PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DO LASCIVO PEZINHO – Bocage

Dormia a sono solto a minha amada,
Quando eu pé ante pé no quarto entrava:
E ao ver a linda moça, que arreitava,
Sinto a porra de gosto alvoroçada:

Ora do rosto eu vejo a nevada
Pudibunda bochecha, que encantava;
Outrora nas maminhas demorava
Sôfrega, ardente vista embasbacada:

Porém vendo sair dentre o vestido
Um lascivo pezinho torneado,
Dispo-lhe as pernas e fiquei perdido:

Vai senão quando, o meu caralho amado
Bem como Enéias acordava Dido,
Salta-lhe ao pelo, pro seguir seu fado.

Colaboração de Pedro Malta

DEU NO JORNAL

CONSELHO PRO PRESIDENTE GUAIDÓ

Após o ex-presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva atacar o presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, o venezuelano retrucou.

No Twitter, no fim da noite de sábado, Guaidó respondeu Lula:

“Fui eleito deputado duas vezes. Por nossa constituição e para o mundo sou presidente encarregado. Diferente de você que é um ladrão condenado. Maduro e você foram participes de um saque a nossos povos através da Petrobras, Odebrecht e PDVSA”.

* * *

Guaidó foi gentil e pegou maneiro.

Ladrão condenado” é uma expressão muito leve.

Tinha que acrescentar mais outras denominações que casam admiravelmente com Lapa de Corrupto:

Canalha, mentiroso, vigarista, gatuno, tratante,  patife, pulha, biltre, safardana, sacana, escroto, babaca, mequetrefe, estelionatário, ímprobo,  desleal, incorreto, sujo, indecente…

E mais outro tanto de excelentes qualificações pra esse bandido, o maior que o Brasil já viu.

Já avisei pra Guiadó que se ele precisar de dados e subsídios para esculhambar com o dono do PT, a maior Organização Criminosa do Ocidente, é só entrar em contato com a Editoria desta gazeta escrota.

E também recomendei a Guiadó ler as defesas que Goiano faz de Lapa de Corrupto.

Ele vai se divertir e rir que só a porra!!!

E que Guiadó fique sabendo que Lula não é apenas um “ladrão condenado”.

Ele é um ladrão que está solto e que apoia publicamente os seus colegas ladrões de celulares.

XICO COM X, BIZERRA COM I

TEATRO FEDERAL

CENAS DE SEXO EXPLÍCITO, SEM-VERGONHICE E INDECÊNCIA

UMA TRAGICOMÉDIA EM TRÊS obscenos ATOS

(REPUBLICANDO, com pequenas atualizações, pela pertinência temporal):

ATO 1

Na sala de estar, avó e neto em frente à TV, acompanham uma reunião da Câmara Federal, onde seus membros, do ‘Alto’ e ‘Baixo’ clero, reputação abaixo do nível do mar, ambos, se engalfinham numa elegante e respeitosa discussão de amabilidades:

– Conceda-me um aparte. Vossa Excia. é um Ladrão!

– Não lhe concedo o aparte. Exijo a presunção de inocência. Ladrão é Vossa Excia.!

– Com todo o respeito, Vossa Excia. é um Corrupto!

– Data vênia, Corrupto é Vossa Excia.! Fui julgado apenas em duas instâncias colegiadas. Minha corrupção não tem trânsito em julgado.

Propõe a Avó:

– Menino, melhor desligar essa TV. A discussão é inócua. As duas Excelências estão com integral razão. Ambos falam a verdade: são corruptos e ladrões.
Num canto da tela, outros engravatados (colarinhos brancos eivados de escuras manchas), sem prestar atenção aos ‘elogios’ entre colegas, celulares nos ouvidos, conversam e riem entre si.

– O homem está falando e ninguém presta atenção, vovó. Riem de quem, dos brigões?

– Não, meu querido. Riem de nós que os colocamos lá. Sorriem do povo.

* * *

ATO 2

Trocam de canal e assistem a uma sessão de um Tribunal que se diz Supremo, cujos integrantes exigem tratamento de Excelência mas agem de forma a não merecê-lo. A população, verdadeira Excelência, vive a ser por eles insultada. Sob negras togas, mudam o entendimento sobre o mesmo assunto diversas vezes num espaço de tempo diminuto, contrariando o bom senso e todas as regras do Direito, expondo o povo à insegurança jurídica que a eles, ‘donos da Lei’, convém.

