CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Gente, gostaria de fazer um pedido a todos vocês; não vamos discutir por causa de política!

É Natal, depois será Ano Novo e por aí vai….

Quem votou no Bolsonaro, leva as carnes, bebidas e tal.

Quem votou no PT, só não levando as coisas dos outros embora, já tá ótimo!!!

Bom Natal e Feliz Ano Novo a todos.

CHARGE DO SPONHOLZ

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DE NATAL – Machado de Assis

Um homem, – era aquela noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno, –
Ao relembrar os dias de pequeno,
E a viva dança, e a lépida cantiga,

Quis transportar ao verso doce e ameno
As sensações da sua idade antiga,
Naquela mesma velha noite amiga,
Noite cristã, berço do Nazareno.

Escolheu o soneto… A folha branca
Pede-lhe a inspiração; mas, frouxa e manca,
A pena não acode ao gesto seu.

E, em vão lutando contra o metro adverso,
Só lhe saiu este pequeno verso:
“Mudaria o Natal ou mudei eu?”

AUGUSTO NUNES

PARECE MENTIRA: GLEISI DISSE A VERDADE

Para distanciar-se da cadeia, Gleisi Hoffmann jurou que o “quadrilhão do PT” não existiu. Por incrível que pareça, a deputada paranaense está dizendo a verdade. A montagem do maior esquema corrupto da história não foi uma façanha solitária do partido que Gleisi preside.

A quadrilha do Petrolão foi um obra conjunta do PT, do PMDB e do PP, em parceria com empreiteiras de estimação, diretores da estatal saqueada e doleiros pilantras. Coadjuvante desse faroeste à brasileira, Gleisi fez bonito.

Tanto fez que acabou presenteada pelo Departamento de Propinas da Odebrecht com dois codinomes: Amante e Coxa.

Como anda cada vez mais inventiva, Gleisi logo estará jurando que o Departamento de Propinas nunca existiu.

Nem a empreiteira.

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

UM BALANÇO COM NOTA FINAL ENTRE 7 E 8

Rodrigo Constantino

Chegando ao final do primeiro ano de governo já podemos fazer um balanço. A economia, incluindo a infraestrutura, é o grande carro-chefe do governo Bolsonaro. Paulo Guedes, o seu Posto Ipiranga, foi o grande acerto do presidente, que não só apostou nele como lhe concedeu autonomia.

Guedes montou uma equipe de primeira, com viés técnico e liberal, escalando craques como Salim Mattar, Paulo Uebel, Adolfo Sachsida e tantos outros, e juntos conseguiram aprovar importantes mudanças, como a MP da Liberdade Econômica, a venda de ativos estatais na casa de cem bilhões de reais, a liberação do FGTS etc.

Tarcísio Gomes de Freitas é outro incansável trabalhador e a pavimentação de inúmeras rodovias com atração de capital privado tem sido sua marca registrada. Menos burocracia, maior abertura comercial, privatizações, estancar a sangria fiscal, descentralizar os recursos por meio do federalismo, essa tem sido a tônica do governo na economia, levando a sério o slogan Menos Brasília Mais Brasil. Bolsonaro, como técnico do time, tem mérito e precisa ser reconhecido por isso.

A maior conquista, desnecessário dizer, foi a reforma previdenciária. Muitos achavam que era melhor aproveitar o projeto do governo Temer, que previa redução de gastos de meio trilhão em dez anos. O governo, com apoio amplo do Parlamento, entregou o dobro! E isso foi o principal fator para permitir a queda acentuada dos juros, em seu patamar mínimo histórico (enquanto a Bolsa vai fechando em seu nível recorde).

A segunda grande estrela, em pé de igualdade com Guedes, é Sergio Moro, claro. E entregou resultados. A queda de mais de 20% na taxa de homicídios tem ligação direta com medidas tomadas por seu ministério, em parceria com governos estaduais. O projeto anticrime está avançando no Congresso, ainda que desidratado. A imprensa achou que Moro cairia faz tempo, mas ele segue firme e forte, para desespero dos corruptos.

Mesmo em áreas mais polêmicas, como a Educação e o Meio Ambiente, não acho que Bolsonaro tenha errado tanto. O MEC peca por sua gestão, mas o Enem deu certo e o combate à doutrinação ideológica é desejável, ao contrário do que prega boa parte da imprensa. E Ricardo Salles tem sido alvo de muito ataque ideológico também, gente que gostaria de ver um governo histérico com o aquecimento global, sendo que Salles entende, corretamente ao meu ver, que as prioridades são outras, como o saneamento e problemas locais, e o desenvolvimento econômico não precisa conflitar com a preservação do meio ambiente. Damares Alves também tem méritos por comprar brigas ideológicas em sua pasta e tentar resgatar o bom senso e a ciência, como a biologia, em meio a tanta ideologia de gênero e lixo “progressista”.

