PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DA MAIORIDADE – Vinícius de Moraes

O Sol, que pelas ruas da cidade
Revela as marcas do viver humano
Sobre teu belo rosto soberano
Espalha apenas pura claridade.

Nasceste para o Sol; és mocidade
Em plena floração, fruto sem dano
Rosa que enfloresceu, ano por ano
Para uma esplêndida maioridade.

Ao Sol, que é pai do tempo, e nunca mente
Hoje se eleva a minha prece ardente:
Não permita ele nunca que se afoite

A vida em ti, que é sumo de alegria
De maneira que tarde muito a noite
Sobre a manhã radiosa do teu dia.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO AFONSO – GARANHUNS-PE

E aí pariceiro, tá tudo ótimo?

Me diga se Ceguinho Teimoso já está sabendo do avião que o Irã abateu por “erro humano”. 

Aquele Irã adorado pelos esquerdistas brasileiros.

Ceguinho Teimoso que escreve tanto já se manifestou sobre este assunto?

Se fosse o Trump…

Xá pra lá…

Parabéns pra esta nossa gazeta escrota.

Abraços fubanos !!!!

R. Caro leitor, estes errinhos humanos tolos, com tão poucas mortes, não merecem comentários nem destaque das zelites zintelequituais do nosso país.

Era um avião com apenas 176 passageiros, coisa pouca, pouquíssimos defuntos.

Na verdade, segundo os zisquerdistas banânicos, existem assuntos bem mais importantes do que derrubar aviões transportando civis inocentes.

A viadagem, a xibungagem, a baitolagem, a doação do orifício corrugado, por exemplo, é assunto que, este sim, merece destaque, comentários e considerações.

Em que países é proibido dar o rabo e é punida com a pena de morte a homossexualidade, é uma informação de suma importância.

Pois este assunto foi tratado aqui no JBF, no dia de hoje, um belo domingo ensolarado.

Veja só o comentário escrito pelo militante lulo-petista Goiano, colunista deste jornal, que está transcrito no final da postagem.

Veja como o precioso espaço desta gazeta é ocupado com informações úteis, de altíssima importância e de grande valia para os nossos leitores.

Abraços e um excelente domingo!!!

* * *

Comentário de Goiano Braga Horta na postagem SUGESTÃO PRA TIRAR A DÚVIDA

6 países impõem pena de morte aos homossexuais (Arábia Saudita, Irã, Iêmen, Nigéria, Sudão e Somália).


5 países prevêem pena de morte entre as possíveis punições legais aos homossexuais (Afeganistão, Emirados Árabes Unidos, Mauritânia, Paquistão e Qatar)

Relações homossexuais são proibidas em 33 países na África, 22 na Ásia, 9 nas Américas e 6 na Oceania

Países que proíbem homossexualismo:

Afeganistão
Antigua e Barbuda
Arábia Saudita
Argélia
Bangladesh
Barbados
Brunei
Burundi
Butão
Camarões
Comores
Chade
Dominica
Egito
Emirados Árabes Unidos
Eritreia
Etiópia
Gâmbia
Gana
Granada
Guiana
Guiné
Iêmen
Ilhas Maurício
Ilhas Salomão
Irã
Iraque
Jamaica
Kiribati
Kuwait
Líbano
Libéria
Líbia
Malásia
Maláui
Maldivas
Marrocos
Mauritânia
Mianmar
Namíbia
Nigéria
Omã
Papua Nova Guiné
Paquistão
Qatar
Quênia
Samoa
Santa Lúcia
São Cristóvão e Neves
São Vicente e Granadinas
Senegal
Serra Leoa
Singapura
Síria
Somália
Sri Lanka
Suazilândia
Sudão
Sudão do Sul
Tanzânia
Togo
Tonga
Tunísia
Turcomenistão
Tuvalu
Uganda
Uzbequistão
Zâmbia
Zimbábue

DEU NO JORNAL

O FANTASMA DE ROLANDO LERO

Guilherme Fiuza

O economista do PT Marcio Pochmann declarou que a queda no número de assinaturas da TV paga é culpa do governo Bolsonaro. E arrematou com uma ironia triunfal: não era só o PT sair do poder que tudo se resolvia? (ou algo assim, quem quiser procure o original).

