PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

IMPASSE – Orlando Tejo

Se ficar onde estou não faço nada,
Se sair por aí corro perigo,
Se me calo minh’alma é sufocada,
Se disser o que sei faço inimigo…

Se pensar vou trair a madrugada
E se sonho de mais vem o castigo,
Se quiser subo até o fim de escada,
Mas precisar brigar, e eu não brigo!

Se cantar atropelo o contracanto,
Se não canto maltrato o coração,
Se me faço sofrer me desencanto,

Se reprimo o ideal perco a razão,
Se perder a razão, resta-me o pranto
E meu pranto não faz uma canção.

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A PALAVRA DO EDITOR

COMPARAÇÃO INJUSTA

Nosso estimado colunista Goiano frequentemente fica emputiferado quando os fascistas dizem que PT, petismo, lulismo, tem a ver com comunismo.

Eu acho que estes fascistas estão cometendo uma injustiça enorme.

Comparar petismo com comunismo é cometer uma grave ofensa.

Uma grave ofensa ao comunismo, que por si só já é uma merda.

Igualar petismo e comunismo é rebaixar demais a doutrina marxista-leninista.

Lenin e Stalin devem ficar escoiceando em seus túmulos quando os fascistas colocam a estrela petista ao lado da foice-martelo comunista.

DEU NO JORNAL

A DEMOCRACIA FASCISTA

Guilherme Fiuza

A escalada fascista é um sucesso e está em cartaz num discurso febril perto de você. Mas você não sabia direito o que era fascismo e nós explicamos aqui: fascismo, na sua conotação moderna, é tudo aquilo que rasgue a minha fantasia progressista, desmascare o meu humanismo de butique e me impeça de ganhar a vida fingindo salvar o mundo de um inimigo imaginário – e eu aceito débito, crédito, dinheiro público e privado, mas prefiro público, que não é de ninguém.

Agora que você já entendeu o que é fascismo, vamos explicar o que é democracia. Existem várias formas de democracia – e a seguir apresentaremos algumas delas:

Democracia é roubar o Brasil e ir fazer palestra na USP para intelectuais de cabresto;

Democracia é usar o filho como laranja para receber 132 milhões de reais de empresa de telefonia (você não leu 132 mil, ok?) e investir no seu sítio que não é seu – para depois se deliciar lendo pesquisas arranjadas que dizem que você merece estar solto, porque afinal você é um bom ladrão;

Democracia é fingir fazer jornalismo e passar um ano inteiro escondendo indicadores de recuperação econômica – inclusive queda consistente da inflação – para depois transformar o preço da carne em tragédia nacional;

Democracia é se fantasiar de analista político para ficar panfletando a favor do mais demagogo e sectário trabalhismo inglês, espalhando que ele é a salvação contra o obscurantismo xenófobo protofascista – que por sua vez só ganha eleição com manipulação de redes sociais;

Democracia é dizer que toda eleição vencida por candidato que atrapalha sua narrativa hipócrita foi fraudada em conluio com a Rússia e as tias do WhatsApp;

Democracia é produzir fake news em veículos tradicionais fingindo combater fake news em redes sociais;

Democracia é defender uma agenda liberal e jogar pedra em quem está implantando exatamente essa agenda no país porque só serve se for feita por você, pelo seu partido ou pela sua ONG, de forma que você possa se beneficiar pessoalmente daquilo que você diz que é interesse público;

Democracia é tentar transformar o catastrofismo envernizado de uma adolescente em coisa séria – para investir nessa vida boa de ficar dizendo que Trump é belzebu e acusando todo mundo de tudo sem precisar propor nada, muito menos trabalhar por alguém;

Democracia é ver um governo trabalhando duro – com resultados consistentes – para libertar o povo do flagelo daqueles que sequestraram o Estado e a liberdade e ficar perguntando pelo AI-5;

Democracia é sabotar a construção do presente evocando a boçalidade do passado para viver eternamente como vítima profissional e herói de coisa alguma;

Democracia é atacar sistematicamente o grande contingente de pessoas comuns que se manifestam nas redes sociais em apoio às reformas governamentais acusando-as de serem robôs;

Democracia é fraudar a representação da classe dos advogados, se juntando aos que atropelaram a lei, para conspirar contra os que flagraram e puniram a delinquência dos seus parceiros de politicagem;

Democracia é ser porta-voz de empreiteiro ladrão espalhando suas lamúrias por aí para ver se cola;

Democracia é fazer militância dentro do tribunal de contas censurando e perseguindo de forma fútil os principais ministros do governo contra o qual você quer panfletar, porque os seus padrinhos foram parar na jaula.

Se após esse resumo ainda não estiver claro para você o que é fascismo e o que é democracia, não se desespere: sintonize agora um desses canais onde Gilmar Mendes era vilão e passou a herói no exato momento em que deu o golpe na prisão em segunda instância, declarando guerra a Sergio Moro. Ali você vai entender tudo sobre democratismo e fascia – ou vice-versa.

