DEU NO JORNAL

ALEXANDRE GARCIA

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

POLARIZAÇÃO ENTRE BOLSONARISMO E LULISMO

Vivemos, no sistema capitalista, uma bifurcação hoje, à direita e à esquerda.

À direita, o Neoliberalismo, entendido como o sistema econômico de plena liberdade para a atuação do setor privado na economia.

Para tanto, a iniciativa privada deve estar absolutamente priorizada, com a máxima ausência do Estado na economia.

Face a isso, deve o Estado afastar-se ao máximo das atividades econômicas que esteja exercendo, livrando-se das empresas públicas, das sociedades de economia mista e, enfim, de qualquer participação que possua caráter empresarial.

Desse modo, para o estabelecimento da política neoliberal deve-se privatizar tudo em que o Estado esteja metido que pratique atividades econômicas.

Para o desembaraço das atividades privadas, o neoliberalismo pretende desregulamentar ao máximo as ações empresariais, assim como extinguir ao máximo as taxações que possam impor restrições ao lucro das empresas, para que elas produzam mais, aqueçam o consumo e criem empregos.

Afastando-se do controle da economia, deve o Estado tornar-se enxuto, com as finanças sob rigoroso controle, para desempenhar exclusivamente as atividades que não interessem à iniciativa privada.

Assim, o Estado poderá construir estradas, portos, aeroportos, vias férreas, sistemas de produção de energia, edificação de escolas e hospitais, instalação de infra-estruturas de água e esgoto, enquanto não lucrativas mas de interesse social, e, quando o fizer, tão logo os ponha em funcionamento e aptos a gerarem lucros os passará ao particular.

À esquerda, temos o social-capitalismo, inspirado no Estado do Bem-Estar Social.

Enquanto o Estado do Bem-Estar Social pode estar atrelado a qualquer ideologia, o social-capitalismo admite apenas, como sua denominação indica, a prática da livre iniciativa como sistema econômico, isto é, o capitalismo.

Assim como aquele, o Social-Capitalismo deve garantir a todos os indivíduos a moradia, a alimentação, a educação e a saúde, gratuitamente, muito embora a atividade econômica privada também possa explorar qualquer desses setores em suas ações que visam à obtenção do lucro.

O Estado não deve concorrer com o particular em sua ação capitalista, mas tem de garantir acesso a todos os bens citados, que garantem a dignidade do ser humano, aos que não dispõem de recursos financeiros e econômicos para adquiri-los, enquanto estiverem nessa situação.

Essa foi, mesmo, a orientação geral da Constituição Brasileira promulgada em 1988.

Como conseqüência, ocorre de o Estado ser grande e oneroso, por vezes mesmo deficitário, em vista da necessidade de arcar com elevados encargos sociais.

São esses encargos que exigirão estrutura complexa e dispendiosa, grande número de pessoas envolvidas – os empregados, funcionários ou servidores – e a regulamentação estrita que vise a impedir que os interesses econômicos se sobreponham aos sociais.

Além dos econômicos, outros aspectos definem, ou compõem, a direita e a esquerda, sendo que a direita pende para o conservadorismo de usos e costumes, enquanto a esquerda se vira para o vanguardismo e quebra de padrões.

Ambos os sistemas, o Neoliberalismo e o Social-Capitalismo, são aptos a obter sucesso econômico e a diferença está nos objetivos, nos processos de obtenção de resultados e nas conseqüências sociais das ações realizadas.

Vendo assim, e sendo assim como vejo, podemos dividir a consciência dos brasileiros entre Bolsonaristas, os Neoliberais, e Social-Capitalistas, os Lulistas.

Certamente, com ou sem voto impresso, serão as opções que voltarão às urnas.

ALEXANDRE GARCIA

INTIMIDANDO O CRIMINOSO

O número de homicídios no Brasil está despencando à razão inédita no mundo de 24% neste ano. Em países que fazem campanhas para reduzir o número de assassinatos, uma diminuição de 2% ao ano é considerada exitosa. No ano passado, até 30 de setembro, havia 39.527 assassinatos; neste ano, até 30 de setembro, o número trágico caiu para 30.864. Em setembro do ano passado, houve 136 assassinatos por dia; em setembro deste ano, 110 por dia. A redução foi ainda maior no Ceará, Rio Grande do Norte e Acre, chegando a 30%.

Se o último dado revela 110 mortes por dia, já é bem menos que a média de 175 homicídios/dia em 2017. Já começou a diminuir no governo de Michel Temer, que fora Secretário de Segurança de São Paulo e aplicou sua experiência quando assumiu a Presidência da República. Para que se tenha idéia da matança brasileira, vamos comparar números com um período muito falado: no livro Dos Filhos deste Solo, do petista Nilmário Miranda, Secretário de Direitos Humanos de Lula, está registrado que durante os 20 anos de governo militar, os confrontos entre governo e grupos armados, resultaram em 424 mortos ou desaparecidos, o que dá a média de 21 por ano – ou o equivalente a dois dias e meio dos homicídios de 2017. Estamos, portanto, nos matando a uma razão três mil vezes maior que numa luta política interna.