O mais importante na notícia não é o fato do eminente economista nunca ter ouvido falar de streaming, Netflix, Amazon, etc – o que possivelmente o levará a novas descobertas, como a de que as vendas de aparelhos de fax também despencaram, da mesma forma que o serviço de revelação de filmes fotográficos mergulhou numa grave crise. Também não há nada de extraordinário na invenção de teses vagabundas para tentar desmentir a realidade da recuperação econômica: a maior parte do noticiário nacional está há um ano fazendo isso diariamente, todo mundo já se acostumou.

O dado realmente significativo – e dramático – desta notícia, ou desta antinotícia, é que Marcio Pochmann possivelmente seria hoje o ministro da Economia se Fernando Haddad tivesse sido eleito presidente.

E aí vale a recapitulação histórica – ou ajuda-memória, como diria Marcelo Odebrecht, o grilo falante do Lula: apesar de ter sido ungido dentro da cadeia pelo maior ladrão do país, Haddad chegou ao segundo turno da eleição (hoje parece mentira, mas está no Google), tendo tido, portanto, chances reais de vitória. E Marcio Pochmann, esse economista que, como visto acima, sabe tudo de economia, era o homem forte (sic) do suplente de presidiário na campanha – o Paulo Guedes do Haddad.

Como se vê, o Brasil tinha de um lado o posto Ipiranga e de outro a escolinha do professor Raimundo. Onde eu faço as reformas e tiro o país do buraco? Pergunta no posto Ipiranga. Onde eu faço panfletagem fantasiada de gestão e jogo o país no buraco? Pergunta pro Rolando Lero.

Outra ajuda-memória, ou informação cultural, para trazer luz em meio a esse período de trevas: a briga de foice no escuro (bota escuro nisso) pelo poder na campanha de Fernando Haddad consagrou esse mesmo Pochmann em duelo mortal com Nelson Barbosa. Não está ligando o nome à pessoa? Sem problemas, a ajuda-memória da Odebrecht te socorre: Nelson Barbosa era o braço direito de Dilma Rousseff naquela epopeia que levou o Brasil gloriosamente ao fundo do poço. Ele perdeu a parada para Pochmann porque foi considerado pelo estado-maior de Haddad ortodoxo demais…

É aquela coisa: por que você vai se contentar com o fundo do poço se você pode ir de uma vez por todas para o brejo? (essa gente nunca se acomoda na zona de conforto).

O que estava em jogo na eleição de 2018 é o que continua em jogo agora: posto Ipiranga ou escolinha do professor Raimundo, gestão de equipe econômica ou poesia de Rolando Lero, trabalhar sério ou ir para o brejo. Vale notar que diversas outras vozes que se dizem liberais (e até sabem o que é streaming) viraram avestruz na eleição – e hoje estão por aí fantasiadas de girafa, cornetando a equipe de Paulo Guedes com estranhas teorias macroeconômicas da democracia florestal. Sem dúvida alguma o professor Raimundo andou fazendo escola.

Feito esse breve esclarecimento sobre o caminho escolhido pelo Brasil, podem voltar ao videogame do apocalipse e à caçada de Pokémon com o Pochmann. Só lembrando que nesta ajuda-memória – um oferecimento do Instituto Odebrecht – não falamos em nenhum momento de roubo. Ou seja: não menosprezemos a incompetência e a estupidez, até porque essas a Lava Jato não pega.

DEU NO JORNAL

PAPARICOS DOS IDIOTAS

Apesar do terrorismo e da violenta repressão a intelectuais, artistas e opositores, a ditadura do Irã recebe paparicos da esquerda brasileira.

