ALEXANDRE GARCIA

DEU NO JORNAL

SEI NÃO, SEI NÃO…

O silêncio de ONGs ambientais nacionais e estrangeiras, no caso do petróleo que polui praias nordestinas, intriga os órgãos de investigação e inteligência que rastreiam a origem da poluição.

Até em razão do comportamento estridente dessas ONGs no caso das queimadas.

A omissão fortalece a suspeita de ecoterrorismo contra o País, a fim de constranger interessados no “mega-leilão” do Pré-sal, no dia 10.

O governo não bate o martelo na hipótese de ecoterrorismo, mas estranha a omissão das ONGs no desastre das praias do nordeste.

A ONG Greepenace não é suspeita de ecoterrorismo, mas o governo estranhou a movimentação do seu navio na provável área do acidente.

O navio “Esperanza” saiu e voltou 3 vezes da Guiana Francesa, entre 30 de agosto e 5 de outubro, mas não há registro dos destinos.

A ONG Greenpeace explicou que nessa ocasião fez expedições com cientistas franceses para observar e fotografar os Corais da Amazônia.

* * *

Não me perguntem nada.

Nada tenho a declarar.

Tô aqui só matutando…

E apreciando a foto do lindo navio Esperanza, o confortável transporte dos vagabundos da militância do GreenPeace.

Com o coração cheio de esperanças de que sejam descobertos os felas-das-putas que provocaram este ato terrorista e desumano.

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BOÇALIDADE NÃO É REVOLUÇÃO

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PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO À LUA – Vinicius de Moraes

Por que tens, por que tens olhos escuros
E mãos lânguidas, loucas e sem fim
Quem és, quem és tu, não eu, e estás em mim
Impuro, como o bem que está nos puros?

Que paixão fez-te os lábios tão maduros
Num rosto como o teu criança assim
Quem te criou tão boa para o ruim
E tão fatal para os meus versos duros?

Fugaz, com que direito tens-me presa
A alma que por ti soluça nua
E não és Tatiana e nem Teresa:

E és tampouco a mulher que anda na rua
Vagabunda, patética, indefesa
Ó minha branca e pequenina lua!

Colaboração de Pedro Malta

CHARGE DO SPONHOLZ

FALA, BÁRBARA !

A PALAVRA DO EDITOR

UM LIXO CHAMADO REVISTA VEJA

Semana passada publicamos a carta de despedida do colunista fubânico J.R.Guzzo, se desligando da revista Veja.

Para reler, basta clicar aqui.

Guzzo é um dos mais brilhantes jornalistas da atualidade, dono de um estilo ímpar, certeiro e brilhante.

A edição da Veja desta semana, que está nas bancas, deixou de publicar o texto que ele havia escrito.

Censura, pura e simples.

E por isso ele resolveu se afastar.

A outrora importante e independente revista semanal, se tornou um fossa merdífera zisquerdóide e caiu tremendamente no conceito dos leitores e dos cidadãos de bem deste país.

O número de cancelamento de assinaturas foi impressionante.

A cacetada em forma de artigo que Guzzo escreveu e que a Veja recusou-se a publicar, está na postagem logo abaixo desta, na sua coluna aqui no JBF.

Vale a pena ler e meditar.

J.R.GUZZO

A FILA ANDA

Um dos grandes amigos do Brasil e dos brasileiros de hoje é o calendário. Só ele, e mais nenhum outro instrumento à disposição da República, pode resolver um problema que jamais deveria ter se transformado em problema, pois sua função é justamente resolver problemas – o Supremo Tribunal Federal.

O STF deu um cavalo de pau nos seus deveres e, com isso, conseguiu promover a si próprio à condição de calamidade pública, como essas que são trazidas por enchentes, vendavais ou terremotos de primeira linha. Aberrações malignas da natureza, como todo mundo sabe, podem ser resolvidas pela ação do Corpo de Bombeiros e demais serviços de salvamento. Mas o STF é outro bicho. Ali a chuva não para de cair, o vento não para de soprar e a terra não para de tremer – não enquanto os indivíduos que fabricam essas desgraças continuarem em ação.

Eles são os onze ministros que formam a nossa “corte suprema”, e não podem ser demitidos nunca de seus cargos, nem que matem, fritem e comam a própria mãe no plenário. Só há uma maneira da população se livrar legalmente deles: esperar que completem 75 anos de idade. Aí, em compensação, não podem ser salvos nem por seus próprios decretos. Têm de ir embora, no ato, e não podem voltar nunca mais. Glória a Deus.

