MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

MEU PITACO SOBRE A PREVIDÊNCIA

Minha mulher me disse: “Legal a estória das melancias, mas você podia falar da previdência, que é o assunto do momento.”

Bem, para explicar a previdência nem precisa de melancias:

O João tem dois irmãos e duas irmãs. Quando seus pais ficarem velhinhos, o João sabe que a tarefa de cuidar deles será dividida entre os cinco. Além disso, o pai dele tem irmãos e vários sobrinhos, e a mãe dele também, então sempre vai ter alguém para dar uma mãozinha.

No outro lado do mundo, o Wu é filho único. O pai dele é filho único e a mãe dele também. O Wu sempre pensa que quando os pais dele se aposentarem, ele vai ter que cuidar deles e do vovô e da vovó e do outro vovô e da outra vovó, sozinho.

A situação da previdência do Brasil não é mais a do João. Ainda não é a do Wu, mas está indo nesta direção. Em palavras diretas: tem cada vez mais gente aposentada e cada vez menos gente trabalhando para sustentar a todos. (se fosse para continuar o tema da minha última coluna, todo mundo acha que tem direito a ganhar melancia, mas tem cada vez menos gente plantando).

Se é tão simples, porque parece tão complicado?

Primeiro: Brasileiro gosta muito de privilégio, nem que seja pequeno. Todo mundo gosta de saber que tem um “direito” a mais que o vizinho.

Segundo: Brasileiro acredita que o governo “dá” coisas para nós. Não é uma questão de lógica, é uma questão de fé.

Terceiro: Brasileiro gosta muito de achar culpados. Quando falam que o governo vai mexer no bolso dele, é grande a tentação de sair gritando “a culpa é dos políticos”, “a culpa é dos militares”, “a culpa é dos corruptos”, “a culpa é de sei lá quem, mas minha não é”.

Quarto: Seguindo uma longa tradição, a comunicação do governo trata o brasileiro como idiota. A TV deveria mostrar algo como “Nossa previdência gasta X e nossa arrecadação é Y; X está crescendo Y não; se continuar assim o país vai quebrar”, mostrando os números e os fatos. Ao invés disso, o governo faz comerciais com pessoas sorridentes e frases vazias dizendo “a nova previdência é boa porque o governo sempre está certo; você só precisa confiar cegamente.” A burrice é tanta que ao invés de usar a expressão certa, “reduzir o déficit”, usam “fazer economia”, o que já induz uma reação negativa: “vão fazer economia com a minha aposentadoria?”

Quinto: Temos um monte de gente que, na falta de algo melhor para inflar sua auto-estima, decidiu ser “resistência”, ou seja, ser contra o governo sempre, não importa o quê seja. É uma grande massa de tolos repetindo slogans sem sentido que leram nas redes sociais. Na próxima vez que você escutar alguém gritando “Regime de capitalização nunca! Olhem o Chile!”, pergunte: “É mesmo? O que aconteceu no Chile?”. Provavelmente você verá um jovem engasgado, porque só disseram para ele repetir “Olhem o Chile!”, sem explicar. Se ele tiver um pouco de iniciativa, vai repetir alguns clichês sobre “prejudicar os pobres”, “enriquecer os banqueiros” e coisas assim. Provavelmente estes clichês serão fundamentados apenas em uma enorme esperança de que sejam verdade, porque na verdade o pobre jovem não é capaz de dizer uma só frase contendo fatos sobre a previdência chilena.

Um conselho? Procure pelos FATOS e pelos NÚMEROS. Sem números, as pessoas dizem “é só tirar daqui e colocar lá”, sem ter idéia de quanto tem aqui ou de quanto precisa lá.

Então, para ajudar (e lembrando que não sou especialista em coisa nenhuma), alguns fatos e números:

– O governo arrecada dinheiro sob dois nomes principais: “impostos” e “previdência”. No fundo é a mesma coisa: o governo – que não produz nada – tomando de quem produz.

– O governo usa o dinheiro que arrecadou em duas coisas: Pagar seus próprios salários (e gabinetes, carros oficiais, lagostas e vinhos premiados) e fornecer serviços que as pessoas pensam que é “de graça”, incluindo aposentadorias.

– Em 2018, o governo gastou 10 bilhões em segurança, 100 bilhões em educação, 110 bilhões em saúde e 716 bilhões em aposentadorias. (leia de novo, com calma: o governo gastou com aposentadorias mais que o triplo de saúde e educação juntas). Tem gente que argumenta que contabilmente não há déficit da previdência, o que há é que o governa desvia recursos da previdência para outras áreas. Em outras palavras, para resolver o problema da previdência é só tirar da saúde, da educação, da segurança e de onde mais precisar.
– Estes 716 bilhões representaram 53% das despesas primárias do governo federal em 2018.

