PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AO LUAR – Augusto dos Anjos

Quando, à noite, o Infinito se levanta
A luz do luar, pelos caminhos quedos
Minha táctil intensidade é tanta
Que eu sinto a alma do Cosmos nos meus dedos!

Quebro a custódia dos sentidos tredos
E a minha mão, dona, por fim, de quanta
Grandeza o Orbe estrangula em seus segredos,
Todas as coisas íntimas suplanta!

Penetro, agarro, ausculto, apreendo, invado,
Nos paroxismos da hiperestesia,
O Infinitésimo e o Indeterminado…

Transponho ousadamente o átomo rude
E, transmudado em rutilância fria,
Encho o Espaço com a minha plenitude!

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

Pois, não é que milagres existem e acontecem!!!

Aos incrédulos, um indubitável exemplo:

O – esquerdopateta juramentado – Cristovam Buarque acaba de fazer um “mea culpa” parcial, em artigo no site “Poder 360”:

Parcial, porque ainda mantém os “oba-obas”, de sempre, fictícios e/ou mentirosos.

Mas é querer demais que eles reconheçam a totalidade da imensa quantidade de erros cometidos, no seu período de seus desgovernos.

Porém, contrariar a ordem expressa da “alma-mais-pura-do-universo” (dono inconteste da manada de jumentos, conhecido como LULADRÃO, de não haver uma ínfima razão de fazer uma mínima autocrítica!!!), um esquerdopateta, ter alguns lampejos de culpa, ao reconhecer alguns dos inumeráveis erros (“falhas”) deles (entre citações “ad nauseam” dos, também, inumeráveis, repetitivos, fictícios e/ou mentirosos “acertos” e “conquistas” – sob a sábia e sublime direção do infalível, do imaculado São Fudêncio – o maior, o mais inquestionável e o mais poderoso do panteão celestial lulopetista!!!), já é um baita milagre.

Clique aqui para ler o artigo.

R. Meu caro, fique tranquilo.

O colunista Goiano vai desmentir e rebater tudo que o Cristovam escreveu.

Isto é coisa líquida e certa.

Goiano adora esbanjar sua prosopopeia lulo-petêlhal e tem demorados orgasmos quando faz a defesa do período em que o estabelecimento de propriedade de Lapa de Corrupto governou o país.

Ele sempre prova com números, frases, estatísticas e dados que foi o melhor, o mais rico, o mais venturoso, o mais feliz e o mais próspero período já vivido pelo Brasil desde que Cabral chegou por aqui.

Aguarde.

J.R.GUZZO

UM PENSADOR PARA A NOSSA ERA. UM FILÓSOFO E NÃO UM FORMADO EM FILOSOFIA

Não vamos cometer aqui o insulto de chamar Roger Scruton, o filósofo inglês morto neste fim de semana, aos 75 anos, de “importante”.

Esta é uma palavra que se tornou horrivelmente barata nos últimos anos, a ponto de não significar mais nada – serve apenas para elogiar alguém de graça, quando não se consegue achar méritos objetivos na obra do elogiado, ou mesmo quando não há obra nenhuma a elogiar.

Temos, assim, o escritor “importante”, o artista “importante”, o cineasta “importante” e por aí afora; como não dá para dizer que fizeram alguma coisa de excelência comprovada, ou se fizeram realmente alguma coisa, confere-se a todos eles o título de “importante” e todo mundo fica feliz.

Scruton foi, isso sim, um extraordinário pensador dos tempos em que vivemos – um filósofo de verdade, e não um cidadão que se formou em filosofia, ou dá aulas na universidade, ou escreve sobre o assunto, sem a obrigação de ter, nunca, alguma ideia própria.

Ao longo dos últimos 50 anos, e nas páginas de 50 livros, Roger Scruton deixou uma imensa produção de pensamentos essenciais para a visão conservadora da vida e do mundo na era contemporânea – um filósofo da grande linhagem de Edmund Burke e os outros gigantes ingleses que lançaram os alicerces das ideias que regem até hoje as sociedades livres.

“Pessoas de esquerda acham muito difícil conviver com pessoas de direita, porque acreditam que elas sejam o mal”, escreveu ele numa das sínteses mais devastadoras que fez das disputas ideológicas de hoje. “Eu, do meu lado, não tenho problema nenhum em me dar bem com elas, porque simplesmente acredito que estão enganadas”.

Scruton dedicou-se com aplicação especial, entre a vasta obra que deixou, às questões da estética, da cultura e da política. A qualidade de uma obra artística, para ele, podia, sim, ser estabelecida por critérios objetivos – a beleza é a base dessa avaliação, e beleza não é um conceito abstrato, e sim uma realidade materialmente visível.

“Estilos vão e vêm”, escreveu Roger Scruton, “mas as exigências do julgamento estético são permanentes”. Ele jamais teve medo de dizer que a “equalização” da cultura, tão venerada entre a esquerda como arma para combater o “elitismo”, é um disparate.

Não faz nenhum sentido, em sua visão, alegar que a alta cultura, ou a “cultura clássica”, é uma espécie de “propriedade da elite” e só beneficia os que têm acesso a ela; seria o mesmo que sustentar que a matemática não adianta nada para quem não a entende em seus níveis mais avançados. “O processo de transmissão cultural não poderá sobreviver se os professores forem obrigados a ensinar Mozart e Lady Gaga ao mesmo tempo, em nome de uma agenda de igualitarismo”, resumiu Scruton.

É dele, também, uma das mais precisas explicações sobre porque os intelectuais, em sua grande maioria, são de esquerda. “Eles são atraídos naturalmente pela ideia de uma sociedade planejada porque acreditam que o planejamento ficará a seu cargo”. O que atrai os intelectuais no marxismo, diz Scruton, não é a verdade, mas o poder que ganhariam se o mundo fosse controlado pelo Estado – e, em consequência, por eles. “A notável capacidade de sobrevivência do marxismo”, conclui, “está no fato de que é um sistema de pensamento dirigido para a obtenção do poder.”

