DEU NO JORNAL

DEMOROU MAS RECONHECERAM: ECONOMIA MELHORA

Melhora da economia aumenta aprovação ao governo Bolsonaro.

Segundo a última pesquisa Datafolha, o otimismo com a atividade econômica chegou a 43%, após os 40% registrados em agosto.

* * *

Se a pesquisa é do Datafolha, então a taxa de aprovação ao governo por parte do povão não é de apenas 43%.

Deve ser o dobro disto.

86% pelo menos.

Até o colunista Goiano, petista devoto e anti-bolsonarista exaltado, escreveu um comentário dizendo o seguinte:

A economia vai bombar e o povo será bombardeado.

Bombardeado com boas notícias e finanças folgadas, presumo.

Que Deus te ouça Goiano!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VALÉRIA BOSSI – BELO HORIZONTE-MG

Berto,

Com o meu agradecimento porque seu esforço para manter esta gazeta de pé nos traz muita alegria e grande contribuição ao jornalismo

Abraço

R. Êita!!!

Que felicidade!!!

Dizer que esta gazeta escrota é uma “grande contribuição ao jornalismo” me deixou ancho que só a peste.

Gratíssimo por sua doação e pela generosa apreciação,  minha querida doutora.

Se eu morasse aí em Belo Horizonte, você seria a minha médica!

Vocês, leitores que depositam na nossa conta, são a força que mantém este jornaleco no ar e aliviam os 600 reais mensais que o Complexo Midiático Besta Fubana paga de hospedagem.

E ainda sobram uns trocados pro capim de Polodoro.

Aproveito a oportunidade pra agradecer também as doações que foram feitas neste mês de dezembro pelos leitores Roque Nunes, Carlos Alberto e Hélio Araújo.

Daqui pro Natal vem mais!

Abraços e um excelente final de semana!

Polodoro arreganhando um sorriso de alegria com as doações dos nossos leitores

DEU NO TWITTER

NANICA MÍDIA BANÂNICA

* * *

Esta expressão “diz leitor“, criada pelos babacas que compõem a redação da Falha de Verdevaldo, é pra lá de cômica.

Eu chega se mijo-me todinho de tanto se rir-se-me.

Na verdade, o que Bolsonaro fraquejou mesmo foi na intensidade com que empurrou a pajaraca no furico da grande mídia oposicionista.

Ainda tá faltando enterrar mais umas 17 polegadas até chegar nos ovos.

Aquilo que antigamente era conhecido como “grande mídia”, hoje em dia virou um monturinho insignificante de bosta.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

BARRACO NO ÔNIBUS DO ALTO DA FOICE

Era uma quarta-feira enluarada, o vento tarado soprando os cabelos dos transeuntes que voltavam do trabalho e invadindo as saias das jovens para mostrar-lhes a bunda. Depois de mais de oito horas de labuta era natural que as pessoas estivessem cansadas, exaustas, com o nervo à flor da pele, se alterando com qualquer incidente cotidiano, levando-os ao extremo do debateboca por simples aborrecimento efêmero.

Era dia de clássico das multidões. Primeiro jogo das quartas de final do campeonato pernambucano envolvendo Santa Cruz e Sport. Para azar de todos os trabalhadores que retornavam do trabalho àquela noite o inferno já começava na Encruzilhada. Ônibus parados, carros particulares, táxi. Tudo. Pessoas descendo e caminhando a pé porque não havia a mínima possibilidade do transporte prosseguir. Um inferno – diziam todos os passageiros dos coletivos. Torcidas corais e rubro-negras se engalfinhando no meio da rua feito gladiadores nos anfiteatros romanos.

O ônibus que seguia a linha Alto da Foice/Subúrbio travou na Encruzilhada, cheio de gente entupido. Dele ninguém descia. Ninguém subia. Um calor infernal. Gente descendo de outros ônibus e caminhando a pé ao Mundão do Arruda pela Avenida Beberibe, porque o trânsito travou e carro nenhum se locomovia.

