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OS BANDIDOS BENEFICIADOS PELOS PARCEIROS DO SUPREMO

Caso o Supremo derrube hoje a prisão em segunda instância, 38 condenados na Lava Jato do Paraná poderão ser imediatamente beneficiados.

Todos já cumprem pena no regime fechado, semiaberto ou com uso de tornozeleira e têm multas pendentes de pagamento na Justiça, da quais também se livrariam, por enquanto.

Entre os que poderão sair da cadeia, caso a prisão volte a ser permitida após o trânsito em julgado, estão Lula, José Dirceu e Sergio Mendes (dono da Mendes Júnior), por exemplo.

Alguns, apesar cumprirem pena na prisão, deverão continuar na cadeia porque também têm prisões preventivas. É o caso de Eduardo Cunha e Sergio Cabral.

Veja abaixo a lista de todos os beneficiários:

1 – Roberto Gonçalves
2 – Ivan Vernon Gomes Torres Junior
3 – Luiz Eduardo de Oliveira e Silva
4 – Julio Cesar dos Santos
5 – Pedro Augusto Corte Xavier
6 –  Roberto Marques
7 – João Cláudio de Carvalho Genu
8 – Leon Denis Vargsa Ilario
9 – Gerson de Mello Almada
10 – Luiz Inacio Lula da Silva
11 – Dario Teixeira Alves Junior
12 – Sonia Mariza Branco
13 – Eduardo Cosentino da Cunha
14 – Delubio Soares de Castro
15 – Enivaldo Quadrado
16 – Natalino Bertin
17 – Ronan Maria Pinto
18 – Raul Henrique Srour
19 – Luiz Carlos Casante
20 – Flavio Henrique de Oliveira Macedo
21 – João Augusto Rezende Henriques
22 – Jorge Luiz Zelada
23 – Salim Taufic Schahin
24 – Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho
25 – Sergio de Oliveira Cabral Santos Filho
26 – Sérgio Cunha Mendes
27 – Alberto Elísio Vilaça Gomes
28 – José Dirceu de Oliveira e Silva
29 – Fernando Antônio Guimarães Hourneaux de Moura
30 – João Procópio Junqueira Pacheco de Almeida Prado
31 – Márcio de Andrade Bonilho
32 – André Luiz Vargas Ilário
33 – Ricardo Hoffmann
34 – José Carlos Costa Marques Bumlai
35 – Renato de Souza Duque
36 – João Vaccari Neto
37 – Jorge Afonso Argello
38 – Eduardo Aparecido de Meira

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O CRIME ESTÁ VENCENDO: MAIS UM VOTO A FAVOR DOS BANDIDOS

* * *

O jumento Polodoro já está afiando a pajaraca no furico da sua parceira, a égua Carminha.

Nosso estimado quadrúpede está ansioso pra cruzar com essa gangue de vagabundos togados que vota a favor dos comparsas de quadrilha.

Num vai sobrar uma única prega suprema!!!

Polodoro afiando a bimba no rabo de Carminha: a banda bandida do STF que aguarde na fila

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO LEAL – BRASÍLIA-DF

Meu amigo Luiz Berto,

Bonita banana, que você deu para a nossa suprema merda.

Berto, já estou perdendo a esperança de ver homens de verdadeiro espirito publico tocando nosso pais.

Quando vejo um bando de venais e picaretas decidindo o destino do maior ladrão que esse pais já produziu, fico desesperançado.

E o pior é que o fela-da-puta nasceu em Garanhuns, no nosso Pernambuco, para fazer a gente passar vergonha.

Ainda bem que temos o Jornal da Besta que nos faz desopilar de tanta putaria.

Informo que depositei o pixuleco da turma toda: Polodoro, Chupicleide e Xolinha.

Bote a cangalha com caçuá no Polodoro, compre um cacho de banana nanica e traga para Brasília, para enfiar no toba desses vagabundos da suprema merda do Brasil.

Abraço

R. Meu caro amigo, velho parceiro de aguardente nos tempos em que eu morava aí em Brasília, permita-me discordar da sua sugestão.

Enfiar banana nanica no furico desses canalhas togados é uma ofensa a esta magnífica fruta.

O melhor é enfiar uma mão-de-pilão toda arranhada com serrote.

Quanto à sua generosa doação, informo que ela já está na conta do Complexo Midiático Besta Fubana.

Junto com as demais doações de leitores e colunistas, já dá pra pagar a hospedagem que vence no próximo dia 1º de novembro.

O trio Chupicleide, Polodoro e Xolinha agradece do fundo do coração.

Chupicleide, nossa secretária de redação, e o jumento Polodoro, nosso estimado mascote, relincharam juntos em agradecimento.

Polodoro e Chupicleide se rindo-se e relinchando de alegria com a doação do leitor Paulo Leal

 

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DA PORRA BURRA – Bocage

Eram oito do dia; eis a criada
Me corre ao quarto, e diz “Aí vem menina
Em busca sua; faces de bonina,
Olhos, que quem os viu não quer mais nada”.

Eis me visto, eis me lavo, e esta engraçada
Fui ver incontinenti; oh céus! que mina!
Que breve pé! Que perna tão divina!
Que maminhas! que rosto! Oh, que é tão dada!

A porra nos calções me dava urros;
Eis a levo ao meu leito, e ela rubente
Não podia sofrer da porra os murros;

“Ai!… Ai!… (de quando em quando assim se sente)
Uma porra tamanha é dada aos burros,
Não é porra capaz de foder gente”.

