A PALAVRA DO EDITOR

CONSELHO

Conselho aos queridos amigos fubânicos.

Quando você se sentir um completo idiota, basta lembrar que existe no mundo Juca Kfouri e José Trajano, os entrevistadores de Lula.

E seu astral subirá de imediato.

Na foto abaixo, a parelha de babacas com os dentes arreganhados, saindo do Hotel Polícia Federal, onde Lula está hospedado, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

GLÓRIA MARIA ZAGO – ARAGUARI-MG

Caro Editor:

Seria possível reproduzir esta notícia no JBF?

Ela mostra o caráter dos nossos parlamentares.

Foi publicada no blog de Lauro Jardim no mês de abril passado e reproduzida em vários jornais.

Muito obrigada.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

SONETO DA SEPARAÇÃO – Vinícius de Moraes

De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

Colaboração de Pedro Malta

GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

E A PONTE NÃO CAIU

Em 1960 um prédio foi inaugurado na Praça da Sé em São Paulo, com grande alarde pela imprensa paulista, um dos maiores edifícios do Brasil, o Edifício Mendes Caldeira, o monumental arranha-céu era propagado como o melhor negócio do Brasil. Sucesso de vendas, todas as salas foram comercializadas rapidamente e em 1961 foram entregues. O prédio novinho em folha era vizinho do Palacete Santa Helena, da década de 20, de influência art-déco e propriedade do ex-governador paulista Manuel Joaquim Albuquerque de Lins. Esses 2 prédios e outros menos famosos e mais baixos ficavam entre as Praças da Sé e Clovis Bevilaqua e no caminho do metrô que seria construído anos depois.

1 e 2. Propaganda e jornal da época da construção do Mendes Caldeira. 3. Praça da Sé antes da implosão do edifício

O metrô de São Paulo foi construído no inicio dos anos 70, porém após entrar em operação, passava próximo à Praça da Sé, mas não tinha estação no local. Em 74 começou a demolição tradicional, na marreta e trator, dos prédios entre as praças, ficando de pé só o Mendes Caldeira, que precisava ser implodido, e foi. A escolha deste arranha-céu pra implosão nunca ficou bem explicada, falava-se de desvio de dinheiro e erro na construção e até uma falha geológica abaixo do prédio, que poderia causar o seu desmoronamento a qualquer momento. No dia 16 de novembro de 1975, um domingo, as 36 mil toneladas do Mendes Caldeira viraram metralha. A implosão virou atração turística, São Paulo queria ver, e em apenas 9 segundos o prédio foi abaixo.

1. Mendes Caldeira com o Palacete ao lado. 2. Palacete Santa Helena recém-construído. 3. Antes e depois da implosão, com o arranha-céu sendo substituído pelas palmeiras imperiais.

Em 1975 houve uma grande cheia no Rio Capibaribe que inundou o Recife, correu-se um boato que a Barragem de Tapacurá iria estourar, foi uma tragédia na cidade, muito prejuízo, mais de uma centena de pessoas morreram. Quando as aguas baixaram, iniciou-se um conjunto de obras para evitar novos alagamentos, uma das ações seria o alargamento da calha do Capibaribe, mas no bairro da Torre tinha uma ponte que atrapalhava o projeto, foi ai que surgiu a ideia: a ponte seria implodida, o Recife precisava alargar o rio e precisava também de uma implosão para entrar na era da modernidade que São Paulo já havia entrado.

Cheia do Capibaribe em 1975

“Foi ai que chamaram uma empresa paulista para implodir a Ponte da Torre. Na data programada para a primeira implosão em Pernambuco, deu TV transmitindo ao vivo e torcida organizada. Na hora exata, o engenheiro, um japonês, responsável pelo grande evento, autorizou a implosão. As bombas foram detonadas, os recifenses que assistiam em loco ou pela TV aguardaram apreensivos o baixar da fumaça, mas quanto se dissipou, a ponte continuava no mesmo lugar, invicta, como, aliás, até hoje está. A implosão virou piada, e acabou num frevo-canção intitulado “E a ponte não caiu”, de Mario Griz, interpretado por Beto de Paula. A Letra: Eu ri, Você também/ todo mundo riu/ a bomba estourou/ mas a ponte não caiu/ o engenheiro pela TV/ anunciava a nova implosão/ E a galera na beira do rio/ mandava o japonês/ para a ponte que não caiu.” Noticiou a Revista Continente de Fevereiro de 2003.