* * *

Dentro da lógica da canalha vermêia deste nosso país, isso é perfeitamente normal.

Cérebro em zisquerdista é igual peito em homem: num serve pra nada.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

O LINGUAJAR “CHULO” DO CEARENSE

“Curral das éguas” – ZBM da Fortaleza antiga

Quem acessa pela primeira vez este JBF (Jornal da Besta Fubana), que neste começo de ano tem trocado mais de cabeça do que o Lula troca de mentiras, vai ler: “A gazeta mais escrota da Internet”.

Pois, saibam alguns que, “escrota” pode até não ser feminino de “escroto” mas, com certeza é um dos palavrões mais “escrotos” no Ceará. Da mesma forma, alguém rotular alguém de “canalha” no Ceará, fique certo que está desafiando para briga de porrada, mesmo. Não é diferente com o termo chulo “escroto(a).”

Mas, como O JBF também é cultura, vou tentar relembrar aqui nesta segunda postagem do ano, algumas situações (ou termos) chulas que, ou usamos muito, ou quase nunca usamos no dia a dia do meu Ceará – terra boa pra caralho (ops!).

“Quebrar o cabresto” – Homem que faz sexo pela primeira vez, rompendo o prepúcio. Fazer sexo faz bem ao corpo humano – masculino ou feminino. Nos dias atuais, essa prática salutar está totalmente desvirtuada, invadida que foi pelo homossexualismo, isso se olharmos para os ensinamentos religiosos. Muitos que, no Ceará se acostumaram dormir em redes, com o pênis ereto pela necessidade de urinar, “quebravam o cabresto “roçando” na própria rede.

“Abriram as portas do inferno” – Fala-se quando chegam muitas mulheres feias, juntas, numa festa. Isso não é algo que se considere “chulo”, mas uma zoação. Uma “mangação”. A rapaziada jovem, em grupos, que tinha o hábito de frequentar as “tertúlias” nos poucos clubes sociais de Fortaleza, gozadores por excelência, ficavam à espreita de quem chegava ou saía antes da hora. Muitas meninas, ainda sem namorados, gostavam de ir às festas em grupos. Quando chegavam juntas, os rapazes cochichavam: “abriram as portas do inferno”.

Zé Tatá – o veado mais “macho” da antiga Fortaleza

“Açucareiro” – Mulher, quando fica brava. Elas, geralmente assumem uma posição, com as duas mãos na cintura, semelhante a um açucareiro.

“Amancebado” – Amigado, aquele que vive maritalmente com outra pessoa, sem estar casado legalmente. Nos dias atuais, diz-se que são “companheiros” e já é uma relação considerada legal.

“Amassar um Bombril” – Foder, transar. Depilação de partes do corpo, incluindo as genitálias (masculina e feminina), é moda nova. Alguns (homens e mulheres), por escolha própria, ainda não aderiram ao “depilar total”. Assim, alguns homens ou mulheres conservam os pelos pubianos (nessa referência, o “Bombril”) e, quando os dois fazem sexo, os pelos se juntam – estão amassando Bombril.

“Amulegar” – Apalpar os seios. No caso, os seios da mulher. “Amulegar” de vez em quando, se transforma num ato erótico. Carícias preliminares.

“Anel de couro” – Ânus, fiofó, bufante, roscofe, rosca. No linguajar atual, quando alguém está fazendo sexo anal, está “queimando rosca”.

“Areia de cemitério” – Pessoa que não gosta de dividir. “Você é igual a areia de cemitério, quer comer tudo sozinho.”

“Arroz” – Homem que anda com muitas mulheres, mas não namora (fode) nenhuma. “Igual a arroz. Só serve para acompanhar.”

“Baitinga” – Veado.

“Balançar a roseira” – Peidar.

“Barba, cabelo e bigode” – Trepada completa (de cabo a rabo) com direito a sexo oral, anal e convencional.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Celso Furtado

Celso Monteiro Furtado nasceu em 26/7/1920, em Pombal, PB. Jornalista, advogado, memorialista e economista dos mais conceituados no mundo. Estudou no Ginásio Pernambucano e aos 19 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi estudar na Faculdade Nacional de Direito e começou a trabalhar na “Revista da Semana”. Em 1943, foi aprovado no concurso do DASP-Departamento de Administração do Serviço Público, como assistente administrativo. Em seguida foi convocado pelo Exército para lutar na II Guerra Mundial e segue para a Itália como aspirante a oficial da FEB-Força Expedicionária Brasileira.

Em 1946 ganhou o “Prêmio Franklin D. Roosevelt”, do Instituto Brasil-EUA, com o ensaio Trajetória da democracia na América e ingressou no curso de doutorado em economia da Universidade de Paris-Sorbonne, concluído em 1948, com a tese “L’économie coloniale brésilienne”. De volta ao Brasil, retomou o trabalho no DASP e junta-se ao quadro de economistas da Fundação Getúlio Vargas, passando a trabalhar na revista “Conjuntura Econômica”. Em 1949, mudou-se para Santiago do Chile, integrando a recém-criada CEPAL-Comissão Econômica para a América Latina, onde passa a cumprir missões em diversos países na condição de Diretor da Divisão de Desenvolvimento. Por esta época, passou a receber convites de universidades norte-americanas para dar palestras sobre os aspectos teóricos do desenvolvimento. Seu primeiro ensaio Características gerais da economia brasileira, foi publicado na “Revista Brasileira de Economia”, da FGV, em 1950, seguido de seu primeiro artigo de circulação internacional: Formação de capital e desenvolvimento econômico, traduzido para o “International Economic Papers”, da Associação Internacional de Economia.

Em 1953, presidiu o Grupo Misto CEPAL-BNDE, enfatizando as técnicas de planejamento e elabora um estudo sobre a economia brasileira. Tal estudo serviu como base do Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek, em 1956. No ano anterior, junto com um grupo de amigos, criou o Clube de Economistas, que lança a “Revista Econômica Brasileira” e publicou A economia brasileira, seu primeiro livro sobre a teoria do desenvolvimento e subdesenvolvimento. Passou a morar na Cidade do México, em missão da CEPAL, e publicou o segundo livro: Uma economia dependente. No ano seguinte mudou-se para a Inglaterra e passou a lecionar no King’s College da Universidade de Cambridge. Aí escreveu seu livro mais conhecido: Formação econômica do Brasil, que lhe dará projeção internacional. De volta ao Brasil, assumiu uma diretoria do BNDE; foi nomeado pelo presidente Kubitschek, para dirigir o Grupo de Trabalho para o Desenvolvimento do Nordeste, que dará a SUDENE-Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste, em 1959. Encontrou-se com o presidente Kennedy, em 1961, cujo governo decide apoiar um programa de cooperação com a SUDENE e, semanas depois, com o ministro Che Guevara, chefe da delegação cubana à Conferência de Punta del Este. Em 1962 foi nomeado para o Ministério do Planejamento, quando elabora o Plano Trienal apresentado ao país pelo presidente João Goulart. No ano seguinte deixa o Ministério do Planejamento e retorna à SUDENE afim de implantar a política de incentivos fiscais para os investimentos na região.

