CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

CUIDADO PRA NÃO OFENDER AS PUTAS

A popularidade de Sergio Moro segue inabalável.

Segundo o Datafolha, 53% dos brasileiros consideram seu trabalho no ministério ótimo ou bom.

Outros 23% o consideram regular.

Só 21% responderam que ele é ruim ou péssimo.

* * *

E olhem que estes números são do suspeitíssimo DataFolha.

Não conseguiram distorcer a opinião pública de modo algum, tão evidente ela é.

Se chamar de filhos da puta estes 21% que acham Moro ruim ou péssimo, é fazer uma ofensa muito grave às putas, esta laboriosa classe que dá duro pra ganhar vida.

Dá duro e leva duro.

O Brasil decente está ao lado de Sérgio Moro!!!

AUGUSTO NUNES

O FUNDÃO ELEITORAL VAI AUMENTAR A FORTUNA DE QUEM GOVERNA PARTIDOS

Deputados e senadores apoiam aumento do fundo partidário

Nas democracias avançadas, frentes suprapartidárias costumam ser formadas quando ameaças domésticas ou externas colocam em risco o futuro da nação. As principais correntes suspendem a sequência de confrontos e se unem no combate ao inimigo comum. No Brasil, a formação de um ajuntamento de siglas é quase sempre o prelúdio de mais uma bandalheira extraordinariamente lucrativa. Os partidos se agrupam para que os políticos metam a mão mais facilmente no bolso de eleitores indefesos. Foi o aconteceu neste começo de dezembro no Congresso Nacional.

Decididos a aumentar o tamanho do fundão eleitoral — Fundo Especial de Financiamento de Campanha, segundo a certidão de batismo — deputados e senadores arquivaram antigas desavenças por algumas horas. Com a harmonia ansiosa de casal em lua de mel, parlamentares do PT e do PSDB, do DEM e do PCdoB, do PSL e do PDT e outros parceiros improváveis rejeitaram no plenário um veto do presidente Jair Bolsonaro e depois, na Comissão Mista de Orçamento da Câmara, elevaram a gastança prevista para 2020 de R$ 2 bilhões para R$ 3,8 bilhões.

“Não existe dinheiro público; existe o dinheiro dos pagadores de impostos”, ensinou a primeira-ministra inglesa Margareth Thatcher. Cumpre ao Executivo, ao Legislativo e ao Judiciário administrar com sensatez e eficácia o que a pesada carga tributária arranca dos cidadãos comuns. Na semana passada, a maioria do Congresso reafirmou que não sabe disso. Ou finge que não sabe — o que dá na mesma. Se tivessem algum pudor, o bando de representantes do povo não teria duplicado uma quantia já obscena com o confisco de verbas reservadas a áreas infinitamente mais relevantes.

Três setores foram especialmente desidratados pelos gestores de picadeiro: saúde (R$ 500 milhões), educação (R$ 280 milhões) e infraestrutura (R$ 380 milhões). A terceira área alcançada pela sangria terá de reduzir o ritmo da construção de moradias populares e da expansão da raquítica rede de saneamento básico. Muita canalhice e pouca vergonha — eis o binômio que resume o criminoso transplante orçamentário urdido nas catacumbas do Poder Legislativo.

Parido em 2017, o fundão que nem deveria ter nascido vai financiar pela primeira vez a campanha de candidatos a prefeito ou vereador. Essa espécie de disputa sempre foi bem mais barata que a que elege num único pleito o presidente da República, senadores, governadores, deputados federais e deputados estaduais. Ficou ainda menos onerosa com o sumiço dos comícios e showmícios, substituídos por reuniões com grupos de eleitores e, sobretudo, pelo uso crescente das redes sociais. Se a despesa caiu, por que dobrar a conta espetada no lombo dos brasileiros?

Quais foram os cálculos que resultaram nos R$ 3,8 bilhões? Como será repartido o produto do roubo? A distribuição será feita pelos diretórios nacionais ou estaduais? Os deputados conseguirão engordar a bolada remetida a seus currais? As fatias destinadas a cada município serão medidas pelo número de habitantes ou de eleitores? Essas e outras perguntas afligem tanto os candidatos quanto os que vão bancar o desperdício bilionário. Até agora, todos ignoram as respostas.