1. Ponte antiga da Torre na cheia de 1966. 2. Engenheiro japonês responsável pela implosão. 3. Implosão. 4. Ponte nova recém-inaugurada

O texto da revista Continente diz q a ponte até hoje está lá, mas na verdade a demolição foi feita manualmente e construída outra mais larga e maior no lugar, mas não importa, pois o Recife tinha feito a primeira implosão de uma via elevada da América do Sul.

Implosão do Mendes Caldeira

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

QUATRO TEMAS PRO DOMINGO

1 – CRESCER E MULTIPLICAR

Família reunida dá pausa na multiplicação

Trabalhar é o caminho e a solução para quase tudo. Inclusive, para esquecer a realidade e as coisas simples que a Natureza divina nos oferece, todos os dias. Muito provavelmente, foi pensando assim, que os gestores públicos do passado criaram “férias” para quem se dedica tanto nas obrigações trabalhistas assumidas e, como castigo disso, acaba esquecendo a família que está construindo.

Felizmente, não era assim que pensava Antônio Luciano, homem rude em todos os sentidos e, felizmente, correto e honesto em todos os seus propósitos – coisa rara neste Brasil que rouba a si próprio – que conseguia ver que, todos os dias têm 24 horas, mas a noite, infelizmente, só têm 8.

E era esse mesmo Antônio Luciano que afirmava com conhecimento prático e acadêmico:

– Se, dessas oito horas da noite a gente aproveitar todo dia, pelo menos duas fazendo malinagens “capatroa”, ela nunca vai sentir dor de cabeça, nem ter tempo para sofrer depressão. A gente economiza na compra de remédios!

Era essa a filosofia do viver de Antônio Luciano, casado de papel passado com a Tia Maria. Tia Maria, teve ano que pariu duas vezes. Uma em fevereiro e outra em dezembro. Se doaram inteiros na “multiplicação”, embalados, nos tempos dos anos 50, pelas sinfonias de cigarras, grilos e corujas.

Fizeram tantos filhos que, certa tarde de domingo, esperando o café com cuscuz depois da madorna do almoço, Antônio percebeu que, no cio, a jumenta Brilhosa aporrinhava o jumento Fabrício, se negando a ter e dar prazer, e resolveu chamar o filho Zé Luciano para soltar a jumentinha. De repente, um rapaz e um menino se postaram na frente dele e, uníssonos disseram:

– Sim, pai!

Pois, eram tantos filhos, que Antônio Luciano esqueceu e, na hora do batizado, repetiu o nome. Dois filhos com o mesmo nome.

E essa foto aí mostra a exata realidade do sertão cearense. O pai se preparando para ir ao trabalho, encostado no jumento; o cachorro pirento e cheio de pulgas todo enrolado, deitado; a mulher prenha, com três filhos pequenos e o mais velho sentado ao lado da mulher que já pariu dois (estranhamente, um moreno e um mais clarinho – não se espantem, pois é que ela bebia muito café durante a gravidez) na despedida do pai.

No sertão, “crescer e multiplicar” não é apenas uma passagem bíblica – às vezes, a interpretação muda de figura, e é feita ao pé da letra, “triplicando”.

* * *

2 – OS PRAZERES DE IPANEMA E HIGIENÓPOLIS SÃO DIFERENTES DE TIMBAÚBA

Moderno “rebolador de barro” de Timbaúba

São muitas as afirmações de entidades envolvidas com a saúde pública, dando conta da escassez e da quase inexistência de saneamento básico na maioria das cidades brasileiras, e a má qualidade operacional desse item na saúde do povo. Virou justificativa cultural, o dizer que, “saneamento básico não aparece, por isso não dá votos, o que justificaria sua inexistência”.