Com o golpe militar de 1964, teve os direitos políticos cassados por 10 anos. No exílio, foi morar em New Haven (USA) e fazer pesquisas no Instituto de Estudos do Desenvolvimento da Universidade de Yale. Publicou o livro Dialética do desenvolvimento (1965) e mudou-se para a França e assume a cátedra de Desenvolvimento Econômico da Sorbonne por 20 anos. Em 1968 veio ao Brasil, a convite da Câmara dos Deputados, e publicou o livro Um projeto para o Brasil, seguido de Formação econômica da América Latina (1969). No correr da década de 1970, viajou pela África, Ásia e América Latina, em missão de agências da ONU. Foi também professor-visitante da American University, da Columbia University, da Universidade Católica de São Paulo e da Universidade de Cambridge. Em 1973 publicou A hegemonia dos Estados Unidos e o subdesenvolvimento da América Latina, cujo título deixa claro uma relação de causalidade entre os dois fenômenos. Considera o subdesenvolvimento como uma forma de organização social no interior do sistema capitalista, sendo contrário à ideia de que seja uma etapa para o desenvolvimento, como podem sugerir os termos de país “emergente” e “em desenvolvimento”.

O interesse pela área editorial o faz juntar-se a um grupo liderado pelo deputado Fernando Gasparian na compra da Editora Paz e Terra, em 1974. Uma destacada editora na área das ciências sociais. Nos anos 1978-81, integrou o Conselho Acadêmico da recém-criada Universidade das Nações Unidas, em Tóquio. Na mesma época, integrou o “Commitee for Development Planning”, da ONU. Entre 1982-85, como diretor de pesquisas da Ecole des Hautes Études en Sciences Sociales, coordenou seminários sobre a economia brasileira e internacional. A partir de 1979, com a Lei da Anistia, retorna com frequência ao Brasil, retoma a vida política e é eleito membro do Diretório Nacional do PMDB. Em 1985 foi convidado pelo presidente Tancredo Neves para integrar a Comissão do Plano de Ação do Governo, mas não pode assumir com a morte de Tancredo. Foi nomeado embaixador do Brasil junto à futura União Europeia, e integrante da Comissão de Estudos Constitucionais, presidida por Afonso Arinos, para elaborar o projeto da nova Constituição. No governo José Sarney, foi nomeado ministro da Cultura. Uma de suas primeiras medidas foi a aprovação da lei de incentivos fiscais à cultura. Em julho de 1988 pediu demissão do cargo, retomando suas atividades acadêmicas no Brasil e no exterior.

Memorialista nato, decidiu fazer uma autobiografia e publicou o 1º volume A fantasia organizada (1969); o 2º A fantasia desfeita, veio em 1989 e o 3º, Os ares do mundo, em 1991. No período 1987-90 integrou a “South Commission”, formada por países do Terceiro Mundo para formular uma política para o Hemisfério Sul. Entre 1993-95 atuou no grupo dos 12 membros da Comissão Mundial para a Cultura e o Desenvolvimento, da ONU/UNESCO, presidida por Javier Pérez de Cuellar. Entre 1996-98 integrou a Comissão Internacional de Bioética da UNESCO. Foi homenageado, em 1997, com um congresso internacional em Paris, organizado pela Maison des Sciences de l’Homme e a UNESCO, intitulado “A contribuição de Celso Furtado para os estudos do desenvolvimento”, reunindo especialistas do Brasil, Estados Unidos, França e outros países. No mesmo ano foi criado pela Academia de Ciências do Terceiro Mundo (Itália), o “Prêmio Internacional Celso Furtado”, conferido a cada dois anos ao melhor trabalho no campo da economia política. Recebeu o título de Doutor Honoris Causa pelas universidades de Lisboa, Brasília, Campinas, Rio Grande do Sul, Paraíba e Grenoble, na França. Junto a estes títulos, junta-se a Grã-Cruz da Ordem Militar de Santiago da Espada de Portugal.

Entrou para a Academia Brasileira de Letras em 1997. No discurso de posse, declarou: “O fundador desta Cadeira número 11 foi um antepassado meu, Lúcio Furtado de Mendonça, de quem possivelmente herdei os pendores memorialísticos, o gosto mal sucedido pela ficção literária e uma irreprimível sensibilidade social. Esse socialista declarado empenhou-se na criação desta Academia e certamente a ele mais do que a ninguém devemos a existência desta nobre Instituição”. Em 2009, a ABL inaugurou a “Biblioteca Celso Furtado”, contendo parte dos livros que lhe pertenceram. 10 anos após, sua esposa Rosa Freire D’Aguiar decidiu doar toda a biblioteca do casal, de 14 mil livros, junto com os arquivos pessoais ao IEB-Instituto de Estudos Brasileiros, da USP.