– Se o sistema atual for mantido, daqui a sete anos esta despesa atingirá 80%. (Isto não é um chute: é só pegar o cadastro dos contribuintes e somar quantas pessoas vão atingir as condições para se aposentar).

– Para resolver isso, ou se gasta menos (é o que a reforma quer fazer) ou se arrecada mais (aumentando impostos). Caso alguém diga “dá para arrecadar mais se a economia crescer”, pergunto: fácil assim? como?

– Para comparar: O Brasil gasta 13% do PIB em aposentadorias, contra 10% da Alemanha e 9% do Japão. Há países que gastam tanto ou mais que o Brasil? Sim: França, Portugal, Itália e Grécia. Todos estão quebrados. Note também que todos estes países tem uma população idosa muito maior que o Brasil, o que significa que eles não tem muito como piorar, enquanto nós sim. Note também que em todos eles a idade mínima para se aposentar já é acima dos sessenta há décadas. No Brasil, a idade média das aposentadorias por tempo de serviço é 54 anos.

Importante: estes números deveriam estar sendo divulgados todo dia na TV. Ao invés disso, o governo coloca nos seus sites balanços enormes tão cheios de rubricas e sub-rubricas, que dá para tirar um monte de números diferentes para cada coisa, dependendo do que incluir ou não em cada um. Por isso, não estranhe se você encontrar na internet números diferentes destes que eu mostrei.

Concluo com minha opinião pessoal: o problema não é a previdência, é a mania de achar que o governo nos dá coisas de graça. Solução: capitalização individual, privada, com a maior liberdade possível, garantida por uma rede privada de seguros e resseguros. E para quem não tem capacidade de organizar sua própria vida e seu próprio futuro, salário mínimo pago pelo governo, com o nome de assistência social, não previdência.

A PALAVRA DO EDITOR

TEM CACHORRO BEBENDO ÁGUA EM PÉ

São Pedro continua com as torneiras abertas aqui em cima do Recife.

Choveu ontem o dia todo. Manhã, tarde, noite e madrugada.

E hoje o dia amanheceu chovendo.

Cada pingo do tamanho de um caroço de jaca.

Conforme registrou o noticiário local, teve até sapo morrendo afogado.

Não fui nem deixar o João no colégio hoje. E ele achou ótimo!

Neste momento, meio da tarde desta segunda-feira, a água maneirou um pouco.

Mas o tempo continua feio.

Um desmantelo danado.

Vôte!!!

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

POEMAS SOBRE OBVIEDADES

UM DIA DE CADA VEZ

Viver sempre o tempo presente
Não ter foco no passado
Nem ansiar pelo futuro
Evita ser atropelado
Pelo trem do pensamento
Que está desgovernado.

*

PRIMEIRO, AS PRIMEIRAS COISAS

Assuntos devem ser ordenados
Utilizando prioridade
Pode sonhar com o ideal
Tenha foco na realidade
Assim vai superar desafios
A vida ganha qualidade.

*

VIVA E DEIXE VIVER

A gente tem um grande defeito
Querer o máximo poder
E na vida do próximo
Acha que pode se intrometer
Quem possui sabedoria
Segue o lema: Viva e deixe viver!

*

VÁ COM CALMA

Uma postura de bom senso
É agir sempre com calma
Constitui muita importância
Pra o equilíbrio da alma
O corpo não vai adoecer
Pois bloqueia todo trauma.

*

PENSAR

Quem quer ser distinguido
Ser humano racional
Evita agir por impulso
Através do instinto animal
Pensar é a frequência
De quem usa a consciência
Sintonize esse canal!

*

AUTOESTIMA

Gostar de alguém é fácil
Difícil é se valorizar
Erra quem procura no outro
Felicidade encontrar
O afeto vai poder fluir
Nada consegue obstruir:
Ame-se em primeiro lugar.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

MARIANA STOCK E A TEORIA DO ORGASMO FEMININO

A teórica do orgasmos Mariana Stock

“Idealizada” pela psiquiátrica e psicanalista curitibana Mariana Stock, a teoria do orgasmo feminino consiste na mulher conhecer o próprio corpo a fundos perdidos, saber tocá-lo amiúde, em todas as partes sensíveis, trazendo o prazer à flor dos poros, excitando todas as zonas exógenas para gozar solitariamente sem a intromissão duma bimba, bastando apenas introduzir um vibrador “kidbengaliano” lubrificado com óleo de peroba na área do clitóris onde está localizado o ponto “G”.

Por meio de cursos online ou presenciais, a psicanalista está “revolucionando” a chamada “terapia orgástica”, que consiste na experiência individual de ampliação de consciência, onde a mulher aprende a desconstruir a ideia de que é preciso ser boa de cama: fungar, gemer, espernear, gritar, para o parceiro ouvir e a percepção de que o ato depende menos de fantasias do que de sensações físicas para ser bom e prazeroso.

