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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

A FLOR E A FONTE – Vicente de Carvalho

“Deixa-me, fonte!” Dizia
A flor, tonta de terror.
E a fonte, sonora e fria
Cantava, levando a flor.

“Deixa-me, deixa-me, fonte!”
Dizia a flor a chorar:
“Eu fui nascida no monte…
Não me leves para o mar.”

E a fonte, rápida e fria,
Com um sussurro zombador,
Por sobre a areia corria,
Corria levando a flor.

“Ai, balanços do meu galho,
Balanços do berço meu;
Ai, claras gotas de orvalho
Caídas do azul do céu!…”

Chorava a flor, e gemia,
Branca, branca de terror.
E a fonte, sonora e fria,
Rolava, levando a flor.

“Adeus, sombra das ramadas,
Cantigas do rouxinol;
Ai, festa das madrugadas,
Doçuras do pôr do sol;

Carícias das brisas leves
Que abrem rasgões de luar…
Fonte, fonte, não me leves,
Não me leves para o mar!”

As correntezas da vida
E os restos do meu amor
Resvalam numa descida
Como a da fonte e da flor…

SEVERINO SOUTO - SE SOU SERTÃO

AUGUSTO NUNES

A VERSÃO 2019 DE GILMAR É DESMORALIZADA PELO GILMAR DE 2016

Em 2016, na sessão do Supremo Tribunal Federal que aprovou o começo do cumprimento da pena depois da condenação em 2ª instância, o ministro Gilmar Mendes foi o mais veemente defensor da mudança que tornou o Brasil muito menos injusto.

Neste novembro de 2019, na sessão que ressuscitou o paraíso dos impunes, Gilmar foi o mais apaixonado partidário da volta ao passado vergonhoso. Compare o que disse Gilmar nas duas votações, separadas por menos de quatro anos. E vejam qual das versões de Gilmar é a desprezível.

2016: Praticamente não se conhece, no mundo civilizado, um país que exija o trânsito em julgado.

2019: A concepção que foi mantida por longos anos e até 2009 correspondia a um Código de Processo Penal de feição fascista.

2016: Evidentemente, e nós nos deparamos com isso todo dia, poderá haver, sim, situações de abuso, que nós reparamos com o habeas corpus.

2019: Mostrou-se que nos anos de 2017 e 2018, curiosamente nos anos seguintes à mudança de entendimento do STF sobre a execução provisória da pena, houve uma verdadeira explosão do número de impetrações do número de HCs no Supremo.

2016: Nós sabemos na nossa experiência: amanhã o sujeito planta, num processo qualquer, embargos de declaração e aquilo passa a ser tratado como rotina. Ora, o processo ainda não transitou em julgado. Vamos examinar, e daqui a pouco sobrevém uma prescrição.

2019: Obviamente, isto é uma questão que não pode justificar a ablação de uma norma constitucional. Ao revés: temos de melhorar é o sistema.

2016: Eu fico extremamente sensibilizado, e eu acho que os presídios brasileiros vão melhorar daqui pra frente, porque se descobriu que se pode ir para a cadeia.

2019: O caso Lula é um caso para estudo porque, de fato, mostrou como o sistema funciona mal, e eu ainda não estou falando de The Intercept.

2016: Depois desses episódios de Curitiba houve uma evolução: o banho frio de Curitiba, agora, foi substituído até por chuveiro elétrico.

2019: Tínhamos um encontro marcado com as prisões alongadas de Curitiba.

2016: Não há nenhuma dúvida de que a realidade mostra que nós precisamos, sim, levar em conta não só o aspecto normativo, que legitima a compreensão da presunção de inocência, como também levar em conta a própria realidade, que permite que exigir o trânsito em julgado formal transforme o sistema num sistema de impunidade.

2019: Ninguém poderá ser preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada da autoridade judiciária competente em decorrência de sentença condenatória transitada em julgado, ou no curso de investigação, ou do processo em virtude de prisão temporária ou prisão preventiva.

O modelo 2016 mostra um ministro em busca de Justiça. A versão 2019 escancara um advogado de Lula disfarçado de juiz.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto,

Alerte todos os leitores e leitoras dessa gazeta escrota, para que permaneçam atentos e atentas e não se deixem alcançar por tão “horrível“ praga.

R. Êita peste!

Sequiessê um desmantelo da porra, meu estimado colunista fubânico.

Ao invés de praga, eu queria mesmo era ver a prega que margeia este fantástico pé-de-rabo.

Vôte!

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CHARGE DO SPONHOLZ

C A N A L H A S ! ! !

Scoundrel, sinvergüenza, farabutto, scélérat, Schurke e na língua pátria, Canalha!

O tratamento mais light ouvido dos políticos e até altos magistrados, nos dias de hoje, voltou ser o velho “canalha”.

Dizia o Millôr Fernandes que os grandes canalhas não só ficam ricos e poderosos, mas são eles que tiram a monotonia da vida, praticando grandes roubos e tramas sinistras na política. Para mostrar o charme pelo canalha basta dizer que uma das primeiras coisas que um turista faz ao chegar a Chicago é visitar o Museu Al Capone.

Mais duro foi o Nelson Rodrigues que disse: “No Brasil, quem não é na canalha na véspera é canalha no dia seguinte.” E.Riera

 

FRANCISCO ITAERÇO - MEUS RISCOS E RABISCOS

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

Esse alerta do Jornalista Josias de Souza sinaliza que o que está ruim, pode piorar.

Será que nos próximos dias tenhamos que sair às ruas com uma fita preta no braço indicando Luto pelo enterro da Lava Jato?