A redução dos homicídios ainda vai ter muitas explicações, porque o Congresso ainda não fez o óbvio, que é aprovar, ou até reforçar, a proposta do Ministro Sérgio Moro, conhecida como pacote anticrime. Tudo indica que a eleição de Bolsonaro, que significou a aprovação da promessa de reforço da legítima defesa e do direito de se armar para proteger a vida e a propriedade, tenha sido importante para dissuadir os potenciais assassinos. Um exemplo prático desse poder de dissuasão: em 31 de março de 1964, o prefeito de Encantado(RS), Adilar Bertuol, me chamou, entre outros voluntários, para defender a prefeitura, que seria atacada pelo Grupo dos Onze, de Leonel Brizola. Ao perceberem que a prefeitura seria defendida, mudaram o alvo e atacaram a tiros o padre Ernesto Alitti, o vigário que pregava no púlpito dominical a derrubada do Presidente Goulart, como prevenção contra um regime semelhante ao de Cuba. O padre não estava armado; os defensores da prefeitura estavam. É assim que funciona o poder dissuasório da arma.

A outra questão é a força da lei e o prestígio que o governante confere aos policiais. Neste ano, governadores e prefeitos passaram a prestar honrarias a policiais mortos e aos autores de atos de bravura. E o Presidente da República acaba de propor aos legisladores uma lei que dá mais segurança aos policiais que, em defesa própria ou de outrem, não precisam esperar que o bandido atire primeiro. Imagino um atacante se preparando para jogar uma garrafa de gasolina em chamas pela janela de um ônibus cheio. O agente da lei vai ter que esperar que o coquetel molotov seja arremessado, ou vai atirar para impedir a consumação do crime? Está nas mãos dos nossos representantes salvar vidas e a lei.

AUGUSTO NUNES

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

FOGOS-FÁTUOS – Cruz e Sousa

Há certas almas vãs, galvanizadas
De emoção, de pureza, de bondade,
Que como toda a azul imensidade
Chegam a ser de súbito estreladas.

E ficam como que transfiguradas
Por momentos, na vaga suavidade
De quem se eleva com serenidade
Às risonhas, celestes madrugadas.

Mas nada às vezes nelas corresponde
Ao sonho e ninguém sabe mais por onde
Anda essa falsa e fugitiva chama…

É que no fundo, na secreta essência,
Essas almas de triste decadência
São lama sempre e sempre serão lama.

Colaboração de Pedro Malta

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIS MEZETTI – VITÓRIA-ES

Amigo Berto

Me caiu os butiá do bolso, com esta notícia…

TSE paga aulas de pompoarismo para servidoras

Ou “massagem no assoalho pélvico”.

Ao menos temos funcionárias que sabem apagar uma vela com a caranguejeira…

R. Meu caro, muito instrutiva a foto que ilustra a reportagem que vocês nos mandou.

Para ler a matéria completa, basta clicar nela:

DEU NO JORNAL

TOCARAM FOGO NO PRÓPRIO RABO

Os “brigadistas” ligados a ONGs, presos por atearem fogo na floresta, negociavam a venda de fotos de queimadas à ONG internacional WWF antes mesmo de o incêndio ocorrer.

Venderam 40 fotos por R$ 70 mil, diz a polícia.

Fechado negócio, ateavam fogo e faziam as fotos para sensibilizar doadores.

Só o ator Leonardo Dicaprio doou à WWF R$ 2,1 milhões, dos quais R$ 300 mil acabaram nos bolsos da quadrilha, segundo José Humberto Melo, delegado da Polícia Civil do Pará.

O delegado admitiu, durante entrevistas, que crimes idênticos podem ter sido cometidos em outros estados da região amazônica.

A polícia desconfiou da quadrilha ao observar que os quatro brigadistas ganharam muito dinheiro com os incêndios, e os investigou.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram a trama de provocar queimadas para ganhar dinheiro no “combate às chamas”.

Os ongueiros também são investigados por sonegação: esconderam a maior parte do “cachê” de R$ 300 mil da WWF, segundo o delegado.

* * *

Essa pedra o reacionário e direitista Bozó já havia cantado bem antes da polícia do Pará descobrir os criminosos.

Vejam só o começo deste vídeo:

Eu só queria saber a que partido estes “brigadista” são filiados e em quem eles votaram na última eleição presidencial.

Alguém poderia me informar, por favor?

Criminosos e sonegadores também têm título de eleitor, num é?