* * *

ATO 3

Enojados, após irem ao banheiro para uma sessão de vômito em dueto, avó e neto desligam a TV, dão-se as mãos e vão até a banca de jornal mais próxima. Compram uma revistinha imoral, de putaria explícita. Quase tanto quanto. Quase.

* * *

Fecha-se a cortina, apagam-se as luzes. Faz-se breu no País. Escuridão total.

* * *

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DEU NO TWITTER

J.R.GUZZO

QUEM MERECE?

Jair Bolsonaro pode não ser o presidente a que o Brasil faria jus, por mais que seus 57 milhões de votos lhe garantam o direito de estar onde está, mas é com certeza o presidente que a esquerda brasileira merece. Tente pensar um pouco nisso, toda vez que sua reserva de paciência com ele esquentar a ponto de estourar o termômetro – é um santo remédio. Com os adversários que Bolsonaro tem, na esquerda e nessa pasta liberal-intelectual-equilibrada-etc. que lhe faz companhia, é isso mesmo que dá para ter. O cálculo é bem simples. A denúncia capital apresentada contra o presidente, sobretudo nas regiões que se consideram as mais civilizadas da sociedade brasileira, é a sua falta de sintonia, segundo dizem, com as exigências dos regimes democráticos. E a esquerda nacional, então? Qual seria, exatamente, o grau de sua devoção à democracia? Alguma coisa abaixo do zero – e aí fica claro que, se o problema do Brasil é a hostilidade à democracia, então não é em Bolsonaro que está o problema.

A verdade nessa história, pelo que mostram os fatos da vida real, não tem altas complicações. Ela revela que um militante de esquerda verdadeiro, que está na atividade política para ganhar, tem de ser obrigatoriamente contra a democracia – se não for, estará sendo apenas um bobo. Ser de esquerda e, ao mesmo tempo, ser racional é ter exatamente o entendimento de Lenin, o criador do esquerdismo universal, sobre as questões políticas essenciais. Não há outro entendimento disponível – pois também não há nenhum outro conjunto de ideias que façam tanto sentido quanto as dele.

Ou o sujeito, na prática, segue a lógica de Lenin para construir e manter de pé um regime de esquerda, ou não chegará nunca a lugar nenhum. Pode até chegar – mas não fica. Para alguns, como se sabe, a coisa pode acabar num xadrez de polícia.

Jamais houve lugar para a democracia num regime esquerdista feito para durar – não porque Lenin fosse um mau sujeito, mas porque tinha certeza de que era impossível existirem no mesmo espaço um regime socialista e liberdades democráticas. Não pode haver, por exemplo, eleições livres. Por quê? Porque os adversários podem ganhar e aí eles mandam o socialismo para o espaço. Não pode haver liberdade de imprensa porque a oposição vai usar essa liberdade para falar mal do governo, e isso é um perigo. Não pode haver a separação e independência de poderes. Um poder judiciário independente pode condenar os partidários e absolver os inimigos. Um poder legislativo livre pode aprovar leis que o governo não quer e rejeitar as que está querendo.

É impossível ter Forças Armadas profissionais e subordinadas à lei, pois elas podem não cumprir as ordens do partido; os oficiais têm de obedecer aos comissários políticos, ou então quem está no governo não está de fato no poder. Tem de existir um partido só porque não pode haver oposição – e por aí vamos. Até hoje não apareceu nenhum sistema tão eficaz quanto esse para criar um regime de esquerda. Quem copiou, como Fidel Castro, se deu bem, ficou no poder até o fim da vida. Quem tentou fazer diferente se deu mal.

A esquerda brasileira não pensa em nada disso, porque tem medo de bala de borracha, quer viver de dinheiro do “Fundo Partidário” e tem preguiça de pensar – mas mesmo que pensasse não iria adiantar nada, porque não há meios, simplesmente, de se montar o sistema descrito acima. Ele segue regras feitas há mais de 100 anos, e o mundo em que esse catecismo valia não existe mais. A única saída, para o esquerdista de hoje no Brasil, é ser capitalista – e aguentar, aqui e ali, levar vaia em avião. Que fazer?

A PALAVRA DO EDITOR

DEU PAU

O nosso sistema de recebimento e envio de mensagens, que é gerenciado pela empresa Terra (cujo pagamento está em dia e foi feito no último dia 10…), deu pau ontem pela manhã, domingo.

