AUGUSTO NUNES

DESESPERO COLETIVO

Maria do Rosário confirma que a seita petista continua desesperada com o fim do Programa Desemprego Zero para a Companheirada

“Protocolamos ontem denúncia na ONU apontando atos e nomeações do governo federal que evidenciam o caráter programático, intencional e articulado de ações de cerceamento à liberdade de expressão no Brasil. É preciso estar atento às liberdades!”.

Maria do Rosário, deputada federal pelo PT do Rio Grande do Sul, conhecida pelo codinome Solução no Departamento de Propinas da Odebrecht, no Twitter, confirmando que a militância continua desesperada com o fim do Programa Desemprego Zero para a Companheirada, que durante 13 anos garantiu salários pagos com dinheiro público a qualquer petista juramentado.

DEU NO TWITTER

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

5 – USINA NUCLEAR – Opções e Alternativas

Segundo o World Energy Outlook 2019 da IEA – Agência Internacional de Energia, divulgado em 13/11 passado, o mundo terá METADE de toda a nova geração de energia a ser implantada composta por fotovoltaicas. A capacidade de geração passou de 3,7 GW, em 2004, para 303 GW em 2016 – crescimento anual de 44% (REN21, 2017). Já a IRENA – International Renewable Energy Agency, afirma, em uma de suas últimas publicações, que a energia fotovoltaica deverá estar atendendo a mais de um quarto de todas as necessidades energéticas do mundo após 2050, chegando mesmo a se constituir na segunda fonte energética mais importante, atrás apenas da energia eólica. Para isto, a capacidade global de geração fotovoltaica deverá ser multiplicada 18 vezes sobre a capacidade atual, atingindo a potência de mais de 8.000 giga watts neste mesmo ano. Enquanto isso, as gangues encasteladas no comando do nosso sistema energético colocam todo tipo de dificuldades à implantação de geração distribuída, muito especialmente porque não podem faturar imensos pixulecos, ou mesmo taxar de maneira escorchante os consumidores que se livraram da espoliação praticada pelas distribuidoras e pelos governos estaduais e federal.

Considerando cada painel fotovoltaico com área de 2m², podemos estimar grosseiramente que cada Ha (100m X 100m) pode corresponder a uma capacidade instalada de 5.000 painéis. Se estes mesmos painéis tiverem uma capacidade de 330W (modelo mais comum no mercado), teremos uma capacidade total de geração de 1.650 Kw (0,33w X 5.000 painéis) neste mesmo hectare. Como serão necessárias áreas para a circulação, para manter distância das placas até a cerca circundante, para a instalação dos inversores e transformadores, e para evitar que uma série de painéis provoque sombreamento sobre a série de seus vizinhos, podemos considerar que 1 Ha equivale à Capacidade de geração de 1 Mw.

Considerando que o Brasil possui atualmente uma capacidade TOTAL de geração de cerca de 150 Giga Watts, ou 150.000 Mw, podemos afirmar que para atender a toda a demanda brasileira de energia apenas com fotovoltaicas, necessitaríamos então uma área de 150.000 Hectares cobertos com estas instalações. Se tomarmos em consideração que a geração fotovoltaica se dá apenas durante um terço do dia (8 horas de luz), para empatarmos as produções teríamos de multiplicar por 3 a capacidade de geração fotovoltaica. Teríamos assim a necessidade de 450.000 Ha cobertos por painéis. Já que 01 Km² representa 100 hectares, podemos afirmar com segurança que uma área composta por 4.500 Km² de placas fotovoltaicas seria capaz de suprir todas nossas necessidades energéticas atuais. Apenas a título de comparação, e para que tenhamos uma noção mais clara do potencial praticamente infinito desta forma de geração de energia elétrica, basta dizer que se tivermos um quadrado com 70 Km de lado, por 65 Km do outro lado, cobertos por uma usina fotovoltaica, esta seria suficiente para toda a nossa demanda. Isto é, praticamente, a área do lago formado pela represa de Sobradinho. O problema dessa forma de geração é que as áreas mais propícias estão no Nordeste, região historicamente dominada por decisões desastradas tomadas por gestores situados no sul do país.

