribuição para a vida selvagem local. Estes rios mudaram em resposta aos lobos. E a razão é: Por causa da regeneração das florestas, os rios puderam seguir o seu curso com mais fluidez e estabilidade.

Conclusão: Os lobos transformaram, não apenas o ecossistema do Parque Yellowstone, que é enorme (cobre 8987 km², o parque é famoso pelos seus vários geysers, fontes termais, É habitat de ursos grizzly, lobos, bisontes e uapitis.), mas, também, a sua geografia física e paisagem natural.