ALEXANDRE GARCIA

CHARGE DO SPONHOLZ

FALA, BÁRBARA !

AUGUSTO NUNES

A CARAVANA DE LULA ATRAI MENOS GENTE QUE CIRCO MAMBEMBE

Lula em comício no nordeste

Assim que escapou da cadeia, o ex-presidente Lula ordenou a seus discípulos que reprisassem no Brasil os violentos protestos que agitam o Chile. Em seguida, partiu para o Nordeste decidido a mostrar que continua liderando o campeonato nacional de popularidade. Faltou combinar com o povo. Medida pelas réguas do presidente Jânio Quadros e do senador Antônio Carlos Magalhães, dois doutores em ciência eleitoral, a excursão liderada pelo ex-presidiário foi um fiasco.

Jânio dizia que, para juntar 5 mil pessoas, bastaria sentar-se no Viaduto do Chá e ficar 5 minutos espancando uma lata. ACM considerava um fracasso qualquer comício que não atraísse ao menos dois pipoqueiros. As aparições de Lula registraram a média de mil espectadores. Com essa freguesia, era previsível que nenhum pipoqueiro fosse visto nas andanças nordestinas de Lula.

Decidido a consolidar a polarização com o presidente Jair Bolsonaro, o chefão do PT aproveitou o encontro nacional do partido para reiterar que logo o Chile será aqui. Vai reiniciar a caravana, e pretende engrossá-la com a mobilização dos chamados “movimentos sociais”. Se conta com o apoio do MST e do MTST, melhor esperar sentado. Desde o início do governo Bolsonaro, tanto o exército de João Pedro Stédile quanto as tropas de Guilherme Boulos suspenderam a ofensiva contra o direito de propriedade.

Bolsonaro prepara o envio ao Congresso de medidas concebidas para apressar o cumprimento de mandados de reintegração de posse que, expedidos pelo Judiciário, são ignorados por governadores cúmplices dos invasores de propriedades rurais. Embora bem-vinda, a providência talvez seja desnecessária. “Por falta de condições políticas”, segundo Stédile, o MST entrou em recesso há meses. O número de invasões registradas neste ano não chega a dois dígitos. Passaram de 100 durante o “abril vermelho” de 2012.

Entre 1926 e 1930, por tratar como caso de polícia o que era uma questão social, o presidente Washington Luís antecipou a chegada da senilidade à República Velha, enterrada sem honras pela Revolução de 1930. Os líderes do incipiente movimento operário apresentavam reivindicações elementares. Não mereciam cadeia. Mereciam de Washington Luís mais atenção.

Entre 2003 e 2016, por tratarem como questão social o que é um caso de polícia, Lula e Dilma retardaram a chegada à maioridade da democracia brasileira. Os chefes de bandos criminosos fantasiados de “movimentos sociais” berravam (e ainda berram) exigências tão sensatas quanto a restauração da monarquia. Não mereciam a atenção de Lula e Dilma. Mereciam cadeia.

Sempre mereceram, sugerem os prontuários das siglas que mantêm desfraldadas bandeiras arriadas pelo mundo civilizado desde a queda do Muro de Berlim. É o caso do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Nascido há 35 anos, jamais criou juízo. Criança problemática desde o primeiro vagido, virou delinquente juvenil e, adulto, tornou-se um fora da lei incurável.

As anotações na folha corrida incluem invasões de fazendas produtivas, ataques a prédios públicos, depredação de residências, destruição de lavouras, equipamentos e laboratórios, agressões físicas e outras formas de revogação do direito de propriedade. Tudo isso em nome de uma reforma agrária que não desejam e não virá.

Eles clamam por mudanças na paisagem rural por nelas enxergarem o começo da gestação do paraíso comunista. Os militantes acampados em barracas de lona preta já se teriam transformado em lavradores se tivessem genuíno interesse pela vida de agricultor e alguma intimidade com as coisas do campo.

