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A PALAVRA DO EDITOR

O DATA BESTA ESTÁ NAS RUAS

Um nova Enquete fubânica está nos ares.

O Instituto Data Besta, a mais confiável instituição de pesquisa de opinião do Hemisfério Sul, quer saber a sua posição.

Vá aí do lado direito e cumpra sua obrigação cívica.

Todos os nossos leitores estão convocados para dar o seu pitaco. 

ALEXANDRE GARCIA

DEU NO JORNAL

A VERDADE VENCERÁ VAI VENCER

Foi indicado à categoria Melhor Livro Brasileiro Publicado no Exterior do prêmio literário Jabuti a obra de autoria do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “A Verdade Vencerá”.

O livro, publicado pela Editora Boitempo, disputa o prêmio com outros sete títulos.

O livro é fruto de entrevistas concedidas por Lula a jornalistas em fevereiro de 2018 — cerca de dois meses antes de sua prisão — no instituto que leva o nome do ex-presidente.

* * *

Depois que concederam o Prêmio Nobel de Literatura para o roqueiro americano Bob Dylan, eu não duvido de mais nada.

Aliás, no dia da entrega Bob Dylan não foi lá receber o laurel alegando que “tinha outros compromissos”.

Agora eu fiquei curioso pra saber quem serão os componentes da banca que vai escolher esta premiação do Jabuti…

Será que Chico Buarque faz parte dela?

Algum leitor tem essa dica pra nos dar?

PEDRO MALTA - REPENTES, MOTES E GLOSAS

A GENIALIDADE DE JOÃO PARAIBANO

O grande poeta cantador João Pereira da Luz, o João Paraibano (1952-2014)

* * *

Muitas cenas são revistas
Na hora crepuscular
O bico de um peito cheio
Proíbe um pagão chorar
A casca do fruto racha
A voz do silêncio é baixa
Mas dá pra Deus escutar.

* * *

É bonito o matuto se firmar
Num galão carregando duas latas
Um cachorro sentar nas duas patas
Convidando o seu dono pra caçar
Uma gata na boca carregar
Um filhote que nasceu sem a visão
Quando a boca se cansa põe no chão
Mas o dente não fere a sua cria
Deus pintou o sertão de poesia
Meu orgulho é ser filho do sertão.

* * *

Branca, preta, pobre e rica,
toda mãe pra Deus é bela;
acho que a mãe merecia
dois corações dentro dela:
um pra sofrer pelos filhos;
outro pra bater por ela.

* * *

Ao passar em Afogados
diga a minha esposa bela
que derramei duas lágrimas
sentindo saudades dela
tive sede, bebi uma
e a outra guardei pra ela.

* * *

O sol diminui os raios
Depois que a tarde se fecha
O vento carrega a folha
Da galha de um pé de ameixa
Sai dando tabefe nela
Depois se aborrece e deixa.

* * *

Toda noite quando deito
um pesadelo me abraça
meu cabelo que era preto
está da cor da fumaça
ficou branco após os trinta
eu não quis gastar com tinta
o tempo pintou de graça.

* * *

Fiz capitão na bacia
de feijão verde e farinha
quando o angu tava feito
mãe saía da cozinha
subia em cima da cerca
dava um grito e papai vinha.

* * *

Ainda lembro do cheiro
que minha mãe dava n’eu
da cor da primeira nota
que meu padrinho me deu
eu não peguei com vergonha
papai foi quem recebeu.

* * *

Quem vive numa prisão
leva a vida no desprezo
pede uma esmola a quem passa
nas mãos um cigarro aceso
pernas do lado de fora
e o resto do corpo preso.

* * *

Meu passado foi assim
comendo juá banido
o vento dando empurrão
no lençol velho estendido
com tanta velocidade
que mudava a qualidade
que a tinta dava ao tecido.

* * *

Vou pro meu sertão antigo
pra ver tapera sem centro
ver minha mãe na cozinha
cortando cebola e coentro
botando um prato no pote
pra não cair mosca dentro.

* * *

MINHA INFÂNCIA

Minha infância foi na casa
De três janelas da frente
A cruz de palha na porta
Lata de flor no batente
Um jumento dando as horas
E um galo acordando a gente

Catei algodão de ganho
Matei preá na coivara
Levei queda de jumento
Derrubei enxu de vara
De vez enquanto uma abelha
Deixava um ferrão na cara

Rodei mais de um cata-vento
Feito de lata amassada
Pegava mosca na mão
Depois matava afogada
Presa num lençol de nata
De um caldeirão de coalhada

Até rolinha eu criava
Em gaiola de palito
Piei mocotó de cabra
Quebrei perna de cabrito
O meu passado na roça
Foi pobre mais foi bonito

Fiz capitão na bacia
De feijão verde e farinha
Quando o angu estava feito
Mãe saía da cozinha
Subia em cima da cerca
Dava um grito papai vinha

Vi em oco de cortiço
Abelha entrando e saindo
Me escondi por trás de cerca
Para ver vaca parindo
E roubei açúcar da lata
Quando mãe estava dormindo

Um cinto de couro cru
Pai nunca deixou de ter
Mais educou cinco filhos
Sem precisar de bater
Bastava um rabo de olho
Para a gente lhe obedecer.

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DEU NO JORNAL

VENTINHA ELOGIA BOCÃO

Gleisi Hoffmann reconheceu a grandeza de Gilmar Mendes:

“Há de se reconhecer que ministro Gilmar Mendes prestou grande serviço ao país ao ler durante sessão trechos importantes das revelações do The Intercept sobre o conluio político da Lava Jato para atingir alvos preferenciais como Lula, deixando tudo registrado nos anais da Corte.”

* * *

A notícia fala que a Amante reconheceu a “grandeza” de Gilmar.

Só não esclareceu se é a grandeza da boca-de-buceta ou a grandeza da cara-de-pau.

Vocês viram que ela declarou que Gilmar “prestou grande serviço” lendo em plena seção da Suprema Bosta Federal gravações do The Intercept.

Foi isso mesmo que ela disse, podem crer.

Aqui entre nós: pra elogiar um crápula feito o Gilmar, só mesmo uma petralha, gerente do esgoto que é de propriedade do Lula.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

O fato é que o elogio saiu da boca certa pro safado certo.

Uma canalha elogiando um canalha.

Os dois se merecem e formam uma bela parelha tipicamente banânica.

“Parabéns, querido Ministro. O senhor é um homem de caráter, honesto, íntegro, probo e ético. O PT precisa mesmo de ter uma amigo como o senhor, soltador de bandidos e de corruptos”

A PALAVRA DO EDITOR

BLOG DO CARLITO

Meu querido e particular amigo Carlito Lima, colunista desta gazeta escrota e um cronista memorável, reativou a sua página na internet.

Estou falando do “Blog do Carlito Lima“.

Recomendo a toda comunidade fubânica dar uma passada por lá.

Para acessar, clique na imagem abaixo:

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

TEMPOS BRIZOLEIROS: BANDIDO TAMBÉM É CIDADÃO

Comentário sobre a postagem A PAZ COMO ARMA

Carlos:

E hoje, os mais humildes não tem não, é?

Pelo menos aqui em Curitiba tem.

E não foi Brizola quem inventou.

Tem há muito tempo, escola, uniforme, material, alimentação, esporte, etc.

Brizola inventou a marginalidade dos morros cariocas intocáveis.

Todo o mundo sabe disso.

Deu no que está aí hoje.

E tome fazendas no Uruguai.

* * *

Um texto de Felipe Moura Brasil publicado em fevereiro de 2017:

O BRIZOLA DO MUNDO

O governador Leonel Brizola suspendeu toda ação da polícia nos morros do Rio de Janeiro, abrindo caminho para o regime feudal dos traficantes de drogas que retribuíram a gentileza popularizando a cocaína como brizola. O presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, retirou as tropas americanas do Iraque e armou rebeldes sírios da Fraternidade Muçulmana, abrindo caminho para os terroristas do Estado Islâmico que retribuíram a gentileza decapitando um jornalista de New Hampshire que trabalhava na cobertura da guerra civil na Síria.

Garantindo o seu curral eleitoral nas favelas, Brizola alegava supostos abusos da polícia contra moradores como motivo para a sua “nova política de segurança pública”. Garantindo os votos de seu eleitorado pacifista, Obama pedia desculpas ao mundo pelos supostos abusos da guerra ao terror promovida por George W. Bush.

Ao ser questionado se não se sentia responsável pelo aumento da criminalidade no Rio de Janeiro, Brizola mostrou uma capa da VEJA que já falava em guerra civil no estado um ano antes de sua posse. Ao ser questionado se não se sentia responsável pelo aumento do terror no Iraque, com o massacre de cristãos e yazidis, Obama disse que a retirada das tropas não foi sua decisão, colocando a culpa no governo iraquiano e mais uma vez no anterior.

Milhares de mortes depois, Brizola afirmou que o problema da violência no Rio de Janeiro era juvenil e sua raiz estava na educação. Milhares de mortes depois, Obama afirmou que o Estado Islâmico é um “câncer que precisa ser combatido antes que se espalhe”.

Até hoje os pobres são reféns dos traficantes no Rio de Janeiro. Ainda hoje, as minorias étnicas e os correspondentes internacionais são reféns do Estado Islâmico no Oriente Médio.

Brizola foi o Obama do Rio. Obama é o Brizola do mundo.