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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARAEL COSTA – JOÃO PESSOA-PB

Meu caro editor Luís Berto

Vendo a evolução dos costumes e sistemas sociais deste nosso país, com a proeminência de renomados marginais a ocupar todas as funções de estado porventura existentes ou por criar, acho que já é chegada a hora de nosso lídimo congresso nacional homenagear uma das figuras internacionais que melhor definiu o espírito do estado brasileiro, o General Charles De Gaulle, herói da Resistência Francesa contra o nazismo alemão e líder inconteste da formatação da 5ª República da França, na década 40, do século passado, pelo seu notável contributo para a análise psicossocial desse nosso cada vez mais avacalhado Brasil banânico.

Essa homenagem, acredito, deveria ser pelo estabelecimento de feriado nacional no dia 22 de novembro, data de nascimento desse icônico personagem da história mundial, e seria denominada “Dia da Semvergonhice Nacional”, ou qualquer outra denominação pomposa que nossos beletristas queiram atribuir à data.

Tais homenagens se constituirão a partir da aposição de uma estátua do insigne político no local hoje ocupado pela desmoralizada figura da justiça, frente ao supremo (ahh, ahh…) tribunal federal, inscrevendo-se em seu pedestal a mais que significativa análise da nação brasileira, que foi a frase “Le Bresil ne ce pas un pays très serieux”.

A par dessas comemorações, as repartições públicas dos três níveis e todas as escolas, oficiais ou particulares, deveriam apor em lugar de destaque uma foto desse insigne homenageado e sua frase, que no caso das escolas poderia ser escrita em português, mesmo.

E, olhe a dificuldade que muitos terão para lê-la.

Além disto, para propiciar melhores condições comemorativas, esse feriado deverá ser comemorado sempre às quintas-feiras, permitindo -se assim um feriadão consentâneo com a grandeza da data.

Vamos agir, pois ainda há tempo para a instituição da data no presente exercício.

Basta pedir assistência a Tofolote, para fazer andar a proposta com a mesma celeridade com que os processos de Luladrão caminham no supremo prostíbulo nacional, sob sua incomparável gerência.

Laboremos.

Com votos de um final de semana tranquilo e produtivo.

R. Meu caro, dizem os entendidos que esta frase não é de De Gaulle.

Ela foi pronunciada por um embaixador brasileiro nos anos 60.

Foi outra pessoa, e não De Gaulle, que deu este tiro certeiro: 

O Brasil não é um país sério

Mas, independentemente do autor, a frase está certíssima.

Um país que já elegeu Jânio Quadros, Collor, Lula e Dilma para a presidência da república, realmente não pode ser levado a sério.

Bom final de semana pra você também e pra toda a comunidade fubânica.

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É PRA DESCONFIAR…

O ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) está entre os que acham suspeita a presença de um navio do Greenpeace na região do despejo de óleo que sujou nossas praias.

Salles chama a ONG de “Greenpixe”.

* * *

Num é só o ministro não.

Eu também acho este fato muito suspeito.

Tudo que vem dessa militância abaitolada do Green-pixe me deixa desconfiado.

A militância xibungal do Green-pixe cagando num ambiente público, poluindo a praça, enchendo o saco dos cidadãos de bem e sujando o espaço em frente ao Palácio do Planalto

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NÃO TUITEM, NÃO MENCIONEM

Depois que Marcos Valério citou Lula como mandante do assassinato de Celso Daniel, me disseram que não é para mencionar a tag #LulaMandanteDoCrime, então não vou mais tuitar #LulaMandanteDoCrime. Todos chocados, ninguém esperava algo assim, portanto não tuitem #LulaMandanteDoCrime.

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

A GENIALIDADE DE GERALDO AMÂNCIO

O poeta cearense Geraldo Amâncio, um dos maiores nomes da cantoria de improviso da atualidade

* * *

O mundo se encontra bastante avançado
A ciência alcança progresso sem soma
Na grande pesquisa que fez do genoma
Todo o corpo humano já foi mapeado
No mapeamento foi tudo contado
Oitenta mil genes se podem contar
A ciência faz chover e molhar
Faz clone de ovelha, faz cópia completa
Duvido a ciência fazer um poeta
Cantando galope na beira do mar.

* * *

Olho a tela do tempo e me torturo
Vejo o filme do meu inconsciente,
Meu passado maior que o meu presente
Meu presente menor que o meu futuro;
Se a velhice é doença eu não me curo,
Que os três males que atacam um ancião:
São carência, desprezo e solidão,
E é difícil escapar dessa trindade;
Se eu pudesse comprava a mocidade
Nem que fosse pagando a prestação.

