DEU NO JORNAL

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

POLARIZAÇÃO ENTRE BOLSONARISMO E LULISMO

Vivemos, no sistema capitalista, uma bifurcação hoje, à direita e à esquerda.

À direita, o Neoliberalismo, entendido como o sistema econômico de plena liberdade para a atuação do setor privado na economia.

Para tanto, a iniciativa privada deve estar absolutamente priorizada, com a máxima ausência do Estado na economia.

Face a isso, deve o Estado afastar-se ao máximo das atividades econômicas que esteja exercendo, livrando-se das empresas públicas, das sociedades de economia mista e, enfim, de qualquer participação que possua caráter empresarial.

Desse modo, para o estabelecimento da política neoliberal deve-se privatizar tudo em que o Estado esteja metido que pratique atividades econômicas.

Para o desembaraço das atividades privadas, o neoliberalismo pretende desregulamentar ao máximo as ações empresariais, assim como extinguir ao máximo as taxações que possam impor restrições ao lucro das empresas, para que elas produzam mais, aqueçam o consumo e criem empregos.

Afastando-se do controle da economia, deve o Estado tornar-se enxuto, com as finanças sob rigoroso controle, para desempenhar exclusivamente as atividades que não interessem à iniciativa privada.

Assim, o Estado poderá construir estradas, portos, aeroportos, vias férreas, sistemas de produção de energia, edificação de escolas e hospitais, instalação de infra-estruturas de água e esgoto, enquanto não lucrativas mas de interesse social, e, quando o fizer, tão logo os ponha em funcionamento e aptos a gerarem lucros os passará ao particular.

À esquerda, temos o social-capitalismo, inspirado no Estado do Bem-Estar Social.

Enquanto o Estado do Bem-Estar Social pode estar atrelado a qualquer ideologia, o social-capitalismo admite apenas, como sua denominação indica, a prática da livre iniciativa como sistema econômico, isto é, o capitalismo.

Assim como aquele, o Social-Capitalismo deve garantir a todos os indivíduos a moradia, a alimentação, a educação e a saúde, gratuitamente, muito embora a atividade econômica privada também possa explorar qualquer desses setores em suas ações que visam à obtenção do lucro.

O Estado não deve concorrer com o particular em sua ação capitalista, mas tem de garantir acesso a todos os bens citados, que garantem a dignidade do ser humano, aos que não dispõem de recursos financeiros e econômicos para adquiri-los, enquanto estiverem nessa situação.

Essa foi, mesmo, a orientação geral da Constituição Brasileira promulgada em 1988.

Como conseqüência, ocorre de o Estado ser grande e oneroso, por vezes mesmo deficitário, em vista da necessidade de arcar com elevados encargos sociais.

São esses encargos que exigirão estrutura complexa e dispendiosa, grande número de pessoas envolvidas – os empregados, funcionários ou servidores – e a regulamentação estrita que vise a impedir que os interesses econômicos se sobreponham aos sociais.

Além dos econômicos, outros aspectos definem, ou compõem, a direita e a esquerda, sendo que a direita pende para o conservadorismo de usos e costumes, enquanto a esquerda se vira para o vanguardismo e quebra de padrões.

Ambos os sistemas, o Neoliberalismo e o Social-Capitalismo, são aptos a obter sucesso econômico e a diferença está nos objetivos, nos processos de obtenção de resultados e nas conseqüências sociais das ações realizadas.

Vendo assim, e sendo assim como vejo, podemos dividir a consciência dos brasileiros entre Bolsonaristas, os Neoliberais, e Social-Capitalistas, os Lulistas.

Certamente, com ou sem voto impresso, serão as opções que voltarão às urnas.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

FOGOS-FÁTUOS – Cruz e Sousa

Há certas almas vãs, galvanizadas
De emoção, de pureza, de bondade,
Que como toda a azul imensidade
Chegam a ser de súbito estreladas.