O que Roger Scruton ainda poderia produzir, nos próximos anos, vai nos fazer uma imensa falta.

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ROQUE NUNES – AI, QUE PREGUIÇA!

DE AIATOLÁS A AIATOLINHOS

Este fim de semana me peguei matutando sobre os acontecimentos deste início de ano, principalmente na confusão entre os Estados Unidos e o Irã envolvendo a morte do terrorista Qassen Suleimani – digo terrorista e não general, porque o sujeito poderia ser tudo, menos um general, afinal dedicou sua vida a encontrar formas de matar o maior número possível de inocentes usando o terror e o culto à morte como arma de combate – e as manifestações que ocorreram no ocidente, principalmente no Brasil a respeito desse episódio.

Uma análise superficial já demonstra que os aiatolás que usam o medo, a morte e a execração pública como forma de governo podem ser truculentos, bárbaros, carniceiros mesmo, mas burros eles não são. Os métodos pensados pelo aiatolá Ruhollah Khomeini e refinado ao “estado de arte” pelo aiatolá Ali Khamenei aprisionaram uma nação ao terror da morte e da humilhação pública. Para isso foram atacar mulheres, minorias e cidadãos “indesejáveis” como forma de exemplo para que a população se mantivesse quieta.

Enforcar gay? Sem problemas, segundo Mahmoud Ahmadinejad não são gente mesmo! Apedrejar mulheres até à morte? Facinho, afinal, qual a diferença entre uma mulher e uma camela? Há sim, a camela pelo menos fornece leite, lã e transporte. Matar centenas de pessoas por uma causa? Qual o problema? É a nossa causa! Se for possível matar bilhões por ela, assim faremos, afinal os demais são infiéis e não merecem viver e respirar o mesmo ar que nós respiramos.

Essa ideologia de culto à morte implantada no Irã e exportada para o Líbano (Hezbollhah), Iraque (Estado Islâmico), Afeganistão (Talibã), e muito em breve na Europa é difícil de ser compreendido pela mente ocidental, mas tem o seu sentido e gênese na história da própria humanidade. E falar sobre isso requer mais reflexão e aprofundamento.

O que me deixa “basbaque” é ver nossos canhotinhas, aqui no Brasil defender justamente facínoras do calibre de Suleimani, e Khamenei. Que nossos esquerdinhas são intelectualmente desonestos, disso eu não tenho dúvida nenhuma, agora que eles fossem moralmente assassinos, aí é dose que nem um rinoceronte aguenta. Vi gente vestida com a camiseta do Che Guevara que aqui, na terra brasilis se diz feminista, apoiando os sádicos que governam o Irã. Vi partidários do movimento baitolístico nacional gritando palavras de ordem contra os Estados Unidos e apoiando o carniceiro de Teerã que em boa hora a América mandou para o colo de satanás.

Fico imaginando esse aiatolinhos daqui indo lã em Teerã. As bruacas – aqui no glorioso Mato Grosso do Sul esse termo faz referência à mulher baranga, do tipo que o PT adora – de peito de fora, suvaco cabeludo gritando apoio ao Khamenei. Com certeza iriam ser apedrejadas com tijolo oito furos. E os frutinhas esquerdistas então? Lá em Teerã seriam enforcados com fio de nylon para que o suplício durasse mais tempo. Mas como estamos em uma terra de liberdade eles fazem o que bem entendem. Suas aiatolices, desde que haja alguma coisa contra a América encontra ressonância na nossa imprensa militante.

Fico até imaginando que, se Adolf Hitler, aquele tarado do bigodinho escroto, estivesse hoje no poder e fizesse uma campanha contra os Estados Unidos, todos os aiatolinhos do Brasil iriam apoiá-lo com graça e alegria, mesmo que depois fossem tangidos como gado para os campos de extermínio, como assim fizeram os aiatolás do Irã, o bigodudo assassino da Geórgia (Josef Stalin), o tarado fedorendo da Argentina (Che Guevara) e o gigolô da fome alheia (Nicolás Maduro) está fazendo com o seu povo.

No arco civilizatório a que o planeta chegou, os aiatolás sádicos que governam o Irã matam o ser humano dentro da civilização. No espectro político e social brasileiro, os aiatolinhos de esquerda matam a civilização dentro do ser humano.

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NADA A DECLARAR

Presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli mandou dizer que não comentará a grave revelação de auditoria nas contas da Seguradora Líder, que controla o DPVAT, sobre pagamentos suspeitos a pessoas ligadas a ministros da própria Corte, além de políticos do Congresso e integrantes do governo, entre os anos de 2008 e 2017.

Os pagamentos milionários por “serviços prestados” dos quais mal se recordam.

A auditoria foi realizada pela empresa de consultoria KPMG.

A assessoria de Toffoli informou que “o relatório menciona ex-assessor e datas em que ele já não trabalhava mais no gabinete do ministro”.

O relatório cita relações promíscuas que sugerem estratégia do DPVAT de obter decisões favoráveis das autoridades.

Um cartel de seguradoras controla há décadas o seguro obrigatório de veículos, rateando o faturamento pornográfico anual de R$ 41 bilhões.

* * *

Não tenha nada a dizer sobre isto.

Os comentários sobre este assunto eu deixo pro explicante fubânico Ceguinho Teimoso, especialista em analisar e opinar sobre os togadas e suas isentas e justas posições.

Não estou a fim de falar sobre bosta nesta terça-feira.

“É tudo invenção da grande mídia fascistas, reacionária e anti-petista”