PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

VERSOS ÍNTIMOS – Augusto dos Anjos

Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão – esta pantera –
Foi tua companheira inseparável!

Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera

Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.

Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!

DEU NO JORNAL

NÃO É QUE A DITADURA VEIO MESMO?

Leandro Ruschel

Democracia talvez seja a palavra mais abusada da história. O termo serve para dar legitimidade a ditaduras brutais. Há uma longa tradição comunista de inserir o termo no nome dos países, como podemos observar na República Popular “Democrática” da Coreia e na finada República “Democrática” da Alemanha, ambas ditaduras atrozes.

Todo mundo quer parecer “democrático”, até mesmo Nicolás Maduro, o narcoditador venezuelano. Quando o acusam de acabar com a democracia, seu argumento é que ele foi eleito, assim como representantes do povo em um Parlamento, negando as claras fraudes eleitorais e as manipulações legais para manter a ditadura de pé.

Mas o que, então, pode ser considerado uma democracia de fato? Não temos espaço para discutir o tema em profundidade, então vamos direto ao ponto: uma democracia representativa é caracterizada pela existência de um sistema de leis e mecanismos para sua aplicação que garantam representação política dos cidadãos de forma livre, em eleições regulares e limpas. Tais representantes operam no melhor interesse da sociedade. E todos os cidadãos respondem de forma igual perante à lei.

A Operação Lava Jato desnudou algo que quase todo brasileiro minimamente informado sabia: não existe democracia representativa no Brasil. Temos uma oligarquia, formada por políticos, empresários e imprensa interessados em simplesmente saquear o povo e manter seu poder. O esgotamento do modelo e outros fatores externos permitiram que a corrupção financeira, política e moral fosse apresentada em quase toda sua extensão, o que gerou a prisão de muitos integrantes dessa oligarquia e a eleição de um presidente “contra isso tudo que aí está”.

O problema é que o sistema brasileiro foi montado justamente para resistir a tais revoltas. O país chegou num entroncamento com três caminhos: o venezuelano, que seria tentado no caso de vitória petista; a refundação, que foi o grito majoritário das ruas; e a acomodação, com algumas reformas econômicas para atenuar a crise e manter a oligarquia de sempre dando as cartas, blindada por novas leis e procedimentos que interrompam a Lava Jato e o surgimento de novas operações do tipo.

Infelizmente, observamos que a última opção foi a adotada, principalmente pela ação dos corruptos de sempre em conluio com a imprensa e influenciadores “liberais”, que pintam Bolsonaro como uma ameaça à “democracia” e às “nossas instituições”. A palavra de ordem é “resistir”.

O que as “nossas instituições” fizeram? A Câmara dos Deputados, sob o comando de Rodrigo Maia, codinome “Botafogo” nas planilhas de propina da Odebrecht, acusado pela PF de corrupção, lavagem de dinheiro e falsidade ideológica, aprovou a “Lei de Abuso de Autoridade”, de autoria do senador Renan Calheiros, o recordista em denúncias de corrupção. Tal lei amarra as mãos de juízes de primeira instância que venham a colocar a mão em poderosos que deixem de contar com a proteção do foro privilegiado.

Ainda no final do ano, o Parlamento também aprovou o “pacote pró-crime”, desconfigurando completamente o projeto de Sergio Moro, que dificulta muito a prisão de criminosos.

Já no STF, sob comando do “amigo do amigo do meu pai”, ex-advogado do PT e ex-empregado de Zé Dirceu, tivemos o envio de casos da Lava Jato para a Justiça Eleitoral, a anulação de condenações, sob o estapafúrdio argumento da ordem das alegações finais, e a festa para os bandidos com o fim da prisão após a condenação em segunda instância.

Para quem reclamar, há o inquérito ilegal e sigiloso do companheiro Dias Toffoli, que faz lembrar da Stasi, a polícia política da Alemanha “Democrática”. Também temos a CPI das Fake News, pronta para constranger e perseguir quem faça qualquer crítica mais forte às “nossas instituições” ou demonstre apoio ao presidente Jair Bolsonaro.

Eis a “democracia” brasileira, para sossego da esquerda e dos “liberais”, que temiam a “ditadura bolsonarista”. Mas não reclamemos. Fugimos, por hora, do destino venezuelano, a economia vai bem e a criminalidade, nas ruas, diminui…

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CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

A MASSAGEM

Dona Mercedes morreu no dia que completou 51 anos de casada. O Coronel Eustáquio enterrou a esposa na Fazenda Olho D’água das Flores, onde passaram suas vidas com muito amor, carinho e respeito. Mercedes era uma mulher ativa, de opiniões, deixava o marido pensar que ele mandava, entretanto, ele só fazia o que ela queria. No último desejo, pediu para ser enterrada junto ao túmulo do filho embaixo de uma enorme aroeira num morrete perto dos currais.

