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A PALAVRA DO EDITOR

UMA GAZETA TERAPÊUTICA

Eu vivo dizendo e tem neguinho que não acredita:

Aqui nesta gazeta escrota tem de tudo e mais alguma coisa.

Tem até gente defendendo o STF!!!

Defendendo o STF e suas sentenças, vitimizando esse antro de canalhas togados, essa fossa entupida de dejetos imundos, essa facção petralha que faz nosso país passar vergonha no mundo inteiro.

Gente dando “aulas de direito” exaltando o torto e o errado.

Aulas de Direito Torto.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Mas isto tem seu lado bom:

Argumentos vindos de petistas que dizem que Lula é honesto, que é vítima de injustiça e que é um “prisioneiro político“, nos dão a consciência de que estamos no rumo certo.

Nós, que odiamos bandidagem e celebramos o fato de que estamos há exatamente um ano sem qualquer notícia de corrupção no governo federal, estamos satisfeitos.

E isto faz um bem enorme pra nossa paz interior.

Afaga o nosso ego e levanta o nosso astral.

O JBF é um antro terapêutico.

“É um jornal tão safado, desonesto e indecente que até eu leio”

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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOÃO FRANCISCO – RIBEIRÃO PRETO-SP

Toda pessoa é inocente até trânsito em Julgado. É o que está na CF e também temos o princípio da presunção da inocência.

Também temos na CF o princípio da proteção da sociedade contra pessoas que transgridem a Lei e a colocam em perigo, sendo, neste caso o papel do Estado punir e afastar estes indivíduos do convívio de acordo com a gravidade de seus delitos para punição (em primeiro lugar) e reeducação.

No Brasil temos 4 instâncias de tribunais: o da comarca, onde é feito o julgamento segundo análise do inquérito, com provas, testemunhas, acusação e defesa. O Juiz dá a sentença.

Caso uma das partes (promotoria ou defesa) não se sinta satisfeita, pode recorrer a um tribunal, onde as provas e os depoimentos das testemunhas serão revistos por um colegiado de desembargadores.

Nesta fase não se produzem novas provas ou se ouvem novas testemunhas. O que será julgado aqui é se as provas e testemunhas foram sólidas o suficiente para manter ou não o julgamento da primeira instância. Após esta fase considera-se que já temos o trânsito em julgado, pois o mérito do julgamento já foi feito

A terceira instância, o STJ (criado na CF de 1988) verifica a uniformização das Leis. O Brasil, com 27 estados, mais o DF pode ter formas diferentes de interpretação da Lei. Nesta faze não são mais analisadas as provas obtidas, tampouco testemunhas. Inúmeros recursos podem ser interpostos, sendo que estes abarrotam as turmas do STJ e podem levar anos para serem analisados.

O STF em princípio é um tribunal constitucional. Serviria apenas para dar parecer se todo o trâmite até então não feriu a CF. Com todos os recursos que podem ser impetrados até esta fase até que se dê a decisão final, pode-se esperar até 20 anos (caso do ex pref. de SP Paulo Maluf).

Houve também o caso do Assassino confesso Pimenta Neves que matou sua companheira com um tiro pelas costas, cujo processo levou mais de 10 anos para sair a confirmação de sua condenação pelo STF.

Nos dois casos acima sitados temos em comum que os réus eram famosos, poderosos e que contrataram os advogados mais caros que se pode. O Maluf provavelmente utilizou de dinheiro da corrupção par pagar sua banca de advogados.

Está claro portanto que o mérito do julgamento termina na 2ª instância e é assim em todos os países da ONU, com exceção do Brasil.

O Fato de uma pessoa ser presa após o julgamento em 2ª instância não esgota a possibilidade de concessão de Habeas Corpus para preservar a liberdade em casos raros de flagrante equívoco das instâncias inferiores.

Também há os casos das prisões preventivas de criminosos que representam risco imediato a sociedade (criminosos, traficantes e criminosos do colarinho Branco).

O Brasil não pode ser a exceção no mundo quanto a esta questão, pois cria uma sensação de impunidade na sociedade e no restante dos outros países, que verão o pais como um paraíso de criminosos e terão receio de fazer investimentos ou visitá-lo.

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ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

HOMENAGEM DE MANUEL BANDEIRA AOS POETAS DO REPENTE

O repentista Otacílio Batista (1923-2003) era o mais novo dos três famosos irmãos Batistas, sendo os outros, Lourival (1915-1992) e Dimas (1921-1986). Todos eram descendentes todos eram descendentes de família tradicional de poetas e cantadores do Nordeste brasileiro. Alguns dos seus versos foram musicados pelo compositor Zé Ramalho, como os que deram origem a canção “Mulher nova, bonita e carinhosa“, gravada inicialmente pela cantora Amelinha e depois pelo próprio Zé Ramalho.

Este mestre na arte do improviso cantado foi reverenciado até pelo notável poeta do modernismo brasileiro, o pernambucano Manuel Bandeira (1886-1968), que, em 1960, publicou no seu livro Estrela da Tarde, um poema exaltando os repentistas, após ter assistindo um festival de violeiros no Rio de Janeiro, com a presença de alguns dos grandes nomes da cantoria de viola da época, dentre eles, os irmãos Dimas e Otacílio Batista.