Na minha Queimadas, lembro bem, quando apertava a necessidade de “rebolar o barro fora”, a gente pegava a vara de derrubar manga e caju, um sabugo de milho e se enfiava mata à dentro – a vara era para espantar os porcos e as galinhas. Se não fizesse isso, esses saborosos animais domésticos não deixavam ninguém cagar.

Agora, se a vontade de fazer isso permitisse, não precisava levar a vara. Dava tempo subir na mangueira e, de lá, “atirar merda” nas cabeças dos porcos. Pior mesmo, era o castigo imposto pela Avó: banhar os animais para retirar a bosta. Era muito trabalhoso levar dois porcos para banhar no açude. Eles eram levados soltos e, costumeiramente, se embrenhavam na mata. Era uma luta hercúlea para juntá-los e trazer de volta.

Mas, como toda regra tem exceção, na casa da tia Nezinha, na Timbaúba – um povoado nem tão distante das Queimadas, o luxo era diferente, haja vista que havia dois “water closet” – um, mandado construir na parte externa da casa, logo ao lado da camarinha, com uma porta da qual apenas ela tinha a chave; e outro, no quintal para uso geral – na realidade, um buraco no chão, protegido por um banheiro de palhas de coqueiro.

No bairro Higienópolis, na capital paulista, claro que a realidade é outra. Banheiros modernos, sempre higienizados, duchas íntimas e até equipamentos que, na descarga, transformam o odor insuportável da merda em colônias francesas. Mas, essas são as exceções da regra, e nunca somam nas estatísticas do IBGE.

* * *

3 – A BODEGA E O BODEGUEIRO DO SERTÃO

Uma bodega típica em Simplício Mendes – interior piauiense

Nunca teve lista. É, lista, Aquela relação abestalhada que muitos que querem aparecer levam para os supermercados no dia de fazer a “compra grande” do mês.
Tava tudo ali, decorado na cabeça, por força da necessidade. Biscoito de maisena, sabonete Phebo, essas coisas que a gente comprava quando era no começo do mês e a conta do caderninho ainda estava pequena.

Levava 250gr de pó de café, mil réis de pimenta do reino, mil réis de colorau (quando acabava o que era feito de urucu e vinha do interior), 100gr de banha de porco, 200gr de manteiga real, uma barra de sabão, 1 lata de leite Ninho, 1kg de feijão, 2kg de arroz, 2 kg de farinha, 1 litro de querosene, duas velas das médias, duas latas de sardinhas Coqueiro, 1 lata de Kitut fiambrada e 1 kg de sal. Essa era a compra de casa, anotada no caderninho para pagar quando o “dinheiro do papai saísse”.

A compra da Vovó, era mais ou menos essa aí, mas no lugar do leite Ninho, tinha 1 quarta de fumo em rolo; no lugar das 250gr de pó de café tinha as mesmas 250gr de café, mas em grãos. Não entravam na lista o feijão, o arroz, a farinha e o açúcar. Tudo era colhido na roça e no lugar do açúcar, a gente usava mesmo era a rapadura.

Segredos dos negócios sempre existiram. E um dos segredos guardados sob sete chaves, era a mania que Diógenes da Nêga, bodegueiro lá das beiradas do Açude Novo, na Guaiúba, tinha para comprar alguns itens em maiores quantidades, embora o consumo não fosse tão grande.

Fumo de rolo, charque, pirarucu, camurupim, rapadura, querosene, creolina, banha de porco e óleo comestível de caroço de algodão, eram itens que lotavam sempre a despensa do bodegueiro.

Charque no feijão, quase todo mundo usava, querosene toda casa consumia mais de 1 litro por semana, apenas nas lamparinas, creolina para limpar as bicheiras dos animais e fumo de rolo para suprir os cachimbos. Talvez fosse essa a justificativa dos grandes estoques.

Agora, nunca teve bodega que não vendesse fiado. Ainda que ostentando em muitas prateleiras, aquela placa tradicional de “Fiado só amanhã”!
Hoje tudo é muito diferente, com a chegada dos sacolões, dos pequenos comércios de cereais, das padarias que se triplicaram e, finalmente, com a chegada dos supermercados, sufocando e acabando quase que definitivamente com as bodegas e os bodegueiros.

