DEU NO JORNAL

BOSTAS DO MESMO PINICO

Presa ontem na Operação Joias da Coroa, a ex-presidente do TJ-BA Maria do Socorro Barreto Santiago ostentava um padrão de vida que surpreendeu os investigadores.

Em seu apartamento, a Polícia Federal encontrou uma centena de joias, incluindo um colar de ouro, um estojo com três relógios rolex, obras de arte, além de reais, dólares e euros em espécie que somavam o equivalente a quase R$ 100 mil.

* * *

Pelo que me informaram, colares, relógios, obras de arte, reais, dólares e euros encontrados no apartamento desta corrupta, que aparece de dentes arreganhados na foto acima, é tudo fichinha.

Vem mais sujeira por aí.

Mas, o que eu quero saber é outra coisa:

Alguém poderia me informar se esta simpática senhora é amiga de Lula ou militante do PT?

O colunista fubânico Goiano, que sabe de tudo que acontece embaixo do sol e em cima da redondura do mundo, bem que poderia me tirar esta dúvida cruel.

A Bahia, como vocês já sabem, é um estado governado por um petralha de nome Rui Costa, pau-mandado de Lapa de Corrupto.

Fecho esta postagem com uma notícia publicada ontem n’O Antagonista:

Na busca e apreensão realizada na casa de Maria do Socorro Barreto Santiago, desembargadora presa hoje na Operação Faroeste, a Polícia Federal encontrou um bilhete para o governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Segundo a PGR, na anotação, ela pedia um favor para uma empresa de táxi aéreo suspeita de ligação com a Embaixada da Guiné Bissau e Adailton Maturino, apontado como articulador do esquema de grilagem de terras no oeste baiano que comprava decisões judiciais no TJ-BA.

Foi encontrada outra anotação sobre um processo em andamento na Justiça Federal em Brasília de interesse da mesma empresa, com os dizeres “Julgar favorável”.

CHARGE DO SPONHOLZ

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARINALVA DANTAS – CARIACICA-ES

Berto,

tu poderia informar se este imóvel é aí no Recife?

Estou querendo passar o carnaval na capital pernambucana.

Preciso de sua ajuda.

Grata

R. Com certeza este imóvel não é aqui no Recife, cara leitora.

O índice de putaria e de safadeza é altíssimo nesta nossa beirada de Atlântico.

Mas de putarias e safadezas carnais. Coisa que é altamente salutar!!!

De safadezas lulaicas o índice está muito baixo, baixíssimo.

E baixando cada dia mais, à medida que o povo toma conhecimento da realidade e do caráter desse cabra safado.

Até vaia e ovada este ladrão condenado em todas as instâncias levou aqui há poucos dias.

Os ceguinhos daqui, ao contrário dos ceguinhos de outras plagas, são sensatos, encaram a realidade de frente e não brigam com o fatos.

E mudam de posição sem problemas quando percebem que estão no caminho errado.

Disponha sempre do Departamento de Informações Lulaicas do JBF.

Abraços e um bom final de semana!

J.R.GUZZO

SUA PALAVRA NÃO VALE NADA

Quanto vale a palavra de alguém que nunca acha absolutamente nenhuma dificuldade em dizer hoje o contrário do que disse ontem, e dirá amanhã o contrário do que disse hoje, e assim por diante? Não vale nada. Não vale nada nem para quem diz e se desdiz, porque chega uma hora em que nem ele mesmo sabe mais o que disse e o que não disse.

Eis o ex-presidente Lula, na sua exata medida. Qualquer pessoa que não seja surda, e também não entenda a linguagem de sinais, ouviu perfeitamente ele dizer, logo após sair da cadeia, que a militância do PT e da esquerda deveria fazer no Brasil o que os extremistas têm feito no Chile, com os resultados que todo mundo sabe: destruição, incêndios, quebra-quebra, baderna, agressões e mortes.

