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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CAMILO ALVAREZ FILHO – TAUBATÉ-SP

Isso é que é falta de vergonha na cara!

E ainda tem gente que defende os idiotas.

Acho que deveria ser divulgado em todos os sites.

Professor diz em sala de aula que Bolsonaro mandou matar Marielle.

Clique aqui para ler a matéria e ouvir o vídeo gravado pelas crianças.

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARILENA RINALDI – ARARAQUARA-SP

Caro Editor,

Veja que lindo reencontro de amigos.

Depois de 40 anos o Presidente reencontra seu amigo e recruta “Neguinho Adão”, de Bataguassu/MS.

Serviram juntos no 9° Grupo de Artilharia de Campanha, em Nioaque, no Mato Grosso do Sul.

Humilde e bom de bola, boas recordações das amizades feitas na caserna dos dois.

E os dois, Neguinho Adão e Bolsonaro, voltaram a se encontrar.

No Palácio do Planalto.

Vou votar novamente no Mito em 2022!!!

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

UMA IMPRENSA FEITA DE URSINHOS DE PELÚCIA

Para o presidente Jair Bolsonaro, só existem duas empresas jornalísticas que prestam: a Folha e a Globo. O resto seria, como dizia Millôr Fernandes, armazém de secos e molhados.

Para ele, Millôr, imprensa é oposição.

Ao que tudo indica, só quem se opõe ao nosso presidente são Globo e Folha.

O primeiro, ele cansou de advertir aos seus jornalistas que abrissem os olhos, porque se continuassem com ataques a ele eles iriam ver o que é bom para a tosse.

Ainda não confirmou as tais ameaças, mas a Rede Globo já está avisada de que vai cortar um duro para renovar suas concessões.

Já a Folha, todo o mundo sabe, todo o mundo viu, o presidente mandou cancelar suas assinaturas no governo.

É claro que não pode fazer isso, não do jeito que fez, mas a Folha botou o galho dentro, fazer o quê, né?

Sobrou para os anunciantes. Chantageados, estão com a barba de molho, vez que Jair Bolsonaro avisou: olhem onde estão anunciando…

Há um velho ditado que diz que quem tem capital tem medo.

Está certo, não é bem assim o ditado, mas o resultado termina sendo o mesmo, pois o medo abunda.
E como abunda, ameaça Bolsonaro!

O presidente da república pode avisar a anunciantes que se eles fizerem publicidade em publicações de sua particular lista negra estarão fupagos e maldidos?

Claro que não.

Mas está todo o mundo cortando fininho, tem AI5 para todos.

Li alhures que como tem liberdade para assinar as publicações que quer, o governo pode também deixar de assinar a seu bel prazer.

Não, não pode. O agente público não tem prazer, isto é, não tem vontade. Ele só pode fazer aquilo que a lei permite.

Ah, e a lei por acaso não permite que pare de assinar um jornal?

Permite, sim, desde que não motive essa decisão por razões de interesse pessoal, ligadas a uma forma de censura.

Tivessem rabo, todas as publicações parariam de fazer entregas de jornais e revistas aos órgãos do poder executivo federal, pois, como notou Eugênio Bucci, são, como decorrência da decisão de Jair Bolsonaro, cordeirinhos a serviço dele, mansinhos e caladinhos, ou falam só bem dele, ou ficam quietinhos, ou estão fora.

Enquanto ninguém toma providências sérias, ficamos no humor de Jô Soares, que na desajuizada Folha ironiza com o vídeo de o próprio Bolsonaro colocando-se no papel do leão sendo atacado por hienas, assumindo o papel de Rei dos Animais…

Vai brincado.

DEU NO JORNAL

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O BIG TOFFOLI

Fernando Gabeira

Numa semana muita dura e cheia de eventos, pensei em trazer um tema novo. Já falei de Bolívia e Chile, comentei a saída de Lula e me debrucei, sem ânimo, sobre a invasão da embaixada da Venezuela em Brasília. Isto me interessou, pois poderia usar de novo a palavra quiproquó, tão sonora e fora de moda.

Sinceramente, meu tema de preferência era um chamado projeto Nightingale, no qual o Google é acusado de vender milhões de dados médicos e hospitalares das pessoas para grandes empresas do setor. A coleta e venda de informações é um grande negócio no mundo. Tende a ser o mais interessante, pois os dados valem dinheiro, sobretudo em grandes quantidades.

Iria refletir um pouco sobre a privacidade num mundo do Google e das redes sociais quando soube que o presidente do STF, Dias Toffoli, agora por um artifício legal, tem acesso aos dados financeiros de 600 mil contas de pessoas e empresas.

