DEU NO JORNAL

DEU NO TWITTER

É DE FAZER PENA

* * *

O colunista fubânico Goiano escreveu a seguinte frase:

“Verifico, com tristeza, que colaboradores, articulistas e leitores, muitos dos participantes do Jornal da Besta Fubana, inclusive a editoria, estão participando de duas tentativas de desmanche: da imprensa e do Poder Judiciário.”

Agora, para aumentar a tristeza de Goiano, além da mundiça do JBF, até um jurista do porte de Modesto Carvalhosa, vem a público pra desmanchar mais ainda o Poder Judiciário, escrevendo uma frase sobre o STF, o órgão máximo desse Poder:

Carvalhosa, que não chega nem perto de Goiano em termos de Ciências Jurídicas, afirma, diz, escreve e assina embaixo que STF se transformou numa “Central Única de Corrupção“.

Agora é que Goiano vai ficar triste mesmo.

Chega faz pena.

Coitado…

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LEVI ALBERNAZ – ANÁPOLIS-GO

Caro Editor;

No noticiário da grande mídia o Presidente Jair Bolsonaro já foi chamado de muitas coisas:

– Racista;
– Nazista;
– Homofóbico;
– Machista;
– Taxista;
– Frentista;
– Dentista;

Eu estou  aguardando a chega do dia em que vão chamá-lo de CORRUPTO

Abraços

DEU NO JORNAL

DOIS FICHAS LIMPAS

O voto de Gilmar Mendes no julgamento sobre a prisão em segundo grau vai durar apenas dez minutos, diz a Folha de S. Paulo.

Na verdade, sua opinião poderia ser resumida a duas palavras: Lula livre.

* * *

Este jornal, a Folha de S.Paulo, que já sabe com antecedência a duração do voto de um ministro do STF, é o cabeça daquela grande imprensa citada numa mensagem do colunista Goiano, publicada numa postagem aí embaixo, na seção de cartas.

A grande imprensa que, segundo Goiano, vem sofrendo “tentativas de desmanches” e sendo barbaramente criticada.

E isto só porque é uma imprensa noticiosa, isenta e imparcial.

É só olhar pra Folha e pro Jornal Nacional pra constatar isto.

São dois exemplos de isenção e imparcialidade que criticam o errado e elogiam o certo do governo Bolsonaro.

Sendo que as matérias ressaltando as coisas certas feitas por Bozó são mais de 99% do noticiário da Folha e do Jornal Nacional.

O jurista fubânico Goiano já aplaudiu antecipadamente o voto de Gilmar pelo “Lula Livre“.

Gilmar é um dos mais ilustres componentes daquele poder que, junto com a imprensa, bem sendo desmanchado por “colaboradores, articulistas e leitores” do JBF, segundo escreveu Goiano.

Pra fechar: o voto de Gilmar será bem fundamentado, justo, isento, apartidário e de notável saber jurídico.

Um ficha limpa votando pela libertação de outro que tem a ficha mais limpa ainda.

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES ANÔNIMAS INTELIGENTES

“Quando você finalmente consegue entender que as pessoas não têm a mesma obrigação de agir da mesma forma que você agiria, você começa a economizar tempo e decepções.”

“Por mais que tudo pareça estar perdido e nada faça sentido. Saiba que nada é por acaso! Aquilo que não te ensina te aperfeiçoa.”

“Na vida temos um antes, um durante e um depois, por isso pense antes e aproveite o durante para não se arrepender depois.”

“Dizem quem perde o telhado ganha as estrelas. É assim mesmo. Às vezes perdemos o que não queríamos, mas conquistamos o que nunca imaginávamos.”

“Não há quantidade de culpa que possa mudar o passado e nenhuma quantidade de ansiedade que possa mudar o futuro.”

“Um pássaro, enquanto repousa em uma árvore nunca teme que o galho se quebre, pois sua confiança não está no galho, mas em suas asas. Confie em si mesmo.”