Não têm nem uma coisa nem outra. Se tentasse manusear uma foice, o chefe João Pedro Stédile entraria para a História como o primeiro revolucionário a decepar a própria cabeça. Se resolvesse acompanhar o general com uma enxada, qualquer subordinado se arriscaria a amputar o pé. É natural que todos prefiram estudar marxismo ou rezar ajoelhados sob o pôster de Guevara.

Enquanto o governo do PT garantiu comida e impunidade, o MST lutou sem sobressaltos pelo extermínio do estado democrático de direito. Com o sumiço da mesada federal, foram-se a insolência mascarada de ousadia e a discurseira beligerante. O “exército do Stédile” só continua existindo na cabeça de Lula e no falatório amalucado de Dilma. Antes que houvesse uma batalha real, o general de galinheiro optou pela rendição desonrosa.

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ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

OLIVIA DE HAVILLAND: UMA LENDA VIVA DE …E O VENTO LEVOU COMPLETA 103 ANOS

Tão longeva quanto Kirk Douglas(que completará em dezembro de 2019, 103 anos), Olivia de Havilland, uma Lenda Viva da Sétima Arte completou 103 anos de existência. Ela é uma das poucas reminiscências vivas dos anos dourados do cinema, Olivia foi participante ativa de diversos clássicos das telas, celebrados por inúmeros fãs da Sétima Arte. As Aventuras de Robin Hood talvez seja o mais lembrado de todos por uma geração mais jovem, junto à outra obra prima, E O VENTO LEVOU. No primeiro se consagrou como a parceria romântica do galã e aventureiro Errol Flynn (que morreu aos 50 anos de idade), com quem atuou oito vezes, e no segundo, ela é a única atriz viva do elenco principal do que é considerado “O MAIOR FILME DE TODOS OS TEMPOS”, realizado em 1939 e onde viveu a doce e gentil Melanie.

No filme E O Vento Levou não se deve confundir os papéis da protagonista Vivien Leigh que tinha como personagem Scarlett O’Hara com Olivia de Havilland que representava a personagem de Melanie Hamilton. O cinéfilo Paulo Telles nos faz uma brilhante observação quando diz que “Não foi só de canduras que viveu esta grande atriz dentro e fora das telas. Ela se impôs como mulher e artista, desafiando o sistema hollywoodiano de estúdios e com isso, conquistando o respeito de seus amigos e colegas de profissão (entre os quais, se destaca Bette Davis”. Ela foi premiada pela Academia em duas ocasiões. Dame Olivia Mary de Havilland é uma atriz britânico-américo-francesa NASCIDA NO JAPÃO, hoje, radicada na França e tendo como seu esporte predileto o ciclismo que pratica diariamente no vigor dos seus 103 anos.

Um dos maiores estudiosos do cinema, o brasileiro e natalense Antonio Nahud, é um profundo conhecedor da história pessoal de Olívia de Havilland( nascida no Japão e hoje com 103 anos de idade) & Joan Fontaine(também nascida em Tóquio, Japão, e falecida em 2013 aos 96 anos de idade). O cinéfilo Nahud nos conta que, AS DUAS ATRIZES IRMÃS ERAM INIMIGAS FIGADAL e jamais se conciliaram em vida mesmo vivendo no estrelato em seus longínquos anos. Essas duas atrizes como Havilland, em contraste com sua imagem pública comportada e boazinha, sempre teve um temperamento inflexível e brigão. Fontaine, insossa e sofisticada, em cena parece estar repetindo o mesmo personagem de inúmeros outros filmes que fez: a vítima apaixonada, frágil e desorientada, mas sempre foram duas excelentes atrizes.