* * *

4 – ROSÁRIO DOS COQUINHOS

Rosário de coquinho catolé

Coco catolé. Para as crianças, uma divertida brincadeira coroada com a satisfação da alimentação; para outros, uma alimentação, se misturada à outros ingredientes; para outros, a única fonte de renda possível de suprir as necessidades mais prementes.

Em algumas cidades do interior dos estados do Ceará, Piauí, Paraíba e Pernambuco, o “rosário de coco catolé” não permite qualquer associação religiosa. É muito forte entre o brincar comendo alguma coisa e a manutenção cultural descoberta pelos antepassados.

A venda de rosários ajuda na manutenção de famílias, como faz o menino do amendoim torrado nos trens suburbanos do Rio de Janeiro. A extração do óleo comestível e medicinal, tem se transformado numa fonte de renda no alto sertão nordestino, onde prolifera, ainda, a fome – em meio ao cântico dos sabiás.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM JORNAL INDECENTE A FAVOR DA DECÊNCIA

Comentário sobre a postagem CONVERSAS DE MORO

A verdade está lá fora:

O Jornal da Besta Fubana sempre esteve contra a roubalheira e a favor da decência.

Isto é a maior verdade.

E seus leitores estão aqui para ajudá-lo a manter o Jornal sempre no caminho da verdade, apesar das pedras espalhadas pelos inimigos do povo.

* * *

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

AS BRASILEIRAS: Maria Quitéria

Maria Quitéria de Jesus Medeiros nasceu em 27/7/1792, em São José das Itapororocas, atual Feira de Santana, BA. Militar e heroína na luta pelo reconhecimento da independência do Brasil. Filha do fazendeiro português Gonçalo Alves de Almeida e Joana Maria de Jesus, perdeu a mãe aos 10 anos e assumiu o comando da casa. O pai casou novamente e ela não se deu bem com a madrasta, que não admitia seu comportamento independente. Não frequentou escolas, mas dominava a montaria, caçava e manejava armas de fogo.

Estava noiva, prestes a casar, entre 1821 e 1822, quando teve início na Bahia o movimento contra o domínio português. Em janeiro de 1822, a Coroa enviou as tropas portuguesas, sob o comando de Inácio Madeira de Melo. No confronto, os portugueses cometeram barbaridades, como a invasão do Convento da Lapa, onde ocorreu o martírio da freira Joana Angélica. O fato veio acirrar o ânimo da população, levando o Conselho Interino do Governo da Bahia a convocar voluntários. Maria Quitéria quis se alistar, pediu permissão ao pai, mas teve o pedido negado. Com a apoio da irmã e do cunhado, cortou o cabelo, vestiu roupas masculinas e se alistou com o nome Medeiros no “Batalhão dos Voluntários do Príncipe Dom Pedro”. 15 dias depois o pai foi buscá-la, mas o major José Antônio da Silva Castro (avô do poeta Castro Alves) defendeu-a e não permitiu seu desligamento da tropa, devido a sua disciplina militar e facilidade no manejar de armas. Seguiu com o Batalhão, agora com um saiote à escocesa acrescido ao seu uniforme, para vários combates.

Participou das batalhas na da Ilha da Maré, da Pituba, da Barra do Paraguaçu e de Itapuã. Dom Pedro enviou à Salvador o general Pierre Labatut, para organizar o combate, no qual ela teve atuação destacada. Em 2/7/1823, quando terminou a “Guerra da Independência”, com a entrada do Exército Brasileiro em Salvador, a cabocla Maria Quitéria, já promovida a cadete, foi saudada e homenageada pela população. Lembremos que esta guerra durou de 1821 a 1823 e que o dia 2 de julho de 1823 ainda hoje é a data magna da Bahia, feriado em comemoração a consolidação da independência do Brasil.