Quanto à energia eólica, diz a Fundação de Amparo à pesquisa “O potencial de geração de energia eólica no Brasil é estimado em cerca de 500 gigawatts (GW). De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), é energia suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do Brasil. O número é mais de três vezes superior ao atual parque nacional gerador de energia elétrica, incluindo todas as fontes disponíveis, como hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear. Em dezembro de 2018, a capacidade de geração instalada somou 162,5 GW, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desse total, as usinas eólicas responderam por 14,2 GW, igual à capacidade instalada da usina de Itaipu”, ou da CHESF

Todo este imenso potencial vinha sendo solenemente ignorado pelos nossos brilhantes gestores até que, em meados de 2008, um milagre aconteceu: A Sudene, que havia sido extinta, foi reativada devido à imensa pressão colocada pelos nordestinos. O primeiro superintendente escolhido, Paulo Sérgio de Noronha Fontana, veio da turma do Gedel, Jaques Wagner e companhia. Apesar da origem nada recomendável, teve uma atitude altamente meritória. As empresas de eólicas estavam diante de um impasse: Não ofereciam lances nos leilões porque não havia financiamento. Estes não eram concedidos porque os equipamentos eram importados. Os fabricantes não se instalavam no Brasil porque não haviam projetos. Foi quando Paulo Noronha assegurou aos investidores que financiaria os projetos com dinheiro do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste), mesmo os equipamentos sendo importados. A partir daí, foram aprovados projetos totalizando mais de 1 GW no Ceará e outro no Rio Grande do Norte.

No final de 2010, Luciano Coutinho, Presidente do BNDES e cabeça da gangue montada pelo PT para depenar o erário brasileiro, descobriu a estória. Correu e contou pra Dilma. A PresidANTA ficou irada. Foi a Recife, demitiu Paulo Noronha e proibiu (de boca) a Sudene de financiar qualquer projeto voltado para energia. Prerrogativa esta, segundo ela, exclusiva do BNDES. Extinguiu o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e disse que iria montar outro fundo para substituí-lo. Enquanto isso, ficava tudo parado e não liberava nem um tostão. Só que as empresas haviam acreditado na seriedade dos contratos com a Sudene e tinham investido bilhões, sempre aguardando pela liberação das parcelas. Passou-se mais de um ano.

Em 2012, a ação decisiva do novo superintendente, Dr. Luiz Gonzaga Paes Landim, salvou-as todas. Foi uma luta imensa para desfazer o nó jurídico dado em cima do assunto. Esses projetos possibilitaram a instalação da base produtiva para equipamentos dessa modalidade de energia. De dependente da energia importada de outras regiões, o Nordeste passou a exportar energia para o restante do país, sendo grande parte dela produzida de forma renovável. Em paralelo, está tirando as térmicas do circuito e “limpando” de novo a matriz energética. Hoje, apesar de todo o terrorismo praticado pelas lideranças do setor energético brasileiro, esta forma de geração se impôs e já é responsável por atender mais de 8% da demanda energética do país, mesmo as usinas eólicas tendo passado longos períodos rodando em vazio por não terem sido construídas linhas de transmissão para a inclusão desta energia no Sistema Energético Nacional. Demorou anos até esta “pequena” mancada dos nossos sábios planejadores ser consertada.

Toda esta evolução nas energias renováveis, empurrada pelos investidores goela abaixo de governantes desonestos, incompetentes e traidores da população que os sustenta a pão de ló, está totalmente alinhada com o que vem se verificando no mundo civilizado. Segundo Dennis Wamsted, editor e analista do Institute for Energy Economics and Financial Analysis – IEEFA, a produção de energia a partir de fontes renováveis (solar, eólica, hidráulica, biomassa e geotérmica) deverá ultrapassar a produção gerada a partir de carvão nos Estados Unidos já no ano de 2021. Carvão e renováveis estão caminhando rapidamente em direções opostas, segundo o mesmo. Em alguns estados como o Texas, com uma longa tradição de geração a carvão, esta transição já ocorreu e a geração eólica ultrapassou a geração a carvão pela primeira vez na história. A geração eólica representava apenas 0,8% da geração do Texas em 2003. Este número saltou para 22% anualmente, contra uma produção de 21% a partir de carvão.

Críticos das energias renováveis enfatizam, que nem sempre o sol brilha, assim como nem sempre o vento está soprando. A grande dúvida diante desta transição para novas formas de geração de energia que sejam menos agressivas ao meio ambiente, são os possíveis danos provocados à qualidade e à continuidade da energia fornecida. Esta preocupação tem levado os grandes centros de pesquisa do setor, em todo o mundo, a desenhar soluções inovativas para estes problemas. Quanto a isto, basta dar uma lida no documento da IRENA sobre flexibilidade de sistemas energéticos. 

Na minha modesta opinião, este problema já se encontra totalmente equacionado. Estamos agora trabalhando na curva do conhecimento. Novas tecnologias e economias de escala já reduziram o custo para armazenar 01 Kw de €1.500 para cerca de €200 a 400. Já está totalmente viável e vai melhorar bem mais em futuro próximo.

E aí? Vamos aceitar calados que nos façam mais esta imensa patifaria?

A PALAVRA DO EDITOR

UM PRESENTE DE NATAL ARRETADO

Esta gazeta escrota tem o privilégio de contar entre os seus colaboradores com Sponholz, um dos maiores chargistas brasileiros da atualidade.

Recomendo a todos uma passagem na sua página e também no seu face.

Sponholz sempre me manda os seus trabalhos assim que acabam de ser criados.

E que são publicados no JBF de imediato, na coluna dele.

Quando foi hoje, fiquei ancho que só a peste com uma das charges que ele mandou.

É esta que está aí embaixo, na próximo postagem, com o titulo de O Melhor Presente.

Agora, vejam só o presente que Papai Noel tem nas mãos lá na charge:

Um exemplar do meu livro O Romance da Besta Fubana, com a capa da quarta edição, lançada recentemente.

Êita presente de Natal arretado que tu me deu, Sponholz!!!

Gratíssimo do fundo do coração.

E, aproveitando a oportunidade, vou dar uma de camelô pra vender o meu peixe.

Quem quiser comprar o seu exemplar, com toda tranquilidade e segurança, na página da Editora Bagaço, é  clicar aqui 

Não só o Romance da Besta Fubana, mas todos os meus outros títulos estão disponíveis neste endereço.

CHARGE DO SPONHOLZ

FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

O CEGO

Se eu fosse um cego
Amaria com as mãos
Quanto mais lombadas,
Mais curvas, mais depressão
Aumentaria a emoção
Bastaria uma encruzilhada
Um ponto cego ao lado
Um atalho complicado
Uma pista escorregadia
Uma colisão de frente
Certamente aconteceria:
Um cajado “molemente”
Um cego todo quebrado
Seria minha perdição.

E agora seu guarda?
Como voltar para casa?
Onde a outra me espera
Ela deve estar uma fera
Me aponte uma solução.

A PALAVRA DO EDITOR

UMA BÚSSOLA PRA QUEM QUER ANDAR NO CAMINHO CERTO

O desvario desesperado contido nos últimos textos do colunista fubânico Goiano, um devoto radical da seita lulaica, é um excelente indicador de rumos, um magnífico ponto de referência pra quem exulta com o aniquilamento e o sepultamento do PT.

É fato provado, demonstrado, certo, acabado, laboratorialmente testado, que tudo aquilo que os petistas detestam é bom, é ótimo, faz bem e engrandece o país.

Quando Goiano se refere furiosamente a Bolsonaro, chamando-o de “fascista”, e esculhamba as mais de 57 milhões de pessoas que o elegeram, a gente tem a certeza de que a situação está boa, que o país avança e que tudo está dando certo.

Um ano inteiro sem uma única notícia de ladroagem ou de corrupção dentro do governo federal!!!

Quando tenho qualquer dúvida sobre o andamento atual das coisas no Brasil, releio o que Goiano escreve e minhas dúvidas se acabam.

A coluna dele de hoje está arretada!!!

Vale a pena transcrever um parágrafo inteiro.

Vejam que indicativo excelente pra orientar o caminho de quem raciocina e enxerga a realidade:

Hoje, quem era direita e tornou-se bolsonarista, aderiu automaticamente à burrice, caracterizada por desprezo pelos direitos conquistados pelos trabalhadores, preconceitos generalizados contra índios, quilombolas, negros, mulheres e homossexuais, nacionalismo e ufanismo exacerbados, uso da religiosidade na política, adoção de políticas econômicas de interesse exclusivo do grande capital, negação da defesa do meio-ambiente, formação de bloco com países extremamente conservadores e distanciamento dos demais, retorno aos costumes moralmente retrógrados e ultrapassados, discurso aguerrido contra as ideias vanguardistas, divisionismo ideológico, falsa difusão de ameaça comunista e tantos disparates que torna-se difícil reuni-los e comentá-los em uma breve exposição.

Recomendo a vocês que leiam o texto todo, do começo ao fim.

A perplexidade que vocês irão sentir vale a pena, pois mostrará que estamos de braços dados com a racionalidade e a coerência.

O furioso emputiferamento do nosso colunista, ponto de referência pra quem quer tomar o caminho certo, é uma coisa horripilante, mas muito boa pra levantar o astral de quem usa a razão e enxerga a realidade corretamente.

Enfim, os 57.796.986 de brasileiros que elegeram Bolsonaro – e que um ano depois já são bem mais – estavam certíssimos.

A propósito do fato de Goiano chamar Bolsonaro de “fascista”, escutem o que o presidente fala sobre fascismo no vídeo que está na postagem intitulada Um Encontro Comovente.

