PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

RECADO AOS AMIGOS DISTANTES – Cecília Meireles

Meus companheiros amados,
não vos espero nem chamo:
porque vou para outros lados.
Mas é certo que vos amo.

Nem sempre os que estão mais perto
fazem melhor companhia.
Mesmo com sol encoberto,
todos sabem quando é dia.

Pelo vosso campo imenso,
vou cortando meus atalhos.
Por vosso amor é que penso
e me dou tantos trabalhos.

Não condeneis, por enquanto,
minha rebelde maneira.
Para libertar-me tanto,
fico vossa prisioneira.

Por mais que longe pareça,
ides na minha lembrança,
ides na minha cabeça,
valeis a minha Esperança.

Colaboração de Pedro Malta

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MACONHA ESTRAGADA É UMA MERDA

* * *

Aqui no JBF, o nosso estimado colunista Goiano, devoto e dizimista da Igreja Lulaica, também está pregando o fim deste fascismo absurdo que domina o Brasil.

Depois do golpe dado pelos mais de 57 milhões de eleitores – golpe via urna em eleição direta -, o país caiu num fascismo horrendo que acabou com as liberdades e mergulhou nossa terra num escuridão de fazer medo.

Desde o dia 1º de janeiro que os xibungos são discriminados e impedidos de dar o furico, as fêmeas são assassinadas e passaram a ganhar menos, os negros são chicoteados no pelourinho e os esquerdistas são submetidos ao paredão modelo castro-cubano.

Lapa de Corrupto, com o rabo cheio de cachaça ruim e a cabeça empesteada por maconha estragada, deu o brado certeiro:

Abaixo o fascismo que oprime o Brasil!!!

FALA, BÁRBARA !

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

EDISON XAVIER DE BRITO – ARCOVERDE-PE

Caro e estimado Luiz Berto,

Neste mês fiz uma transferência de uma módica quantia para essa Gazeta escrachada.

Gostaria que houvesse um desvio da verba, para comprar um litro de vaselina e o Polodoro usar na pajaraca quando for enfiar nos furicos de todos petistas, seus satélites e apoiadores.

Grande abraço e que estejas sempre na Paz.

R. Meu caro, aqui não existe esse negócio de “módica quantia”.

Todas as doações dos nossos leitores são importantíssimas pra mantermos esta gazeta escrota nos ares.

O dinheiro que você depositou já está na nossa conta.

E sua sugestão será seguida à risca:

Será comprada uma boa quantidade de vaselina pra deixar a pajaraca de Polodoro no ponto: lisa, bem ensebada e lustrosa.

Pode ficar tranquilo que já dei ordem pra Chupicleide providenciar a aquisição do produto.

E a própria Chupicleide é quem vai lambuzar a pica do nosso jumento com a vaselina que será comprada.

Num vai ficar uma única prega no furico de tudo quanto é lulo-petista!!!

Um grande abraço para toda a comunidade dessa linda e acolhedora Serra Talhada, a Capital do Xaxado.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

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PERCIVAL PUGGINA

DESPAULOFREIRIZAR O BRASIL

Bancos e organismos internacionais que monitoram a economia dos países parecem concordar com a afirmação de que o Brasil já entrou em rota de crescimento. Saiu da UTI, onde foi parar por direção perigosa, e está na Sala de Recuperação. Os boletins dizem que seus sinais vitais estão preservados. O Bank Of America, por exemplo, prevê para nossa economia um crescimento de 2,4% em 2020 e 3,5% em 2021. Isso é muito bom porque desde 2009 não conseguimos um crescimento anual de 2,5% e enfrentamos, no período, três anos de recessão. Internamente, o comportamento da Bolsa de Valores confirma essas opiniões.

No entanto, um crescimento que nos deixe com água na boca e brilho nos olhos, capaz de reduzir de modo expressivo o desemprego e a miséria, precisa de mais do que um alento à demanda reprimida. Precisa de muito investimento e, em horizonte mais longo, de qualificar nossos recursos humanos. Precisa virar nossa Educação pelo avesso e de cabeça para baixo, pois ela não andará com firmeza se não der alguns passos para trás. Precisa reverter o processo descivilizador que a esquerda brasileira, perita em ruptura da ordem, considera necessário à sua ação política.

No momento em que escrevo estas linhas, o ministro da Educação, Abraham Weintraub está depondo na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados. Deputados da oposição demonstram estar indignados com as afirmações do ministro sobre drogas no espaço dos campi universitários. Disso que assisto na TV, colho uma comprovação de que tais partidos, malgrado os péssimos resultados, acham tudo bem assim como está. É como se com mais verbas e com a condução antiga fosse levada à perfeição uma Educação que não pode ser pior embora gaste mais, per capita, do que países vizinhos que a superam em qualidade.

