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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A CAVALGADA – Raimundo Correia

A lua banha a solitária estrada…
Silêncio!… Mas além, confuso e brando,
O som longínquo vem-se aproximando
Do galopar de estranha cavalgada.

São fidalgos que voltam da caçada;
Vêm alegres, vêm rindo, vêm cantando.
E as trompas a soar vão agitando
O remanso da noite embalsamada…

E o bosque estala, move-se, estremece…
Da cavalgada o estrépito que aumenta
Perde-se após no centro da montanha…

E o silêncio outra vez soturno desce…
E límpida, sem mácula, alvacenta,
A lua a estrada solitária banha…

A PALAVRA DO EDITOR

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RELEMBRANDO CHURCHIL

Ministro Sergio Moro, ao lado da estátua de Winston Churchil, em Toronto, Canadá

* * *

Acertou no alvo, Claudia!!!

Classificar Che Guevara e Fidel Castro de “pústulas abjetas” é uma cacetada que alegrou o meu final de semana.

Bem no furico dos zisquerdóides descerebrados (desculpe a redundância…).

Churchil é um sujeito que admiro muito pelas suas tiradas geniais e que figura entre os meus ídolos.

Lembrei-me de um diálogo que ele travou com Nancy Astor, primeira mulher eleita para a Câmara dos Comuns:

– Winston, se você fosse meu marido, eu poria veneno no seu café!

E Churchil respondeu sem pestanejar:

– E se eu fosse seu marido, tomaria o café!!!

Fecho a postagem com duas, apenas duas, das muitas frases geniais desse sujeito arretado:

DEU NO JORNAL

PRIMEIRO ANO DE GOVERNO ATESTA: LIBERALISMO ECONÔMICO E IMPÉRIO DA LEI FUNCIONAM

Rodrigo Constantino

O índice de desemprego no país, divulgado nesta sexta, ficou abaixo das expectativas em 11,2% no trimestre encerrado em novembro, segundo dados do IBGE. Ainda é muita gente desempregada, mas precisamos olhar para a segunda derivada, para a tendência, e reconhecer que há inegáveis avanços na área econômica.

O governo deu um choque liberal, aprovou a reforma previdenciária no Congresso, estancando a sangria fiscal, o que permitiu a queda acentuada na taxa de juros. A austeridade começa a colher frutos. O PIB vai avançar mais de 1% este ano, podendo chegar a um crescimento de 2,5% ano que vem. Inúmeras regras burocráticas foram revogadas, as leis trabalhistas seguem sendo modernizadas, a política de privatizações é uma prioridade, assim como uma maior abertura comercial. Se o país der de fato uma chance ao liberalismo, como deseja o ministro Paulo Guedes, poderemos ter outro Brasil ao término desse mandato, um muito melhor, com menos miséria e desemprego.

Já no campo da segurança também tivemos avanços, com a mudança de postura do governo, encabeçada pelo ministro Sergio Moro, que troca a vitimização do marginal por um endurecimento das leis contra a bandidagem. Em coluna especial para a revista Crusoé, Moro define 2019 como “um bom ano”, reconhece o mérito do presidente de ter dado autonomia aos ministros para montarem equipes técnicas, destaca conquistas importantes, como a queda acima de 20% na taxa de homicídios, e conclui que ainda falta muito coisa a ser feita para diminuir os indicadores de violência no país, ainda bastante elevados.

Economia e Justiça são as principais pautas, pois todos querem melhores empregos e salários e permanecer vivos. Nessas duas áreas cruciais o governo Bolsonaro, com seus dois super-ministros, mostrou serviço. Pegou um cenário de terra devastada, uma baita herança maldita deixada pelo petismo. E dando uma guinada à direita, foi capaz de gerar um ponto importante de inflexão, deixando o pior para trás e iniciando uma trajetória de melhorias relevantes. Sustentável, espera-se. E, para tanto, será preciso reconhecer que até aqui foi feito o necessário, mas não o suficiente. Ou seja, é preciso reforçar o choque liberal na economia e a repressão ao crime na segurança. O liberalismo econômico e o império da lei, afinal, funcionam.

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COMENTÁRIOS SELECIONADOS

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O ANO DA HISTERIA MODERADA

Guilherme Fiuza

Em 2019, a onda de ódio, obscurantismo e protofascismo mergulhou o Brasil nas trevas satânicas do Mal. Impôs-se sobre o país alegre e fagueiro que vivia sua doce pindaíba em perfeita harmonia com seus parasitas uma ditadura cruel e implacável de extrema direita. A seguir, um decálogo da ação hedionda dessa extrema direita:

1 – Menor taxa de juros da história

Todo mundo sabe que juro baixo é coisa de nazista.

2 – Melhor Natal em cinco anos

Papai Noel obrigou o comércio a bombar, senão ia mandar todo mundo pro campo de concentração. O comércio obedeceu – e os consumidores também – porque ninguém é maluco de contrariar um Papai Noel desses.

3 – Menor risco-país da década

Sabendo que com extrema direita não se brinca, porque eles são mau que nem picapau, o mundo disse que voltou a confiar no Brasil e que muito em breve vai devolver a ele o grau de investimento – jogado fora pelo PT no auge da felicidade nacional. Ainda não saiu a reportagem investigativa mostrando que foi o Mourão que mandou o mundo confiar no Brasil com disparos em massa de WhatsApp, mas é questão de tempo.