Em 20 de agosto do mesmo ano, foi condecorada, no Rio de Janeiro, com a “Ordem Imperial do Cruzeiro do Sul”, numa audiência especial quando recebeu a medalha das mãos do próprio Imperador Dom Pedro I, com o discurso: “Querendo conceder a D. Maria Quitéria de Jesus o distintivo que assinala os serviços militares que com denodo raro, entre as mais do seu sexo, prestara à causa da Independência deste Império, na porfiosa restauração da Capital da Bahia, hei de permitir-lhe o uso da insígnia de Cavaleiro da Ordem Imperial do Cruzeiro”. Além da comenda, foi promovida a Alferes (2ª tenente), posto em que ficou reformada. Voltou à Salvador com uma carta do imperador dirigida à seu pai, pedindo que ela fosse perdoada pela fuga de casa para lutar pelo Brasil.

A escritora e pintora inglesa Maria Graham, que viveu três anos no Brasil, estava presente nesta cerimônia e ficou tão impressionada com sua figura que desenhou seu retrato, o único que temos de Maria Quitéria. Além disso, escreveu no seu livro Journal of a Voyage (Londres, 1824), que “Maria de Jesus é iletrada, mas viva. Tem inteligência clara e percepção aguda. Penso que, se a educassem, ela se tornaria uma personalidade notável. Nada se observa de masculino nos seus modos, antes os possui gentis e amáveis”. Foi a partir daí que a nossa heroína passou a ser conhecida e valorizada entre nós. Por incrível que pareça, ainda hoje os brasileiros mantém o costume de só reconhecerem suas personalidades quando são divulgadas no exterior.

Pouco depois casou com um antigo namorado, o lavrador Gabriel Pereira de Brito, com quem teve uma filha. Em 1835 ficou viúva e mudou-se para Feira de Santana para tentar receber parte da herança do pai, falecido no ano anterior. Desistiu do inventário, devido a morosidade da justiça e foi morar com a filha em Salvador. Faleceu em 21/8/1853, aos 61 anos, quase cega e total anonimato. Encontra-se sepultada na Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento, no bairro de Nazaré em Salvador. Foi a primeira mulher brasileira a assentar praça numa unidade militar do Exército. 120 anos depois, em 1943, durante a 2ª Guerra Mundial, as mulheres passaram a ter existência oficial naquela instituição.

Em 1953, Os Correios estamparam um selo comemorativo do centenário de seu falecimento. Em 1996 foi-lhe atribuído o título de patronesse do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro. Sua imagem está exposta em todos os quartéis do Brasil. As câmaras municipais de Salvador e Feira de Santana instituíram a Comenda Maria Quitéria. Em sua cidade foi-lhe erguido um monumento no cruzamento da Av. Maria Quitéria com a Av. Getúlio Vargas, além de nomear o Paço Municipal. Seu retrato mais conhecido é uma pintura de corpo inteiro, pintado por Domenico Failutti, que atualmente integra o acervo do Museu Paulista, em São Paulo. A pintura foi baseada no retrato publicado no livro de Maria Graham.

Sua vida foi descrita em diversos livros de história do Brasil e em algumas biografias: Maria Quitéria: A Joana d`Darc brasileira (2014), de Mônica Buonfiglio; Maria Quitéria (2008), de Miriam Mambrini e A incrível Maria Quitéria (1977), de João Francisco de Lima. Sua vida e feitos vêm sendo comparados ao da mártir francesa Joana d’Arc, que também teve uma destacada vida militar.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VALÉRIA BOSSI – BELO HORIZONTE-MG

Caro chef editor,

Recebi pelo WhatsApp e achei que expressa a opinião de centenas de nós que já desistimos da Vênus Platinada e corremos para o Besta Fubana.

Se achar que vale a pena publique.

Um abraço e tenha um domingo de real descanso.

Se esqueça de nós neste dia santo para ter um real relaxamento.

Mas volte na segunda-feira.

Valéria, das Minas Gerais

R. Minha cara doutora, grande médica fubânica das Minas Gerais, como especialista em Medicina Preventiva, pode ficar tranquila que eu descanso e relaxo todos os dias.

E também nos finais de semana. 

Até massagens eu ganho de Chupicleide!!!

Saiba que editar o JBF me faz relaxar e levantar o meu astral. Ao invés de estresse, me dá tranquilidade. Baixar a lenha em ladrões e corruptos é uma terapia que traz enormes benefícios.