Raras irmãs alcançaram o estrelato no cinema, como são os casos de Lillian e Dorothy Gish (anos 10 e 20); Norma e Constance Talmadge (anos 20); Constance e Joan Bennett (anos 30 e 40); Eva e Zsa Zsa Gabor (anos 50); Catherine Deneuve e Françoise Dorléac (anos 60); Vanessa e Lynn Redgrave (dos anos 60 em diante). Mais recentemente, Natasha e Joely Richardson; Patricia e Rosana Arquette; Jennifer e Meg Tilly. No entanto, as mais famosas irmãs estrelas de cinema de todos os tempos são OLIVIA DE HAVILLAND e JOAN FONTAINE Irmãs e inimigas mortais. Para entender essa rivalidade e quem quiser se aprofundar no assunto leia o bem documentado IRMÃS: A HISTÓRIA DE OLIVIA DE HAVILLAND & JOAN FONTAINE publicado no ano de 1984, de Charles Higham.

Através do livro de Charles Higham e os escritos de Antonio Nahud podemos conhecer os “puxavancos” de cabelos que rolavam entre as irmãs inimigas. Elas sempre tiveram uma relação difícil, começando na infância, quando Olivia teria rasgado uma roupa de Joan, forçando-a a costurá-la novamente. A rivalidade e o ressentimento resultam também da percepção de Joan em relação ao fato de Olivia ser a filha favorita da mãe delas, a atriz Lillian Augusta Ruse. JOAN FONTAINE, certa vez, declarou: “Lamento, mas não me lembro de um ato de bondade de minha irmã durante toda a minha infância. Em 1933, quando ela tinha 17 anos, jogou-me na laje da piscina e pulou em cima de mim, fraturando a minha clavícula”. Segundo o biógrafo Higham, OLIVIA DE HAVILLAND nunca conseguiu dividir a atenção maternal com a irmã mais nova, além disso ela se via como “a mais bonita e a mais talentosa”, chegando a fazer um testamento, em uma de suas brincadeiras de criança, deixando toda a sua beleza para a sua irmã, “que nada possui”. Nos estudos, no entanto, era Joan quem se destacava.

Ambas vencedoras do Oscar, com estrelas na Calçada da Fama de Hollywood e aclamadas por seus papéis em filmes maravilhosos dos anos 30, 40 e 50, OLIVIA DE HAVILLAND foi a primeira a se tornar atriz, estreando na comédia “Esfarrapando Desculpas em 1935. Enquanto sua carreira decolava, através de clássicos de aventuras ao lado de Errol Flynn (com quem fez oito filmes), como “Capitão Blood, “A Carga da Brigada Ligeira de 1936 e “As Aventuras de Robin Hood 1938, JOAN FONTAINE desenvolvia um “complexo de Cinderela” e se via como coitadinha. Para piorar as coisas, sua mãe exigiu que mudasse seu sobrenome para Fontaine, evitando uma possível associação com Olivia, e proibiu-a de aceitar um interessante contrato com a Warner Bros., “porque era o estúdio de sua irmã”.

Em 1942, elas foram nomeadas para o Oscar de Melhor Atriz. Joan indicada pela atuação em “SUSPEITA”, de Alfred Hitchcock, e Olivia por “A Porta de Ouro. Joan acabou levando a estatueta. O biógrafo Charles Higham descreveu os eventos da cerimônia de premiação, afirmando que Joan avançou empolgada para receber seu prêmio, rejeitando as tentativas da irmã cumprimentá-la. Olivia acabou se ofendendo com essa atitude. Depois, Joan declararia: “Quando foi anunciado o meu nome como vitoriosa, percebi que Olivia teve vontade de dar um salto e me agarrar pelos cabelos”. Anos mais tarde, em 1947, seria a vez de Olivia ganhar o Oscar, pela atuação no melodrama “SÓ RESTA UMA LÁGRIMA”.

Nesse episódio, o prêmio era para ser dado por Joan Crawford, mas a Academia, talvez acreditando que não poderia haver melhor cenário para a reconciliação das irmãs, substituiu-a em cima da hora por Joan. Esta, chamou a irmã para subir ao pódio. Mas quem esperou um sorriso afetuoso ou um abraço fraternal de reconciliação, enganou-se, Olivia se recusou a apertar a mão da irmã, numa comentada saia-justa. Segundo o biógrafo, na ocasião Joan fez um comentário leviano sobre o então marido de Olivia, ofendendo-a. Ela não quis receber os cumprimentos de sua irmã por este motivo.