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JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

A PIRRALHA E OS DESOCUPADOS PIRRACENTOS

Greta Thunberg – a “pirralha pirracenta”

O assunto virou mote. Sem valor nenhum, o assunto virou mote para a grande maioria de desocupados que deviam estar catando folhas secas, capinando o mato, banhando cachorros, ou lavando calçadas. É uma absurda falta do que fazer.

Sim, por que as viúvas do Kid Nove Dedos, que acabou de ficar sem a moradia oficial e como não tem mais o tríplex ou o sitio de Atibaia, vive vagando e provavelmente dormindo pelas calçadas da vida, ao tempo que aproveita para falar merda e pregar violência, pegaram o Jair Messias Bolsonaro para Cristo e fizeram e continuarão fazendo uma tempestade com apenas um copo d´água.

Pois, em vez de cuidar da própria vida, a pixoxotinha, kid, mirim, pequena, miúda, e outros tantos adjetivos que o nosso regionalismo brasileiro conhece e fala para designar uma criança, Greta Thunberg ficou ofendida por ter sido rotulada de “pirralha” pelo já reeleito Presidente da República Federativa do Brasil.

E, a partir daí, os “do contra” que divulgam e fazem estardalhaços até por conta de um peido fedorento que B-17 deixe sair pelo furico, estão mandando brasa, propondo cassação por falta de decoro, por desrespeito à sua eminente pirralha Gretinha. Absoluta falta do que fazer.

Entre os “do contra”, muitos precisam ir ao Aurélio. Se forem, lá, com certeza encontrarão:

“Pirralha – S. f. Bras. E prov. Lus. 1. Menina pequena; criança, guri. 2. Indivíduo de baixa estatura.”

Os fatos da semana mostram apenas que, o maior e provavelmente único problema do Brasil, é o brasileiro. Mau, praticando males. Seja contra quem for, que ele não simpatize. Não quer nada com “política”, mas politiza tudo. Tudo tem que ser politicamente correto.

Desemprego? Não existe. Existe, isso sim, quem não queira trabalhar ou não tenha qualificação para isso.

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

UM PALMARENSE AVUANDO NOS ARES NACIONAIS

O apresentador Sikêra Júnior, que atualmente comanda um programa na TV A Crítica, de Manaus, terá um programa em rede nacional pela RedeTV!.

Sikêra tem sido uma grande pedra no sapato da Rede Globo.

O apresentador vence diariamente a novela ‘Bom Sucesso’ até mesmo o tradicional ‘Jornal Nacional’.

A partir de janeiro, Sikêra Júnior entrará para todo Brasil, diretamente de Manaus, com o Alerta na TV, das 18h às 19:30h.

* * *

Sikêra Júnior é meu conterrâneo, um cabra sem papas na língua desde que começou sua carreira na Rádio Cultura de Palmares.

Com ele é pêi bufo.

Só bota pra lascar.

Venha mesmo pra uma edição nacional, Sikêra, você merece!!!

Bote pra fudê na grande mídia, sobretudo no lixo global.

Abaixo, dois vídeos, dos muitos e muitos que circulam na internet, naquele estilo destemido, certeiro e na bucha deste meu conterrâneo.

O primeiro vídeo mostra Sikêra em seu programa.

E o segundo vídeo é uma entrevista que ele deu ao Pânico, da Jovem Pan.

Se vocês procurarem no Google, vão encontrar inúmeros vídeos com ele.

Cada um mais lascativo do que o outro!


FALA, BÁRBARA !

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

OS BRASILEIROS: Barão do Rio Branco

José Maria da Silva Paranhos Jr., mais conhecido como Barão do Rio Branco, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 20/4/1845. Advogado, geógrafo, jornalista, historiador, político, professor e “Patrono da Diplomacia Brasileira”. Filho do senador e diplomata Visconde do Rio Branco, estudou no Colégio Pedro II e formou-se pela Faculdade de Direito de São Paulo, tendo concluído o curso na Faculdade de Direito do Recife, em 1866.

Aos 18 anos teve seu primeiro texto publicado na revista “Popular”, uma biografia de Luís Barroso Pereira. Aos 21 publicou seu primeiro artigo no jornal francês “L’Illustration”, sobre a guerra do Paraguai. Foi a primeira manifestação do diplomata, que se anunciava. Em 1868 foi nomeado promotor público em Nova Friburgo e, no ano seguinte, deputado geral pelo Partido Conservador. No mesmo ano, acompanhou o pai, na condição de secretário da Missão Especial, ao Rio da Prata e ao Paraguai. Nos dois anos seguintes exerceu a mesma função nas negociações de paz entre os Aliados e o Paraguai. Assim, o exercício da diplomacia se fez na prática, tendo o pai como exemplo.