Como na teoria Pajubá, “idealizada” e desenvolvida no reinado petista, que consiste na disseminação da suruba a todo custo para alienar corpo e mente de viado, baitola, fresco, franco, sapatona, travecus, tendo como expoentes principais as “teóricas” e “orientadoras” Jandira Pinguelão, Dilma Rousseff Clitorão, Márcia Tibúri Cuzão, Maria Doidivana Rosarão, dentre outras figuras proeminentes do universo petralha, a teoria do orgasmo feminino e a teoria Pajubá, dentre outras alucinógenas, são a demonstração cabal da transformação descompassada por que passou o Brasil e a América Latina depois que o “messiânico” canalha Luiz Inácio Lula da Silva, hoje Presidiário, assumiu o comando do continente há mais de dois séculos e idiotizou mais de oitenta por cento do seu rebanho com essas insanidades patológicas.

Como por trás de tudo que os petralhas abarcam como sendo revolucionário e bom para todos e sem fins lucrativos, mas visando a mamata da Lei Rouanet, a “teórica” Mariana Stock, criou o espaço PRAZERELA que, segundo ela, consiste “num espaço, num encontro, num refúgio dedicado às mulheres e aos seus prazeres”, com muita conversa mole, bate papo furado, lero lero e trela para boi dormir.

“Mulheres juntas, trocando carícias, crescendo e se fortalecendo mutuamente, num reencontro com o deleite adormecido, numa libertação dos tabus que as enrijecem. A possibilidade do emponderamento feminino pelo caminho do prazer” – explica Mariana Stock sua tese revolucionária que vai transformar o mulherio varonil no imenso FEBEAPÁ!

É ou não é pra arrombar a tabaca de Xolinha?!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

A PALAVRA DO EDITOR

UM DEPOIMENTO INSUSPEITO

Aí em cima está o artigo do Dr. Luís Carlos Dias Torres, que você acabaram de ler, e que foi publicado no Estadão, edição de sábado passado, dia 15.

Depoimento insuspeito de um advogado de implicados na Operação Lava Jato, como ele mesmo diz no texto.

E logo aí embaixo, o artigo do nosso colunista Goiano Braga Horta.

Leiam os dois textos e tirem vocês mesmos suas conclusões.

Dr. Luís Carlos Dias Torres: “O que ficou muito evidente para mim na conduta do Dr. Sérgio Moro foi sua obsessão pela apuração da verdade. (…) A inversão de valores que estamos vivendo é de deixar qualquer pessoa de bem completamente estarrecida.”

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

A TRISTEZA QUE ME DÁ

Por estes dias, ando macambúzio. Só o que me desalivia o peso sobre o espírito são os ares de Paris.

Paro em um grego do Quartier Latin e peço um cone de batatas fritas a dois euros e saio comendo pela rua, quase de cabeça baixa. Ando pela beira do Sena, desbundo-me na Ponte Alexandre Terceiro, peso-me o coração de dor ao olhar a fachada da Notre Dame, queimada e vazia por dentro, espanto-me com as sirenes de um comboio de carros da polícia que vão descer o cacete nuns coletes amarelos.

Mas nada me tira, completamente, o fardo de chumbo derretido que me deprime com as notícias de que Sérgio Moro e o Ministério Público praticaram atos que confirmam as suspeitas de que os processos contra o presidente Lula foram baseados em falsidades.

Pensarão que eu devia estar alegre e com a alma leve! Pois, então, não existe mesmo a possibilidade de que, com as revelações do The Intercept, possam mesmo os processos contra Lula (e até contra outros) serem anulados, como aconteceu com a Operação Satiagraha (2004/2011) e com a Operação Castelo de Areia (2009/2011)?

Sim, existe.

E isso, para quem acompanhou os processos contra o Lula, desde as investigações, passando pelas apurações e denúncias, até o desenrolar do processo, sua sentença e confirmação pelo TRF4 e pelo STJ, traz um sentimento de que a Justiça possa ser feita e que Lula (que acreditamos inocente das acusações, até por inexistirem dados concretos de sua pretensa corrupção e por nunca ter sido encontrado o dinheiro grosso, que essa corrupção teria de ter rendido, em qualquer conta sua escondida no Brasil ou no exterior, ou debaixo do colchão) possa ter todo o processo revisto, desde às origens, que hoje todos sabem que devem estat contaminadas – de cabo a rabo.

É que insistíamos em acreditar que esses homens acreditavam, ainda que a meu ver envolvidos pelo ambiente político e social contaminado, estar aplicando a lei; e pensavam estar fazendo um julgamento isento.