Demora? Demora, sem dúvida, e muita coisa realmente ruim pode acontecer enquanto o tempo não passa, mas há duas considerações básicas a se fazer antes de abandonar a alma ao desespero a cada vez que se reúne a apavorante “Segunda Turma” do STF – o símbolo, hoje, da maioria de ministros que transformou o Supremo, possivelmente, no pior tribunal superior em funcionamento em todo o mundo civilizado e em toda a nossa história.

A primeira consideração é que não se pode eliminar o STF sem um golpe de Estado, e isso não é uma opção válida dos pontos de vista político, moral ou prático. A segunda é que o calendário não para. Anda na base das 24 horas a cada dia e dos 365 dias a cada ano, é verdade, mas não há força neste mundo capaz de impedir que ele continue a andar. Levará embora para sempre, um dia, Gilmar Mendes, Antônio Toffoli, Ricardo Lewandovski. Antes deles, já em novembro do ano que vem e em julho de 2021, irão para casa Celso Mello e Marco Aurélio – será a maior contribuição que terão dado ao país desde sua entrada no serviço público, como acontecerá no caso dos colegas citados acima. E assim, um por um, todos irão embora – os bons, os ruins e os horríveis.

Faz diferença, é claro. Só os dois que irão para a rua a curto prazo já ajudam a mudar o equilíbrio aritmético entre o pouco de bom e o muitíssimo de ruim que existe hoje no tribunal. Como é praticamente impossível que sejam nomeados dois ministros piores do que eles, o resultado é uma soma no polo positivo e uma subtração no polo negativo – o que vai acabar influindo na formação da maioria nas votações em plenário e nas “turmas”.

Com mais algum tempo, em maio de 2023, o Brasil se livra de Lewandovski. A menos que o presidente da época seja Lula, ou coisa parecida, o ministro a ser nomeado para seu lugar tende a ser o seu exato contrário – e o STF, enfim, estará com uma cara bem diferente da que tem hoje. O fato, em suma, é que o calendário não perdoa. O ministro Gilmar Mendes pode, por exemplo, proibir que o filho do presidente da República seja investigado criminalmente, ou que provas ilegais, obtidas através da prática de crime, sejam válidas numa corte de justiça. Mas não pode obrigar ninguém a fazer aniversário por ele. Gilmar e os seus colegas podem rasgar a Constituição todos os dias, mas não podem fugir da velhice.

O Brasil que vem aí à frente, por esse único fato, será um país melhor. Se você tem menos de 25 ou 30 anos de idade, pode ter certeza de que vai viver numa sociedade com outro conceito do que é justiça. Não estará sujeito, como acontece hoje, à ditadura de um STF que inventa leis, censura órgãos de imprensa e assina despachos em favor de seus próprios membros.

Se tiver mais do que isso, ainda pode pegar um bom período longe do pesadelo de insegurança, desordem e injustiça que existe hoje. Só não há jeito, mesmo, para quem já está na sala de espera da vida, aguardando a chamada para o último voo. Para estes, paciência. (Poderiam contar, no papel, com o Senado – o único instrumento capaz de encurtar a espera, já que só ele tem o poder de decretar o impeachment de ministros do STF. Mas isso não vai acontecer nunca; o Senado brasileiro é algo geneticamente programado para fazer o mal).

Para a maioria, a vitória virá com a passagem do tempo.

DEU NO JORNAL

FRAUDE COCALEIRA

Carlos Mesa, adversário de Evo Morales na disputa presidencial boliviana, denunciou a “fraude escandalosa” na contagem dos votos.

Ele disse também:

“Confiamos que os cidadãos não vão aceitar esse resultado distorcido e manipulado”.

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A fraude do cocaleiro foi coisa pra cinema.

Virou notícia no mundo inteiro.

Uma putaria zisquerdal escancarada.

O amigo a quem Lula presenteou com uma refinaria da Petrobras, mostrou que é um zisquerdista convicto no campo eleitoral.

Dois cumpanheros latrino-americanos com colar de coca no pescoço

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

XICO BIZERRA – JABOATÃO DOS GUARARAPES-PE

A MANCHA

de onde vazou
a mancha que mancha
a asa das aves,
a areia antes branca,
O pau da jangada,
a cara dos homens … ?

pra onde irá
a mancha que mancha
O vôo da gaivota,
a mentira escura,
a verdade escondida
na alma dos homens … ?

pra que que veio?
por que chegou
por que não vai?
se o céu é viúvo,
se o tempo é bruto
se o mar é de luto … ?