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GRANDE MÍDIA OPOSICIONISTA

Está ficando cada vez mais vexatório o malabarismo do noticiário para minimizar os sinais positivos da economia.

* * *

De fato, tá um vexame total.

A Falha, a Grobo e outras que seguem no mesmo rastro, estão fazendo um malabarismo da porra pra não noticiar que a economia bombou neste ano de 2019 que está findando.

Parece até que o colunista fubânico Goiano é que está sendo o chefe de todas estas redações.

A Grande Mídia Extremista, sem poder mais mamar em verbas federais, está tendo um trabalho danado pra esconder o óbvio ululante.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

AMOR E VIDA – Raimundo Correia

Esconde-me a alma, no íntimo, oprimida,
Este amor infeliz, como se fora
Um crime aos olhos dessa, que ela adora,
Dessa, que crendo-o, crera-se ofendida.

A crua e rija lâmina homicida
Do seu desdém vara-me o peito; embora,
Que o amor que cresce nele, e nele mora,
Só findará quando findar-me a vida!

Ó meu amor! como num mar profundo,
Achaste em mim teu álgido, teu fundo,
Teu derradeiro, teu feral abrigo!

E qual do rei de Tule a taça de ouro,
Ó meu sacro, ó meu único tesouro!
Ó meu amor! tu morrerás comigo!

Colaboração de Pedro Malta

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O PICA DOCE

O deputado Túlio Gadêlha (PDT-PE) usa sem dó suas regalias.

Em vez de trabalhar em Brasília, viajou à Suíça com a namorada Fátima Bernardes, para denunciar descaso do governo com “escravidão moderna”.

* * *

Fiquei curioso com essa denúncia que o meu conterrâneo Túlio Pica Doce Gadelha fez.

Que porra seria essa tal de “escravidão moderna” que está acontecendo no governo Bolsonaro?

Talvez o nosso estimado colunista Goiano, especialista em tudo, possa nos ajudar.

Será que Sua Insolência estaria se referindo aos 57.796.986 escravos da senzala de Bolsonaro, que votaram no atual presidente à força de levar chicotadas no tronco eleitoral?

Hein?

Pica Doce e Fátima Bonner embarcando pra Suiça, onde irão denunciar a bárbara escravidão moderna promovida pelo atrasado governo brasileiro

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JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

AMARGO EXÍLIO

Exílios podem ser voluntários. Como o de Fernando Pessoa, exilado nele mesmo. “Tenho saudades de mim”, disse em Carta do heterônimo Henri Moore. Outros, violência pura. “O pão amargo do exílio”, na definição de Shakespeare (em Ricardo II). Lembro três casos. Dois no passado.

Washington, julho de 1969. Um grupo de latino-americanos, que estudavam nos Estados Unidos, foi conversar com Paulo Freire. Autor da Pedagogia do Oprimido, doutor Honoris Causa em 35 universidades estrangeiras e exilado. No seu modesto apartamento, recebeu todos com um sorriso largo. E, depois de explanar sua visão sobre os compromissos com a educação, quiz se inteirar de como iam as coisas no Brasil. Ausente do país por muito tempo, não escondia sua curiosidade. Ficou preocupado especialmente quando lhe dissemos que a Ditadura estava ensinando Moral e Cívica (EPB), nas escolas. Para ele, educação era tudo. E, se o governo estava cuidando disso, iria durar bem mais do que esperávamos. Estava certo.

Paris, primavera de 1973. Josué de Castro, autor de Geografia da Fome, Presidente do Conselho da FAO e embaixador brasileiro da ONU, era outro exilado. Jantar no seu apartamento, às margens do Sena. Entre os talheres de sobremesa, 12 comprimidos. Foi fácil contar. Que era um comprimido e um gole d’água. Ritmadamente. Numa coreografia lenta, sem sentido e triste. Perguntei: “Por que isso?, dr. Josué. O senhor está tão bem”. “Estou não, amigo. Estou morrendo”. “De que?”. “De saudade”. Três meses depois (em 24/9), o exílio era só aquela saudade pressentida. Traduzida num adeus.

O terceiro exílio mora no presente. Vivemos um momento crítico para a educação brasileira. No exame PISA (da OCDE), correspondente a 2018 (agora divulgado), andamos muito mal em leitura (57º lugar), ciências (66º) e matemática (70º). Claro que é culpa do passado. Mas precisamos avançar, para reverter esse quadro. Sem preconceitos. E o primeiro gesto do Ministério da Educação foi banir Paulo Freire de seus registros. A Plataforma Freire, que reúne informações sobre professores do ensino básico, agora se chama Plataforma Capes de Educação Básica. A explicação técnica é que foi ampliada sua abrangência. Nada contra. Mas não custaria manter o nome. São pequenas coisas que machucam. Sem contar que essa troca tem uma dimensão simbólica. Porque, e seria bom que alguém informasse o Ministro Weintraub, por disposição expressa da Lei 12.612 (de 13/4/2012), Paulo Freire é o Patrono da Educação Brasileira. Os dois primeiros exílios foram trágicos. Esse novo é um mau presságio.

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LINDOS FUCINHOS

* * *

Achei linda essa fileira de fucinhos contida na faixa da foto acima.

Só não consegui identificar quem são estas queridas personalidades.

É a idade… tô ficando meio curto das vistas…

Peço ajuda aos leitores: me digam o nome de cada um deles, da esquerda pra direita (êpa!).