Neste exato momento sobe no ônibus do Alto da Foice uma senhora morena, baixinha, peitos enormes, cabelos com um pitó atrás, parecendo uma casa de marimbondo. E se esfregando por entre os passageiros, chega a se encostar no senhor sessentão que está sentado na quarta cadeira do lado esquerdo do ônibus. E passa gente daqui e passa gente de lá, se esfregando na bunda da baixinha que já está virada no penteio de barrão com tanta esfregação no seu traseiro avantajado.

Nesse exato momento toca o celular do senhor sessentão que ela dele ficou perto: Trililililililili! Aí o homem se estica todo para tirar o celular do bolso direito da calça. Era a mulher dele ao telefone.

– Oi, minha fia! Eu ainda não cheguei porque tá um engarrafamento danado aqui na Encruzilhada. Ninguém sai! Ninguém chega! É o jogo do Santa Cruz e Sport! Tá um inferno! Desliga e guarda o telefone no bolso. Enquanto isso, a mulher dos peitões fica junto dele, e a cada pessoa que passa esfregando sua bunda ela eleva os peitões na cara do velho, quase o sufocando.

Dois minutos após ter justificado à mulher por que não havia chegado ainda em casa, o celular toca novamente: Trilililililili! E o velho mais do que depressa, faz um esforço da porra, estica as pernas e tira o celular do bolso:

– Alô! Oi minha fia! O ônibus ainda tá parado! Ninguém sai. E eu não cheguei ainda por causa desse transtorno. E volta a guardar o celular no bolso, impaciente porque o ônibus não dava sinal de que ia seguir em frente. E a cada minuto mais gente chegava e a bagunça dava lugar à desordem.

Quando menos se espera, o telefone do sessentão volta a tocar novamente: Trilililili!! Era a mulher do outro lado da linha reclamando novamente por que o velho estava demorando tanto para chegar, e com a dificuldade de sempre, começa a tirar o celular do bolso para justificar o óbvio ululante:

– Oi, minha fia! O ônibus ainda tá parado! Ninguém sai! Tá tudo travado devido à grande quantidade de torcedores se dirigindo ao campo! Me espere que já já eu tou chegando! E torna a guardar o celular no bolso novamente.

Não deu dois minutos, e o telefone do velho toca novamente. Aí a senhora espivitada que estava ao lado dele, puta da vida com os esfregões da pessoas no bundão dela, olha para o velho, com a boca esfumaçando, os olhos vermelhos, e fulmina:

– Ô meu senhor! O senhor não tem moral para essa pessoa não! O senhor não respeita esse pá de ovo que tem entre as pernas não?! Porque se fosse comigo eu já teria mandado essa porra se lascar, ir pra puta que o pariu! Essa pessoa não tá “veno” que o senhor está no ônibus preso! Por que fica enchendo seus cuiões? Olhe, se fosse comigo eu já teria mandado quebrar a cara dessa rapariga! Ora porra! A gente já tá puta da vida com um engarrafamento do caralho desses, doida pra chegar em casa e tem de aguentar uma aporrinhação dessas!

Mal a mulher termina de falar, o telefone do velho toca novamente: Trililililili! E aí a mulher puta da vida, de saco cheio, com os pentelhos arrebitados, perde as estribeiras e parte pra cima do velho, toma-lhe o celular, põe no ouvido, e grita:

– Minha senhora! A senhora não tá vendo que esse velho tabacudo está no engarrafamento da porra por que não para de encher o saco dele e da gente também?!

Foi quando do outro lado da linha a mulher, barraqueira, perguntou quem era aquela rapariga que estava ao telefone do velho dela. Sem papas na língua, a baixinha, fumaçando de raiva, agarrada com o celular, berra:

– Eu sou a puta dele que tá lhe butando gaia! E não fale nada mais não porque, puta da vida como eu tou, eu vou aí lhe quebrar os dentes e dar-lhe uma surra de cipó de goiabeira nesse seu tabaco veio, e nele também para ele aprender a respeitar esse par de ovos murchos que tem entre as pernas que não servem mais pra porra nenhuma!