“Você não tem que estar feliz toda hora. Não há problema em se sentir triste, irritado, ansioso. Isso não faz de você uma pessoa negativa. Apenas lhe faz humano!”

“Nunca deixe de lutar por medo de errar ou de se machucar. As feridas com o tempo se curam, mas as oportunidades não voltam.”

“Aprender com os próprios erros é muito romântico, porém aprender com os erros dos outros é mais inteligente.”

“Se ficarmos reparando os defeitos das outras pessoas nunca iremos participar da vida, pois vamos nos contentar com nossas desculpas.”

“Amar ao próximo inclui, principalmente, ter amor próprio, pois o mais próximo que você tem de si mesmo é você.”

“A verdadeira força advém da capacidade de dominar o seu descontentamento com o outro e compreender que cada um é aquilo que tem a capacidade de ser.”

“Quando a situação for boa, desfrute-a. Quando a situação for ruim, transforme-a. Quando a situação não puder ser transformada, transforme-se.”

“Por mais inteligente que alguém possa ser, se não for humilde, o seu melhor se perde na arrogância. A humildade é a parte mais bela da sabedoria.”

“A distância é intrigante. Tem quem fique distante ao nosso lado. E quem continue ao nosso lado, mesmo distante.”

“Talvez um dia a gente entenda que certos afastamentos por mais dolorosos que sejam, servem para evitar dores maiores.”

“A solidão é perigosa. É viciante. Uma vez que você se dá conta de quanta paz há nela, você não quer mais lidar com as pessoas.”

“Não é o desafio com que nos deparamos que determina quem somos e o que estamos nos tornando, mas a maneira com que respondemos ao desafio.”

“Meça muito bem as palavras, porque uma coisa é a intenção de quem as profere e outra diferente é a condição de quem as ouve.”

“Diga aquilo que te incomoda quando está te incomodando, e não quando está insuportável. Assim, você poderá usar suas melhores palavras e não suas piores ofensas.”

“O crescimento é doloroso. A mudança é dolorosa. Mas nada é tão doloroso quanto ficar preso em algum lugar que você não pertence.”

DEU NO JORNAL

SOLTANDO LIGEIRO

Assim como Gilmar Mendes, Dias Toffoli também não quer perder tempo no julgamento da prisão em segundo grau.

De acordo com a Folha de S. Paulo, “o presidente da corte e possível voto de minerva tem dito que fará exposição enxuta, de menos de 20 minutos”.

O objetivo é soltar os criminosos antes que você possa reclamar.

* * *

Ligeiro que só coceira de macaco e curto que só coice de preá.

É vapt-vupt.

Mais uma ardilosidade pra soltar bandidos e corrruptos que vai receber os calorosos aplausos do Goiano.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

ARROGÂNCIA ILIMITADA

O enfermeiro Adamastor da Silva foi contratado por uma empresa terceirizada na área de saúde para trabalhar como maqueiro no setor de emergência de um grande hospital do Recife.

Apesar de sua larga experiência no setor de atendimento aos enfermos em hospitais particulares, o maqueiro Adamastor da Silva se assustou no primeiro dia de trabalho no dito hospital público ao ver tanta miséria espalhada nos corredores emergenciais: gente acidentada, estropiada, mutilada, um verdadeiro campo de guerra onde os doentes morrem e ninguém toma conhecimento.

Um caos!

Quando estava cursando enfermagem, o maqueiro aprendeu que, segundo a constituição cidadã, “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma da constituição.” Mas o que ele viu na prática do dia a dia naquele hospital foi o avesso do avesso do que determina a constituição, onde os direitos nela assegurados não passam de devaneio, quimera, utopia!

Já quase adaptado ao clima de guerra hospitalar, onde um amontoado de pobre e desassistido pelos governos apodrecem esquecido nos corredores do inferno, tamanha era a carnificina nos corredores sem leitos, sem macas, sem decência, o maqueiro assistiu a um caso inusitado de arrogância e prepotência humanas sem limites, mesmo dentro de um hospital onde impera a miséria, o descaso, a negligência, a falta de infra-estrutura que deem decência e dignidade ao ser humano!