Colaboração de Pedro Malta

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

ESCOLHA O BRASIL QUE QUER

Fará um ano, no dia 27/10, que o segundo turno das eleições presidenciais foi definido. Após a vitória de Jair Bolsonaro tivemos dois Brasis: um externado pela reação do mercado com índice de Bolsa de Valores batendo recordes e no começo de janeiro deste ano, ultrapassando a casa dos 100 mil pontos, logo após o discurso de posse de Guedes. O outro eclodiu em críticas, protestos, desejo de ódio e de insucesso. A democracia apregoada foi, simplesmente, para o brejo, como se diz por aqui.

Dificuldades inúmeras de aprovar projetos. O projeto Anticrime, por exemplo, teve até propaganda proibida. A reforma da previdência se arrastou até esta semana e saiu menor do que era proposto. Não se enganem: essa reforma é um começo, não um fim. Se não mudarmos a regra da repartição e não buscarmos meios de deixarmos mais independente a formação de poupança no sistema, a gente vai depender, sempre, da capacidade contributiva da PEA – População Economicamente Ativa.

Mas, no cerne dessas questões sinto a presença maciça de um terrorismo ideológico sem precedentes. Compara-se o Brasil ao Chile, alardeando que os protestos que ocorrem por lá são fruto da política neoliberal de Sebastian Piñera, que governou o país entre 2010 e 2014, fazendo o PIB crescer 5,30% e o desemprego cair de 11% para 6%. Agora, a economia neoliberal está acabando com o Chile, dizem, mas os motivos dos protestos são bem conhecidos do Brasil: aumento de 380 pesos (equivalente a R$ 0,20) na passagem do transporte público.

Em junho de 2013, houve um aumento de R$ 0,20 na passagem do transporte urbano de São Paulo. Aumentou de R$ 3,00 para R$ 3,20, ou seja, 6,67% por passagem. Estudantes ganharam as ruas, houve protestos, e depois de uma semana resolveram reduzir os R$ 0,20 da passagem e, dessa forma, os empresários do setor perderam 6,25% por passagem. A diferença, 0,42% por passagem é um valor expressivo numa cidade que tem uns 7 milhões de pessoas usando transporte urbano.

Exatamente isso que aconteceu no Chile e que está sendo ampliado porque o presidente lá, este mesmo presidente que fez o produto crescer e o desemprego cair, é de um partido de direita. Assim, o que se pretende mesmo é ter-se um bode expiatório de modo que o culpado seja, sempre, o sucessor.

Eu já disse aqui em outros momentos que a esquerda tenta criar uma situação de caos para dizer “eu não avisei? Eu não disse?”. Não faz sentido, inclusive, por parte de economistas fechar os olhos aos números. O desemprego está caindo ao longo desse ano, basta olhar dados da CAGED – Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, mas grande parte dos economistas ideológicos pergunta “onde?”. Paulo Guedes recebeu um prêmio de uma revista que é distribuída nas reuniões anuais do FMI e do BIRD, que circula a 30 anos fazendo análise econômica dos países. Reação? “É bom analisar a que interesses essa revista serve”, ouvi isso de várias pessoas.

Nós temos potencial de sermos uma grande economia. Eu, como economista, sou favorável que se critique apontando soluções. Vários colegas de profissão torcem a cara para o que escrevo, porque minha análise não é ideológica. Vejo defesas do modelo Keynesiano no qual o governo gasta para gerar crescimento. Eu acho que Keynes tem razão quando fala que a demanda efetiva é decisória para crescimento, mas o que tais defensores pleiteiam é investimento do governo em programas sociais “para reduzir desigualdade”.

No meu entendimento, o Bolsa Família foi um programa importante para transferência de renda. Ele tem três eixos: a) complemento de renda; b) acesso a direitos; c) articulação com outras ações. Na maioria dos estudos a análise é feita apenas sobre a transferência de renda. Longe de mim querer criticar ou negar que o programa melhorou a vida de pessoas extremamente pobres. Mas, o que eu pergunto é se esta é a melhor forma que o governo tem de combater a incidência da pobreza. Será que a entrada de mais pessoas nesse programa não indica piora na proposta de reduzir pobreza? Será que não temos outras formas de combater a pobreza?

Em 2006, Muhammad Yunus ganhou o Prêmio Nobel da Paz porque fundou um banco, Grameen Bank, em meados dos anos de 1970, e por isso ficou conhecido como “banqueiro dos pobres”. A proposta era conceder microcrédito a população de baixa renda, tendo como objetivo estimular o EMPREENDORISMO, estimular pequenos negócios. O dinheiro era emprestado sem a necessidade de garantias. O modelo foi adotado por mais de 40 países, o banco emprestou mais US$ 6 bilhões e o prêmio foi dado com um reconhecimento “aos seus esforços para gerar desenvolvimento econômico e social a partir de baixo. O desenvolvimento a partir da base também contribui para o avanço da democracia e dos direitos humanos”.

Assistencialismo é necessário porque há pessoas com limitações, que não dispõe de recursos próprios para se sustentar e nem são sustentados por ninguém. Agora, defender a ideia de que a concentração de renda vai se resolver por transferências governamentais é ilusório. O que se faz mesmo é manter o povo preso ao assistencialismo em troca de votos. Escolha o Brasil que você quer.

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