CANTADORES DO NORDESTE

Anteontem, minha gente,
Fui juiz numa função
De violeiros do Nordeste
Cantando em competição,
Vi cantar Dimas Batista,
Otacílio, seu irmão,
Ouvi um tal de Ferreira,
Ouvi um tal de João.
Um, a quem faltava um braço,
Tocava cuma só mão;
Mas, como ele mesmo disse,
Cantando com perfeição,
Para cantar afinado,
Para cantar com paixão,
A força não está no braço:
Ela está no coração.
Ou puxando uma sextilha
Ou uma oitava em quadrão,
Que a rima fosse em inha
Que a rima fosse em ão,
Caíam rimas do céu,
Saltavam rimas do chão!
Tudo muito bem medido
No galope do Sertão.
A Eneida estava boba;
O Cavalcanti, bobão,
O Lúcio, o Renato Almeida;
Enfim, toda a comissão.
Saí dali convencido
Que não sou poeta não;
Que poeta é quem inventa
Em boa improvisação,
Como faz Dimas Batista
E Otacílio seu irmão;
Como faz qualquer violeiro,
Bom cantador do sertão,
A todos os quais humilde
Mando minha saudação!

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CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

INSTINTO PERVERSO X PODER JUDICIÁRIO

José e Pedro moravam desde criança na favela “Roletrando”, “formada” à margem do Rio Capibaribe. José cresceu trabalhando com o pai na mercearia “Secos e Molhados”, que dá para frente da “praça” principal dos barracos. O espaço no entorno da praça foi crescendo com a chegada do progresso. Como José trabalhava muito com o pai, pois não podia deixá-lo só no comércio, ofereceu o espaço que ganhara na praça para Pedro. Espaço esse cedido a José pela prefeitura do município para vigiá-lo e instalar um quiosque para vender lanches às pessoas que paqueravam no local, à noite. Pedro rejeitou a proposta, afirmando que sua ambição era mais alta, que não tinha nascido para ganhar dinheiro a retalhos. Isso era coisa de gente sem visão!

Depois da rejeição de Pedro, José vendo no negócio uma grande oportunidade de crescimento, começou a vender alimentos que os paqueradores procuravam quando faziam cooper. Vendia de um tudo que fosse comestível! E o comércio foi crescendo, progredindo. Enquanto José trabalhava com o pai no “secos e molhados” e no negócio dele, Pedro foi crescendo e se envolvendo com más companhias e entrando no mundo do crime: Furtos, roubos, homicídios, latrocínios e tráficos de entorpecentes…

Um dia Pedro passou em frente do comércio de José e percebeu que ele estava organizado, com dinheiro! Estava faturando! Ele se juntou com os comparsas da gangue da favela e planejou assaltar o comércio.

Dia e hora marcados chegaram lá quando José estava organizando as mercadorias nas prateleiras. Anunciou o assalto, roubou todo o dinheiro do apurado do dia anterior e, como José o reconheceu e perguntou-lhe “por que estava fazendo aquilo e justo com ele”, Pedro não teve demora: deu um tiro na testa de José, pegou duas garrafas de bebidas e se mandou com os comparsas para comemorar na favela. Mas antes de se mandar, atirou também no pai de José, que vinha chegando para a labuta, acertando-lhe dois tiros no peito, fugindo em seguida com os comparsas.

Pegos no mesmo dia pelo delegado de polícia com o dinheiro do roubo e o revólver que atirou em José e no pai, foram presos na cadeia local. De logo, apareceram dois advogados criminalistas de olho na grana que Pedro e seus comparsas haviam roubado do armazém. Foram para a Audiência de Custodia. Depois de interrogados pelo juiz de plantão, este resolveu relaxar a prisão preventiva da gangue por entender que eles não ofereciam perigo à comunidade, apesar de terem confessado o crime e serem contumazes em roubos na localidade, além de traficarem drogas!

É doloroso afirmar, mas José e o pai estão mortos. O comércio foi à bancarrota. A família foi à ruína! Os advogados que participaram da Audiência de Custódia surrupiaram o dinheiro que Pedro e a gangue roubaram no assalto. O Estado, por meio do Judiciário, tirou o cu fora da responsabilidade punitiva. É gente perversa, criminosa, que não faz nada, matando gente honesta, honrada, que produz e gera riqueza à nação, e ficando impune para matar e roubar outros inocentes com a anuência do estado juiz, via Poder Judiciário e as leis penais natimortas!

O Brasil não terá salvação enquanto existir um poder judiciário inerte, leniente, corrupto, escroto, escroque, vagabundo. Defensor de bandidos, latrocidas, pedófilos, terroristas, corruptos do colarinho branco. E um congresso nacional cheio de ladrões assaltando a nação e criando leis que só beneficiam a eles próprios, fomentando a impunidade!

Desabafo de um magistrado digno, honrado que, infelizmente, teve de se ater à lei e não pôde aplicar prisão perpétua a dois assassinos cruéis!