Publicou mais de 40 livros, além de inúmeros artigos. Seu último livro não poderia ter outro título: Raízes do subdesenvolvimento (2003). Dias antes de falecer, foi surpreendido com uma distinção que o comoveu: recebeu a comenda “Casa Avelino de Queiroga Cavalcante”, outorgada pela Câmara Municipal de Pombal pelos relevantes serviços prestados a humanidade. Pode falecer tranquilo, em 20/11/2004, reconhecido em sua terra natal. Em 2019, sua esposa organizou e publicou seus Diários intermitentes: 1937-2002, um relato dos momentos decisivos de sua vida, diálogos, desabafos, perfis biográficos, impressões diversas, além de fotos, documentos e registros inéditos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIA DE FÁTIMA FONSECA SANTANA – ITABUNA-BA

Prezado Sr. Berto,

É com imensa alegria que lhe informo ter recebido o livro “100 Dúvidas de Português“, de autoria de Geraldo Amâncio e Marcos Mairton, lindamente autografado.

Agradeço-lhe de coração.

Grande abraço,

R. Marcos Mairton, nossos colunista e co-autor do livro, já foi devidamente informado, cara leitora.

E quem quiser fazer contato com ele, basta entrar em sua página Mundo Cordel, clicando aqui 

Abraços e um excelente final de semana.

Geraldo Amâncio, um dos maiores cantadores repentistas da atualidade, ao lado do colunista fubânico Marcos Mairton

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

O CREPÚSCULO DOS DEUSES – Falácias e sofismas das “Esquerdas”

Depois da candente polêmica fubaniana a respeito de Paulo Freire, ícone maior no panteão dos comunistas, socialistas e demais hordas de supostos “idealistas”, do tipo que faz do seu “suposto altruísmo” meio de vida e escada para projeção social, decidi aprofundar meu conhecimento a respeito do indigitado e suas referências, de modo a não poder ser apodado mais uma vez como pertencendo a aquele tipo de gente do “Não li e não gostei”.

Pois bem: Li! Li profunda e cuidadosamente. Li todas as suas referências teóricas. Ruminei cuidadosamente as assertivas do bardo das canhotas. Minha conclusão? Paulo Freire é uma grandessíssima fraude intelectual!

Mas não é só isso. É muito além disso: É uma besta quadrada!

Aliás…Ele só, não! Ele e uma penca de malucos que nem ele, todos altamente embromadores e competentes na arte de ludibriar otários. A grande maioria deles é veado e esquizofrênico, quando não são as duas coisas ao mesmo tempo. Passam metade da vida fazendo estudos e análises altamente exotéricos, sempre expressos através de uma linguagem empolada e “cifrada”, só acessível aos iniciados daquela seita de seguidores fanáticos. São sempre textos cheios de mesóclises, ordens inversas, paráfrases, citações em diversas línguas, muitas dessas citações de forma tautológica, (eu cito tua obra e tu citas a minha), seguidos de raciocínios evanescentes e recheados de chavões e palavras de ordem só compreensíveis a quem for da patota e cujo uso constante passa a ser o código de abertura à participação e, posteriormente, sinal de pertencimento ao grupo.

A maioria deles, na segunda metade das suas vidas, ao mudarem os ares advindos do comando de alguma ditadura comunista lá pelas bandas da antiga URSS, passam todo o tempo fazendo autocríticas altamente chorosas, constrangedoras, melosas e humilhantes, de modo a escapulir de expurgos e banimentos para alguma distante Sibéria, seguidas de novas teorias exotéricas dizendo exatamente o oposto de todas aquelas irrelevâncias e abstrações “ontológicas” que haviam anunciado antes com pompa e circunstância.