Voltando ao tema do ambiente universitário brasileiro. A ira contra o ministro traz à lembrança uma frase do ministro Roberto Barroso. Na eleição de 2018, quando bateu no STF a questão da presença da PM em universidades onde se fazia escancarada campanha eleitoral para o PT, o ministro disse: “A polícia, como regra, só pode entrar em uma universidade se for para estudar”. Já o traficante, no mesmo raciocínio de Sua Excelência, está livre para entrar e operar, sem necessidade de estudar. Tem ali um ambiente seguro para suas ações.

Não é crível que com os mesmos alunos, os mesmos professores, a mesma orientação pedagógica e o mesmo ambiente, baste pôr mais dinheiro na mesa para que tudo se resolva.

Não bastará. Será preciso despaulofreirizar o Brasil. Será preciso derrotar um ensino que não inclui em suas prioridades proporcionar aos estudantes qualificação adequada ao mercado de trabalho. Falar isso em sala de aula de muitos cursos universitários no Brasil exige a cautela de proclamá-lo perto da porta e longe da janela. Perto da porta para sair correndo e longe da janela para que não o joguem por ela aqueles que priorizam a inserção dos estudantes no seu ativismo. Procurem no YouTube por “José Dirceu e escola sem partido” e o assistirão dizendo a militantes: “A pior ameaça que vamos viver é a Escola sem Partido”.

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JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

ENTRE SONHOS E DESALENTOS

Na última coluna, falei de Paulo Freire e Josué de Castro. Para os que não a leram, segue:

AMARGO EXÍLIO

Exílios podem ser voluntários. Como o de Fernando Pessoa, exilado nele mesmo. “Tenho saudades de mim”, disse em Carta do heterônimo Henri Moore. Outros, violência pura. “O pão amargo do exílio”, na definição de Shakespeare (em Ricardo II). Lembro três casos. Dois no passado.

Washington, julho de 1969. Um grupo de latino-americanos, que estudavam nos Estados Unidos, foi conversar com Paulo Freire. Autor da Pedagogia do Oprimido, doutor Honoris Causa em 35 universidades estrangeiras e exilado. No seu modesto apartamento, recebeu todos com um sorriso largo. E, depois de explanar sua visão sobre os compromissos com a educação, quiz se inteirar de como iam as coisas no Brasil. Ausente do país por muito tempo, não escondia sua curiosidade. Ficou preocupado especialmente quando lhe dissemos que a Ditadura estava ensinando Moral e Cívica (EPB), nas escolas. Para ele, educação era tudo. E, se o governo estava cuidando disso, iria durar bem mais do que esperávamos. Estava certo.

Paris, primavera de 1973. Josué de Castro, autor de Geografia da Fome, Presidente do Conselho da FAO e embaixador brasileiro da ONU, era outro exilado. Jantar no seu apartamento, às margens do Sena. Entre os talheres de sobremesa, 12 comprimidos. Foi fácil contar. Que era um comprimido e um gole d’água. Ritmadamente. Numa coreografia lenta, sem sentido e triste. Perguntei: “Por que isso?, dr. Josué. O senhor está tão bem”. “Estou não, amigo. Estou morrendo”. “De que?”. “De saudade”. Três meses depois (em 24/9), o exílio era só aquela saudade pressentida. Traduzida num adeus.

O terceiro exílio mora no presente. Vivemos um momento crítico para a educação brasileira. No exame PISA (da OCDE), correspondente a 2018 (agora divulgado), andamos muito mal em leitura (57º lugar), ciências (66º) e matemática (70º). Claro que é culpa do passado. Mas precisamos avançar, para reverter esse quadro. Sem preconceitos. E o primeiro gesto do Ministério da Educação foi banir Paulo Freire de seus registros. A Plataforma Freire, que reúne informações sobre professores do ensino básico, agora se chama Plataforma Capes de Educação Básica. A explicação técnica é que foi ampliada sua abrangência. Nada contra. Mas não custaria manter o nome. São pequenas coisas que machucam. Sem contar que essa troca tem uma dimensão simbólica. Porque, e seria bom que alguém informasse o Ministro Weintraub, por disposição expressa da Lei 12.612 (de 13/4/2012), Paulo Freire é o Patrono da Educação Brasileira. Os dois primeiros exílios foram trágicos. Esse novo é um mau presságio.

Depois, choveram mensagens. Seguem umas poucas. Sem identificar autores, já que os comentários foram feitos sob reserva. A favor: “Exilar Paulo Freire e Josué de Castro foi uma das merdas que a Ditadura nos fez”. “Como ex-exilada e devota de Paulo Freire, acabo de ler seu texto com um nó na garganta”. “O professor Paulo Freire merece essa tua coluna”. “Se o método ajudou a alfabetizar 100 adultos em 43 dias, ele funcionou”. “No RGN, em 30 horas, foram alfabetizados 300 adultos. Aula iniciada com 3 desenhos rabiscados: um homem, uma casa e um porco. Quem pode construir uma casa? Quem cria o porco? Quem fez a casa? Quem constrói é um artista? Ao sair da aula, um velhinho disse Eu também sou artista”.