Aqui no editor desta gazeta escrota tem um recurso que permite agendar matérias pro dia seguinte. Ou pra qualquer outro dia. Posso programar até a hora e o minuto pra postagem ir pro ar.

De modo que ontem, sábado, eu já deixei pronta a maior parte da edição deste domingo. Inclusive esta sua mensagem.

Hoje vou sair com Aline e João e bater pernas na minha querida Recife, já que a chuva nos deu uma trégua.

Como perdi a vergonha depois de chegar à provecta idade, e não mais posso frequentar botecos por ordem do meu cardiologista, vou passear no xopis centis, tomar um capuccino e apreciar o terapêutico desfile das moças andando pra lá e pra cá.

Fiquei ancho que só a peste quando você falou que o grande público está trocando a Globo, a Venus Platinada, pelo Jornal da Besta, a Gazeta Escrota.

É por isso que audiência daquela merda da extrema imprensa oposicionista tá despencando!

Você, minha querida doutora, está no time dos doadores que ajudam a pagar as despesas com a manutenção deste jornaleco.

Brigadão mesmo pela força!

A seguir está transcrita a excelente cacetada que você recebeu pelo Zap e mandou pra gente. E que merece mesmo ser repassada pra todo mundo.

Mãos à obra.

Um xêro nordestino e um excelente domingo!!!

* * *

“Boa tarde, Rede Globo.

Não é com satisfação que envio esta mensagem, pois esta empresa esteve presente na minha vida desde a infância, e por muitos anos foi, para mim e todos ao meu redor, referência de jornalismo sério, comprometido e imparcial.

Ocorre que, ser pensante que sou, não poderia deixar de notar o teor grosseiramente tendencioso com o que noticiam todo e qualquer acontecimento envolvendo o sobrenome Bolsonaro.

Creio que vale lembrar que, neste exato momento de nossa história, este senhor é o Presidente da República, (dos que gostam e dos que não gostam) e isto, por si só, já deveria ser motivo de respeito e deferência, o que não acontece em NENHUM de seus noticiários.

Nota-se claramente a intenção nociva de denegrir, desacreditar e criar um ambiente hostil ao redor do Presidente e dos seus, e isto me causa profunda vergonha. Vergonha real!

Daquelas que a pessoa sente o rosto queimar e a vontade de se esconder.

Bem, para quem defendia a seriedade de suas notícias, hoje é assim que me sinto, com vergonha.

Creio que dentro desta empresa, ainda deve haver aqueles que se sentem como eu, mas que presos ao vínculo empregatício que os sustenta, repetem o que lhes mandam os “patrões”.

É até aceitável, considerando que as contas chegam no final do mês para a esquerda e para a direita, não é mesmo?…

O que não é aceitável é que vocês entrem em nossas casas *chamando idiotas do BBB de heróis*, enquanto tentam denegrir uma pessoa que, até este momento, está demonstrando profundo respeito pelo País.

Não é aceitável que estejam tentando fazer buracos num navio aonde todos nós estamos.

Não, definitivamente não é aceitável.

Bom, certamente não será a minha indignação com sua postura (ou falta dela) que os fará mudar sua *forma nojenta* de “mostrar a notícia”, mas ressalto que este meu pensamento retrata, na melhor das hipóteses, o mesmo pensamento de algumas centenas de pessoas que conheço, e que já desligaram suas tv´s para vocês.

Informo também que não espero retorno nenhum, se for para dizer frases longas de palavras bonitas e boa maquiagem, pois isso seria perda de tempo.

Se quiserem responder com o devido respeito, respondam quando começaremos a falar sobre os filhos do atual presidiário Luiz Inácio Lula da Silva, ou então quando a Globo se pronunciará sobre o rombo bilionário em impostos devidos à Receita Federal?

Ou quem sabe, o JN poderia mencionar qualquer coisa que fosse sobre alguns de seus artistas envolvidos com uso suspeito das verbas provenientes da Lei Rouanet.

Olha aí quanta sugestão de matéria boa e que geraria audiência acima da média, né?!