Elas muitas vezes disputaram os mesmos homens e papéis. JOAN FONTAINE foi a primeira a se casar – com o popular astro do cinema britânico Brian Aherne -, gerando novo atrito entre elas. Na festa de casamento, o namorado de OLIVIA DE HAVILLAND – o bilionário Howard Hughes – dançou com a noiva e tentou seduzi-la, procurando convencê-la a desistir do casamento e se casar com ele. Olivia se chocou, culpando a irmã pela situação humilhante. No caso de “… E o Vento Levou”, Joan foi considerada muito chique para o personagem e Olivia ganhou o papel da doce e simplória Melanie Hamilton, mas na disputa pelo cobiçado papel da versão de Alfred Hitchcock para o romance de Daphne du Maurier, “REBECCA”, Joan se saiu vitoriosa.

A relação entre as irmãs continuou a deteriorar-se após os incidentes na cerimônia do Oscar. Em 1975, aconteceria algo que faria com que elas deixassem de se falar definitivamente: segundo Joan, Olivia não a convidou para um ritual religioso em homenagem a mãe delas recentemente falecida. Mais tarde, Olivia afirmou que tentou comunicar Joan, mas ela se encontrava muito ocupada para atendê-la. Charles Higham também diz que Joan tem uma convivência distante com suas próprias filhas, talvez porque tenha descoberto que elas sempre mantiveram uma amizade secreta com a tia Olivia. Até pouco antes de JOAN morrer as irmãs se recusavam a falar publicamente sobre sua delicada situação, apesar de JOAN FONTAINE ter comentado em entrevista que muitos boatos a respeito delas surgiram dos “cães de publicidade” do estúdio.

Ocasionalmente, uma rara trégua acontece entre elas. Em 1961, passaram o Natal juntas no apartamento de Joan, em Nova York, mas a noite terminou em briga. Oito anos depois, Joan recebeu um pedido de ajuda de OLIVIA DE HAVILLAND, então adoentada e em dificuldades financeiras. “Deixei um gordo cheque”, lembra Joan. Mas os ressentimentos e a mesquinha antipatia continuaram. Quando a mãe morreu de câncer, deixou sua herança para os filhos de Olivia e nada para as filhas (uma delas, adotiva) de Joan. Vingativa, Joan lançou em 1978 a autobiografia “No Bed of Roses” (Nenhum Mar de Rosas), que segundo um dos seus ex-maridos – William Dozier – não contém nenhuma verdade, fazendo um retrato cruel da irmã, inclusive descrevendo-a como venenosa.

Há nove anos, em 2010, Olivia de Haviland, vencedora de dois Oscars foi homenageada no Palácio de Élysée em Paris, pelo presidente Nicolas Sarkozy, que na ocasião lhe deu uma legião de Honra Haviland, que mora em Paris há 60 anos, estava com sua filha Gisele, entre outros membros de sua família e Jacqueline Bisset. Mas uma pessoa de sua família estava ausente: JOAN FONTAINE, sua única irmã e é igualmente vencedora na sua carreira nas telas. Quando o Presidente colocou a fita vermelho-sangue e a estrela da Legião de Honra em Olivia, Joan estava na Califórnia, ignorando sistematicamente a ocasião, apenas mais uma ao longo de décadas de separação.

ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

LENDA

Era uma vez, reza uma lenda,
no reino azul da Fantasia,
um rei soberbo, em cuja senda
o ouro mais fino refulgia.

Era uma filha a melhor prenda
que o céu lhe dera… e ela morria!
Já lhe toldava o olhar a venda
de estranha dor que a consumia.