Nesse momento se ouve uma gargalhada geral no ônibus, com assobios, aplausos e gritos gaiatos de “é isso aí dona Maria! Pau nela! Valeu!” Nesse momento os passageiros esqueceram que estavam sofrendo num engarrafamento de mais de duas horas e riram-se a bandeiras despregadas!

A zoeira feita pela baixinha instigando o coroa tirou a tensão do povo que sirria de se mijar com a presepada! A confusão hilária provocada por ela tirando a tensão dos passageiros angustiados, provou que o bom humor é universalmente generoso: Faz bem a todo mundo! Dá mais do que recebe!

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

TÁ FAZENDO UM ANO

Há exatamente um ano, no dia 7 de dezembro de 2018, uma reportagem baseada em depoimentos de dez mulheres que acusaram João de Deus de praticar diversos tipos de violência sexual foi publicada pelo jornal O Globo e pelo Programa do Bial.

Nos dias seguintes, a redoma que protegeu o líder espiritual por décadas foi quebrada por uma avalanche de denúncias nacionais e internacionais.

Hoje, João Teixeira de Faria, nome real do médium, responde por onze denúncias de crimes sexuais feitas pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO).

Famoso pela realização de “cirurgias espirituais”, o líder religioso já atendeu políticos e celebridades do mundo inteiro, como o ex-presidente Lula, que o consultou em Abadiânia.

João de Deus viajava para atender Lula em São Paulo, quando o ex-presidente foi diagnosticado com câncer na laringe.

O médium está detido desde 16 de dezembro do ano passado no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na região metropolitana da capital de Goiás.

* * *

João de Deus e Lula são dois falsos líderes.

Duas grandes mentiras, duas impressionantes encenações demagógicas.

Um participava de uma encenação religiosa e o outro de uma encenação política.

João de Deus continua preso e Lula, safado e faceiro, está livre, leve e solto, cagando discursos pela boca todos os dias.

Como costumava dizer meu saudoso pai, gente besta e mato é o que mais tem neste mundo.

E gente besta pra seguir João de Deus e Lula era o que não faltava.

Felizmente, desmascarados que foram, os dois perderam muitos fiéis em suas seitas.

As duas igrejas, a de João de Deus e a de Lula, entraram em acelerado processo de decadência e estão ambas falidas atualmente.

Lula e João de Deus, dois cabras safados que eram venerados por multidões de idiotas

DEU NO TWITTER

J.R.GUZZO

DESIGUAL

Vamos combinar uma coisa, desde já: ainda não foi inventada neste mundo uma maneira mais eficaz de concentrar renda, preservar a pobreza e promover a desigualdade do que negar ao povo jovem uma educação decente – apenas decente, só isso. Vamos combinar mais uma coisa: só há uma chance na vida de adquirir os conhecimentos básicos para a melhoria da condição social de quem nasceu pobre, e essa chance é a escola básica.

Se for perdida, ela não volta nunca mais; é perfeitamente inútil ficar falando em “resgate da pobreza”, “ascensão social”, “mais igualdade” e outros requisitos para um “mundo mais justo” depois que o garoto saiu da escola e não aprendeu o que deveria ter aprendido. Não é preciso ser nenhuma Finlândia, Cingapura e outros parques temáticos sociais que enfeitam nosso planeta. Basta o cidadão aprender o suficiente para fazer as operações essenciais da matemática, distinguir física de química e entender o que leu numa página escrita em linguagem corrente.

Há um acordo geral sobre essas realidades? Se houver, é bom já ir se acostumando com o seguinte fato: praticamente todas as ideias que circulam por aí para melhorar o Brasil são a mais pura e lamentável perda de tempo.

O que adianta esquentar a cabeça discutindo se o deputado Rodrigo Maia vai salvar a República dos perigos da “polarização”? Ou se os gigantes da nossa “engenharia política”, seja isso lá o que for, vão bater um suco de Lula com Luciano Huck, misturar tudo o que há no meio, e tirar daí o segredo do centro-esquerda-moderado-sociológico-popular que vai levar os 200 milhões de brasileiros direto para o céu? Adianta três vezes zero.