Contra: “Paulo Freire é o patrono do fracasso de um modelo de educação adotado pelos governos esquerdistas”. “O indigitado Paulo Freire é o típico intelectual de esquerda, sempre comprometido com os nossos oprimidos. Todo mundo deve um trocado a esses pobres miseráveis”. “Se precisar avançar para reverter esse quadro, sem preconceitos, então é urgente quebrar o monopólio da esquerda na educação Brasileira. E isso inclui simbolismos como a remoção de Paulo Freire”. “O nome da plataforma era uma homenagem. Mas como homenagear alguém que criou algo que não deu bom resultado?” “No caso de Paulo Freire, o problema não são símbolos. Não creio que se construa boa obra sobre uma simbologia equivocada”.

Com observações eruditas: “O método Paulo Freire foi usado nos anos 1960. Na Ditadura, com o MOBRAL. Depois, Montessori e Piaget”. “San Martin, libertador da Argentina, faleceu em seu exílio da França. Bolívar, libertador da Venezuela, Colômbia, Peru e Equador, faleceu a caminho do exílio. O´Higgins, libertador do Chile, faleceu exilado no Peru. Artigas, libertador do Uruguai, faleceu no exílio do Paraguai. Sucre, libertador da Bolívia, foi assassinado. Todos pelas mãos dos seus libertados. No Brasil, porém, Pedro I abdicou, em favor do seu filho, para voltar a Portugal e defender os direitos da sua filha Dona Maria II àquele trono”. “A história é a mestra da vida. Quem não conhece o passado não tem condições de cuidar do futuro”.

E observações interessantes: “Eu ensinei no governo Figueiredo e a escola era a mesma bosta de hoje”. “Essa ação do ministro é o suprassumo da tolice”. “Pode mudar de Elevado Presidente Costa e Silva para Elevado Presidente João Goulart. Mas vá tentar tirar o nome de Marisa Letícia de algum viaduto?”. “Homenagens nem sempre são justas. Duque de Caxias é herói aqui. Fale dele no Paraguai? Lampião ganhou estátua em Serra Talhada, mas era um bandido desumano”. “Com Paulo Freire e Josué de Castro, ou sem eles, nada a perder, num país exilado de si mesmo”. “Na Espanha, este ano, se deram ao trabalho de desenterrar o Franco, que foi “exilado” postumamente em um cemitério de povoado”. “Você bate leve demais nesse governo”. “Entristece saber da covardia daqueles que jamais quiseram, nestes 519 anos de rapina e saque do nosso território, com todos os agravantes, fazer do Brasil uma Nação Soberana”. “Não fossem as multidões de canalhas de ladravazes nas funções governamentais, isso aqui seria algo próximo ao paraíso na terra”. “Nossa democracia é uma casquinha de noz, no oceano”.

Na base dessas diferenças abissais está uma crise de relações. Vivemos um curto-circuito moral, jurídico e político. O esgotamento de certas práticas sociais, a ética da amizade, o compadrio. Sempre existiram conflitos entre nós. Mas eram atenuados, antes. E isso parece estar findando. Intransigentes com os diferentes, nos últimos tempos somos generosos só com quem pensa como nós. Nesses, perdoamos tudo. Enquanto os outros são inimigos. O que é ruim. Sobretudo porque a polaridade nas posições reduz a coesão social. Pior é que nesses novos tempos, amigo leitor, por vezes o medo vence a esperança, o individual vence o coletivo, o preconceito vence a razão, o desalento vence o sonho.

A PALAVRA DO EDITOR

GENTE IDIOTA E MATO É O QUE MAIS TEM NO MUNDO

Em evento no Rio da Janeiro, Lula pronunciou esta magnífica frase:

“Tomei a atitude de ir para cadeia para provar que aqueles que estavam me acusando eram mentirosos.”

Pois é. É isso mesmo que você leu.

Foi isso mesmo que ele falou.

Perceberam a profundidade da frase?

“Tomei a atitude de ir pra cadeia.”

Não foi a Justiça, em três instâncias, que tomou a atitude de condená-lo por corrupção e lavagem de dinheiro e, em seguida tomou a atitude de mandá-lo ir pra cadeira.

Foi ele próprio que tomou a atitude de ir pra cadeia.

Não é à toa que Lapa de Corrupto é o ídolo do Ceguinho Teimoso. A estupidez de um se casa magnificamente com a falta de visão do outro.

Como Lula tomou a atitude de ir pra cadeia, eu vou tomar a atitude de dar uma boa gargalhada.

Agora, vamos botar o jumento Polodoro pra rinchar.

Rinchar em homenagem aos tabacudos sem cérebro que ainda lambem o saco da um demagogo do porte desse chefe da organização criminosa que usa a sigla partidária PR.

Rincha, Polodoro!!!