Luzia em vão toda oferenda
por lhe trazer nova alegria.
Porfiavam sábios em contenda,

sem ver-lhe o mal, que ninguém via.
E num castelo azul de lenda
rosa em botão de amor morria…

DEU NO JORNAL

J.R.GUZZO

CONGRESSO ENCAMPA VOLTA DA PRISÃO EM 2ª INSTÂNCIA – PARA O BEM DA NAÇÃO

O mal, uma vez feito, costuma gerar apenas o mal – mas, felizmente, não é sempre que as coisas são assim. Acontecem, aqui e ali, casos em que o mal acaba sendo consertado, e é possível que o Brasil esteja a caminho de eliminar a aberração que o Supremo Tribunal Federal criou dias atrás com a sua decisão de proibir a prisão de criminosos condenados em segunda instância.

O motivo está no mal-estar que a história provocou num outro ambiente das nossas “instituições” – curiosamente, aliás, um lugar em geral muito mal afamado: o Congresso Nacional.

A maioria dos deputados federais e senadores, como sabem até as crianças de 10 anos de idade, não estão entre as figuras mais admiradas pela população neste país. Mas, comparados com o STF de hoje, se transformam em gente finíssima no espaço de cinco minutos e assumem o ar de salvação da lavoura. É o que podem estar fazendo agora, com sua tentativa de anular o desvario imposto ao Brasil por sua “corte suprema”.

Segundo reportagem publicada neste fim de semana pelo jornal O Estado de S. Paulo, um levantamento de votos na Câmara e no Senado mostra que já existem, neste momento, 290 deputados e 51 senadores que se declaram dispostos a restabelecer a prisão para condenados em segunda instância. Vão dar uma volta no STF, se forem realmente adiante nesse propósito, e mostrarão ao Brasil algo que nos últimos tempos foi esquecido pelos ministros supremos e pela própria classe política: quem tem o direto de fazer leis nesses país é o Congresso Nacional, e mais ninguém.

Isso pode vir através de uma emenda constitucional, que eliminaria qualquer espécie de dúvida utilizada pela maioria do STF para adiar até o fim da vida o julgamento de ladrões do erário público. Estuda-se, também, outros caminhos para chegar ao mesmo objetivo através de reformas na legislação ordinária ou da criação de novas leis compatíveis com a Constituição. O fato é que os números são matadores.

Na Câmara (onde a Comissão de Justiça, aliás, já aprovou o projeto de mudança por larga maioria), os 290 votos declarados praticamente garantem a aprovação de uma PEC – faltam apenas mais 18 votos para completar os 308 que formarão os três quintos exigidos para as mudanças constitucionais. No Senado, com 51 votos, o número mínimo já foi superado. Contra, é claro, só estão o PT e os seus satélites.

Há, naturalmente, as dificuldades que se pode imaginar, pois “Os Seis” do STF têm os seus parceiros nas duas casas do Congresso. O presidente da Câmara dos Deputados fica à beira de um ataque de nervos a cada vez que ouve a palavra “prisão”, em qualquer instância. Seu colega do Senado é pinga da mesma pipa. Gostariam, pelo que mostram os seus atos, de mandar tudo para o arquivo morto. Seu problema é que talvez não consigam.

Deputados e senadores são gente preocupada, em geral, com os humores do eleitorado – e há poucos casos, no momento, em que a vontade da maioria da população seja algo tão claro quanto sua exigência de mandar a bandidagem para a cadeia o mais cedo possível. Até não muito tempo atrás a vontade popular era algo meio distante. Hoje em dia, sobretudo por causa da internet, ficou bem mais próxima, mais imprevisível e mais perigosa.

O fato é que os parlamentares, ao contrário de magistrados que não são eleitos por ninguém, percebem a força das redes sociais e imaginam, com mais ou menos razão, que elas podem fazer com que não sejam reeleitos. Sentem o cheiro de queimado no ar – e por isso estão mostrando essa vontade de cair fora. Eles já derrubaram Dilma, por exemplo, quando viram que era arriscado demais ficar a favor dela. Já aprovaram a Lei da Ficha limpa, quando votar contra lhes pareceu uma tentativa de suicídio. Podem estar numa viagem parecida agora.

AUGUSTO NUNES