E para finalizar, este mesmo texto será amplamente divulgado nas redes sociais para fins de informação.

Att,

Simone Ramos.”

* * *

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

PREOCUPAÇÃO

A situação do Brasil é delicada. Complicada. Do jeito em que se comporta causa preocupação. Depois de enfrentar dois anos de pura retração, o PIB voltou a crescer, embora timidamente. Em 2018, a duras penas, o PIB conseguiu subir 1,1% na escala de crescimento. Marca pior do que o de 2012, quando o PIB alcançou 1,9%.

Com este acanhado resultado, até o PIB per capita, divisão da riqueza nacional por habitante, chegou a míseros R$ 32.747 no ano que passou. Diversos temas colaboram para manter a economia presa. Travada. Sem disposição para crescer. A greve dos caminhoneiros ainda repercute, causa estragos, o mar de incertezas políticas, que não sabe que rumo tomar, a hesitação dos gestores que passaram, deixando profundas marcas negativas. Além de ficaram com as atadas, sem nada fazer de positivo, os antigos gestores permaneceram cegos. Pensando na reeleição, evitram tomar medidas com repercussões impopulares, apesar de necessárias para o país.

Os setores que se destacaram em 2018, em termos de crescimento foram serviços, que cresceu 1,3%, indústria, 0,6%, que mesmo fora de sintonia, conseguiu levantar um pouco os braços, depois de passar quatro anos seguidos de queda. Os resultados apurados em outros setores foram, investimentos, 4,1%, que passou três anos de inexpressividade, exportação, 4,1% e importação, 8,5%. Sinal de que os investimentos externos fugiram para os pouquíssimos lados que prometeram retorno financeiro. Um marco desesperador foi o da construção civil, que tem os trunfos nas mãos para elevar a taxa de emprego, produto e de renda. Quando a construção civil fraqueja, derruba várias áreas como a de pedras, parafusos, areia, tintas, madeiras, tijolos e também de acessórios. Nem o agronegócio confirmou o ímpeto de 2017. No ano que passou registrou somente 0,1% de alta. Índice puxado pelo café e algodão, ao contrário do milho, laranja e cana de açúcar que decepcionaram.

*
A corrupção é uma praga mundial. É “o abuso do poder para fins privados”. Afirmou um entendido no asunto. Desde que o homem percebeu a possibilidade de corromper alguém para conseguir vantagens, obter benefícios por meios ilegais ou ilícitos, a prática do suborno invade a cabeça da humanidade. Faz escola. A desonestidade passou a imperar, especialmente nos órgãos públicos. Pouco importa se as consequências da deslealdade são devastadoras, afetam a moral, e são consideradas atitudes de caráter antiético paras as pessoas envolvidas na troca de favores. Neste jogo, com segundas intenções, figuram empresários, gestores e políticos. A Justiça não para de desmascarar as falsas honestidades.

O que estimula a corrupção é a ignorância ou a “esperteza” das pessoas. O surpreendente são os fatos acontecerem no meio de pessoas de elevada formação intelectual. Na corrupção existem três componentes. O corruptor, o autor da ação ilegal. O corrompido, a pessoa comprada por debaixo do pano para prestar favores indecentes. O terceiro ator nas operações de corrupção é o conivente. A testemunha ocular que, embora sabendo da transgressão à lei, se cala. Não denuncia a ilegalidade. Prefere manter-se omisso na jogada porque na jurisprudência, omissão não é crime. É fonte de renda.

Segundo a Transparência Internacional os países mais corruptos do mundo, conforme dados de 2016, são Somália, Sudão do Sul, Síria, Coréia do Norte e Iêmen. Por outro lado, os menos corruptos, os mais transparentes são a Dinamarca, Finlândia, Suécia e Suíça. Na América do Sul, o Uruguai figura como o país mais bem comportadinho no quesito corrupção. Enquanto o Brasil pune os corruptos de forma amena, solta pessoas mesmo as que apresentam passado sujo, trata os adeptos da má conduta com penas brandas, o Japão age de modo diferente. Demite, força a renúncia, ou testemunha o suicídio. Para enxugar a desonestidade, a China expurgou 1,34 milhão de funcionários corruptos, de 2012 em diante.