O Brasil decente só sabe que, seja qual for o resultado das eleições, muitos donos de partido ficarão bem mais ricos em 2020. Nada como um ano eleitoral a cada dois.

FALA, BÁRBARA !

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

PRESSÁGIOS

Tenho vagado pelo mundo, errante
como voa sem rumo a ave ferida.
Tenho sido na vida o caminhante
que mal se aquece ao sol de uma guarida.

E andando assim tão só, mísero andante,
sem luz de amor, a fronte erma e descrida,
nem teve o meu desejo delirante
a paz ao menos da letal jazida.

Presa de fundas mágoas sem remédio,
arrasto-me por íntimos desertos,
entre as dunas tristíssimas do tédio.

E à noite, em meio a espasmos de agonia,
pareço ver, nos céus negros e incertos,
vagas visões de um derradeiro dia.

ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

A PONTE DO RIO KWAI, DO EXTRAORDINÁRIO DIRETOR DAVID LEAN

Pessoalmente, confesso que, detesto e tenho pavor a filme de guerra, mas A PONTE DO RIO KWAI é um marco do cinema dessa modalidade. Uma obra prima do genial David Lean, onde inclusive lhe rendeu o Oscar de melhor diretor, destaque ainda para o elenco espetacular, começando pelo ganhador do Oscar de melhor ator Alec Guinness, ainda tendo William Holden e Sessue Hayakawa aqui indicado a coadjuvante. O roteiro é muito bom, com o seu desenvolvimento bem construído com excelentes diálogos. No total foi agraciado com sete estatuetas, incluindo o filme. A Ponte do Rio Kwai é um grande filme na história da cinematografia da luta armada entre nações que é ou são ou foram as famigeradas duas grandes guerras mundiais.

Nessa película cinematográfica do ano de 1957 tem muitas curiosidades e rumores, entre tantos, destaca-se o disse me disse ou boato sobre o elenco do filme, mas a maioria das fontes afirma que Charles Laughton era a escolha original para o papel do coronel Nicholson em “A Ponte do Rio Kwai”. Laughton recusou o papel, pois ele não sabia como interpretá-lo de maneira convincente por não entender as motivações do personagem. Ele disse que só entendeu o personagem depois de ver o filme completo e o desempenho de Alec Guinness como o Coronel Nicholson. Alec Guinness inicialmente recusou o papel do coronel Nicholson, mas logo após foi convencido e resolveu encarar o personagem que lhe reservava e terminou abocanhando o Oscar de melhor ator.

O filme se compõe de dois trabalhos: um para construir e outro para destruir. Conforme nos contam os escritos, realmente, a tal da guerra é como disse o medico Clipton: LOUCURA, LOUCURA!!! Durante a Segunda Guerra Mundial, prisioneiros britânicos recebem o encargo dos japoneses de construir em plena selva uma ponte de transporte ferroviário sobre o rio Kwai, na Tailândia. O coronel Nicholson, que está à frente dos prisioneiros, é o oficial britânico que procura uma forma de elevar o moral de seus homens. Vê a ponte como uma forma de consegui-lo, tendo-os ocupados na construção e fazendo-os sentirem-se orgulhosos da obra. Por sua vez, o major americano Shears, prisioneiro no mesmo campo, só pensa em fugir. Ao final, ele o consegue e, contra a sua vontade, volta algumas semanas depois, guiando um comando inglês, cuja missão é destruir a ponte no instante em que passasse o primeiro trem, para anular a rota de transporte de armas dos japoneses, que pretendiam utilizá-la para invadir a Índia.

A história desse filme nos conta que é baseado em pura ficção, mas a história real de Kanchanaburi (oeste da Tailândia), durante a Segunda Guerra Mundial, começou no início de 1942, após o país ter declarado guerra à Grã Bretanha e aos EUA e permitido que tropas do Japão ocupassem seu território. Os japoneses planejaram construir, em cinco ou seis anos, uma ferrovia para ligar a Tailândia à Birmânia, incluindo uma ponte sobre o rio Kwai. A obra terminou em menos de três anos e provocou a morte por maus-tratos ou doenças de cerca de 16 mil prisioneiros de guerra, além de 240 mil asiáticos, empregados na construção.