* * *

Registrando o passado e o presente,
Para tudo o cordel tem sempre espaço:
Pra amor, pra política, pra cangaço,
Romaria, promessa e penitente,
Retirante, romeiro, presidente,
Seca, fome, fartura, inundação.
Qualquer um que quiser informação,
Nele encontra o melhor documentário,
O cordel completou um centenário
Viajando nas asas do pavão.

* * *

Entre os Dez Mandamentos dos sermões,
Respeitar pai e mãe é o primeiro,
O defeito de um filho é ser grosseiro;
A virtude dos pais é serem bons.
Todo filho tem três obrigações:
Escutar, respeitar e obedecer;
Respeitar pai e mãe é um dever;
Esquecer mãe e pai é grosseria,
Se não fossem meus pais, eu não teria
O direito sagrado de viver.

* * *

Com pintura e poesia
Nossa festa está completa;
Não tem quase diferença
Do pintor para o poeta:
Eu trago a imagem abstrata,
E ele a imagem concreta.

* * *

Itapetim és a pista
De Louro, Otacílio e Dimas
Aonde o carro das rimas
Obedece ao motorista
Que cada página é revista
Escrita em diversas cores
És do Pajeú das Flores
A mais poética cidade
Itapetim, faculdade
Que diploma cantadores.

* * *

Monteiro berço divino
De povo alegre e feliz,
De Pinto, de Jansen Filho,
De Heleno e de Diniz;
O chão que deu quatro estrelas
Não foi céu porque não quis.

* * *

Quem não cantar do meu tanto
Não acompanha o meu passo,
Não tem a força que eu tenho,
Quando manejo o meu braço,
Não planta a roça que eu planto
Nem faz verso que eu faço.

* * *

Na vida de Michael Jackson
Eu digo o que aconteceu
Não tinha fama arranjou
Era pobre enriqueceu
Era preto ficou branco
Mudou de cor e morreu.

* * *

Eu sei que Jesus do céu me conhece,
Gosta do meu verso, dessa propaganda.
Se eu peço um repente, o Cristo me manda,
Me manda ligeiro, pois lá do céu desce.
Depois, na cabeça, o verso aparece,
Me desce pra boca pr’eu pronunciar.
Inda tem um anjo para me ajudar.
E tem uma máquina nesse meu juízo:
Não faz outra coisa, só faz improviso
Nos dez de galope na beira do mar.

* * *

GERALDO AMÂNCIO CANTANDO COM VALDIR TELES

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A ASSOMBRAÇÃO DA FLORESTA

Tanto quanto as ONGs que ganharam muito dinheiro na sua época, Marina Silva mantém vexatório silêncio sobre o petróleo venezuelano no litoral do Nordeste.

Em 2022 ela reaparecerá pedindo votos.

* * *

Essa assombração maligna, esse lobisomem aterrador, esse papa-figo que atende pelo nome de Marina Silva, é um animal típico do catálogo dinossáurico das zisquerdas banânicas.

Até agora não mostrou o fucinho pra cobrar de Maduro a merda que a Venezuela fez nas lindas praias daqui do nordeste.

A Gandhi da Amazônia está no fundo do mar, onde fica hibernando até a próxima eleição presidencial.

Eu soube que na última eleição presidencial teve gente que votou nela.

Assim como teve gente que votou em Haddad.

Eu só acredito nisso porque é um dado oficial, consta dos mapas do TSE.

Como dizia meu saudoso pai, gente besta e mato é o que mais tem no mundo.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

CARLITO LIMA - HISTÓRIAS DO VELHO CAPITA

JÚLIA & JÚLIO

Ana Júlia quando aparecia de biquíni na praia da Avenida Paz fascinava os homens. O pai, viúvo, funcionário público, esforçava-se para lhe dar conforto e educação. Ela estudava numa escola pública e não teve muita dificuldade em passar no vestibular de medicina.

Júlio Fonseca e Ana Júlia eram namorados, inseparáveis depois da praia, gostavam de conversar e tomar cerveja no Castelinho, um bar-restaurante instalado no coreto da Avenida. Na primeira cerveja, eles brindavam, batendo os copos, recitando um poema de Carlos Pena Filho:

“São trinta copos de chope… São trinta homens sentados… Trezentos desejos presos… Trinta mil sonhos frustrados…”

Os dois se entendiam, almas gêmeas, era tempo das jovens virgens antes do casamento. Naquela época houve um Congresso de Plantadores de Cana em Maceió. Ana Júlia foi trabalhar como recepcionista durante a semana. Todas as noites um senhor visitava o estande. Encantou-se com a jovem, alegre e sensual.