Assim foi feito. Os cinco filhos vieram de Maceió e enterraram a matriarca junto ao seu amado filho Bruno, que havia morrido aos 19 anos.

A morte da mulher foi outro baque na vida do coronel. Com 72 anos ele monta todo o dia um cavalo e sai fiscalizando, dando ordens pelo extenso pasto do gado nos arredores. Formou seus filhos: três advogados, uma assistente social e uma médica. Sua mágoa e preocupação é que nenhum deles, incluindo genros e netos, tem vocação para fazendeiro. O filho mais novo, Bruno, foi seu braço direito, seu orgulho, amava administrar as terras e o gado, não quis estudar, tinha um gênio briguento, gostava de cachaça e mulheres. Morreu de numa queda de cavalo, correndo uma vaquejada, estava bêbado derrubou o boi, mas caiu do cavalo. Quando ele lembra Bruno, dá uma dor no coração de saudade, era o filho querido, o companheiro nas andanças pela fazenda.

Depois que Dona Mercedes morreu o coronel Eustáquio enclausurou-se na fazenda. Só viajava a Maceió às quartas-feiras. Nunca foi mulherengo, mas gostava de se aliviar, como dizia, com uma garota de programa.

Havia dois anos da morte da esposa quando no final de ano a família se reuniu para o natal e aniversário do patriarca, 25 de dezembro. Festa tradicional da família, animada com filhos, netos, agregados e convidados. Na festa, Natália, a filha médica, notou que o coronel andava cansado. Exigiu que ele fizesse um checape.

Edgar, o genro, figura simpática, boa conversa, do ramo de comércio de imóveis e carros, as más línguas falam que seu casamento com a médica teve também um olho nos bens do velho, fazia tudo para agradar ao sogro. Ofereceu-se para acompanhar o velho coronel aos médicos indicados pela doutora. Foram dez dias entre consultas e exames. O doutor urologista examinou os resultados. Depois de apalpar o ventre, pediu ao coronel para ficar na posição que Napoleão perdeu a guerra, e fez o famoso toque retal. Constatou que a próstata estava volumosa e inflamada. Passou-lhe antibiótico e determinou ao Coronel para vir toda semana tomar aquela massagem na próstata, até diminuir o tamanho e acabar a inflamação.

À noite a filharada e os netos foram visitá-lo em seu confortável apartamento na orla da Jatiúca. Ele confidenciou para os filhos, que estava constrangido com o tratamento, que não ia mais levar dedada de médico nenhum. Seu fio-fó era órgão de saída, nada de entrada. Com determinação avisou que não voltaria ao consultório, tomaria apenas o remédio.

A doutora Natália, ao dormir, conversou com o marido sua preocupação com o pai, a massagem na próstata era necessária. Edgar homem de desembaraços e de soluções, nunca põe dificuldades, prometeu resolver o problema.

No outro dia pela manhã foi conversar com o do doutor urologista, acertando os detalhes de seu plano. Sua atendente bonita, sabia fazer massagem na próstata, veio a calhar. Com a conivência do doutor prosseguiu a estratégia. Na quarta-feira foi visitar o sogro levando recado do doutor que ele podia ser atendido também por uma massagista especial. Depois de muito relutar, o coronel foi espiar a massagista que estava no carro esperando. Ficou encantado com a beleza daquela morena simpática que lhe sorriu pecaminosamente. Com a jura do genro de não contar nem para a filha, o velho se deixou levar para um local apropriado. O que houve entre as quatro paredes, ninguém sabe. A próstata do coronel já deve ter curado há muito tempo, mas ele prossegue o tratamento. Fica feliz quando amanhece a quarta-feira, vem para Maceió, radiante, dia da massagem com a bonita Michelle que engorda seu salário em R$ 200, 00 toda semana.

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AUGUSTO NUNES

INVEJA MATA

Zé de Abreu vai morrer sonhando com um cargo que o liberte da vida de coadjuvante condenado ao papel de cafajeste da novela

“A mulher ideal para participar do governo nazista-homofóbico-miliciano”.

José de Abreu, que se inspira no Zé de Abreu da vida real para caprichar no papel de sempre — o cafajeste da novela —, ao comentar no Instagram o convite recebido por Regina Duarte para assumir a Secretaria Especial da Cultura, morrendo de inveja por jamais ter sido lembrado para uma vaga no ministério de Dilma ou no Alto Comando, chefiado por Lula, do maior esquema corrupto de todos os tempos.

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CHARGE DO SPONHOLZ

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TUDO É POSSÍVEL NA CORTE DE TOFINHO

A PALAVRA DO EDITOR

FASCISMO NEGRO

O mundo tá virado. 

Tá de cabeça pra baixo.

Uma negona bolsonarista!!!

Vôte!!!

Vejam só que sujeita hitlerista, reacionária, homofóbica, machista, fascista, retrograda e, segundo Ceguinho Teimoso, “comedora de capim”.