PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Moacir Laurentino e Sebastião da Silva glosando o mote:

Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.

Moacir Laurentino:

Numa noite de insônia e de saudade
a angustia invadiu meu coração.
Eu senti a maior recordação
dos amores da minha mocidade
lamentei suspirei senti vontade
de beijar a mulher com quem sonhei
mas sem esse direito eu já fiquei
e nem ela possui o mesmo encanto
quem quiser ter saudade do meu tanto
sofra e ame do tanto que eu amei.

Sebastião da Silva:

Quem me fez padecer tanta ilusão
deixou todos meus sonhos destruídos
o murmúrio do adeus nos meus ouvidos
e a tristeza rasgando o coração.
Já tentei esquecer mais foi em vão
só eu sei quantas vezes já chorei
já gastei todos lenços que comprei
ensopados das gotas dos meus prantos
quem quiser ter saudade do meu tanto
sofra e ame do tanto que eu amei.

* * *

Ivanildo Vilanova e Severino Ferreira glosando o mote:

Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

Ivanildo Vilanova:

Nobel foi o inventor da dinamite
Criador de um prêmio especifico
Deu progresso ao projeto cientifico
Onde a nossa ciência tem limite
Hoje em dia se atende o seu convite
Sem os louros da sua academia
Mas se o Deus que inspirou barra do dia
Não conhece liceu nem faculdade
Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

Severino Ferreira:

Vamos ver quem conhece aonde é
O país dos Assírios e Caldeus
Jafetanis, Fenícios, Cananeus
Descendentes da raça de Noé
E qual foi o motivo que José
Se tornou o esposo de Maria
Ela teve Jesus na estrebaria
E não perdeu o valor da virgindade
Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

Ivanildo Vilanova:

Pra ganhar o Nobel só é preciso
Conhecer de sentido e odalinfa
Ser parente da paz, irmão da ninfa
Ser parente do amor, irmão do riso
É tirar oito e meio em improviso
Tirar nove em métrica e harmonia
Nove e meio em repente e teoria
Tirar dez na escola da saudade
Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

Severino Ferreira:

Vamos ver quem possui inteligência
Pra lembrar Tiradentes, o mineiro
Que foi preso no Rio de Janeiro
Por um povo de pouca consciência
Que D. Pedro gritou: “Independência”
Que o mundo esperava e pretendia
Qual o mês, a semana, hora e o dia
Que a princesa assinou a liberdade
Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

Ivanildo Vilanova:

Vamos ver quem possui perspectiva
Pra falar sobre monte, terra e gleba
Pra falar sobre a vida de algum peba
Arrancando as raízes da maniva
E a gata que está receptiva
Quer um gato pra sua companhia
Quanto mais ela arranha, morde e mia
Mas o gato ansioso tem vontade
Vamos ver quem possui capacidade
Pra ganhar o Nobel da Cantoria.

* * *

Pinto do Monteiro glosando o mote

O cavalo do vaqueiro
Nas quebradas do sertão.

Quebra galho de aroeira,
De jurema e jiquiri,
Rasga beiço e calumbí,
Mororó e quixabeira.
Quebra-faca e catingueira,
Urtiga braba e pinhão;
Pau-serrote e pau-caixão,
Baraúna e marmeleiro,
O cavalo do vaqueiro
Nas quebradas do sertão.

* * *

Dedé Monteiro glosando o mote:

É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

São Severino dos Ramos
Enriqueceu com promessa.
Dilma promete e tropeça,
Nós, sem tropeçar, penamos.
E a seca, enquanto esperamos,
Vai minando a região
Que inda aguarda a plantação
Da semente da bonança.
É ruim plantar esperança
Pra colher desilusão.

* * *

Antonio Piancó Sobrinho glosando o mote:

Só partindo é que se sabe
Como era bom ter ficado.

Parte gente todo dia
Para as capitais do sul
Pensando num mundo azul
Repleto de fantasia
Porém a sua alegria
Termina mal tem chegado
Só o serviço pesado
No mundo inteiro lhe cabe
Só partindo é que se sabe
Como era bom ter ficado.

Passa os dias ressentido
Lamentando o seu pesar
Pensando um dia voltar
Para o seu torrão querido
Com o coração partido
E o peito dilacerado
Chorando, desesperado
Pede a Deus que a dor se acabe
Só partindo é que se sabe
Como era bom ter ficado.

A PALAVRA DO EDITOR

O MENINO ENCANTOU-SE

Minha mãe gostava muito de cantar enquanto passava a roupa da família, em cima da mesa onde comíamos nossas refeições.

Ela só fazia uma pausa quando tinha que soprar, pelo buraco do ferro de engomar, o carvão em brasa que estava lá dentro.

Uma das músicas que Quiterinha cantava sempre era “Menino de Braçanã“.

E eu, menino, me apaixonei por aquela música que tinha a palavra “menino” no título.

Com o passar dos anos, descobri o nome do autor e, a partir de então, Luiz Vieira, um pernambucano de Caruaru, se tornou um dos meus ídolos.