Também ouviu ele dizer que suas forças devem “atacar”, e não apenas se defender. (Nem é preciso mencionar que, além disso, chamou o ministro Sergio Moro de “canalha” e o promotor Deltan Dallagnol de “chefe de uma quadrilha que roubou a Petrobras”)

Agora, depois que o ministro Paulo Guedes chamou essas palavras pelo que elas realmente são – uma exibição de barbárie, e uma convocação aberta à desordem – Lula achou que era melhor se desdizer.“Nunca me viram incitando o quebra-quebra”, disse ele.

Mentira: foi exatamente isso que ele acabou de fazer, em público. Daqui para frente, vai ficar repetindo essa mentira até achar conveniente se desdizer de novo – e assim seguirá na sua vida.

Como acaba de receber, pela segunda vez, uma condenação por 3 x 0 no TRF-4, na sentença que o condenou por corrupção passiva no caso do “sítio de Atibaia”, pode ser que volte logo a pregar a baderna.

O ex-presidente, cada vez mais, depende de golpes jurídicos no STF para continuar vivo politicamente – e sabe, também cada vez mais, que se esse jogo não puder ser mantido para sempre, sua única estrada será a tentativa de virar a mesa.

A PALAVRA DO EDITOR

CANALHA FALANDO DE CANALHICE

Lapa de Corrupto, que foi eleito com o voto do colunista Goiano, disse que está faltando canalhice no mundo. 

Certamente que ele não estava se referindo ao JBF.

Aqui nesta gazeta escrota o que mais tem é safadeza e canalhice.

A começar pelas imagens e palavras dele, que até hoje, condenado, enrabado e danado, continua sendo apoiado pelos cegos teimosos deste país.

FALA, BÁRBARA !

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

Não sei se com as demais pessoas acontece o mesmo que a mim. Sinto, que a medida que envelheço as lembranças da infância estão mais presentes, como que clamando por socorro para não serem largadas nas gavetas do esquecimento.

Basta debruçar-me na avaliação dos balancetes da minha existência para que flashes de boas, tristes ou hilárias recordações se insinuem no debate. Existe um provérbio hindu que garante: A velhice começa quando a memória é mais forte que a esperança. Daí eu desconfiar que a ancianidade já esteja nos meus calcanhares.

Um pensador alemão – acho que foi Nietzsche -, falou que o homem atinge a maturidade quanto recupera a serenidade com a qual brincava quando criança. Pois bem, o assunto que abordo agora bisbilhota brincadeiras do meu tempo de criança.

Na minha querida cidade de Natal, na abrangência dos bairros Tirol e Petrópolis, existe uma sequência de dez ruas paralelas com nomes de rios do Estado. Essas ruas se entrelaçam, perpendicularmente, com avenidas que homenageiam os sete primeiros presidentes da nossa República.

As ruas em questão são as Ceará-Mirim, Maxaranguape, Apodi, Jundiaí, Açu, Mossoró, Mipibu, Trairi, Potengi e Seridó. Eu passei a minha infância morando na Rua Mossoró, e o pirralho do imbróglio aqui tratado, na Rua Açu. Tínhamos, na época, 10 ou 12 anos de idade.

A brincadeira da moda, era jogar bolas de gude. O jogo em si consiste em demarcar no piso um pequeno triângulo, pôr as bolas de vidro em disputa no seu interior, e tentar retirá-las de dentro do espaço atirando contra elas outra bola de uma distância preestabelecida. Ganha o jogo quem findar com o maior número de bolas.

Eis-nos na disputa, eu e Geraldo. Não sei dizer em que fase do jogo nem por qual motivo deu-se o mal-entendido. A verdade é que ficamos intrigados. Certamente, por uma causa banal em se tratando de duas crianças.

O normal em desavença dessa natureza, era que os cismados retornassem às boas, horas depois ou, no máximo, dia seguinte. A verdade é que mudei de bairro e os desencontros do cotidiano nos mantiveram afastados por longo tempo.

Os anos passaram e eis-nos novamente cara a cara em preparação para o enfrentamento da vida universitária. Galgamos juntos o mesmo vestibular, em 1965. Durante cinco anos integramos a mesma turma e, em 1969, nos formamos em Engenharia Civil pela UFRN, sem nos falarmos.