Agora, aqui entre nós:

Vendo o nome do presidente do México, Obrador, lembrei-me de um verbo que a gente usa aqui no nordeste.

É o verbo “obrar”, sinônimo de “cagar”.

Quando o sujeito diz “Vou ali obrar”, ele está dizendo que vai no mato dar um cagadinha.

Então, sempre que leio “Presidente Obrador”, eu só entendo como “Presidente Cagador”.

Coisas do pensamento.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

O DIZIDO DAS HORAS NO SERTÃO

Foto deste colunista

Para o sertanejo antigo
O ponteirar do relógio
De hora em hora a passar
Da escurecença da noite
A sol-nascença do dia
É dizido ao jeito deles
No mais puro boquejar.
Se diz até que os bicho:
Galo, nambu e jumento
Sabe às hora anunciar.

Uma hora da manhã:
Primeiro canto do galo.
Quando chega às duas horas:
Segundo galo a cantar.
As três se diz: madrugada
As quatro: madrugadinha
Ou o galo a miudar.
As cinco é o cagar dos pintos
Ou mesmo o quebrar da barra.
Quando é chegada às seis horas
Se diz: o sol já de fora
Cor de Crush foi-se embora
E tome dia clarear.

Sete horas da manhã
É uma braça de sol.
O sol alto é oito em ponto
O feijão tá quase pronto
E já borbulha o manguzá.

Sendo verão ou se chove
Ponteiro bateu as nove
É hora de almoçar.
As dez é almoço tarde
De quem vem do labutar.
Se o burro dá onze horas
Diz: quase mei dia em ponto
As doze é o sol a pino
Ou pino do meio dia
O suor desce de pia
Sertão quente de torar.

Daí pra frente o dizido
Ao invés de treze horas
Se diz: o pender do sol
Viração da tarde é duas
Quando é três, é tarde cedo.
As quatro, é de tardezinha
– Hora branda sem calor
O sol perde a cor de zinco…
Quando vai chegando as cinco:
Roda do sol a se pôr.

As seis é o-pôr-do-sol
Ou Hora da Ave Maria.
Dezenove ou sete horas
Se diz que é pelos cafus.

As oito, boca da noite.
Lá pras nove é noite tarde.
As dez é a hora velha
Ou a hora da visagem
É quando o povo vê alma
Nos escuros do lugar
É horona perigosa
Fantasmenta e assustosa
Do cabra se estupefar.

As onze é o frião da noite
É sertão velho a gelar.
Meia noite é MEIA NOITE
E acabou-se o versejar
Mais um dia foi-se embora
E assim é dizido as horas
Nesse velho linguajar.

Poema baseado nas “Horas sertanejas” de Câmara Cascudo

A PALAVRA DO EDITOR

UM COLUNISTA FUBÂNICO

Marcos Mairton é colunista veterano desta gazeta escrota e um amigo muito especial que mora na minha estima.

Juiz Federal de carreira, atualmente exercendo a função de Juiz Instrutor no STJ, em Brasília, Mairton assina no JBF a coluna Contos, Crônicas e Cordéis.

Contos, Crônicas e Cordéis é também o título de um dos seus livros, publicado pela Editora Conhecimento, cujo prefácio eu tive o privilégio de escrever.

Outro título de sua autoria é 100 Dúvidas de Português, livro que ele escreveu em parceria com o grande poeta cantador Geraldo Amâncio, um dos maiores nomes da poesia nordestina da atualidade.

Informo que tenho aqui comigo um exemplar de cada um destes dois títulos, cujas capas estão estampadas aí em cima.

Os dois primeiros leitores que enviarem seu endereço postal pra cá (bertofilho@terra.com.br), indicando o título que quer ganhar, receberá o brinde pelos correios.

Um presente do Complexo Midiático Besta Fubana!

Mairton tem a seu crédito uma dúzia de títulos, que vocês poderão conhecer acessando a página que ele mantém na internet, intitulada Mundo Cordel.

Para acessar a página, basta clicar na imagem abaixo:

Além da literatura, a outra paixão da vida de Mairton é a música.

Compositor e cantor, ele mesmo costuma interpretar suas canções.

De modo que vou fechar a postagem com uma apresentação dele no Programa Leruaite, da TV Ceará, comandado pelo impagável Falcão.

No vídeo Mairton canta uma canção de sua autoria que eu acho arretada, intitulada Coração de Frango.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

O QUE FAZ A CARESTIA DA CARNE?

Fui com marido ao açougue
Lá cheguei a me zangar
Pois vendo o preço da carne
Começou a resmungar
Desse preço compro não
Como é bife do “oião”
E danou-se a reclamar.

Ele cheio de argumento
Falava e dizia assim:
A gente come feijão,
E farofa de “toicim,”
Deixe logo de ora pois
Também tem baião de dois
E isso tá bom pra mim.

Eu saí batendo pé
Sem querer me conformar
Zangada que nem o cão
Esse cabra vai pagar
Eu fiz como ele queria
Contudo a minha alegria
Ele conseguiu quebrar.

Quanto chegou a noitinha
Que a gente foi se deitar
Virei de costas pra ele
E ele a me cutucar
Querendo carne comer
Eu disse: Tu vais morrer
Mas carne não vou te dar.

Durante o dia eu sonhei
Com costela e costeleta
Ele querendo poupar
Já deu uma de ranheta
Quando apertou a vontade
Deixei ele na saudade
Dispensei sua baioneta.