De modo que já estou há 24 horas padecendo com este problema. 

Não recebo e nem envio mensagens.

Leitores e colunistas que nos mandaram fuxicos e textos no dia ontem, fiquem sabendo que ainda não tomei conhecimento dos mesmos.

Os colunistas que são publicados às segundas-feiras, e que mandaram suas colaborações antes de dar este problema, serão publicados hoje normalmente.

Os outros terão que aguardar até que tudo se resolva.

Ressalto que postagens e atualizações do JBF serão feitas normalmente: o problema é só com o recebimento e envio de mensagens.

Vamos torcer pra que isto acabe o mais rápido possível e pra que a vida volte ao normal aqui neste gazeta escrota.

Conto com a compreensão de todos vocês.

Abraços e uma excelente semana.

FERNANDO A. GONÇALVES - COMPANHEIROS DE VIDA

PRESENTES NATALINOS

Nas proximidades de final de ano, muitos se atordoam sobre as lembranças que irão presentear os amigos e parentes mais chegados. Para tais irmãos, exponho, abaixo, algumas notas de livros que muito poderão balizar suas encomendas natalinas, textos escritos por qualificados especialistas.

1. “Escrevam e lembrem”, estas foram as últimas palavras do famoso historiador judaico Simon Dubnow, assassinado a tiros pelos nazistas quando tinha 81 anos. O apelo de Dubnow, juntamente com o de muitos milhares de sobreviventes, era o de que o maior assassinato da humanidade não ficasse olvidado pelas gerações futuras. Os fatos históricos da ignominiosa tragédia deveriam ser continuadamente relembrados. Assim sendo, inúmeros historiadores assumiram o compromisso de revelar os tenebrosos acontecimentos, tomando-o como uma missão sagrada, a de servir de alerta para o desenvolvimento futuro da História do Mundo.

Um professor de História da Universidade de Toronto, também da Universidade Hebraica de Jerusalém, publicou um livro ressaltando a singularidade e a especificidade próprias do Holocausto: A ASSUSTADORA HISTÓRIA DO HOLOCAUSTO, Michael R. Marrus, Rio de Janeiro, Ediouro, 2003, 432 p. No prefácio da edição brasileira, Fábio Koifman ressalta: “Num tempo em que a ignorância dos fatos ajuda a banalizar e a relativizar o Holocausto, a publicação de obras como a de Michael Marrus constitui um benefício fundamental para aqueles que pretendem compreender o maior crime do século XX.” Nunca é tarde para ressaltar que ESCREVER É LEMBRAR !!

2. Uma leitura torna-se indispensável para quem emite com frequência comentários sobre a evolução política do mundo contemporâneo: A GRANDE REGRESSÃO: UM DEBATE INTERNACIONAL SOBRE OS NOVOS POPULISMOS E COMO ENFRENTÁ-LOS, Heinrich Geiselberg (organizador), São Paulo, Estação Liberdade, 2019, 352 p.

Os acontecimentos mundiais recentes deixaram a impressão de que o planeta voltou-se socialmente para ontens, depois de níveis bravamente conquistados. Os sintomas identificados por especialistas mundialmente reconhecidos foram organizados no livro acima, destinado a fortalecer/esclarecer uma cidadania consciente. O Sumário está assim desenvolvido: Prefácio; Fadiga da democracia; Sintomas à procura de um objeto e um nome; Política progressista e regressiva no neoliberalismo tardio; Neoliberalismo progressista versus populismo reacionário: a escolha de Hobson; Populismo ou a crise das elites liberais: o caso de Israel; Futuros majoritários; A Europa como refúgio; Vencendo o medo da liberdade; A política na era do ressentimento: o tenebroso legado do Iluminismo; Coragem para ousadia; Descivilização – Sobre tendências regressivas nas sociedades ocidentais; Do retrocesso global aos contramovimentos pós-capitalistas; O retorno dos reprimidos como início do fim do capitalismo neoliberal; Caro presidente Juncker; A tentação populista; O Brasil voltou cinquenta anos em três.

As questões básicas estão postas com meridiana clareza: Como chegamos a esta situação?, Onde estaremos daqui a cinco, dez ou vinte anos? e Como deter a regressão global e invertê-la?.

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PENINHA - DICA MUSICAL