Quem assiste ao filme há de perceber que aconteceu uma verdadeira aula de princípios humanos, da parte do Coronel Nicholson, e uma verdadeira demonstração de tenacidade do soldado Shears. O modo de pensar do Shears é absolutamente coerente, saindo um pouco do tradicional código de honra dos britânicos. Ele dá valor à vida, enquanto Nicholson dá valor à honra, e no final os dois acabam sofrendo o mesmo fim. Mesmo nas condições de prisioneiros, o Coronel quis demonstrar sua superioridade para os captores, mas um brilho de luz o fez perceber a burrada que fez, e o final era o esperado, finalmente. Obra-prima do cinema, sem dúvidas. E a história por trás das cenas finais é fascinante. Graças ao incrível empenho do diretor David Lean.

Como nas antigas tragédias gregas, todos os principais personagens morrem. No final, quando um grupo de comandos destrói a ponte, um dos sobreviventes murmura: “É Loucura!!! Pura loucura!!!”. Vencedor de 7 Oscars, marcou como a consolidação dos filmes épicos que se estabeleceram em meados dos anos 50 até os anos 60 em Hollywood, com Alec Guiness em uma interpretação perfeita. Uma das trilhas sonoras mais marcantes da história do cinema, impossível assistir e não tentar assobiar junto. Além disso, é um grande filme e um dos épicos de guerra mais clássicos. Parodiando o excelente comentarista Andries Voljoen não se pode terminar esta narração se não dessa maneira: “Fiu fiu, fiu fiu fiu fiu fiu fiiiiu, fiu fiu, fiu fiu fiu fiu fiu fiiiiiiu ♪”…

Dublagem, atores, trilha sonora, cenário, tudo é encantador nas filmagens de A PONTE DO RIO KWAI, além de excelente áudio e imagem que são de primeira grandeza. Assista a seguir, na íntegra, um filme encantador de quase 3 horas de projeção que chegou às telas dos cinemas no mundo inteiro há mais de 60 anos. Nele, quase que não existe efeitos especiais. Uns dos filmes clássicos, de guerra, do embate de ingleses contra japoneses que marcou a minha geração como obra prima de filme de guerra!!!

Clique aqui para assistir ao filme completo.

A PALAVRA DO EDITOR

UM DIA ESPECIAL

Aqui na minha agenda-calendário de mesa, da Editora Vozes, está assinalado que hoje, 9 de dezembro, é o Dia Internacional contra a Corrupção.

Consultei o Diretório Nacional do PT e fui informado que Lula nada tem a ver com esta data.

Mesmo assim, vou apurar.

Todo desmentido petista é sempre passível de apuração.

CARLOS AIRES - PROSEANDO NA SOMBRA DO JUAZEIRO

PAPAI NOEL SERTANEJO

Papai Noel, o Natal,
Está chegando novamente,
Veja aí se esse ano
O senhor faz diferente!
Tomando outra direção
Vá visitar o sertão
Aonde a seca castiga,
E a criança chupa o dedo
Sem se lembrar de brinquedo
Só quer encher a barriga.

Passe lá Papai Noel
E veja a situação,
E ao invés de levar
Carrinho, boneca, avião,
Pra essa gente sofrida
Leve bastante comida
Pra que matem sua fome,
Tem criança tão carente
Que está magrinha e doente
Pois faz tempo que não come.

Conheça os pais de família
Que vivem no “ora veja”,
E olhe dentro do olho
Daquela mãe sertaneja
Que no peito sobra magoa
Mas no pote não tem água
Nem na panela alimento
Pra saciar sua prole.
Papai Noel, não é mole,
Viver nesse sofrimento.

Trenó com rena e sininho!
Não se dê a esse trabalho,
Suba num carro de bois
Vá balançando um chocalho,
E em vez daquela risada
Garanto que a criançada
Vai lhe dar mais atenção,
Se num aboio bonito
Disser num sonoro grito
“Papai Noel no sertão”!

Em vez da roupa encarnada
Toda enfeitada de ouro,
Vista perneira e gibão
E use um chapéu de couro,
Vá seguindo pela roça
Entrando em toda palhoça
E abraçando as crianças,
Que são pobres desse jeito
Porém, carregam no peito
Muitos sonhos e esperanças.

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