4 – Mais de 100 bilhões de reais em privatizações

Todo mundo sabe que a riqueza dos brasileiros vem sendo drenada por um Estado burocratizado e corrupto, mas ninguém imaginava que em um ano se pudesse tirar um peso desse tamanho das costas do contribuinte. Só o fascismo seria capaz de uma arbitrariedade dessas.

5 – Cerca de 1 milhão de novos empregos

Mais um indicador incontestavelmente de extrema direita. Botar as pessoas para trabalhar é coisa de ditadura.

6 – Redução da criminalidade em todo o território nacional

Outro absurdo perpetrado por essa ideologia obscurantista que solapa o direito do cidadão de ser roubado e fuzilado normalmente no caminho de casa para o trabalho e vice-versa, ou mesmo num agradável dia de folga. Não é mais segredo para ninguém que Sergio Moro endureceu a vida dos chefes de facção nos presídios, entre várias outras medidas que comprovam o endurecimento do regime. Bem que os hackers do PT avisaram à imprensa amiga que Moro era fascista.

7 – Reforma da Previdência

Medida autoritária de extrema-direita que reabriu as perspectivas do país na marra, justamente no momento em que os brasileiros estavam quase conseguindo cancelar o futuro – essa entidade abstrata, duvidosa e traiçoeira que só serve para ameaçar as pessoas, porque todo mundo sabe que a vida é agora.

8 – Lei da Liberdade Econômica

Atentado miliciano contra o Custo Brasil – essa entidade simpática e secular que sempre chupou o sangue do brasileiro com ternura e sem fazer mal a ninguém. Os vendedores de facilidades estão indignados e irão à ONU denunciar o massacre contra a burocracia nacional, patrimônio do país e fonte histórica de calorias para uma multidão de seres humanos com vocação para não fazer nada. Há o risco iminente de uma epidemia de novas empresas com crescimento do empreendedorismo e ninguém sabe onde isso vai parar. Basta de liberdade imposta goela abaixo.

9 – Abertura da Infraestrutura

Essas medidas despóticas de asfaltamento incessante de estradas, conclusão de ferrovias, concessão de portos e aeroportos, abertura da aviação com ameaça de passagens mais baratas, além da abertura de setores de energia como o do gás com a perigosa atração de investimentos privados provam definitivamente que forças obscuras estão agindo para melhorar a vida do povo sem pedir licença à corte dos parasitas – ou seja, atropelando a democracia de auditório.

10 – Recorde na Bolsa de Valores

É típico fenômeno de extrema-direita o mercado de capitais sair dando saltos de prosperidade por aí. Provavelmente tinha algum fascista com um revólver apontado para a cabeça do mercado mandando-o bater recordes sucessivos em 2019. Essa violência não tem fim.

Feliz 2020 a você que sobreviveu à patrulha da extrema moderação.

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VINDO DA AMANTE, É PERFEITAMENTE ACREDITÁVEL

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

ESPERANÇA EM 2020

Ano passado enviei uma mensagem de ano novo aos amigos com textos otimistas e humorados de autor anônimo. Complementei a mensagem com algumas frases por mim inventadas. Recebi várias respostas, foi do agrado geral. Nesse ano repito a mensagem adicionada de um complemento especial cheio de humor e malícia escrito especialmente por Chico Buarque de Holanda, segue a mensagem:

Amigo, no próximo ano:

Se existir guerra, que seja de travesseiro.
Se for pra prende, que seja o cabelo.
Se existir fome, que seja de amor.
Se for pra atirar, que seja o pau no gato-t-ó-tó
Se for para esquentar, que seja no sol.
Se for para atacar, que seja pelas pontas.
Se for para enganar, que seja o estômago.
Se for para armar, que arme um circo.
Se for para chorar, que seja de alegria.
Se for para assaltar, que seja a geladeira.
Se for para mentir, que seja a idade.
Se for para algemar, que se algeme na cama.
Se for para roubar, que seja um beijo.
Se for para afogar, afogue o ganso.
Se for para perder, que seja o medo.
Se for para brigar, que briguem as aranhas.
Se for para doer, que doa de saudade.
Se for para cair, que caia na gandaia.
Se for para morrer, que morra de amores.
Se for para violar, que viole um pinho.
Se for para tomar, que tome um vinho.
Se for para queimar, que queime um fumo.
Se for para garfar, que garfe um macarrone.
Se for para enforcar, que enforque a aula
Se for para ser feliz, que seja o tempo todo.

Recebi vários agradecimentos, entre eles um especial do meu querido escritor Ignácio Loyola Brandão, agora imortal da Academia Brasileira de Letras:

“Carlito, meu amigo.

Mandei para dezenas de pessoas seu texto de bom ano. Um sucesso sem precedentes. Maria Medeiros, atriz portuguesa que mora na França e é uma pessoa incrível, maravilhou-se. Mas a melhor resposta foi a do Chico Buarque. Ele agradeceu e complementou com um lado malicioso.

Se for pra cheirar que seja a flor.
Se for pra fumar que seja a cobra.
Se for pra picar que seja a mula.
Abraços. Ignácio”.

Pronto, agora sou parceiro de Chico Buarque em mensagem de ano novo. Em 2020 não esqueçam esse recado para adocicar a vida.

Um excelente ano novo, cheio de esperança. Essa que nunca morre.