Certo dia, cinco da manhã de uma segunda-feira chuvosa, dá entrada no hospital um casal de jovens já mortos, vítima de um terrível acidente ocorrido numa famosa e movimentada avenida do bairro do Recife. Pelos indícios colhidos nas primeiras investigações policiais, tinha havido consumo de bebida e uso de drogas, pois o interior do veículo estava abarrotado de provas.

Assim que tomou conhecimento do trágico acidente que, infelizmente, ceifou a vida do belo casal, a família, prepotente e arrogante, correu ao hospital e, todos, com trajes formais e de óculos escuros, adentraram ao setor de emergência e procuraram o médico de plantão exigindo dele a transferência do casal para um hospital particular onde, acreditavam, seriam melhores atendidos. E partiram para cima do médico plantonista com toda a força da ignorância e prepotência que regem o ser humano que, por se acharem mais capazes por terem posses, podem mandar no mundo e darem as ordens do que deve ser feito ou não.

– Doutor, aquele casal que deu entrada hoje de manhã aqui no hospital são nossos filhos e queremos que com urgência o senhor autorize a transferência deles para um hospital mais decente!

E antes que o médico falasse que seria um procedimento difícil e que…

– Doutor, nós estamos ordenando a transferência do casal e o senhor não tem que pensar, não! O senhor é servidor da gente! Queremos que o casal seja transferido e agora! E o senhor vai assinar a transferência sobre pena de responsabilidade civil e desacato à autoridade!… Ou o senhor não sabe com quem está falando!?…

E, entes que o médico tentasse explicar novamente o trágico falecimento do casal, uma das madames se achando dona da banana preta, ordenou ao médico:

– Doutor, se o senhor não assinar o termo de transferência do casal com urgência para um hospital mais decente, nós vamos processá-lo por quaisquer danos estéticos e materiais irreparáveis provocados nos jovens, ouviu isso?!…

Foi quando o médico, polido e educado, com larga experiência na área plantonista, acostumado a lidar com tais situações, contraiu a testa, levantou-se da cadeira, abotoou o jaleco e, como um Buda Nagô, foi até o corredor com a comitiva e disse:

– Desculpe-me se estou sendo indelicado com vocês!… Entendo a situação!… Tenho mais de quarenta anos de experiência como plantonista e já passei pelo inimaginável na área hospitalar!… Mas lamento informá-los: O casal que vocês procuram deu entrada na emergência do hospital já sem vida!… Está lá no necrotério!…Se quiserem ver os corpos me acompanhem!…

Foi nesse momento que duas das madames que acompanhavam o grupo caíram, desmaiadas, e precisaram ser socorridas ali mesmo pelo médico que antes elas afrontavam, davam ordens e o ameaçavam por irresponsabilidade civil e desacato a autoridade…

Só o motorista que servia a comitiva teve a coragem de ir até o necrotério “espiar” os corpos dos jovens que pareciam dois anjos dormindo.

DEU NO JORNAL

SUPREMA DROGA FEDERAL

Na semana em que retomará o julgamento sobre prisão após condenação em segunda instância, com grande possibilidade de um retrocesso vergonhoso, o Supremo Tribunal Federal (STF) retirou da pauta outro julgamento bem mais importante para os brasileiros: a ameaça de legalização de todas as formas de drogas no Brasil.

A apreensão é grande porque a votação está favorável às drogas: 3×0.

Bastam mais três votos para drogas e drogados terem maioria no STF.

Além de novamente legislar sobre matéria da competência do Congresso, o STF pode cometer um erro de custo elevado.

O relator, Gilmar Mendes, acha inconstitucional proibir o porte e uso de quaisquer drogas porque isso conspira “contra o direito de ir e vir”.

Por analogia, Elisa Matsunaga não seria presa ao transportar o marido esquartejado na mala, tampouco alguém flagrado portando arma ilegal.

