PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Aluisio Lopes glosando o mote:

Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Um pequeno vivente exilado
Canta o solo agrural da orfandade
No pequeno calabouço da saudade
Uma lágrima, no canto afinado
Lembra o laço que o tornou destronado
Do seu reino, velho angico altaneiro
Dos filhotes, não sabe o paradeiro
Um covarde caçador desfez seu ninho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Vá na mata , sinta o cheiro da ramagem
O olor das flores, seu verdume
As abelhas doidivanas, no costume
Um regato cristalino, bela imagem
Borboletas multicores em passagem
Pergunte lá; se está tudo prazenteiro
Se, sem musica, sem cantor, isto é certeiro
Fauna e flora lhe responde: é só espinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Sob o visgo da covarde armadilha
De um covarde que não teve coração
Mente má que semeia escuridão
Mão cruel que apaga a luz que brilha
Que descarta a liberdade da cartilha
Que despreza o que disse o conselheiro
Ainda há tempo se arrependa companheiro
Deixe o menestrel voltar pro seu cantinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Quem não fez nenhum crime, o que merece?
Sem juízo, viver posto na prisão?
Pegar pena perpétua, sem razão?
Então, o que quer que ele confesse?
Se o homem é o rei, por que se esquece?
Que liberdade, só presta por inteiro
Que esse bicho pequenino é o curandeiro
Dos que sofrem na mata sem carinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

O pentagrama natural da mãe natura
Sente a falta das notas do cantor
Quando em solo delirante, o torpor
Invadia tudo em sua tablatura
O compasso da pequena criatura
Fez-se pausa no tempo, em tempo inteiro
Em exílio eternal do seu terreiro
Melancólico, canta então pobre bichinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

Um corista está faltando no coral
A sinfônica sente a falta do cantor
Sente a flora, o gorjeio que faltou
A cantata de então não é igual
Sua falta faz falta no festival
Se perturbe, se comova carcereiro
Quebre as talas, abra a porta do viveiro
Deixe a mata ter de volta o cantorzinho
Toda vez que se prende um passarinho
Diminui na floresta um seresteiro.

* * *

Gregório Filó glosando o mote:

Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

O meu engenho de aço
Não moeu mais uma cana
Já faz mais de uma semana
Que um alfenim eu não faço
Não vendi mais um cabaço
De garapa a freguesia
A máquina da nostalgia
É que trabalha à vontade
Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

Nunca mais fiz uma farra
Por causa da falta dela
Vou como um boi de barbela
Atrelado à almanjarra
A moenda só esbarra
De encontro à melancolia
E a fornalha não esfria
Queimando a felicidade
Meu engenho de saudade
Quebra cana todo dia.

* * *

Manoel Xudu glosando o mote:

A viola é a única companheira
Do poeta nas horas de amargura.

Se eu morrer num sábado de aleluia
E for levado ao campo mortuário,
Se alguém visitar o meu calvário,
Jogue água em cima com uma cuia.
Leve junto a viola de imbuia,
Deixe em cima da minha sepultura.
Muito embora que fique uma mistura
De arame, de pus, terra e madeira,
A viola é a única companheira
Do poeta nas horas de amargura.

DEU NO JORNAL

J.R.GUZZO

ADVOGADOS E MILÍCIAS DE LULA FALSIFICAM DIREITO DE DEFESA

O julgamento do último recurso que o ex-presidente Lula socou em cima do Tribunal Regional Federal da 4ª Região é mais um exemplo da maciça falsificação do direito de defesa que ele próprio, seus advogados e suas milícias estão fazendo na Justiça brasileira.

Há três anos, pelo menos, Lula gasta milhões de reais e toma o tempo de juízes e de tribunais com a apresentação de recursos, apelos, agravos, embargos e tudo o mais que se pode imaginar em matéria de chicana jurídica para embaçar as suas condenações.