Nos anos 70 ele fez uma apresentação numa churrascaria que ficava às margens do Lago Paranoá, em Brasília, e foi quando eu o conheci pessoalmente.

Lembro-me que naquela noite bati o recorde da casa: tomei 18 doses de caipirinha, enquanto ouvia embevecido suas interpretações.

Ontem, dia 16 de janeiro, Luiz Vieira encantou-se com 91 anos de idade.

E eu passei o dia ouvindo suas músicas, todas elas inspiradas, tocantes, envolventes.

Paz do Meu Amor, Prelúdio pra Ninar Gente Grande, Menino Passarinho, Inteirinha, Guarânia da Saudade…

Sujeito talentoso que só.

Descanse em paz, seu cabra!


CHARGE DO SPONHOLZ

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AUGUSTO NUNES

UMA PEÇA DE PROPAGANDA ENGANOSA VAI À NOITADA DO OSCAR FANTASIADA DE DOCUMENTÁRIO

Filmes de ficção não têm compromisso com a verdade, mesmo que se baseiem em acontecimentos históricos. Documentários que prometem resgatar momentos relevantes da vida de um país não podem trucidar a realidade com fantasias, omissões e outros instrumentos de tortura dos fatos. Não podem fazer o que fez a cineasta Petra Costa da cena de abertura aos créditos finais de Democracia em Vertigem. A obra indicada para a disputa do Oscar de melhor documentário é uma peça de propaganda enganosa, forjada para absolver o PT dos pecados mortais que cometeu e, sobretudo, transformar o impeachment de Dilma Rousseff no mais infame golpe de Estado.

Para provar que a democracia em vertigem já foi assassinada, e sugerir que vem aí a proclamação da ditadura, Petra capricha nos quatro papéis que desempenha. Com a ajuda do fotógrafo oficial de Lula, a produtora conseguiu boas imagens, várias delas inéditas, todas simpáticas ao ex-presidente e seus devotos. A roteirista seguiu a fórmula do faroeste à brasileira: bandido vira mocinho, o xerife é o vilão, roubar é a segunda preferência nacional desde a chegada da primeira caravela. Assim, a Mãe dos Ricos é travestida de Pai dos Pobres, a heroína não fala coisa com coisa só para enganar o inimigo.

A diretora encadeia imagens que escancaram o confronto entre o Bem e o Mal, os generosos e os desalmados, as vítimas descamisadas e os verdugos de fraque ou farda. E a narradora completa a vigarice. Filha de Marília Andrade, herdeira da Construtora Andrade Gutierrez, enfiada até o pescoço na ladroagem do Petrolão, Petra agride a verdade histórica com a voz de órfã condenada a envelhecer num asilo. Comovida com o calvário de Dilma, que divide a cruz com o padrinho, a narradora contorna ou ignora, com ligeireza de punguista, tudo o que poderia complicar a versão insustentável. Faltou espaço para as pedaladas de Dilma, as cretinices declamadas pela cabeça baldia que inventou o dilmês, as bandalheiras de Lula e lulinhas. Faltou tempo para informar que o Brasil foi saqueado impiedosamente pelo maior esquema corrupto de todos os tempos.

Sempre apressada, Petra apenas tangencia as delinquências praticadas por parentes, que atribui à ala direita da família. E acentua o tom lamuriento quando as imagens mostram o chefe da quadrilha a caminho da gaiola em Curitiba ou quando os olhos lacrimejantes da mais carrancuda governante do Brasil ameaçam molhar a tela. A última frase do documentário informa que Lula permanece preso. Escolhida para sublinhar o final infeliz (para a autora), agora só serve para a advertência aos espectadores: o que viram já é coisa velha. Vai desembarcar em Los Angeles, para a noitada do Oscar, com cara de anos 60. Dilma, aliás, já manifestou o desejo de comparecer à cerimônia. Tomara que vá — e, caso Petra ganhe a estatueta, suba ao palco para dividir com a autora a discurseira de agradecimento.

A plateia não conseguirá entender uma única frase do palavrório sem pé nem cabeça da inventora do dilmês. Mas talvez comece a desconfiar que acabou de testemunhar o triunfo de uma fraude.

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ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

IDIOTAS ÚTEIS QUE CULTUAM A IMAGEM DO ZUMBI LULA DA SILVA

Em que pese o bandido de estimação deles ser um analfabeto de pai, mãe e parteira, os petralhas, têm deles, com bons níveis de escolarização. Muitos são profundos conhecedores das obras dos bons escritores sul americanos como Gabriel García Marquez, Érico Veríssimo e Mario Vargas Lolsa. No que diz respeito a García Marquez, a putada petralha, deve conhecer muito bem o conto A SANTA, haja vista que a cantilena ou a narrativa do famigerado “Lula Livre” confirma que os “incarnados” são zumbis ideológicos com a cabeça feita pelos canhotos da estrela solitária rachada por corrupção.