E ficam como que transfiguradas
Por momentos, na vaga suavidade
De quem se eleva com serenidade
Às risonhas, celestes madrugadas.

Mas nada às vezes nelas corresponde
Ao sonho e ninguém sabe mais por onde
Anda essa falsa e fugitiva chama…

É que no fundo, na secreta essência,
Essas almas de triste decadência
São lama sempre e sempre serão lama.

Colaboração de Pedro Malta

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LUIS MEZETTI – VITÓRIA-ES

Amigo Berto

Me caiu os butiá do bolso, com esta notícia…

TSE paga aulas de pompoarismo para servidoras

Ou “massagem no assoalho pélvico”.

Ao menos temos funcionárias que sabem apagar uma vela com a caranguejeira…

R. Meu caro, muito instrutiva a foto que ilustra a reportagem que vocês nos mandou.

Para ler a matéria completa, basta clicar nela:

DEU NO JORNAL

TOCARAM FOGO NO PRÓPRIO RABO

Os “brigadistas” ligados a ONGs, presos por atearem fogo na floresta, negociavam a venda de fotos de queimadas à ONG internacional WWF antes mesmo de o incêndio ocorrer.

Venderam 40 fotos por R$ 70 mil, diz a polícia.

Fechado negócio, ateavam fogo e faziam as fotos para sensibilizar doadores.

Só o ator Leonardo Dicaprio doou à WWF R$ 2,1 milhões, dos quais R$ 300 mil acabaram nos bolsos da quadrilha, segundo José Humberto Melo, delegado da Polícia Civil do Pará.

O delegado admitiu, durante entrevistas, que crimes idênticos podem ter sido cometidos em outros estados da região amazônica.

A polícia desconfiou da quadrilha ao observar que os quatro brigadistas ganharam muito dinheiro com os incêndios, e os investigou.

Escutas telefônicas autorizadas pela Justiça revelaram a trama de provocar queimadas para ganhar dinheiro no “combate às chamas”.

Os ongueiros também são investigados por sonegação: esconderam a maior parte do “cachê” de R$ 300 mil da WWF, segundo o delegado.

* * *

Essa pedra o reacionário e direitista Bozó já havia cantado bem antes da polícia do Pará descobrir os criminosos.

Vejam só o começo deste vídeo:

Eu só queria saber a que partido estes “brigadista” são filiados e em quem eles votaram na última eleição presidencial.

Alguém poderia me informar, por favor?

Criminosos e sonegadores também têm título de eleitor, num é?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO LEAL – BRASÍLIA-DF

Boa noite amigo Luiz Berto,

ouvir você no programa da Rádio Jornal do Comércio, no sábado passado, foi uma grande alegria.

Todos os dias sou ouvinte desta rádio, começo ouvindo o Bandeira 2 e vou caminhar ouvindo o Geraldo Freire e sua turma.

Aqui na nossa Brasilia a putaria está comendo solta.

As novas insolências de primeira mandato chegaram com uma fome canina por dinheiro.

Deram carta branca para os respectivos lideres para achacar o governo. Tipo ou dá, ou desce.

Só votam se o governo liberar recursos para os municípios que eles indicarem. E cobram propinas que vai de 8 a 15 por cento.

Sem contar que a maioria faz uma pratica que se tornou comum: a famosa rachadinha. Muitos deles ficam todo o dinheiro do salario do aspone.

Só repassam o auxilio alimentação, que é 1200 reais.

Informo que transferi o pixuleco da turma.

Abraço,

R. Caro amigo, mandei duas mensagens pra você e não tive retorno. Você não abre a sua caixa de corrreio eletrônico?

Ou será que o e-mail que tu usa está incorreto? Veja aí, por favor.

O seu pixuleco já está na conta desta gazeta escrota e deixou Chupicleide relinchando de felicidade. Estes doações de vocês leitores são muito importantes pra manter esta gazeta escrota no ar.

Quanto ao Mesa de Bar, fico feliz de saber que você me ouviu e deu audiência às presepadas que foram tratadas no programa..