Gasta, junto, outros tantos milhões em dinheiro público ocupando tempo, gente e verbas do judiciário com os seus problemas penais – a justiça do Brasil, nesses anos, praticamente tem estado a serviço de um indivíduo só.

Isso não é se defender. É, apenas, o mais flagrante caso de contrafação dos direitos de um réu jamais visto na justiça brasileira. São centenas, literalmente, de ações feitas pelo ex-presidente, com as alegações mais fúteis e abusivas à sua disposição, para adiar, prolongar, confundir, complicar e, no fim das contas, sabotar as penas e decisões tomadas legalmente contra ele até agora.

Lula, no TRF-4, quis simplesmente anular a sentença de condenação que recebeu no seu segundo processo – com desculpas paupérrimas em termos de lógica, desonestas na argumentação e mal-intencionadas em tudo o mais.

Foi mais uma exigência absurda. Foi, também, mais um insulto a ideia de que os crimes neste país devem ser punidos, e que o tamanho do réu não lhe dá o direito de usar a justiça como um serviço de despachantes.

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Nobre, iluste e numerológico Editor:

Veja só como são as coisas desta vida.

Foi só Bolsonaro criar um partido, e sair do partido 17, pra Lula roubar o número:

17 anos de cadeia.

Ele rouba tudo mesmo!!!

R. Caro leitor, sua mensagem me deu uma ideia…

Hoje eu vou numa banca que tem aqui perto de casa pra jogar no bicho.

Vou jogar no número 17. 

No grupo, 17 é macaco.

E na dezena, 17 é cachorro!

Vou apostar na dezena, levando em conta o cachorro que é Lula.,

Cachorro como adjetivo, e não como substantivo.

Pra azar e infelicidade dos caninos, a pena de Lapa de Corrupto é um número que corresponde ao cachorro no jogo do bicho.

Essa coincidência cachorral deixa os coitados dos caninos tão putos que eles chegam a mijar na cara do condenado ladrão petralha.

DALINHA CATUNDA - EU ACHO É POUCO!

SEM PODA

Não tente apagar o brilho,
Que carrego em meu olhar.
Não queira conter o riso,
Que insisto em ostentar.
Sou mulher independente,
É boa minha semente,
Escolhi onde brotar.
No solo que eu germino,
O meu canto feminino,
Não deixo ninguém podar.

A PALAVRA DO EDITOR

UMA REZA DO CATIMBÓ

Pra fechar esta produtiva semana, aqui vai um ponto de catimbó.

É a reza do Preto Velho que vem de Arunda.

Dedico a uma meia-dúzia de cabras safados que eu conheço.

No mais, um excelente final de semana pra toda a comunidade fubânica!

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

FAGNER INTERPRETA FLORBELA ESPANCA

Comentário sobre a postagem FANATISMO – Florbela Espanca

Hélio de Araújo Fontes:

Essa belíssima poesia da poetisa Florbela (esse nome já é poesia pura) foi musicada.

Se não me engano, pelo talentoso cantor cearense Fagner.

* * *

AUGUSTO NUNES

O ADVOGADO DE LULA PARECE AUXILIAR DA ACUSAÇÃO

À beira da falência, o Instituto Lula poderia ganhar algum dinheiro – licitamente – agenciando palestras do advogado Cristiano Zanin.

Durante 60 minutos, o principal defensor do ex-presidente detalharia o método que usa para piorar a vida do cliente, como aconteceu nesta semana em Porto
Alegre.

Para livrar Lula de outra condenação, Zanin pediu a anulação da sentença expedida pela juíza Gabriela Hardt no caso do sítio em Atibaia.

Ao julgar o recurso, o Tribunal Regional Federal aumentou a pena de prisão de 12 anos e 11 meses para 17 anos e 1 mês. É sempre assim.

Não faltaria público para as palestras de Zanin. Milhares de advogados querem saber o que ele faz – para fazerem exatamente o contrário.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE