FALA, BÁRBARA !

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PAULO LEAL – BRASÍLIA-DF

Meu amigo Luiz Berto,

desde as 6 da manha estou tentando acessar o jornal, mas está dando pau.

Você pensa que é mole o sujeito ficar viciado nas fuleragem da Besta?

Como é dia da Padroeira do Brasil, fiz mais um crediário com ela, pedindo que o jornal apareça na tela.

Abraço

R. Pois é, meu caro amigo.

Ontem, sábado, dia da Padroeira do Brasil, o JBF saiu dos ares e foi um desmantelo da peste.

24 horas fora do ar!!

Num sei mesmo quem está por trás deste desmantelo, se o Toffoli ou o Gilmar…

Muita gente teve crise de abstinência e a caixa de mensagens desta gazeta escrota congestionou de tantas mensagens.

Mas hoje, domingo, dia da canonização da Irmã Dulce, tudo voltou ao normal. 

Foi o primeiro milagre dela depois de canonizada!

Grato, minha santinha querida!!!

Cuide da gente e vele por todos nós a partir daí do céu.

E, pra fechar a postagem, já que você falou na padroeira do nosso Brasil, veja só este vídeo contendo uma “homenagem” que ela recebeu de Dilma.

J.R.GUZZO

OS SUCESSORES DA ESQUERDA

A “esquerda” que as pessoas com algum tipo de interesse por política conhecem, essa do tipo socialismo-comunismo-petismo e outras manifestações apenas patológicas, deixou de ser fator relevante na luta, centenária e fracassada, contra o capitalismo. Não é nenhuma surpresa, claro. Como alguém com a cabeça em ordem vai acreditar hoje em aberrações do porte das Venezuela, Cuba ou Angola da vida? Ou dessas miseráveis ditaduras africanas que se dizem “socialistas”, mas que são apenas espaços geográficos controlados por gangsters? “O socialismo tem um histórico de fracasso tão flagrante que só mesmo um intelectual poderia ignorar um desastre deste tamanho”, diz o pensador americano Thomas Sowell. O fato é que nem mesmo os “intelectuais de esquerda”, hoje em dia, acreditam mais que a “esquerda” tenha capacidade de eliminar o capitalismo da face da Terra, ou fazer qualquer coisa que não seja cuidar do próprio bolso. Resultado: outras forças assumiram o comando dessa tarefa.

O mais ativo inimigo da liberdade econômica, hoje, é um consórcio disforme, sem comando definido, que age por fora e por cima de partidos políticos. Sua meta é limitar, dificultar e quando possível anular os mecanismos de produção hoje em vigor no mundo. São milhares de grupos que trabalham em projetos apresentados ao público como essenciais, segundo os seus critérios de “bem” e de “mal”, para a melhoria da qualidade de vida na sociedade moderna. Chamam de “causas” os desenhos que fazem de como o mundo deveria funcionar. Estão presentes de forma maciça em toda a mídia mundial, onde transmitem uma imagem de cruzados em luta para salvar o planeta, nas organizações internacionais, nos departamentos de marketing e nas diretorias de multinacionais assustadas, em governos, em dezenas de milhares de ONGs, nas escolas — enfim, em virtualmente todos os lugares em que possam exercer alguma influência. Não são um sistema lógico de ideias; são uma religião.

Em primeiro lugar, na linha de vanguarda dessa confederação, vêm as mil diferentes modalidades de ambientalistas. São, para resumir a ópera, contra praticamente tudo que esteja ligado de alguma forma à atividade de produzir. São contra a indústria automobilística, porque ela gera emissão de carbono — assim como tudo aquilo que se movimente ou funcione com base em “energia suja”. Também são contra as usinas hidroelétricas que produzem energia limpa, a mais limpa disponível no mundo — pois elas interferem com os rios, estressam os peixes e provocam, a seu ver, todo tipo de desequilíbrio ecológico. São contra estradas, túneis, viadutos. São contra fábricas velhas, que poluem a atmosfera, e também contra as novas, que vão poluir. Na verdade, e como questão de princípio, são contra toda a atividade industrial — se saiu de alguma linha de montagem, ou de um processo automático, deve ser banido. São contra, talvez mais do que tudo, a agricultura moderna — que só consegue alimentar bilhões de pessoas por ser extensiva, mecanizada, tecnológica, resistente a pragas e de alta produtividade. Suas propostas, para substituir isso tudo, são o artesanato, a alimentação orgânica, a vida em comunhão com a natureza e por aí afora — ou algo equivalente à essas coisas.

Aos ambientalistas se juntam os movimentos pelo “fim das fronteiras” ou pela liberdade de imigração. São seus aliados os defensores da “relativização” da identidade nacional de cada país — as nações, segundo eles, deveriam reduzir suas exigências quanto à independência, tender à adoção de leis internacionais e abrir mão de valores próprios. Há os pregadores de uma “maior aceitação do islamismo” por países cristãos, os “animalistas” e toda uma constelação de entidades, grupos ou seitas com objetivos disparatados, mas com a suprema ideia comum de que “o capitalismo fracassou”.

São esses os revolucionários de hoje. Podem se revelar apenas um incômodo. Mas a cada dia vão fazer mais barulho — e levar muitas coisas a mudarem na economia.

DEU NO JORNAL

CHARGE DO SPONHOLZ

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

DIVIDINDO

Quando puderes dividir, divida!  Nunca mais te faltará nada.

Lamparina usada até hoje no sertão

Se existe um órgão em mim que funciona dentro de uma normalidade, esse é o cérebro. É nele que a minha memória deposita sua confiança, rememorando fatos e situações que aconteceram faz muito tempo.

Lembro nitidamente de um fato, quando ainda criança, morávamos na roça das Queimadas, um pequeno e escondido povoado de Pacajus. Era Pacajus por que pertencia territorialmente ao município, mas ficava mais próximo de onde hoje é Horizonte, município que recentemente foi incluído na RMF (Região Metropolitana de Fortaleza).

Pois, foi naquele clima que, a claridade da luz solar, assim de uma hora para outra começou a se esconder, e aos poucos, foi sendo substituída pela escuridão. Nuvens negras vieram juntas, reforçando ainda mais aquela pintura feita nos céus, parecendo um poema escuro, sem muita graça, pintado por Pablo Neruda e Van Gogh a quatro mãos.

As nuvens não eram apenas um prenúncio. Era a chuva chegando mesmo. Rápida e forte, como se pretendesse se fazer notar naquele momento. Aquelas nuvens negras, por segundos, pareciam se abrir para dar passagem às línguas amareladas dos raios que as dividiam, ao mesmo tempo que faziam estremecer a terra. Era uma tempestade, maior que qualquer uma que tivéssemos pedido, mas na medida que Deus sabe que podemos suportar.

De repente, na porteira que levava à casa da Vovó, uma voz tremida se fez escutar:

– Ô cumade Doca, segure seu cachorro. Sou eu, “Dasdores”, e já tô entrando!

– Apois intão entre, danisca!

Bradou Vovó, com a força que os pulmões envelhecidos ainda permitiam.

– Ô cumade, duma hora pra ôtra em fiquei sem gás. Num tem nem um tiquim prumode botar na lamparina, e alumiar a casa! Vosmecê me impresta só um tiquim, logo amanhã cedo mando comprá pra devolvê, visse!

– Mulé, tu tá parecendo mais uma galinha velha, toda moiada! Inté a “coisona” que tu carrega entre as pernas tá toda engilhada!

– Deixa disso, mulé! Me adjetora logo esse gás, que eu quero voltar num pé e noutro – apois tá é tudo escuro lá em casa!

– Avia, cadê a lamparina, mulé?

– Cumade Doca, quaje que ia me isqueceno. Me impresta tomém um pôco de pó de café, prumode eu fazê amanhã cedim pra quem vai trabaiá!

Secular forma de “passar café” na roça

Pois foi assim, rapidinho, que um anoitecer mudou de figura, com a chegada da noite trazida por uma forte tempestade, onde o vento destruiu e derrubou árvores naqueles lugares distantes em que as pessoas ainda vivem até hoje, e poucos se dão conta, porque a televisão não mostra no Jornal Nacional.

DEU NO TWITTER

ADONIS OLIVEIRA - LÍNGUA FERINA

USINA NUCLEAR EM PERNAMBUCO

“Para quem só tem um martelo, todo problema tem cara de prego.”

De acordo com a IEA – International Energy Agency, “As escolhas de políticas energéticas e os resultados obtidos pelo Brasil se apresentam bem diante dos mais urgentes desafios energéticos. Quase 45% de toda a demanda por energia primária é abastecida por fontes renováveis, o que torna o setor energético do Brasil um dos menos intensivos em carbono no mundo. A demanda total por energia primária dobrou no Brasil desde 1990, devido a forte crescimento no consumo de eletricidade e de combustíveis para transporte, fruto de um robusto crescimento econômico e do crescimento da classe média.

Grandes usinas hidroelétricas respondem por quase 80% da geração doméstica de eletricidade, o que dá ao sistema elétrico uma grande flexibilidade. A continuidade do crescimento das hidroelétricas é limitada pela distância e pelas sensíveis questões ambientais ligadas a grande parte das fontes ainda disponíveis. Mesmo assim, 20 GW de capacidade hidroelétrica está em construção na região amazônica. O recurso a outras fontes é crescente, principalmente gás, eólica e bioenergia.  Global Engagement

Ao longo de todo o período de governo militar, e até mesmo até o ano 2.000, a participação da geração térmica manteve-se quase que constante, sendo nossa prioridade a geração hidráulica. Ao final do governo FHC, a incúria governamental levou a que tivéssemos um tremendo “apagão”. A capacidade da geração não acompanhou a demanda energética do país. Naquela ocasião, dentre as infinitas possibilidades disponíveis, optou-se por uma que considero como sendo a mais imbecil possível. A compra de milhares de geradores a diesel. Só faria sentido considerando as oportunidades de subornos e propinas par os agentes governamentais. Foram tantos que chegou a faltar geradores para a venda no mundo. Adquiriu-se até geradores que iriam para projetos de outros países. Tudo a “toque de caixa” e em regime de urgência absoluta. Se formos verificar, a maioria desses geradores provavelmente nunca chegou a funcionar. Ainda hoje, centenas de esqueletos de geradores enferrujados estão em diversas localizações por todo o país. Bilhões de dólares que foram jogados no lixo e no bolso dos políticos.

A etapa seguinte da escalada de incompetência, roubalheira, descaso e incúria no sistema energético nacional veio com a ascensão do PT. O mesmo decidiu priorizar a geração a gás natural. De lá para cá, esta forma de geração passou a representar quase um terço da capacidade, mesmo sabendo que a energia produzida teria um custo de mais de R$ 1,00 por Kwh. Este custo já era bem superior ao preço final de R$ 0,90 cobrado aos consumidores domésticos, sem contar com as tarifas de transmissão e distribuição. Na comparação com o custo de R$ 0,08 da energia produzida por hidrogeração, ou mesmo de R$ 0,13 da produzida por eólica, fica patente o absurdo da prioridade dada a este tipo de energia. Sem falar que a altíssima participação de energias renováveis em nossa matriz começou a se deteriorar aceleradamente. Conclusão: Todo o processo de degradação da nossa matriz energética, liderado pelo PT e conduzido pela gangue dos Lobão, só serviu para gerar propinas milionárias para os ladravazes envolvidos piorar nossa matriz energética.

A etapa final da nossa decadência se deu quando Dilma decidiu subsidiar a gasolina a fim de fazer bonito junto à população. Com essa decisão, a alimária conseguiu quebrar todo o sistema econômico do álcool de cana. O preço pago pelo álcool passou a não ser suficiente para bancar seus custos. O Proálcool foi construído através de décadas de árduas pesquisas tecnológicas e investimentos de bilhões de dólares. É uma herança maravilhosa dos governos militares e que nos colocava em uma condição única com relação ao restante do mundo. Dona Dilma conseguiu jogar tudo solenemente na lata do lixo com apenas uma defecada.

O maior símbolo da roubalheira desbragada praticada no setor energético foram os “leilões” realizados para outorgar a construção das geradoras a gás. O grande vencedor desses leilões foi o Grupo Bertin, parceiro da JBS, na sua divisão agropecuária, de onde se originou. Seu grande concorrente foi Eike Batista. O grupo ganhou o direito de construir inúmeras centrais térmicas, porém não chegou a concluí-las. Quebrou antes, em uma falência bilionária e altamente fraudulenta! O naipe dos “investidores” envolvidos já diz bem da lisura de todo esse processo.

Segundo a Fundação de Amparo à pesquisa “O potencial de geração de energia eólica no Brasil é estimado em cerca de 500 gigawatts (GW). De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), é energia suficiente para atender o triplo da demanda atual de energia do Brasil. O número é mais de três vezes superior ao atual parque nacional gerador de energia elétrica, incluindo todas as fontes disponíveis, como hidrelétrica, biomassa, gás natural, óleo, carvão e nuclear. Em dezembro de 2018, a capacidade de geração instalada somou 162,5 GW, segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Desse total, as usinas eólicas responderam por 14,2 GW, igual à capacidade instalada da usina de Itaipu”, ou de toda a CHESF.

Todo este imenso potencial foi solenemente ignorado pelos nossos brilhantes gestores até que, em meados de 2008, um milagre aconteceu: A Sudene, que havia sido extinta, foi reativada devido à imensa pressão colocada pelos nordestinos. O primeiro superintendente escolhido, Paulo Sérgio de Noronha Fontana, veio da turma do Gedel, Jackes Wagner e companhia. Apesar da origem nada recomendável, teve uma atitude altamente meritória. As empresas de eólicas estavam diante de um impasse: Não ofereciam lances nos leilões porque não havia financiamento. Estes não eram concedidos porque os equipamentos eram importados. Os fabricantes não se instalavam no Brasil porque não haviam projetos. Foi quando Paulo Noronha assegurou aos investidores que financiaria os projetos com dinheiro do FDNE (Fundo de Desenvolvimento do Nordeste), mesmo os equipamentos sendo importados.

A partir daí, foram aprovados projetos totalizando mais de 1 GW no Ceará e outro no Rio Grande do Norte. No final de 2010, Luciano Coutinho, Presidente do BNDES e cabeça da gangue montada pelo PT para depenar o erário brasileiro, descobriu a estória. Correu e contou pra Dilma. A PresidANTA ficou irada. Foi a Recife, demitiu Paulo Noronha e proibiu (de boca) a Sudene de financiar qualquer projeto voltado para energia. Prerrogativa esta, segundo ela, exclusiva do BNDES. Extinguiu o Fundo de Desenvolvimento do Nordeste e disse que iria montar outro fundo para substituí-lo. Enquanto isso, ficava tudo parado e não liberava nem um tostão. Só que as empresas haviam acreditado na seriedade dos contratos com a Sudene e tinham investido bilhões, sempre aguardando pela liberação das parcelas. Passou-se mais de um ano. A ação decisiva do novo superintendente, Dr. Luiz Gonzaga Paes Landim, salvou-as todas. Foi uma luta imensa para desfazer o nó jurídico dado em cima do assunto. Esses projetos possibilitaram a instalação da base produtiva para equipamentos dessa modalidade de energia que está mudando o Nordeste. De dependente da energia importada, a exportador para o restante do país. Em paralelo, está tirando as térmicas do circuito e “limpando” de novo a matriz energética.

Por esta mesma época, a empresa Koblitz, empresa pernambucana do setor de projetos elétricos, foi adquirida pela francesa AREVA, estatal especializada em todas as fazes do ciclo nuclear de produção de energia elétrica. Após Fukushima, o céu desabou na cabeça desta empresa: pedidos cancelados, centrais desativadas, países banindo a energia nuclear, etc. O alvo agora é o Brasil. Começaram a realizar seminários sobre energia nuclear, a distribuir agendas, visitas de dirigentes da NUCLEBRÁS a Pernambuco… Tudo visando empurrar goela abaixo dos pernambucanos mais esse imenso “abacaxi”, gerador de gordas propinas governamentais.

Nós não queremos uma bomba atômica ao lado de nossas casas! Nós não precisamos desta porcaria!

CHARGE DO SPONHOLZ

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

TÁ FALTANDO UM SANTO

Comentário sobre a postagem NOBEL EM MÃOS ERRADA

Almerindo Pereira:

Com certeza o pessoal da esquerda (leia-se PT, PSOL, PC do B e congêneres) estão indignados também com o fato de que a irmã Dulce foi canonizada, quando certo é que Lula recebesse esta honraria.

Pois é mais que santo e além de tudo um mártir, pois perseguido injustamente pela justiça, que o chama de larápio e ladrão, quando na verdade é o cidadão mais honesto deste país, como não cansam de afirmar o Drácula (Umcerto Bosta), a Amante (Gleisi), o Montanha (Pimenta) e outros larápios.

Quem sabe o Papa revisa esta canonização.

Seria justíssimo.

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