AUGUSTO NUNES

PERCIVAL PUGGINA

A CULTURA É UM CAMPO DE BATALHA

Quatro décadas de hegemonia cultural ao longo do século passado (período que inclui intensa atividade com viés político durante os governos militares) conferiram à esquerda brasileira uma estatura superior à que corresponde às ideias em que se abastece. No campo cultural, a esquerda vencia por walkover (ou por WO). O PT, por exemplo, discutia consigo mesmo, como bem comprovavam suas muitas correntes internas. Foram longos anos dedicados à construção de narrativas, ao controle das cabeças de ponte por onde avançavam os companheiros e à propaganda que viabilizava mais e mais terreno para suas batalhas.

Foi exatamente quando, com Lula e Dilma, os frutos do poder caíram nas mãos do partido que a Terceira Lei de Newton se fez sentir. O esquerdismo saturava as opiniões nacionais (ação) forçando a direita a sacudir a letargia que a acompanhava desde os governos militares (reação). Muito habilmente, de modo sistemático, a esquerda brasileira operava um discurso cujo único intuito era provocar constrangimento em quem não fosse de esquerda.

O leitor destas linhas, se jovem, deve estar se perguntando se leu certo e se isso funcionava. Leu sim, meu amigo. E funcionava. Não éramos muitos, aqui no Rio Grande do Sul, no ambiente cultural e político, os que não caímos nessa velhacaria.

O upgrade intelectual e cultural da direita foi acontecendo gradualmente enquanto o governo petista mostrava a que vinha e contava com intenso ativismo no ambiente cultural. Não se trata de querer uma plêiade de artistas politicamente neutros. Isso não existe, mas a sociedade percebeu que foram longe demais, que serviam a uma causa, que havia uma irrigação financeira descabida e o tema virou conteúdo durante a campanha eleitoral de 2018. Era de se esperar; artistas são assunto.

A cultura persiste como território do partido e palco de guerra. Vale observar que nos últimos anos, enquanto militantes saltavam do barco esquerdista em todos os portos, os da cultura permaneceram firmes, a postos. Há ali um ativismo cevado, em muitos casos bem remunerado, que se crê titular de direitos irrefutáveis. No entanto, o trabalho feito pela esquerda ao longo das décadas não gera direitos eternos. Não lhe concede o poder de vencer sempre por WO.

Não há por que esperar do governo Bolsonaro que reproduza os critérios e conceitos da esquerda e a mantenha em suas posições de mando. Houvesse a esquerda promovido conciliação ao longo dos muitos anos anteriores, seria viável, hoje, propor isso e declarar extinta a guerra cultural. Mas agora é tarde. A esquerda quer receber o que não deu.

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DEU NO JORNAL

UMA REPUBLIQUETA BANÂNICA NA ÁSIA

O jornal Hindustan Times, de Nova Deli, informou que Bolsonaro será o principal convidado no desfile do Dia da República, domingo (26).

“Ter um líder mundial como convidado principal é uma honra reservada aos aliados e amigos mais próximos da Índia”, explicou o jornal.

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Segundo Ceguinho Teimoso, quem votou em Bolsonaro come capim.

Como na Índia todo mundo é vegetariano e só come capim, deve ser por isto que Bolsonaro por lá é considerado “líder mundial”.

Na verdade, o que acontece mesmo é que a Índia é um país reacionário, fascista, retrógrado, atrasado, com um PIB de apenas 7,965 trilhões de dólares, tecnologia zero e com uma população totalmente asinina que passa os dias mastigando nos campos plantados de capim.

Um país tão atrasado que chega ao ponto de convidar um ditador – que chegou ao poder através de um golpe -, pra ser homenageado no seu Dia da República.

Puro reacionarismo fascistóide asiático.

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

PUNIÇÃO PESADA

A Constituição assegura o direito de o jornalista preservar a fonte, e não é crime publicar denúncia baseada em documentos ou gravações levados ao repórter.

Uma coisa é uma coisa. Outra coisa é auxiliar a prática de um crime.

O Ministério Público Federal cita uma prova de participação do jornalista americano Glenn Greenwald no crime de invasão de celulares de pessoas que investigaram corrupção no PT.