Fazendeiro em Minas Gerais, separado, rico, o coroa solitário e bonito apaixonou-se. Ana Júlia até que simpatizou, ele prometeu o Céu, a Terra e o Mar se ela o quisesse. Quinze dias depois do Congresso ele retornou a Maceió, procurou Júlia. Conheceu o pai da jovem, queria casamento. Foi um reboliço na família. Um rico fazendeiro de 30 anos, apaixonado e louco para casar com uma jovem de 18 anos, cursando a Faculdade de Medicina.

Quando Júlio soube pela própria namorada que iria casar, levou um choque, ficou nocauteado e mudo. Foi como se um feixe de flechas tivesse lhe atravessado o tórax, o coração. Descobriu que amava Júlia loucamente. Tudo muito de repente

Na véspera da viagem, eles se encontraram na boca da noite no Castelinho. A namorada estava deslumbrante. Emocionados brindaram ao futuro. Quando se olharam nos olhos, os dois marearam. Ele não se conteve, sussurrou no ouvido de Júlia: “Lhe amo, lhe amo, lhe amo e nunca lhe esquecerei…”

Os dois choraram abraçados. Quando refreou a comoção, Júlia abriu o coração: estava casando por necessidade, seu pai tinha câncer, o tratamento era caríssimo. O noivo prometeu levá-lo para um tratamento moderno em São Paulo. O pai, não imaginava a história verdadeira, deu sua vida batalhando por ela, merecia essa loucura pragmática. Tinha chegado sua vez de retribuir, mesmo sacrificando sua juventude.

De mãos dadas, os dois namorados passearam mudos pela Avenida. Em certo momento, desceram à praia. Num ímpeto natural, abraçaram-se.

Ele beijou e lambeu o longo pescoço da amada, enquanto ela sussurrava seus ais e num grito abafado pediu: “Quero você, quero você, me possua, entre em mim…”

Os dois se uniram abraçados, beijando na boca, chegaram juntos ao êxtase, à apoteose. Ouviram pássaros marinhos cantarem àquela hora da noite.

Uma semana depois Ana Júlia casou-se com o fazendeiro apaixonado. Ficou morando na fazenda em Três Corações, numa enorme casa de 8 quartos, 4 salas, 5 banheiros. Sem condições de estudar medicina.

Alguns anos se passaram, Júlio pouco viu Júlia quando ela passava em Maceió. Aproximou-se certa vez para dar os pêsames no enterro de seu pai. Havia certo afastamento, um tratamento respeitoso, ou medo deles mesmos.

Nesse ano da graça de 2019, Júlio, coroa enxuto e alegre, bom folião, preparou-se para o carnaval e foi desfilar no Bloco da Nêga Fulô no domingo.

Brincava entre casais amigos na rua, de repente tomou maior susto ao se deparar com uma mulher madura, exuberante que dançava e pulava. O coração bateu forte, feliz emoção ao reconhecer Júlia com o esplendor de sua maturidade e alegria, pulando e cantando as marchinhas de carnavais antigos. Abraçaram-se, em rápida conversa marcaram encontro no dia seguinte, segunda-feira de carnaval, almoçar no Restaurante Maré.

Embora Júlio seja um cidadão correto, engenheiro, casado com três filhos, a fidelidade nunca foi seu ponto forte. No outro dia ao meio-dia ele estava sentado no deck da Lagoa Mundaú. Júlia desceu de um táxi com elegância e beleza, Aproximou-se sorrindo, deu um beijo em sua face, sentou-se a seu lado.

Ela desabafou. Contou seu sofrimento com o marido mineiro, extremamente ciumento, violento, e raparigueiro, “qualidades” que só apareceram depois do casamento. Tem uma filha e uma neta, lindas. Certo dia, Ricardo teve um derrame, um AVC, ficou andando e falando com muita dificuldade. A cadeira de rodas tornou-se sua prisão.

Foi uma liberdade para Júlia, mudou radicalmente sua vida. Antes de viajar para Maceió, chegou-se bem perto de seu desvalido esposo e comunicou que estava tirando férias, viajando à sua amada e bela terra. As lágrimas correram nos olhos de Ricardo. Ela não sentiu peso de culpa, nem arrependimento. Deixou uma enfermeira cuidando do marido

Benedito, o garçom, encheu novamente os copos de cerveja, eles sorrindo, brindaram: “São trinta copos de chope… São trinta homens sentados… Trezentos desejos presos… Trinta mil sonhos frustrados…”

Terminaram a tarde num motel. Felizes como vivessem ainda nos gloriosos anos da juventude. Soltaram desejos presos, realizaram sonhos frustrados.

Naquela mesma tarde, em Minas Gerais, choveu muito. Trovoadas e relâmpagos caíram na distante fazenda, Ricardo dormia na suntuosa cama de casal. Só à noite a enfermeira percebeu: seu patrão abraçado ao travesseiro havia morrido.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA