CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HÉLIO CRISANTO – SANTA CRUZ-RN

NÃO QUERO VER MICARETA, EM FESTA DE SÃO JOÃO

Vejo muito “forrozeiro”
Cantando num trio elétrico
Entoando um forró tétrico
Sem ter sequer sanfoneiro.
Só se escuta o batuqueiro
Zoando num paredão,
Deixando essa tradição
Pelas mãos de picareta;
Não quero ver micareta
Em festa de São João.

Não faça da nossa festa
Um armazém de despejo,
Contratando sertanejo
De forma tão desonesta.
O nosso povo contesta,
Quer ouvir xote e baião…
Muito forró no salão,
Com foguetão na vareta;
Não quero ver micareta
Em festa de São João.

Eu quero um trio pé de serra
Animando uma quadrilha,
Tendo o forró como trilha
No São João da minha terra.
Não quero aqui fazer guerra,
Nem provocar confusão.
Só quero o meu forrozão
Rodando em toda vinheta;
Não quero ver micareta
Em festa de São João.

É preciso consciência
Por parte dos produtores,
Reconhecendo os valores
Desse forró com essência.
Chega dessa negligencia,
De pagar caro ao ricão.
E ao povo do nosso chão
Querer pagar com gorjeta;
Não quero ver micareta
Em festa de São João.

Va chamar um zabumbeiro
Contrate um bom “trianguista”.
E completando essa lista
Leve também um pandeiro.
Jogue água no terreiro,
Apagando o poeirão.
E mostre que Gonzagão
Foi o maior do planeta;
Não quero ver micareta
Em festa de São João.

A PALAVRA DO EDITOR

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

AFINAL – QUE COMPETÊNCIA E IMPARCIALIDADE TEM QUEM NOS JULGA?

A Justiça já operou glaucoma e catarata

O recente episódio do hacker que “jogou no ventilador” conversas captadas sabe Deus como, pode até não atingir os reais objetivos, tampouco modificar o que posto está, como fato consumado. Na culminância do imbróglio, percebe-se que a intenção da “coisa” é desmoralizar o Ex-Juiz Sérgio Moro e, num desejo muito maior, “derrubar o Presidente Jair Bolsonaro” que, pasmem, poderia ter sido favorecido no pleito eleitoral.

Leigo, não ouso discutir o assunto a fundo. Sou leigo, mas não sou burro.

Dito isso, convido os leitores deste pequeno e reflexivo texto à passear nas publicações das redes sociais apenas por um dia. Juristas até então ditos e tidos como renomados – que vivem julgando processos envolvendo pessoas todos os dias, portanto, decidindo-lhes os destinos – emitindo suas opiniões. Outros, nem tão leigos quanto eu, mas que permitem deduzir que conhecem o assunto, em opiniões e interpretações totalmente diferentes.

Mas, me respondam: os livros, os códigos, os estatutos e, finalmente, as Leis não são iguais? E por que são permitidas as aplicações de sanções diferentes, apenas por que alguém “interpretou” diferente?

Essa seria, por fim, a justificativa para a existências de trezentas mil instâncias e dois milhões de recursos – e os prazos concedidos para esses acabam levando as leis e as aplicações ao descrédito para leigos como eu?

Transcrevo a seguir, quatro parágrafos compilados de estudos bíblicos que poderiam encerrar o assunto, mas ainda hoje há quem discuta:

“Uma das mais falsas interpretações verdadeiros ensinos de Cristo por parte dos defensores da doutrina platônica da imortalidade da alma é uma das últimas mensagens que Cristo trouxe enquanto ainda estava em vida. Segundo os dualistas, o que Jesus disse ao ladrão ao seu lado na cruz foi que estaria naquele mesmo dia com ele no Paraíso: “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso” (cf. Lc.23:43).

O que poucas pessoas sabem, contudo, é que temos muitas evidências de que o ladrão, realmente, não esteve no Paraíso naquele dia. Mas como não? A Bíblia não diz claramente isso? Na verdade, não. O fato é que o original grego não tinha vírgulas, e o texto original assim reza: “Kai eipen autw amhn soi legw shmeron met emou esh en tw paradeisw” (cf. Lc.23,43).

Em primeiro lugar, é bom mencionarmos logo que a adição presente em muitas Bíblias, da palavra “QUE”, não existe nos originais. O que Jesus realmente disse ao ladrão da cruz foi: “Em verdade te digo hoje estarás comigo no Paraíso”. Como o texto original não possui vírgulas e o texto deixa em aberto a questão, poderíamos colocá-la em dois lugares diferentes, entretanto é algo que mudaria completamente o significado da frase.

Esta poderia ser: “Em verdade te digo, hoje estarás comigo no Paraíso” (dando a entender que estaria naquele dia no Paraíso com o ladrão da cruz) ou então: “Em verdade te digo hoje, estarás comigo no Paraíso” (ele garantia “hoje” que o ladrão estaria no Paraíso).”

Se o leitor se dignar a ler e observar para formar juízo, vai perceber que, no próprio STF (Supremo Tribunal Federal), há interpretações divergentes para o mesmo crime, e para o mesmo assunto. Mas, poucas opiniões atentam para o fato de que, o “hacker” é um criminoso, e a captação do que conseguiu foi praticando um crime.

Ao que fica evidente, está existindo verossimilhança entre as opiniões pessoais e o que determina a Lei para ser aplicada, independentemente de ser em desfavor de alguém que faz parte do meu círculo de amizade e interesses.

Afinal, “Lei” é para ser interpretada, discutida ou aplicada?
E o que se pretende dizer, quando se diz: “Lei não se discute. Cumpre-se”?

E, a partir de então, qual passa a ser o real significado do termo, “notável e reconhecido saber jurídico”, assomado nas arguições de valores e competências pelo Senado para aprovar ou não determinada indicação?

O sapo cururu que minha falecida Avó criou por muitos anos, arregalando os olhos e lançando aquela língua pegajosa para captar mosquitos e moscas, com certeza diria que, “isso tudo aí tem um único objetivo – tapar o sol capeneira para o povo se desligar das mudanças na Previdência Social.”

A PALAVRA DO EDITOR

MÚSICA ROMÂNTICA NO DIA DOS NAMORADOS

Neste Dia dos Namorados, a Editoria do JBF dedica uma música romântica a Paulo Bernardo, cuja mulher tem aparecido muito na imprensa no últimos dias.

E a dedicatória vai ser a mesma usada no serviço de som do Seu Agenor, instalado em frente à igreja na festa da padroeira lá em Palmares:

Assim como as rosas abrem as suas pétalas para receber o orvalho da manhã, abra o seu coração, querida Amante, para ouvir Alypio Martins interpretando esta doce composição intitulada Lá Vai Ele.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SONIA REGINA – SANTOS-SP

#DESTRAVA BRASIL!

Pode invadir e clonar telefone de um cidadão?

Sempre ouvi dizer que a polícia precisava de autorização para grampear um telefone, não sabia que qualquer um pode invadir ou clonar sem autorização!

Sou de um tempo em que era crime abrir uma simples carta que não lhe pertencia.

E-mail é um correio eletrônico, quando envio uma mensagem pode ser aberta por qualquer pessoa desde que atenda seus interesses? Não é crime? Ou seja, carta é crime, mas, se for via eletrônica, não é?

Também não entendo bem porque chamam de hacker alguém que invade minha propriedade, aquele espaço me foi cedido, se foi de graça ou cobrando aluguel não importa, tal-qual a casa onde resido, pra invadir tem que ter um mandato judicial, se não tem é “ladrão”.

Passou da hora de voltarem a escrever e falar em português no BRASIL, é mais fácil de entender, não deseduca e principalmente não desnorteia aqueles não estudaram línguas estrangeiras. Será que é tão difícil falar: invasor ao invés de “hacker”, notícia falsa ao invés de “fake news”, etc…?

Tenho impressão que ao utilizarem essas frases para coisas importantes, douram a pílula e nessa toada vai-se diminuindo a importância de algo que é nefasto para uma sociedade.

Tenho muito respeito pelo Ministro Moro e pelo procurador Deltan, não tenho por eles idolatria, são seres humanos e não Divindades. Quanto às conversas que foram roubadas e divulgadas, como cidadã, não vejo qualquer problema e aqueles que invocam a Constituição Brasileira somente quando lhes agradam, poderiam explicar porque nem sempre são unanimes os votos dos 11 Ministros da Corte Suprema? Ora, lá os entendimentos diferem e nós cidadãos, temos a obrigação de aplicar ao pé da letra?

Será que se processarem os “mocinhos” e soltarem os “bandidos”, sonho que acalentam os despejados e desesperados, vamos conseguir resolver um dos mais graves problemas do Brasil e que ironicamente é uma herança que eles deixaram? É preciso nos livrarmos das amarras engendradas por governantes, políticos e empresários que corroeram nossa economia com a corrupção desenfreada e seguir em frente, com bases mais sólidas e principalmente respeitando o cidadão, é ele que sustenta o País e precisa de emprego para também ter seu sustento com dignidade.

A foto é de cidadãos no Vale do Anhangabaú, cidade de São Paulo em busca de senha para conseguir um trabalho.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

POLODORO TÁ APRONTANDO O ESPETO

Comentário sobre a postagem PINTOU SUJEIRA, ELES TÃO NO MEIO

Francisco Canindé dos Santos:

IntercePT é aquele sitezinho que quase ninguém sabia da existência, criado pelo cabra macho Glenn Greenwald, namorado do outro machão que herdou o mandato do outro mais macho ainda Jean Willis??

Hein??????????

Homi vão esquentar as pregas no espeto de Polodoro, bando de FDP sem vergonha.

* * *

Na foto abaixo vemos Polodoro afiando o espeto no furico da jumenta Sivirina, a fim de deixá-lo no ponto pra enfiar no rabo do baitola zisquerdista istranjeiro Glenn Greenwald

E aqui vemos o xibungo Glenn Greenwald recebendo orientações e ordens do seu chefe, o atualmente prisioneiro Lapa de Corrupto:

GOIANO BRAGA HORTA - ARCO, TARCO E VERVA

IMPOSSIBILIDADES LÓGICAS

Vivemos como se tivéssemos nascido hoje e encontrado o mundo pronto.
Quase nada nos surpreende.

É que, numa aparente contradição ao que acabo de dizer, nascemos “zerados” e vamos nos acostumando dia a dia, por anos e anos, com o que nos cerca. Desse processo paulatino gera a percepção de que tudo é, por assim dizer, ordinário.

Desse modo, tudo parece natural, nada nos choca; nem uma televisão colorida de imagem perfeita, transmitindo fatos que podem acontecendo neste mesmo momento em outro lado do mundo, nem um telefone móvel, diminuto, com uma infinidade de funções, enriquecido por uma máquina fotográfica que pode produzir milhares de imagens sem dificuldades ou custos, nem este lap-top que ora utilizo, que é capaz de operações inimagináveis em frações de segundos…

Esses avanços da ciência, assim como os dos usos e costumes, que nos permitem viver em um mundo dinâmico, confortável e altamente produtivo, são vistos com a tal naturalidade que ignora o quanto foi realizado pela inteligência humana para chegar a esse ponto.

Entretanto, mesmo se paramos para pensar nisso, não nos esbarramos em questões da lógica formal que criem algum obstáculo às origens das realizações científicas, tecnológicas e humanistas obtidas: dá-se que existe uma ligação entre os avanços da tecnologia e as descobertas relativas ao uso da eletricidade – uma coisa leva a outra, passo a passo, o que diminui a surpresa da ponta final (isto é, a atual) dos processos de evolução e de civilização.