Durante o convívio universitário nunca nos desrespeitamos nem nos agredimos um ao outro. Simplesmente não nos falávamos e ponto final. Nenhum colega de turma, durante o transcorrer do curso, desconfiou de nossa indiferença.

Já adultos, casados e com filhos da mesma faixa de idade que nós, quando do rapapé, por coincidência calhamos de veranear numa mesma praia. Em caminhada matinal na orla de Cotovelo, eu e um amigo comum a nós ambos, cruzamos com Geraldo. O amigo parou e falou com ele, enquanto eu permaneci calado.

Desconfiado, o amigo me interpelou acerca do descaso para com um colega engenheiro. Abri-me, e lhe contei a história da trapalhada. Ele deu meia volta e, sem qualquer cerimônia, me apresentou a Geraldo. Apertamo-nos as mãos e se acabou a imbecilidade que vivenciamos por falta de humildade e de iniciativa, por tantos anos.

Fomos dois cabeças-duras, porém, conseguimos sanar a tempo o dolo causado por uma brincadeira de criança, porque a vida não avisa quando vai terminar.

PENINHA - DICA MUSICAL

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Aluisio Lopes glosando o mote:

Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Um pequeno vivente exilado
Canta o solo agrural da orfandade
No pequeno calabouço da saudade
Uma lágrima, no canto afinado
Lembra o laço que o tornou destronado
Do seu reino, velho angico altaneiro
Dos filhotes, não sabe o paradeiro
Um covarde caçador desfez seu ninho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Vá na mata , sinta o cheiro da ramagem
O olor das flores, seu verdume
As abelhas doidivanas, no costume
Um regato cristalino, bela imagem
Borboletas multicores em passagem
Pergunte lá; se está tudo prazenteiro
Se, sem musica, sem cantor, isto é certeiro
Fauna e flora lhe responde: é só espinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Sob o visgo da covarde armadilha
De um covarde que não teve coração
Mente má que semeia escuridão
Mão cruel que apaga a luz que brilha
Que descarta a liberdade da cartilha
Que despreza o que disse o conselheiro
Ainda há tempo se arrependa companheiro
Deixe o menestrel voltar pro seu cantinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Quem não fez nenhum crime, o que merece?
Sem juízo, viver posto na prisão?
Pegar pena perpétua, sem razão?
Então, o que quer que ele confesse?
Se o homem é o rei, por que se esquece?
Que liberdade, só presta por inteiro
Que esse bicho pequenino é o curandeiro
Dos que sofrem na mata sem carinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

O pentagrama natural da mãe natura
Sente a falta das notas do cantor
Quando em solo delirante, o torpor
Invadia tudo em sua tablatura
O compasso da pequena criatura
Fez-se pausa no tempo, em tempo inteiro
Em exílio eternal do seu terreiro
Melancólico, canta então pobre bichinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Um corista está faltando no coral
A sinfônica sente a falta do cantor
Sente a flora, o gorjeio que faltou
A cantata de então não é igual
Sua falta faz falta no festival
Se perturbe, se comova carcereiro
Quebre as talas, abra a porta do viveiro
Deixe a mata ter de volta o cantorzinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

* * *

Gregório Filó glosando o mote:

Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

O meu engenho de aço
Não moeu mais uma cana
Já faz mais de uma semana
Que um alfenim eu não faço
Não vendi mais um cabaço
De garapa a freguesia
A máquina da nostalgia
É que trabalha à vontade
Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

Nunca mais fiz uma farra
Por causa da falta dela
Vou como um boi de barbela
Atrelado à almanjarra
A moenda só esbarra
De encontro à melancolia
E a fornalha não esfria
Queimando a felicidade
Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

* * *

Manoel Xudu glosando o mote:

A viola é a única companheira
Do poeta nas horas de amargura.

Se eu morrer num sábado de aleluia
E for levado ao campo mortuário,
Se alguém visitar o meu calvário,
Jogue água em cima com uma cuia.
Leve junto a viola de imbuia,
Deixe em cima da minha sepultura.
Muito embora que fique uma mistura
De arame, de pus, terra e madeira,
A viola é a única companheira
Do poeta nas horas de amargura.

DEU NO JORNAL