Algo semelhante acreditei que pudesse ter havido com o segundo processo, sentenciado pela juíza Gabriela Hardt, que copiou a fórmula, acreditando que – pelas aparências formais – tudo tinha andado bem e ficava claro que se Lula tinha aprontado no tríplex não havia porque não tê-lo feito em Atibaia: a juíza, pelo menos, estava de boa-fé?

Pois, o castelo de cartas caiu e com ele a minha crença na isenção de propósitos de toda essa turma, inclusive na imparcialidade dos juízes do segundo e terceiro grau, que não tiveram a capacidade de ver que, ainda que os aspectos formais dos processos parecessem regulares, existia uma evidência de animosidades mais do que latentes, patentes, em episódios como o da apresentação de Lula como o centro de tudo no esquema de corrupções, bem como em atitudes do juízo do primeiro grau na condução do processo – de modo que esse fechar de olhos e o apoio irrestrito à barbaridade processual, mesmo com as reduções da pena e da multa absurda pelo STJ, denotam a existência do “tour de force” condenatório.

Hoje, não há mais dúvida: todos agiram, seja em concluio, seja em combinação, seja em vista grossa ou apoio tácito, com o fim de justiçamento, adotando o princípio de que os fins justificam os meios, para tomarem-se em cruzada contra a corrupção.

E isso me leva a esta tristeza. Agravada pelo fato de que Lula está preso há um ano, por uma condenação absolutamente irregular.

E há quem aplauda.

E minha tristeza aumenta ainda mais ao sentir que quem aplaude também há de estar envolvido na conspiração.

É esse, mesmo, o País que dizem querer deixar para filhos e netos?! Um País de nulidades?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Berto

Pesquisando a respeito desse nosso maravilhoso nordeste, encontrei um acervo de filmes de Thomaz Farkas sobre Brasil popular, reunido em site com 34 filmes,
de curta e média metragens

Divulgue nessa gazeta da bixiga lixa.

Tenho certeza que vai agradar aos incontáveis leitores fubânicos espalhados no Brasil e no exterior .

R. Pedro Malta, incansável pesquisador da cultura popular nordestina, enriquece as nossas sextas-feiras com sua coluna “Repentes, Motes e Glosas“.

Quando é agora, nos brinda com este fantástico acervo de filmes nacionais.

Um presente arretado para começarmos a semana.

São várias excelente produções, dos anos 60/70, sobre a Nação Nordestina.

Tenho certeza que os nossos leitores irão gostar.

Muito obrigado, meu caro Malta!

Para acessar a página enviada pelo nosso estimado fubânico, basta clicar aqui.

XICO COM X, BIZERRA COM I

JOÃO E MARIA

O gatinho João amava a gatinha Maria. Aos olhos de João e ao amparo de seus sentimentos, Maria era bela. Belíssima. A mais bonita de todos os telhados. Pouco lhe importava se ela andasse desequilibrada e passeasse suas patas descalças por sobre as telhas sujas do lugar. Não lhe incomodava seus pelos maltratados e em desalinho. Maria era bela. Belíssima. Olhos de um verde que quase não mais existia em outras gatas nas redondezas. Assim avistava João. Seus amigos percebiam muitos defeitos em Maria. E miavam aos quatro cantos suas imperfeições. Apenas o gatinho João não as enxergava. Via e ressaltava sua beleza natural, a que independe de qualquer coisa, a que realmente importa. Maria, apesar dos maus-tratos que a vida lhe impunha, era bela. Belíssima. A mais bela de todas as gatas e seu rosnar era incomparável. Ameaçador, é verdade, mas tão terno quanto. João amava Maria. E Maria amava João. Apenas isso. Além do que, aos olhos de João e ao amparo de seus sentimentos, Maria era bela. Belíssima. A mais bonita de todos os telhados.

Toda a série FORROBOXOTE, Livros e Discos, disponível para compra no site Forroboxote. – Link BODEGA. Entregas para todo o Brasil.

A PALAVRA DO EDITOR

VAGABUNDOS VERMÊIOS

Meus conterrâneos, apenas aqueles que são vagabundos e babacas político-ideológicos, atanazaram a vida dos cidadãos de bem e dos trabalhadores na última sexta-feira, 14.

A canalha lulo-zisquerdóide marcou a “greve” exatamente para a véspera do final de semana, pra ficar mais tempo sem produzir nada e coçando o saco.

Na verdade, já não produzem porra alguma, além de merda fedorenta e disparates surrealisticamente criminosos.

Mas o ato destes bandidos safados serviu pra alguma coisa.

Serviu pra mostrar o revolta das pessoas do povo, pessoas honestas e trabalhadoras, que repudiaram a zona instalada pelos vermêios no centro da cidade com gritos de “Vagabundos”.

Vagabundos, canalhas, felas-de-puta, bandidos, marginais.

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