A lista desses picaretas, todos eles devidamente encaixados nos “Aparelhos Ideológicos do Estado” (universidades e instituições governamentais, segundo Althuser), é realmente imensa! Vou citar apenas os principais e de maior projeção, além do fato de terem servido de embasamento teórico às teorias malucas do Freire em questão.

1º Embromador – Georg Lukács

Segundo o wilkipedia, Ele advogou uma ditadura democrática(?) do proletariado e camponeses como um estágio de transição até a ditadura do proletariado. A estratégia de Lukács foi condenada pelo Comintern e posteriormente ele fez uma autocrítica política. Lukács foi acusado de jogar um jogo “administrativo” (legal-bureaucratic) de remoção dos intelectuais independentes e não-comunistas da vida acadêmica húngara, a exemplo de Béla Hamvas, István Bibó, Lajos Prohászka e Károly Kerényi. Intelectuais não-comunistas, como Bibó, foram frequentemente presos, forçados a entrar em manicômios e admitidos em trabalhos de menor envergadura intelectual (como trabalhos de traduções) ou ainda forçados a trabalhos manuais durante o período de 1946–1953. Depois de 1956, Lukács por pouco evitou a execução, e não se reintegrou no aparato partidário devido ao seu papel no governo revolucionário de Nagy. Os seguidores de Lukács foram indiciados por crimes políticos ao longo dos anos 1960 e 70, e vários deles fugiram para o Ocidente. O livro de Lukács sobre o Jovem Hegel e a Destruição da Razão foi usado para argumentar que ele havia se tornado um crítico do stalinismo como uma irracional distorção do Hegeliano-Marxismo de Lukács. Após a derrota da Revolução, Lukács foi deportado para a Romênia com o resto do governo Nagy, mas ao contrário de Nagy, ele sobreviveu aos expurgos de 1956, retornando a Budapeste em 1957. Lukács abandonou publicamente suas posições de 1956 e fez uma autocrítica. Tendo abandonado suas primeiras posições, Lukács permaneceu leal ao Partido Comunista até sua morte em 1971.

2º Embromador – Theodor Adorno

Sua filosofia é considerada uma das mais complexas do século XX. É uma crítica do que denomina “Razão Instrumental”, uma crítica, fundada em uma interpretação negativa do Iluminismo, de uma civilização técnica e da lógica cultural do Sistema Capitalista, que chama de “Indústria Cultural”. Também é uma crítica à sociedade de mercado que não persegue outro fim que não o do progresso técnico. A atual civilização técnica, surgida do espírito do Iluminismo e do seu conceito de razão, não representaria mais que um domínio racional sobre a natureza, que implica paralelamente um domínio (irracional) sobre o homem. Os diferentes fenômenos de barbárie moderna (fascismo e nazismo) não seriam outra coisa que não mostras, e talvez as piores manifestações, desta atitude autoritária de domínio sobre o outro, e neste particular, Adorno recorrerá a outro filósofo alemão – Nietzsche. Na Dialética Negativa, intentou mostrar o caminho de uma reforma da razão mesma, com o fim de libertá-la deste lastro de domínio autoritário sobre as coisas e os homens, lastro que ela carrega desde a razão iluminista.