Do lado negativo ficam mesmo as polêmicas desnecessárias produzidas pelo presidente e seus filhos, influenciados pela ala olavista, que servem apenas para afastar eventuais apoiadores e alimentar o clima de polarização radical no país.

Não obstante, eu daria uma nota entre 7 e 8 para esse primeiro ano. O próprio Bolsonaro, de forma humilde, deu-se uma nota 7, por reconhecer que está numa curva de aprendizado. Resta saber se o presidente vai se afastar do olavismo e colar em Guedes daqui para frente, ou se fará o contrário. Até porque as duas coisas parecem cada vez mais antagônicas…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROQUE NUNES – CAMPO GRANDE-MS

PALAVRA MALDITA

Este ano de 2019, que está acabando vai deixar uma palavra maldita – particularmente, eu prefiro “safada” mesmo -. Narrativa. Isso mesmo, a palavra narrativa tomou conta de todos os debates: seja político, social, antropológico, filosófico. Não se vive mais, não se constrói mais histórias, não se vive e se analisa fatos. Apenas criam-se narrativas.

O problema das ditas “narrativas” para se referir a fatos, a acontecimentos, a história, é que ela é uma palavra moldável. A narrativa sempre vai se ajustar ao gosto e às tendências – sejam elas morais, amorais, ou imorais – do narrador. Um fato nunca será o que ele é. Um acontecimento nunca se dará de uma forma. Sempre será filtrado pela dita narrativa.

Werner Heisenberg, na década de 1920 criou o famoso Princípio da Incerteza. Despretensioso, como todo princípio lógico, era uma tentativa de explicar um fenômeno físico. Mesmo Heisenberg não anteviu as implicações históricas, sociais, culturais, políticas e comportamentais que sua teoria traria para o mundo. Basicamente Hisenberg postulou que o mundo da Física era regido por uma incerteza probabilística, ou seja, quando um cientista fosse medir posição e velocidade de uma partícula, o máximo que ele poderia conseguir era uma probabilidade sobre elas, nunca um valor absoluto. A partir desse postulado, suas implicações no mudo foram imensas. Em um acidente de trânsito, só o fato de eu estar presenciando esse fato, ele já modificou. Ou seja, meu testemunho será diferente do de outro que presenciou o mesmo acidente. E se tivermos cem testemunhos, teremos cem visões diferentes do fato, mas todos eles descreverão o mesmo fato.

Nas ditas narrativas, e aqui mora o perigo, a descrição não é dada em cima do fato, mas sim sobre o que o narrador quer destacar do fato, ou o que a testemunha quer salientar do fato, de modo que a narrativa se torna mais importante do que o fato em si. Tenho certeza que, se Heisenberg fosse vivo hoje, ele açoitaria esses narradores de porta de boteco com dois metros de fumo de corda, aqueles de Arapiraca, com três trançados.

A narrativa, tão bem utilizada por políticos, pela imprensa que está cada vez mais preguiçosa – a preguiça é tanta que deixaram de buscar a informação e se preocupam em escolher a melhor narrativa que se ajusta a seus conceitos e pré-conceitos para depois divulgá-las como fato – contamina o debate. Isto porque a narrativa é um caminho de mão única. Veda o debate, fecha a porta para o contraditório, tem medo da negativa. A narrativa – palavra xexelenta (aqui no MS xexelento é sinônimo de nojento, de desprezível) aplicada no contexto social, político, ideológico é coisa de gente safada mesmo, pois não DIAloga, mas MONOloga diante de um ajuntamento de curibocas que ficam com a boca aberta cheia de mosquitinhos, enquanto são empanturrados com essa bobagem.

É bom ficar com os dois olhos bem abertos – Camões que tinha um só não caiu nessa besteira do seu tempo. Mesmo náufrago, salvou Os Lusíadas nadando com um braço só e não se deixou contaminar pelas narrativas sobre o Novo Mundo – porque a dita narrativa é igual à esperteza…. se a alimentarmos além da conta, um dia ela acaba “jantando” a gente.

ALEXANDRE GARCIA

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

QUEM É MESMO O MENTIROSO: AUGUSTO NUNES OU LULA???

Comentário sobre a postagem CIRO GOMES E FERNANDO HADDAD, A DUPLA DINÂMICA

Chatonildo:

Só para lembrar o sincericídio do dono da seita criminosa.

Ficou faltando a confissão do resto das sacanagens!

Isto não foi o Augusto Nunes que falou!

J.R.GUZZO

A ERA DAS NARRATIVAS E O EMPRESARIADO QUE SE DEU BEM COM O PETISMO

Há, como se diz hoje a respeito de quase tudo, uma nova “narrativa” na praça. Como é bem sabido, tornou-se praticamente impossível, no Brasil atual, o cidadão passar 24 horas seguidas sem ouvir na mídia algum tipo de “narrativa” – a “narrativa” de Sua Santidade o Papa, da moça que apanhou do marido ator de novela, do bandeirinha de futebol e daí por diante, até o último dos 7 bilhões de habitantes do planeta.

A “narrativa” que se pode pegar no momento por aí, e que já começa circular no ambiente político-empresarial-jornalístico-jurídico-garantista e mais tudo o que em geral entra nessa sopa, é o que daria para se chamar de: “Fábula do empresário nacional mal tratado pela justiça do seu próprio país, em vez de apoiado por todos nesta sua hora de desventuras, como aconteceria nos Estados Unidos e na Europa, por exemplo, onde os governos pensam em salvar empresas e empregos”.

É o que as classes instruídas, e melhor equipadas para pensar do que você, começam a ouvir – e, mais que isso, a dizer em palestras, entrevistas à imprensa, mesas redondas e por aí afora.

Os empresários apresentados ao público como vítimas de maus tratos da justiça, ou coisa parecida, boa parte deles hoje afastados do comando efetivo das suas empresas, são em geral de um biotipo muito conhecido no Brasil dos últimos anos: donos e altos executivos de empresas que praticaram atos bilionários de corrupção nas suas relações com os governos dos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff, e hoje não andam mais no lado da rua onde bate o sol. Foram pegos em flagrante. Confessaram, com papel passado e assinado, os crimes que cometeram. Delataram-se uns aos outros, sem constrangimento, diante da autoridade judiciária. Pagaram multas-gigante, tiveram de devolver dinheiro roubado e fizeram “acordos de leniência” com órgãos do Estado, para pagar penas financeiras mais em conta – acordos que são, de novo, confissões perfeitas da prática de delitos previstos no Código Penal brasileiro.

A “narrativa” que começam a vender, agora, é que o mal que fizeram, junto com os participantes dos governos de Lula e de Dilma, não foi, no fundo, tão grande assim. Na verdade, talvez nem tenham tido tanta culpa pelo que fizeram – afinal, precisavam fazer suas empresas trabalhar (e gerar empregos, claro, gerar empregos acima de tudo) e os governos deste pais, como todo mundo sabe, não deixam ninguém funcionar sem o pagamento de propinas. Não se pode esquecer que muitos pagaram, com todos os juros, tudo o que tomaram emprestado do BNDES, Banco do Brasil e outros guichês onde magnatas amigos de quem manda encontram “dinheiro barato” – não fizeram nada de útil para o país com as cordilheiras de dinheiro que receberam, mas isso são outros 500, não é mesmo? Foram enganados em seus negócios com Angola, Cuba, Moçambique, Guiné e outras potências desse porte; como iriam imaginar que uma coisa dessas pudesse acontecer? E por aí vamos.

Não faltam ajudantes para tocar essa “narrativa” segundo a qual ladrões confessos de dinheiro público vão tentando, discretamente, livrar-se do seu registro como bandidos e ir vestindo a fantasia de empresários mais ou menos normais, “simples homens de negócios úteis para a economia brasileira”, ou mesmo vítimas das circunstâncias. Aqui e ali o presidente do Supremo Tribunal Federal, por exemplo, dá a sua mão. Aqui, ele diz que não pode haver progresso se houver muito rigor nas exigências de ordem. Ali, diz que um “lado ruim” da Operação Lava Jato foi quebrar empresas; imagina-se, então, que seus crimes de corrupção não deveriam ter sido punidos, para que elas continuassem colaborando com o avanço econômico do país. É aplaudido por banqueiros e tratado com deferência na mídia.

A Odebrecht, no momento, parece ser quem está avançando mais na construção da nova “narrativa” – justo ela, a Odebrecht, dada como a campeã mundial da corrupção em todos os tempos. Seu ex-presidente, Marcelo Odebrecht, voltou a aparecer na mídia e a empresa voltou a ser comentada. Só que você não vai ouvir falar na palavra “corrupção” em nada disso. A “narrativa” vai tentar lhe mostrar que o problema da empresa e do reinado de Odebrecht, no fundo, foram dissenções internas, operações de altíssima complexidade no exterior e mais uma porção de milagres. Quem sabe acaba pegando?