*
Os animais são idênticos a qualquer ser vivo. Nascem, crescem, se reproduzem e morrem. Não tem diferença. O que muda são as características de cada espécie. Uns andam. Outros nadam. Alguns saltam. Muitos voam e diversos rastejam, enquanto certas espécies são paradas, não se deslocam de forma alguma, mas a interação com a natureza é perfeita. Na espécie de vertebrados, existem os mamíferos, as aves, os répteis, anfíbios e os peixes que são espécies possuidoras de crânio. No grupo de invertebrados, os que não possuem crânio e nem coluna vertebral, encontram-se as esponjas aquáticas, as aranhas, vermes, minhocas, borboletas, lagostas, caranguejos e carrapatos. Cada animal, no entanto, tem cor própria, tamanho diferenciado, come um tipo específico de alimentação e vivem num ambiente previamente escolhido e se locomovem à sua maneira. A única semelhança entre os animais é que todos se reproduzem. Geram filhotes e criam a raça para perpetuar a espécie.

Tem animais de tamanho reduzido como as pulgas, sanguessugas e os mosquitos. Existem os de médio porte como os cachorros e os bodes. Afora os gigantes, compridos e pesadões, como os elefantes, os bovinos e as baleias. Quanto à maneira de se alimentar os animais também agem de forma diferente. Tem os carnívoros, os herbívoros, onívoros e os necrófagos que comem cadáveres. Ingerem restos orgânicos, como os urubus. Outras diferenças entre os animais dizem respeito à cobertura do corpo. Uns tem escamas, outros, penas e pelos

Os animais não são objetos. Não podem ser abandonados, explorados excessivamente pelo homem ou maltratados. A pessoa que se arrepende de criar, abusa fisicamente do animal ou maltrata o bicho, comete crime. Existe lei federal de 1998, proibindo abandonar, espancar, mutilar, envenenar, aprisionar, deixar ao relento, negar comida, não cuidar da saúde, caçar animais silvestres, domesticados ou nativos. O responsável, denunciado, responde a processo. Afinal, assim como a raça humano, os animais gozam do direito de ter vida livre. Dentro de ambiente natural. Como são protegidos por Lei Federal, privar, então, o animal de usufruir de liberdade no seu próprio mundo, seja terrestre, aéreo ou aquático, comete um crime ambiental. Por outro lado, quem costuma cometer abusos, maus tratos, ferir ou mutilar qualquer espécie animal, seja doméstico ou não, infringe as normas, está, então, sujeito a punição. Da mesma forma que a raça humana, o reino animal também tem fundamental importância na ciência biológica.

*
Quando a economia sofre uma contaminação generalizada de aumento de preços, o país é vítima de inflação. Processo que ataca o poder de compra das pessoas, fere a estabilidade de preços, debilita a renda, enforca o salário do trabalhador que fica mais pobre. Todo dia, quando o consumidor vai ao supermercado se surpreende com o aumento de preços, se espanta com a carestia de vida. A surpresa nas compras atormenta quem é fraco de bolso.

A inflação pode acontecer de algumas maneiras. Quanto maior a procura por um produto, o preço tende a subir naturalmente. Por outro lado, quando o produto tende a escassear nas prateleiras, o preço do danado também aumenta automaticamente. Pela escassez. O dólar é outra causa de aumento de preços porque se o dólar aumentar, o preço de importados, incluindo os insumos, também é majorado.

Mas, o governo, toda vez que gerenciar mal os recursos públicos, pressiona os preços. Se gasta mais do que arrecada, inflaciona. Se eleva os impostos, os preços disparam. Num país atordoado com a inflação, as consequências são a fuga de investidores, o medo em realizar projetos, a fraqueza para enfrentar as incertezas. A maior vítima da inflação é a classe mais pobre que paga mais pelo transporte, moradia e alimentação. Com o salário menor, o pobre compra menos tomate, feijão e arroz. O que caracteriza ser o empobrecimento a causa de muitos desgostos e aflição. Cenário difícil de resolver por falta de interesse político.