Quem ainda não ouviu e quiser escutar besteira, é só clicar aqui.

Com referência à putaria no nosso parlamento federal, ninguém melhor que você, que é doutor no assunto e conhecedor dos bastidores, pra nos informar sobre esta roubalheira desses canalhas com mandato.

Apareça por aqui neste verão, meu caro, pra gente matar as saudade daqueles velhos tempos nos botecos da Asa Norte, aí na nossa querida Brasília.

Tu vai tomar duas: uma pra tu e outra por mim.

E eu fico na água mineral!

DEU NO JORNAL

LADRÃO TRANSITADO EM JULGADO

Condenado a mais 17 anos e 1 mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente Lula terá somadas as penas de ambos os casos, para definir progressão de regime.

Por isso, o cálculo do cumprimento de um sexto da pena será o total de 25 anos, 11 meses e 10 dias de prisão.

Lula terá direito a dois recursos protelatórios, mas não será admitida produção de provas; a sentença está definida.

Após os recursos, ele será ladrão de dinheiro público transitado em julgado.

* * *

Na notícia aí de cima, a frase dizendo que Lula será um “ladrão de dinheiro público transitado em julgado” está ótima.

Uma definição perfeita.

A frase é também um excelente tema para as furiosas e cegas considerações do estimado jurista Goiano, colunista desta gazeta escrota, sobre a inexistente inocência de Lula.

E, em falando de jurista, é curioso notar que os advogados de Lapa de Corrupto optaram por atacar quem investigou e julgou, ao invés de tentar contestar as provas contra ele.

Provas fartas, indesmentíveis e abundantes, não custa nada lembrar.

“Tô fudido. Só Goiano pra defendê eu; o bichinho acredita mermo, mermo, mermo que num sô ladrão e que sô inocente…Vô contratá Goiano e dispensá Zanin”

DEU NO JORNAL

TRF-4 TRANSFERE AO STF O ÔNUS DE BENEFICIAR LULA

Josias de Souza

Implacáveis, os desembargadores João Pedro Gebran Neto, Leandro Paulsen e Carlos Eduardo Thompson Flores transferiram para o Supremo Tribunal Federal o ônus de beneficiar Lula com a anulação da setença no caso do sítio de Atibaia. Fizeram isso ao condenar Lula passando por cima da decisão da Suprema Corte que atribuiu aos réus delatados a prerrogativa de falar por último nos processos, depois dos delatores.

A turma do TRF-4 dobrou a aposta, elevando a pena de Lula de 12 anos e 11 meses para 17 anos, 1 mês e dez dias. Prevaleceu o entendimento do relator Gebran Neto. Como a regra imposta pelo Supremo não está prevista nem na Lei das Delações nem no Código de Processo Penal, Gebran sustentou que ela só pode ser aplicada para casos futuros, não em processos já julgados. Os juízes não poderiam adivinhar que seria criada uma nova norma, ele argumentou.

A decisão como que empurra os advogados de Lula para as portas do Supremo. A defesa terá de pedir que seja aplicado ao caso do sítio de Atibaia o mesmo entendimento que levou a maioria dos ministros do Supremo a anular dois processos da Lava Jato. Além de constranger o Supremo a servir refresco para um condenado reincidente, o TRF-4 deixa mal o Congresso Nacional. No momento, Lula só não volta para a cadeia porque o Supremo revogou a regra que permitia a prisão de condenados em segunda instância e o Congresso se absteve de legislar sobre a matéria, mantendo no gavetão dos assuntos pendentes as propostas que tornavam essa regra permanente.

Em termos políticos, embora a volta de Lula para a cadeia não esteja no horizonte, essa segunda condenação por corrupção torna mais difícil a pretensão da divindade do PT de percorrer o país como potencial candidato ao Planalto, como se sua ficha fosse limpa e nada tivesse sido descoberto sobre sua desonestidade.