Se isso é fato, não existe “ataque à imprensa livre” ou “autoritarismo”.

A prova citada pelo MPF é um áudio em que o americano orientaria um criminoso a destruir gravações que o ligassem à gangue de hackers.

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Esse cabra safado, doador do orifício corrugado, tinha que ser mesmo um zisquerdóide.

Não há outra opção de vida pra esse tipo de gente.

Existe uma punição que seria ótima pro Verdevaldo, um estrangeiro fazendo putarias em terras nacionais.

Ao invés de ir pra cadeia, ele ficaria proibido de dar a bunda por um ano.

Uma pena duríssima (êpa!!!)

Duas condenações pesadas: um vai ser obrigado a passar um ano sem dar o rabo e o outro vai ter que ficar um ano sem contar mentiras

AUGUSTO NUNES

SOLUÇÃO REDUNDANTE

Maria do Rosário acha que existe a expressão “uma cineasta homem”

“Orgulhosa por saber que o importante filme de Petra Costa Democracia em Vertigem foi indicado ao Oscar. Por ser uma denuncia do golpe feita com talento. Por ser uma cineasta mulher. Sucesso”.

Maria do Rosário, deputada federal pelo PT do Rio Grande do Sul, conhecida pelo codinome Solução no Departamento de Propinas da Odebrecht, no Twitter, aproveitando a propaganda enganosa disfarçada de documentário para homenagear a ignorância redundante com a expressão “uma cineasta mulher”, como se existisse “uma cineasta homem”.

DEU NO JORNAL

UM MÉTODO INFALÍVEL

A reação agressiva da oposição ao convite à atriz Regina Duarte deu ao presidente Jair Bolsonaro, segundo fontes do Palácio do Planalto, a certeza de que ele foi feliz na escolha da nova titular da Secretaria Especial de Cultura do seu governo.

Regina foi atacada e até ameaçada, após o convite.

A doce “namoradinha do Brasil” não se deixou impressionar, mas fez um apelo dramático aos apoiadores, nas redes sociais: “Fiquem comigo, vou precisar saber que estão comigo”.

Críticos que duvidam da capacidade de Regina Duarte, inclusive na classe artística, mal disfarçam o caráter preconceituoso contra mulher.

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Existe um método infalível pra saber se uma medida do governo é boa ou é ruim.

É só pesquisar o que as zisquerdas acham desta medida.

Se falam mal, então a medida é excelente.

Taí a dica:

Quando vocês quiserem saber se Bolsonaro errou ou acertou, é só perguntar o que Gleisi, Maria do Rosário e Goiano disseram.

Leiam o texto de hoje do nosso colunista, que está aí embaixo, e comprovem que o atual governo está ótimo.

Atenção, sem gozação ou sacanagem: leiam mesmo o texto de Goiano, linha por linha.

Nosso estimado colaborador é uma bússola segura, um farol eficiente pra nos orientar.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

MINISTÉRIO DA MERDA

Comentário sobre a postagem REESCREVENDO O PASSADO

Álvaro Simoes:

Mestre Berto:

Tenho um amigo, publicitário de sucesso com larga vivência em campanhas eleitorais, que sempre me falava que todo governo deveria ter um Ministro da Merda.

Cuméquéisso? Ministro da Merda?

Sim. Todo governo deveria ter um sujeito culto, inteligente, centrado, honesto, sem ideologias extremadas e com um bom senso descomunal para dizer ao Presidente e a seus colegas Ministros uma simples frase quando viessem com alguma ideia de jerico, nas quais nossas “ôtoridades” são tão pródigas:

“NÃO FAÇA ISSO QUE VAI DAR MERDA!!!!”

Acho que dois colaboradores do JBF cumpririam esse papel com maestria:

J. R. Guzzo e Marcelo Bertoluci.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CEZAR ISIDORIO GOMES – FORTALEZA-CE

Bom dia, Papa.

Veja isso:

O calendário de 1964 é o mesmo de 2020.

R. Caro leitor:

Como você mandou um calendário inglês, ilustrado pelos Beatles, ao invés de um calendário brasileiro, vou aproveitar a deixa.

Dois sucessos do saudoso grupo pra alegrar o expediente desta quarta-feira.