Quero apontar que estamos, por enquanto, tratando das possibilidades lógicas, ou seja, das coisas que existem e podem ser explicadas, até um certo ponto.

Mas…

Não nos admiramos, por exemplo, com as impossibilidades lógicas que nos rodeiam.

Ou melhor, não nos surpreendemos com a nossa impossibilidade lógica, sendo a primeira delas a própria existência.

Pois, o certo é que a existência não deveria existir. O lógico seria existir o nada (uma contradição intrínseca, em seus próprios termos, quando falamos de existir a inexistência).

Deste modo, o fato de haver espaço, possibilitando e tendo coisas “dentro”, constitui um absurdo que em geral não percebemos: – Como assim? As coisas estão aí e ponto final.

Surge nova questão: As coisas estão aí… onde? E a resposta pode revelar outra impossibilidade desapercebida: – Em todos os lugares.

E nos defrontamos com o tal do infinito.

Por uma imposição da inteligência humana, o espaço não pode ter fim. Não é que mesmo que andássemos pela eternidade em um determinado sentido não chegaríamos ao fim, é mais que isso: Independente desse caminhar no sentido do infinito, é forçoso reconhecer que projetando a nossa mente a um fim possível do espaço somos obrigados a decidir que não há esse fim, não pode haver um fim para o Universo (considerado todo o espaço do cosmo), sendo que não tendo ele um fim tudo é possível de acontecer aí dentro – isto é, a quantidade de mundos, sóis e demais corpos celestes podem também ser infinitos, de modo que onde houver espaço poderá haver um mundo; e como o espaço não acaba, os mundos também não acabam, em tese; e sequer podemos determinar se as leis (da “natureza”) que conhecemos se estendem a lugares tão longínquos a que jamais será possível ter acesso.

Não paramos por aí. Pensando na existência, precisamos pensar em seu começo, e esbarramos em mais impossibilidades lógicas: – Não pode haver um começo, no sentido de uma data de início da existência do Universo, e nem pode haver um fim, isto é, nossa mente não pode imaginar que o Universo, compreendendo espaço e matéria “dura”, teve início um dia, porque teria de supor que antes não havia nada, sendo que nossa inteligência não pode admitir que do nada surgiu tudo o que nos rodeia, o infinito que nos esmaga.

Não há como pensar, ainda, que um dia tudo acabará, como se o infinito “encolhesse” até desaparecer dentro de si mesmo, restando a tal da inexistência, inexistência que não temos como imaginar ou aceitar.

Pois, tudo isso aí está, jamais saberemos a respeito disso e para não queimar a cabeça simplesmente deixamos para lá questões que são importantes para, pelo menos, nos incomodarem, pois levam, inclusive, à questão da suma impossibilidade lógica, que é a de estar aqui, existindo e escrevendo, e de estares aí, existindo e lendo.

Chegaríamos à questão da imanência da vida na Terra, e quem sabe em outros mundos, algo como perceber que ela está aqui e ali, em qualquer lugar do universo, em qualquer mundo, pronta para brotar em determinadas “condições de temperatura e pressão”, nos moldes em que a conhecemos (a vida, orgânica, animal, vegetal), e como essa “imanência” se constituiu.

E aqui iniciamos um novo ciclo, de surpresas do ser jogado no mundo, de estar aqui, como diria Sartre, simples assim: um espermatozóide fecundou um óvulo, um bebê foi gerado, cresceu no útero da mãe e aqui estou eu, a impossibilidade lógica pensando e falando das impossibilidades lógicas para ti, meu caro logicamente impossível.

Penso, então, em minha inexistência antes de existir e nela a partir do momento em que deixar de ser.

A PALAVRA DO EDITOR

COMENTÁRIOS SELECIONADOS