* * *

Num sei nem o que diga… num sei mesmo…

Num tô a fim de me ocupar do STF neste início de semana e de mês.

Deixei até de responder a uma carta, numa postagem aí embaixo, pra não me arretar com esse assunto de togas bostosas.

Preciso preservar a minha saúde.

Já basta a gripe que me atacou.

Num quero falar da suprema droga federal pra não ter que sujar meu pinico vomitando de novo.

Deixa pra lá.

Agora vou tomar minhas drogas: dois comprimidos e um chá.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

NOSSOS VIZINHOS – Parte I

Vizinhos são inevitáveis. Uma pessoa não pode viver isolada, afastada de todos. Um país também não. E como um país não pode mudar de endereço, é importante conhecer seus vizinhos e manter, na medida do possível, boas relações com eles.

Neste momento, dois importantes países que, como o Brasil, “moram” na América do Sul, estão passando por momentos delicados. E é importante acompanhar a sua situação, porque pode haver consequências para nós.

O primeiro caso é o da Argentina, e é muito fácil de explicar. Fazem uns oitenta ou noventa anos que a Argentina enveredou pelo caminho do estado grande e populista, muitos empregos públicos, muita corrupção, muito subsídio para transporte público, telefone, eletricidade e gasolina, muito populismo. Alguns números, só como aperitivo:

– Das 23 províncias argentinas, 7 têm mais gente empregada pelo estado do que na iniciativa privada. Em apenas duas o funcionalismo público representa menos de 30% do total de empregos.

– Segundo o Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, a Argentina tem a maior carga tributária dos 138 países analisados.

– Os gastos públicos estão muito perto de 50% do PIB.

– Nos últimos 50 anos, a Argentina já declarou calote de sua dívida externa quatro vezes (1982, 1989, 2002, 2004).

– Entre 1960 e 1994, a inflação média foi de 127% ao ano. Em 2012, a presidente Cristina Kirchner proibiu a divulgação de dados sobre a inflação, sob pena de prisão.

– Em 2013, seis pesos compravam um dólar. Hoje são precisos sessenta pesos, ou seja, a moeda vale um décimo do que valia seis anos atrás.

– Durante o governo dos Kirchner, a reestatizada Aerolíneas Argentinas recebia do governo dois milhões de dólares por dia.

Outra coisa importante: quando Macri ganhou as eleições em 2016, a imprensa do mundo se apressou em chamá-lo de “neoliberal” e “de direita” (ou “extrema-direita”). Não é verdade. Macri apenas não faz parte do mesmo grupo político dos Kirchner, mas manteve uma política quase igual: subsídios, congelamentos, aumento descontrolado da dívida, emissão descontrolada de dinheiro.

Com o fim do governo Macri e o retorno da turma dos Kirchner, um monte de gente (a Globo, a Veja, a Folha e todos os inteligentinhos que cursam humanas numa federal) vai fingir que estava tudo maravilhoso até 2015 e vai repetir sem parar que os problemas da Argentina são culpa exclusivamente “da direita”, e que mais uma vez está “provado” que capitalismo e liberalismo “não funcionam”. Repito: o governo Macri não foi nem de direita, nem capitalista, nem liberal. Aliás, se os economistas da esquerda tivessem razão, a Argentina estaria rica, porque o governo Macri fez exatamente o que a esquerda defende: aumentar impostos para os “ricos”, criar dívida e gastar muito. Só que a teoria desenvolvimentista (aumentar os gastos do estado estimula a economia) é tão furada quanto a teoria da terra plana.

Os números da Argentina são tão feios que eu realmente não imagino que tipo de medidas o novo governo vai tomar para tentar esconder o problema – resolver o problema, evidentemente, é algo que nem passa pela cabeça deles. Não é absurdo pensar em uma situação similar à dos venezuelanos em Roraima, só que desta vez nos estados do sul.

(Semana que vem falarei de outro vizinho, o Chile)

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