No conto “A santa”, o colombiano narra a saga de Margarito Duarte, um pobre moribundo que vai a Roma, levando o corpo incorrupto da finada filha num estojo, esperando mostrá-lo ao papa e consignar a santidade da defunta. Mesmo sendo de pouca relevância, o “realismo fantástico” de García Márquez é envolvente, estimulador e, no caso particular desse conto, capaz de apiedar o incauto leitor: Margarito, feito Gleisi Hoffmann, acredita cegamente em sua missão e a ela dedica sua vida inteira. E haja bizarrices!!!

Na verdade, estamos com uma ruma de inqualificáveis que se entregou à insana missão de carregar um cadáver político, um zumbi, no esforço vão de consolidar o seu precioso e bajulado mito que se auto denomina um Mandela. Muitos deles, como diz o jornalista e psicólogo Renato Sant’Ana que, feito moscas numa fruta podre, enxameiam à volta do ex-presidente, hoje consignado como criminoso pela Justiça, têm essa esdrúxula devoção porque acreditam piamente em todas as beneficiosas (e falsas) “narrativas” da santidade do defunto líder.

Como se sabe, o Seboso de Caetés é aquele bom ladrão samaritano que vive muito bem com sua casta de puxa-sacos letrados que são as chamadas viúvas da Lei Rouanet… Muitos deles são militantes que não conhecem as razões da condenação do líder, mas têm convicção de que tudo ocorreu “sem provas”, de que ele é “preso político” e de que há uma conspiração dos ricos contra os pobres. Como diz Sant’Ana, são zumbis ideológicos com a cabeça feita por oráculos que criam as “narrativas” e decidem o que é ou não é verdade, isto é, por dirigentes partidários, sindicalistas, parte da elite acadêmica, impostores que se passam por religiosos, e por boa parte da imprensa.

Esses imbecis sabem de cor e salteado que as alegações que levaram “O homem mais honesto do mundo” à cadeia estão fundadas em fatos – e os fatos não são de direita nem de esquerda. Dizer que Lula é preso político é só uma tremenda patifaria. É fato provado, demonstrado, certo, acabado, laboratorialmente testado que o Jararaca sofre da síndrome da ladroagem desenfreada. Na cachola deformada desses profetas de provetas, o dinheiro afanado dos cofres públicos, a propina recebida, o enriquecimento da cúpula partidária, os enormes delitos cometidos por Lula e seus comparsas não são crimes. Por quê? Porque foram atos praticados enquanto os acusados trabalhavam pela revolução do novo socialismo do Século XXI, como apregoava o falastrão Hugo Chavez.

Sempre achei a ética e moral dos petralhas serem totalmente flexíveis, por isso a putada faz uma aposta na estreiteza cerebral de uns e na preguiça mental de outros para lhes enfiar na cabeça falsificações ideológicas que só a eles interessam. Mais uma vez, o advogado Renato Sant’Ana nos adverte que, “fazer esse jogo sujo é cada vez mais difícil, porque todo mundo está conectado. As redes sociais, que podem ser usadas para o bem e para o mal, vêm atrapalhando demais, fazendo o público lembrar fatos inapagáveis que acabam com a santidade do ex-metalúrgico”. Portanto, os internautas estão aí, noite e dia bitolados nas redes sociais para afirmar categoricamente: Lula é um ladrão transitado em julgado.

Para quem está antenado na Internet percebe muito bem que a cantiga da perua é uma só: as redes lembram, por exemplo, que foi com Lula que a corrupção virou método de poder, que o nosso dinheirinho suado financiou projetos de ditaduras escrotas e que a Petrobras entregou de graça uma refinaria ao índio cocaleiro Evo Morales, “ditadorzinho de merda” da Bolívia. Lembram, também, que Lula, mulher e filhos amealharam uma fortuna imensa, enriquecimento inexplicável; que a Justiça conseguiu bloquear parte dessa fortuna; e que a Polícia Federal e a Interpol têm motivos de sobra para crer que Lula haja escondido muito mais dinheiro em contas no exterior. Sua quenga protegida, Rosemary Noronha, tem muito o que contar…

Só nos resta rezar e ter fé para entender que, pouco a pouco vai “caindo a ficha”. Era bem mais fácil enquanto Lula estava na cadeia: colava melhor a balela do vitimismo. Por isso, juntos e irmanados roguemos todos nós de joelhos e as mãos posta pro céu à Nossa Senhora Aparecida que interceda junto dos ARCANJOS da estratosfera, dos QUERUBINS da camada de ozônio e dos SERAFINS dos ciclos solares para que protejam o nosso país dessa lástima “incarnada” conhecida como putada petralha. Quem viver verá que mais dias menos dias será cada vez menor o número dos idiotas úteis que, acreditando na incorruptibilidade do Zumbi Lula da Silva, imitam pateticamente o personagem do excelente escritor colombiano García Márquez que era um comunista caviar e amigo pessoal de Fidel Castro.

PENINHA - DICA MUSICAL