Não vai adiantar nunca, quando ninguém mais se lembra, entre todos os condes e viscondes da política e das classes intelectuais deste País, da calamidade social que nos foi anunciada há menos de uma semana. Que calamidade? Coisa simples: na última e mais respeitada avaliação da qualidade da educação no mundo, feita em 2018 em 79 países, o Brasil ficou entre os 20 piores. Nossos jovens, para resumir a ópera, não sabem nada de matemática, ciências e leitura – ou nada que preste para alguma coisa realmente útil. Não há horizonte viável num país assim, é claro. Mas como ninguém está ligando, é assim que o País vai continuar.

Mudar como, se a elite que se diz responsável, pensante e equilibrada continua achando que o grande problema da educação no Brasil é o ministro Weintraub? Que diabo ele tem a ver com o desastre dos últimos 30 ou 40 anos – mesmo que seja o pior ministro de Educação do mundo?

Vamos continuar nos queixando, nas mesas-redondas de televisão e nas palestras para empresários, que o Brasil é um país injusto, que temos de “distribuir renda”, que é preciso dialogar com as “comunidades”, etc. etc – mas ninguém quer ensinar a moçada a somar fração, perceber o que é um átomo ou entender o que está escrito num texto de quinze linhas, mesmo porque há uma multidão que não sabe escrever um texto de quinze linhas.

É inútil, como fazem nove entre dez políticos, comunicadores e cientistas sociais, querer que as pessoas tenham igualdade nos resultados quando não são iguais nos méritos. Não há como ser igual nos méritos, ao mesmo tempo, se o sujeito que sabe menos não teve oportunidades iguais de aprender as coisas que foram aprendidas pelo sujeito que sabe mais.

É tolo supor que quem sabe menos pode ganhar o mesmo que quem sabe mais, ou ter as mesmas recompensas na vida – tão tolo como achar que você vai ser contratado pelo Real Madrid porque joga futebol com a turma do prédio. A igualdade não é um direito – é o resultado do que o cidadão aprendeu. Não há “políticas públicas”, nem “vontade política”, que possam resolver isso.

DEU NO TWITTER

BUCETAS AO VENTO

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

O POETA BOÊMIO

O poeta pernambucano Emídio de Miranda (1897 – 1933), boêmio por excelência, declamava seus versos a qualquer hora, pois a poesia corria em suas veias. Muito cedo começou a fazer versos e a beber, entregando-se pouco a pouco ao alcoolismo. Entretanto, apesar disso, Emídio era muito benquisto por ser um homem respeitador, bem relacionado, feições nobres e vasta cabeleira que usava ao estilo Castro Alves.

Certa vez, estava com vontade de tomar uma dose de bebida. Dirigiu-se ao bodegueiro da cidadezinha do interior, que era gordo (barrigudo mesmo!) e expôs o seu desejo, adiantando que não portava a importância correspondente ao pagamento da bebida.

O comerciante vaidoso, que há muito desejava um elogio em versos do poeta, disse-lhe: “Faça um soneto dedicado a mim e não pagará nada”. Emídio de Miranda não hesitou e, imediatamente, recitou um poema criativo, surpreendente e belo:

A UM BURGUÊS

Tu, ventrudo burguês analfabeto,
Escultura rotunda da irrisão
Para quem o viver mais limpo e reto
Consiste em ser devoto e ter balcão;

Tu, que resumes todo o teu afeto
No dinheiro, – o metal da sedução –
Pelo qual negociarás abjeto
Tua esposa, teu lar, teu coração,

Escuta, ó ignorantaço, o que te digo:
Esse ouro protetor, que é teu amigo,
Que te deu o conforto de um paxá,

Pode comprar qualquer burguês cretino;
Mas a lira de um vate peregrino
Não compra, não comprou, não comprará.