Como jornalista, dirigiu o jornal “A Nação”, junto com Gusmão Lobo, e colaborou no Jornal do Brasil. Em 1876, entrou na diplomacia e foi nomeado cônsul-geral em Liverpool, Inglaterra, onde permaneceu até 1893. Em 1888 recebeu o título de “Barão”, concedido pela Princesa Isabel. mas continuou a usá-lo junto ao nome “Rio Branco” mesmo após a proclamação da República, reafirmando sua convicção de monarquista e homenageando seu pai, Visconde do Rio Branco. Neste período, após a proclamação da República, exerceu a função de superintendente, em Paris, dos serviços de imigração para o Brasil (1889) e ministro plenipotenciário em Berlin (1900). Em 1898 entrou para a Academia de Letras, que ajudou a fundar.

Logo no início da República, contribuiu substancialmente para o alargamento das fronteiras, com a incorporação de 900 mil km² ao território nacional. Em 1895 conseguiu assegurar boa parte do território dos estados de Santa Catarina e Paraná, em litígio com a Argentina. Em 1900 ganhou a disputa com a França, no estabelecimento da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, que foi definida no rio Oiapoque. Com tais conquistas, foi conduzido, pelo presidente Rodrigues Alves, ao Ministério das Relações Exteriores, em 3/12/1902, e ocupou o cargo ao longo de 4 mandatos presidenciais A nomeação ocorreu no momento em que o Brasil se envolvia noutra disputa territorial com a Bolívia.

Parte daquela região era ocupada por colonos brasileiros que resistiam às tentativas bolivianas de expulsá-los, episódio conhecido como “Revolução Acriana”. Em 17/11/1903, assinou o Tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito mediante a compensação econômica de 2 bilhões de libras esterlinas e algumas concessões territoriais. Esta é sua obra diplomática mais conhecida, que deu seu nome à capital do Estado. O caso criou tensões, também, com o governo do Peru, resolvidas em 1909 com o Tratado Velaverde-Rio Branco, consolidando a posse brasileira do Acre. Outro de seus méritos, foi a negociação sobre o uso do Rio Jaguarão e a Lagoa Mirim, que serviam de canais ao Uruguai. Tal concessão lhe conferiu o nome de “Rio Branco”, dado à antiga cidade de Puerto Artigas, pelo povo uruguaio. Foi homenageado, também, em Mato Grosso do Sul, com seu nome dado ao município de Paranhos. Certamente é o brasileiro com o nome dado ao maior número de cidades, instituições e logradouros.

Poucos sabem, mas o Bondinho do Pão de Açúcar é mais uma obra de sua lavra. Em 1908, chamou o Engº Augusto Ferreira Ramos para projetar um sistema teleférico que desse acesso ao cume do Morro da Urca, inaugurado em 1912. Sua presença não apenas na área diplomática fez com que seu nome fosse sugerido, em 1909, para a sucessão presidencial que se daria no ano seguinte. Mas, ele declinou de qualquer candidatura que não fosse de unanimidade nacional. Sofrendo de problemas renais, veio a falecer em 10/2/1912, durante o carnaval, alterando o calendário da festa, devido as inúmeras homenagens que lhe foram prestadas. O necrológio da “Gazeta de Notícias” disse que “ele foi o dilatador do Brasil, alargando-o e aumentando-o em terras graças ao seu engenho, sem um leve ataque à justiça e ao seu direito”.

O “Jornal do Commercio”, emendou: “Só os conquistadores dos tempos dos descobrimentos e os grandes capitães da idade heroica deram às suas pátrias respectivas territórios tão vastos quanto o Sr. Rio Branco deu ao seu país bem amado. Com o seu talento, a sua habilidade, a sua força de persuasão e a sua erudição formidável conseguiu ir anexando ao Brasil trechos litigiosos e territórios contestados.”. O Barão, não obstante ser jornalista, não era muito de escrever livros, mas deixou 3 obras publicadas em muitos volumes: Efemérides brasileiras, 1893-1918; A questão de limites entre o Brasil e a República Argentina, em 6 vols. e A questão de limites entre o Brasil e a Guiana Francesa, em 7 vols. A Fundação Alexandre de Gusmão do MRE dispõe de toda a obra em seu site com download gratuito. Basta clicar aqui para acessar.

Em 1945, nas comemorações do centenário de seu nascimento, foi criado o Instituto Rio Branco, a escola de diplomacia do Ministério das Relações Exteriores. O “Patrono da Diplomacia Brasileira” foi biografado por diversos autores, com destaque para: Rio Branco, de Álvaro Lins (1945); Perfil de um estadista (ensaio biográfico sobre o Barão do Rio Branco) de Antônio Carlos Villaça (1946); A vida do Barão do Rio Branco, de Luís Viana Filho (2008) e Juca Paranhos, o Barão do Rio Branco de Luís Claudio Villafãne G. Santos (2018). Este diplomata e historiador escreveu mais dois relatos sobre Rio Branco: O dia em que adiaram o carnaval: política externa e a construção do Brasil (2010) e O evangelho do Barão: Rio Branco e a identidade brasileira (2012).