Ele proibiu a UIF (antigo Coaf) de partilhar esses dados com os órgãos de investigação. Um absurdo sem nome. Tenho escrito sobre isso e, para dizer a verdade, com pouca repercussão. É um ato de exceção. Os próprios funcionários da OCDE que estiveram no Brasil dizem que a medida de Toffoli está em contradição com as normas e os compromissos internacionais do Brasil.

Toffoli não se interessa por isso. Seu objetivo era congelar as investigações sobre Flávio Bolsonaro e impedir que a Receita continuasse pesquisando os movimentos financeiros de sua mulher e da mulher de Gilmar Mendes. Ele não se contentou em paralisar investigações. Ele quer acesso a todos os dados coletados pela inteligência financeira.

É o Big Toffoli navegando pelas contas de todo mundo, conhecendo os segredos financeiros que ele mesmo impede de serem investigados adequadamente. Como é possível o país conviver com essa barbaridade? Mesmo os aliados de Toffoli deveriam temer essa concentração de poder. Nos últimos tempos, aproximou-se de Bolsonaro para salvar a pele do filho senador. Mas, no passado, foi um funcionário do PT, um assessor de José Dirceu.

Acho que tanto o PT como Bolsonaro deveriam temer Toffoli. A quem servirá com esse acesso ilimitado aos dados pessoais e empresariais? Pode usá-los para fulminar Bolsonaro ou mesmo para enrascar mais ainda seu partido de coração, que é o PT.

Em muitos lugares do mundo, a Justiça se move na tentativa de preservar a privacidade das pessoas, acossando o Google e o Facebook, entre outros. Aqui no Brasil é diferente. É a própria Justiça que invade a privacidade alheia, na pessoa do presidente do STF. Não se trata mais nos trópicos de reduzir o poder das gigantescas empresas, mas de ampliar ao extremo o poder pessoal de Toffoli.

Num mesmo ano, Toffoli salvou Lula e Bolsonaro. Lula porque foi dele, fiel advogado do PT, o voto de Minerva que acabou com a prisão em segunda instância. E Bolsonaro, porque foi ele quem tirou as nádegas do jovem Flávio da seringa do controle de operações financeiras.

Podemos falar tudo de Lula ou Bolsonaro. Mas ninguém apanha mais do que eles nas redes ou na imprensa. Ambos reclamam, Bolsonaro tira verbas publicitárias de quem o critica; Lula, volta e meia, se lembra do controle social da imprensa. Mas nenhum dos dois chegou ao ponto de Toffoli: instalar uma delegacia, convocar Alexandre de Moraes como seu braço policial e partir para cima de quem o critica, com polícia revistando casas e computadores.

Lula precisou de Toffoli. Bolsonaro também. Mas eles ignoram, talvez, que Toffoli seja muito mais do que um simples auxiliar para encrencas. Diante da vulnerabilidade dos líderes populistas que polarizam o Brasil, ele vai construindo seu universo pessoal de poder. E um poder mais persuasivo que o deles.

Toffoli é o Big Toffoli. Assim com os homens e, além disso, é o único que tem poder de acessar os dados financeiros de quase todo mundo. Digo quase todo mundo, porque não me incluo nesses 600 mil. Minha conta bancária é de uma monotonia tediosa. Mas não me inibo em defender a privacidade dos outros, ricos ou pobres.

Em 13 anos de oposição, o PT nunca me fez mal. Espero o mesmo de Bolsonaro. Ambos têm seguidores agressivos. Mas nenhum pode como Toffoli mandar a Polícia Federal vasculhar meus computadores, incluir-me nos detratores do Supremo.

A democracia tropical, com a sua incessante troca de favores, está parindo um monstro. Uso a expressão num contexto institucional. Pessoalmente, Toffoli até se parece com um desses candidatos por quem suspiram velhas senhoras em busca de bons moços para votar.

Mas a ampliacão do seu poder pela captura de dados financeiros o transforma num Big Toffoli.

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ANDERSON BRAGA HORTA - SONETO ANTIGO

ORGULHO

Nômade sem destino, ave noturna,
sem fé, sem ilusões e sem coragem,
só descanso minha alma taciturna
dos carrascais na rústica estalagem.

Nas grutas penso ouvir-te a voz, soturna,
numa ânsia rude e estranha de selvagem
julgando ver-te a luz em cada furna,
vendo-te em tudo refletida a imagem!

E me devolve o olhar das lapas frias
as chispas de um desejo insatisfeito,
garras de fogo em desabrida luta.

Mas de orgulho emudeço, ante as harpias,
como se elas ferissem no meu peito
inerte coração de rocha bruta.

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SÓ FALTA UM