O fascismo que os pracinhas do Exército Brasileiro, do qual Bolsonaro é Capitão, ajudaram a derrubar na 2ª Guerra Mundial.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Nobre Editor,

Mais uma contribuição pra nossa gazeta escrota.

Uma excelente entrevista!

O título do vídeo já resume tudo:

Polícia Federal e procuradores da Lava Jato fazem relato estarrecedor de corrupção do filho de Lula.

É pau na moleira, é estarrecador!!!!

Para ver o vídeo na íntegra, é só clicar aqui.

DEU NO TWITTER

UM ENCONTRO COMOVENTE

* * *

Clique aqui e assista vídeo de 36 minutos sobre o encontro do Presidente Bolsonaro com o ex-combatente Carlos Santiago de Amorim.

* * *

CANÇÃO DO EXPEDICIONÁRIO

Um poema de Guilherme de Almeida, musicado pelo maestro Spartaco Rossi

J.R.GUZZO

LULINHA E AS TRANSAÇÕES DE UM FILHO DE PRESIDENTE

Nada como algumas perguntas simples e respostas sem complicação para se entender com rapidez a maior parte das coisas que aparecem no noticiário como se fossem o enigma do buraco negro do Universo. Essa história das transações entre um dos filhos do presidente e uma gigante do mundo das comunicações, por exemplo, que acaba de ressuscitar mais uma vez: está tudo 100% errado aí. É um alívio, realmente, diante de tantos mistérios da nossa vida pública, dar de cara com algo que qualquer um pode entender na hora – no caso, um embrulho onde não é possível encontrar nada de certo no começo, no meio e no fim.

Pode a empresa de um filho do presidente da República, conhecido como “Lulinha”, fazer algum tipo de negócio com uma empreiteira de obras públicas? Não pode. Podem, os dois, manter relações comerciais durante anos a fio? Não podem. Pode haver sociedade entre o filho e uma companhia que depende diretamente de atos do pai para sobreviver e prosperar? Não pode. Pode o presidente assinar um decreto que beneficia diretamente a empresa que é sócia do seu próprio filho? Não pode. Enfim: não pode nada, mas aconteceu tudo, no negócio montado entre Lulinha e a Oi/Telemar – Oi/Telemar, mas podem me chamar de Andrade Gutierrez.

É fato que entre 2004 e 2016 a Oi/Telemar pagou 132 milhões de reais à Gamecorp/Gol, a empresa do filho, por “serviços prestados”. É fato que não apareceu até agora nenhum motivo ou justificativa para que a primeira desse tanto dinheiro assim à segunda – que nunca teve ativos, talentos, funcionários, atividade empresarial ou qualquer outra coisa que pudesse valer, para a Oi, pagamentos de mais de 130 milhões de reais. É fato que um dos serviços prestados, constante de uma nota de 900.000 reais emitida em 2009, foi por “consultoria jurídica”. Como assim? A Gamecorp/Gol não era um escritório de advocacia – era apenas uma firma que fazia, segundo declarava o seu dono, “desenvolvimento e gestão de canais de distribuição de TV por assinatura” ou coisas desse tipo, todas elas em estado igualmente gasoso.

É fato, enfim, que em 2008 o presidente Lula assinou o decreto 6.654, dando à Oi/Telemar o direito de comprar a Brasil/Telecom. A compra não podia ser feita, pela lei – para isso, teria de haver, diretamente, um decreto presidencial de autorização. Resumo da peça, com pano “extremamente rápido”, como no “Teatro Corisco” de Millôr Fernandes: a Oi deu mais de 130 milhões de reais à Lulinha, e Lula assinou o papel que deu à Oi exatamente o que ela queria, e que só o presidente poderia dar. É isso o que aconteceu. O resto é metafísica, empulhação e conversa de advogado.

A Gamecorp/Gol, como é sabido, desapareceu da face da Terra sem deixar vestígio: só durou enquanto recebeu “aportes” e pagamentos da empreiteira-mãe. Quanto à própria Oi/Telemar, como também se sabe, a coisa toda acabou em lágrimas: a empresa está em “recuperação judicial” e seu presidente acaba de pedir demissão, assim que a justiça pediu novas investigações sobre o caso – que se julgava morto. “É só pepino”, explicou ele.

Resta, enfim, mais uma constatação de grande simplicidade: o silêncio da imprensa sobre histórias como essa faz o caso desaparecer do noticiário, mas não dos autos. A Justiça é um animal de comportamento imprevisível. Essa ou aquela história parecem sepultadas para sempre – mas de repente a tampa do túmulo se abre e saem de lá 47 mandados judiciais de busca e apreensão, a “fase 69” de uma investigação criminal e sabe-se lá quantos infortúnios a mais. A vida é dura.