3º Embromador – Herbert Marcuse

É de Marx que vem sua crítica ao Nacionalismo e aos efeitos que o capitalismo burguês tem na vida das pessoas. Também vem de Marx a proposta de que, com o desenvolvimento da tecnologia e do capitalismo como um todo, em conjunto com uma ação prática-revolucionária da sociedade, poderemos alterar as nossas condições e erguer uma nova organização social, que possibilite uma vida melhor para as pessoas, e onde elas não sejam alienadas. Marcuse procura esboçar caminhos que nos levem para além da organização socioeconômica atual. Em seu livro “O homem unidimensional”, afirma que a sociedade industrial chegou a um ponto onde a burguesia e o proletariado, classes responsáveis pelo movimento da história, deixam de ser agentes transformadores da sociedade para se tornarem agentes defensores do status quo. Os avanços da técnica solucionaram tantas pequenas necessidades, tornaram a vida destes grupos tão confortáveis, que o ímpeto revolucionário desses grupos cessou. Ao mesmo tempo, a técnica possibilita um controle social cada vez mais aperfeiçoado, e se torna não um instrumento neutro, como se acreditava anteriormente, e sim engrenagem central de um novo sistema de dominação. E se o proletariado não é mais “sujeito revolucionário”, grupo em oposição à sociedade hegemônica, que grupo social o será? De acordo com Marcuse, isso cabe àqueles cuja ascensão não é permitida pela sociedade moderna, aos grupos minoritários às margens da sociedade que o bem-estar geral não conseguiu (ou não se interessou em) incorporar.

4º Embromador – Michel Foucault

Nascido em Poitiers, na França, em uma família de classe média-alta, tinha uma tensa relação com seu pai, que chegou a interná-lo aos 22 anos de idade acusando-o de ser louco, após tentativa de suicídio. Suas teorias abordam a relação entre poder e conhecimento, e como eles são usados como uma forma de controle social por meio de instituições sociais. Preferiu classificar seu pensamento como uma história crítica da modernidade. Seu pensamento foi muito influente, tanto para grupos acadêmicos, quanto para ativistas. Sua grande “sacada” foi a criação do conceito de “Desconstrução”, hoje tão querido dos estudantes de humanas. Morreu em Paris por conta de problemas neurológicos agravados por HIV/AIDS. Foi a primeira figura pública francesa que morreu por causa desta doença, sendo que seu parceiro, Daniel Defert criou a fundação da caridade AIDES em sua memória.

4º Embromador – Antonio Gramsci

É reconhecido, principalmente, pela sua teoria da “Hegemonia Cultural”, que descreve como o Estado usa as instituições culturais para conservar o poder nas sociedades ocidentais. Atribuía um papel central à separação entre infraestrutura (base real da sociedade, que inclui forças produtivas e relações sociais de produção) e superestrutura (a ideologia, constituída pelas instituições, sistemas de ideias, doutrinas e crenças de uma sociedade), a partir do conceito de “bloco hegemónico”. Segundo esse conceito, o poder das classes dominantes sobre o proletariado e todas as classes dominadas dentro do modo de produção capitalista não reside simplesmente no controle dos aparelhos repressivos do Estado. Se assim fosse, tal poder seria relativamente fácil de derrocar (bastaria que fosse atacado por uma força armada equivalente ou superior que trabalhasse para o proletariado). Este poder é garantido fundamentalmente pela “Hegemonia Cultural” que as classes dominantes logram exercer sobre as dominadas, através do controle do Sistema Educacional, das Instituições Religiosas e dos meios de comunicação. Usando deste controle, as classes dominantes “educam” os dominados para que estes vivam em submissão às primeiras como algo natural e conveniente, inibindo assim sua potencialidade revolucionária.

Poderia continuar por toneladas de resmas de papel e não esgotaria as possibilidades de análises das inúmeras teorias e filosofias que foram desenvolvidas a fim de determinar a melhor forma de conduzir à “sublevação das massas oprimidas”, evento que nos abriria as portas à implantação do “Paraiso” socialista na terra.

É extremamente interessante constatar o quanto essas ideias, conceitos, e até mesmo a linguagem criada por este pessoal messiânico está impregnada no nosso dia a dia. O sonho de todos eles é reproduzir a proeza dos Jacobinos na Revolução Francesa de 1789: Atrair as massas camponesas para seu projeto amaldiçoado.

ARRRRGGGHHH!

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