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MORO DEU UMA BAILE NO RODA VIVA

Rodrigo Constantino

O ministro Sergio Moro se saiu muito bem no Roda Viva, mesmo com essa configuração de ringue em que o entrevistado é alvo de inúmeras tentativas de leva-lo à lona. Ele mostrou total segurança nas respostas. Jornalista tem que apertar mesmo, apesar de que alguns ali mais pareciam militantes diante de um inimigo.

Decência, preparo, espírito público, coragem: são virtudes raras, que merecem ser enaltecidas, valorizadas. O problema não é um povo ter heróis; mas ter os heróis errados! A hashtag #MoroHeroiNacional foi para o topo do Twitter não foi por acaso.

A âncora do programa, minha ex-colega de bancada Vera Magalhães, tentou apertar o ministro sobre o caso do secretário da Cultura demitido recentemente. Mas Moro não é um palpiteiro! Ele disse que falou para o presidente que julgou o episódio bizarro. E levou isso a quem interessa. Discrição é uma qualidade, não um defeito!

Moro deixou claro ainda que retórica é uma coisa, ação é outra. Não há medidas concretas de censura ao jornalismo por parte do governo. Se ele não aceitasse participar do programa, isso não seria censura, por exemplo, mas ele exercendo sua liberdade de escolha. Foi o PT que tentou CNJ, lembram? Mas os jornalistas costumam poupar Lula…

Outra coisa que chamou a atenção foi a participação de Leandro Colon, da Folha. Não entendo o piti dos militantes do The Intercept e de Glenn Greenwald por não estarem na bancada do Roda Viva. A Folha estava lá já representando a turma! Foi um show de horror à parte.

Não é para puxar o saco não, mas a Jovem Pan, na figura do Felipe Moura Brasil, faz as melhores perguntas, mais técnicas e sem o desejo de lacrar. Convidem alguém da Gazeta do Povo na próxima vez também. O Pravda, digo, a Folha pode ficar de fora: não fará falta alguma.

A apresentadora festejou o sucesso de audiência. Olha, celebrar que o programa de estreia esteve entre os mais comentados do Twitter é algo legítimo, sem dúvida, mas em nome da verdade, básica no jornalismo, cabe aqui acrescentar que a maioria elogiava o entrevistado, não os entrevistadores, especialmente aqueles que só tentam lacrar. Esses mereceram duras críticas do público.

Foi lindo darem também a oportunidade para o ministro Moro explicar em detalhes o petrolão! Locupletaram-se com a Petrobras, explicou em detalhes. Ninguém foi condenado sem provas. Não foi o que aquele “documentário” disse; foi enriquecimento ilícito mesmo. Toma, Lula!

Em suma, Moro mostrou elegância, paciência, evitou as cascas de banana, demonstrou respeito e lealdade ao chefe, não alimentou intrigas e fofocas, não cedeu às tentativas de colocarem-no contra o presidente, não expressou ambições políticas, respondeu todas as perguntas de forma objetiva e, dessa forma, levou ao desespero os militantes que desejavam vê-lo em maus lençóis.

A verdade, que poucos ali querem assumir, é que se o Brasil tivesse mais uns dez servidores públicos com o perfil de Sergio Moro, o país seria outro, muito melhor! Não é por acaso que ele é considerado um herói por milhões de brasileiros. Alguns jornalistas, vaidosos ao extremo, adorariam que eles fossem considerados os heróis do povo, mas o povo sabe melhor…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTEL – NATAL-RN

Prezado Editor Luiz Berto,

boa noite!

Segue o comprovante da doação de jan./2020.

Um abraço!

R. O dinheiro já está na conta do Complexo Midiático Besta Fubana, minha estimada colunista.

O salário deste mês de Chupicleide está garantido, graças a você e aos generosos integrantes da nossa confraria que fazem doações pra manter esta gazeta escrota nos ares.

Que o seu exemplo abrande os corações dos miscos, dos renitentes, dos pirangueiros e dos sovinas!!!

“Muito obrigada, querida Violante. Um beijo!!!”

A PALAVRA DO EDITOR

UMA PARCERIA QUE RENDEU MAIS DE DOIS SÉCULOS DE CADEIA

Quem votou neles merece tê-los como comandantes.

Um governando um estado, e o outro governando um país.

Uma parelha da porra!!!!

Uma parceria típica de qualquer republiqueta banânica.

Dois tolôtes do mesmo pinico corrupcional.

Aliás, em falando de pinico, botem ele aí ao lado do computador antes de ver o vídeo.

Garanto a vocês que a ânsia de vômito vai ser enorme.

A PALAVRA DO EDITOR

HISTÓRIAS DO SERTÃO – O VELÓRIO

Dr. Cosme era um homem muito rico, dono de fazendas, criador de cavalo, inimigo dos pobres, humilhador dos negros, mandante de pistoleiro, dado a velhacadas de cigano e alquilador. Podia comprar tudo o que via, mas não pôde comprar a saúde. Era um homem doente, sempre à morte. Não havia dinheiro que chegasse à mão dele que não fosse para comprar remédio ou para pagar a um esculápio, que ele mandava buscar, a peso de ouro, na cidade grande. Até mesmo tinha mandado chamar nigromantes e hierofantes do estrangeiro. Mas qual o quê! Sem sucesso! A doença dele ocupava toda a cidade. O sofrer do infeliz era tão grande que tirava o sono dos bons.

A fortuna dele, diziam, era fruto de uma pauta com o Sapucaio, quando ainda era menino pobre e a doença dele era por causa dessa negociata infernal com o Fute. Mas a verdade é que o amor ao dinheiro é fonte de cobiça e de avareza e adoece aquele que propõe pauta para ser rico. Ou uma coisa ou outra.

Aconteceu então, que um dia, o Dr. Cosme amanheceu foi morto. A riqueza dele não lhe reservou uma velhice tranquila e venturosa, rodeado de filhos e netos, nem lhe salvou da morte solitária. O velho corpo estendido jazia no quarto senhorial, numa casa abastada de tudo o que foi podido comprar. Nem esposa, nem filhos, nem netos. Nada.

Diz-se que durante o velório, chegou um homem muito branco, enlutado, todo encourado como um vaqueiro, com a face mortificada em vida. Sem tirar o chapéu preto, ele rodeou o caixão sete vezes, pois contaram. As velas apagavam quando ele passava perto. E foi-se embora sem falar com ninguém, do jeito como chegara.

Na hora do enterro pensaram que o caixão estava vazio, pois não pesava nadinha. Quem abriu para ver? Não apareceu ninguém. O que se fala mesmo, é que o Pé-de-pato, em pessoa, veio-lhe prestar condolências e o teria levado em corpo e alma.

Depois que ele morreu, diz-se que caiu uma chuva como nunca tinha chovido. Talvez para lavar todas as maledicências que pairavam sobre o lugar.

Eu é que não sei dessas coisas. Assim foi-me dito e eu retruquei.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

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UMA PARELHA DE INOCENTES CONDENADOS INJUSTAMENTE

Justiça condenou João de Deus, de 78 anos, nesta segunda-feira (20), a mais 40 anos de prisão por crimes sexuais cometidos contra cinco mulheres.

Esta sentença acolheu denúncia do Ministério Público de Goiás enviada em março do ano passado.

O condenado sempre negou as acusações.

* * *

“Condenado sempre negou as acusações”, diz a notícia aí de cima.

Igualzinho outro condenado famoso.

Os dois relincham afinados: “Somos inocentes!!!” 

Ceguinho Teimoso garante que João de Deus não comeu ninguém.

Que ele é até brocha!!!

PENINHA - DICA MUSICAL