CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARIO QUEIROGA – JOÃO PESSOA-PB

Berto,

Aqui na Paraiba, na cidade de Cajazeiras, surgiu um novo modelo de Fusca.

É o Fuscanaro.

Tá fazendo o maior sucesso.

Os japoneses estão querendo comprar o modelo pra fabricar.

Um grande abraço!

A PALAVRA DO EDITOR

HOJE É O ÚLTIMO DIA

Hoje é a último dia da Pesquisa Data Besta que está no ar.

A Editoria desta gazeta escrota está testando o novo sistema de enquetes e pesquisas.

Seja um bom fubânico e colabore com a nossa putaria.

Vá aí do lado direito e dê o seu pitaco.

Termina hoje!

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM PROFESSOR FUBÂNICO

Comentário sobre a postagem ROUBAR E ROUBAR

Adônis Oliveira:

Moçada, Eu ensinei em faculdades particulares desde a década de 1980. Vão aí quase 40 anos.

O salário sempre foi uma merda. Muito longe dos salários pagos nas federais.

Graças a Deus, ensinar para mim era feito estar apaixonado por uma rapariga ruim: Dava um trabalho desgraçado, recebia muito pouco em troca, mas mesmo assim eu não largava.

Há algumas décadas, o prazer de ensinar era qualquer coisa de transcendental.

Ensinei principalmente em grupos de mestrado. Aliás, fui fundador dos primeiros cursos de pós-graduação na Politécnica de Pernambuco. Eram turmas estupendas! Eu aprendia mais do que ensinava. Colocava o tema para debate e deixava o papo correr solto.

Fazia apenas pequenas intervenções para correção de rumo, quando e se necessário. Eram momentos sublimes, esses diálogos peripatéticos modernos.

Fui professor homenageado diversas vezes.

Nos últimos anos, grandes grupos empresariais se apossaram das inúmeras pequenas faculdades regionais. Foi um desastre!

Cheguei a ser coordenador de todos os cursos de engenharia em uma delas. Não aguentei!

Hoje, se quiserem me pagar a peso de ouro para encarar uma cambada de analfabetos outra vez, correrei mais que o Diabo corre da cruz.

As federais conseguem ser ainda piores, só que ao custo de bilhões para os otários tradicionais: Nós.

Desejo boa sorte aos que aqui ficarem.

P.S. Caro Goiano. Como não sabes (ou te fazes de doido!), a educação já foi destruída faz muito tempo, e foi tua turminha vermelha quem arrematou e concluiu a obrada.

JOSÉ RAMOS - ENXUGANDOGELO

PAPUA GUINÉ – E A SÍNDROME DE DOWN

A charge desse gênio Sponholz diz tudo da “evolução”

Lembro que foi lá pelos idos dos anos 60, ou pouco antes, quando cursava o terceiro ano ginasial, que comecei a ler e estudar com vontade a natureza, o homem e, num todo, as Ciências Naturais. Foi naquele ano que, pela primeira vez ouvi o nome Charles Darwin – teórico da evolução humana.

Começando a entender alguma coisa daquilo que o professor ensinava (e conseguia!), perguntávamos ao Mestre (“tio” é coisa de abestalhado – além de ser, normalmente, irmão do meu pai ou da minha mãe), desde quando e de onde se tinha informações concretas dos primeiros homens, depois, claro, de Adão e Eva.

“Na Papua Guiné”! Respondeu o Professor. E aquela informação ficou gravada e permanece até hoje. Ninguém discutiu a veracidade ou não. Mais uns anos, e entramos nos estudos da Antropologia, dessa feita, já na Universidade, mais propriamente no curso de Filosofia. Chegara a hora de estudar o “Homo Sapiens” – a “Mulher Sapiens” teria sido coisa inventada pela ensacadora de vento.

Vendo e convivendo com tudo isso, todas essas teorias, mudanças e estagnações dos jovens que cada dia mais se transformam em idiotas úteis (e, alguns, até inúteis), li há poucos dias uma informação, não lembro onde. Na verdade, eu não quis gravar na memória, como gravei naquele dia que o Professor informou para a classe, que as notícias mais antigas da existência do Homem, eram da Papua Guiné.

Foi naquele dia, também, que o Professor nos disse: “com problema no aleitamento, e entendendo que o bebê precisava comer algo sólido, a mãe mastigava o alimento disponível, e colocava na boca da criança. Como fazem alguns pássaros.”

Duas informações recentes, não sei se as mesmas: um homem, provavelmente pai biológico, teria abusado sexualmente de uma filha portadora da Síndrome de Down. Depois, soube-se ser verdadeira a informação, mas foram preservadas as identidades dos envolvidos.

E aí eu pergunto: que merda de “evolução humana” foi essa? O que é que é para fazer com um FDP desses? Sei. Prender uns dias, colocar uma tornozeleira, e liberar para ir embora. E, se preso for por condenação, soltar temporariamente para visitar a filha no Dia dos Pais.

E tem quem ache que, mudando o Presidente, um país como o Brasil consegue resolver seus problemas.

* * *

A RESSURREIÇÃO DO PADRE

Manoel dos Santos Neto recebendo premiação de um concurso literário

Escrever não é algo que possamos classificar de “fácil”. Tanto quanto tocar piano, jogar futebol, pintar quadros de forma diferenciada e qualificada, “escrever” é um dom divino. Escrever de forma que todos que leem entendam, gramaticalmente correto, e sem que seja necessário consultar dicionários para compreender os significados das palavras, é algo divino que coroa a busca do fazer sempre o melhor com responsabilidade.

Pois, é assim que faz o Jornalista MANOEL DOS SANTOS NETO, com absoluta certeza um dos mais completos profissionais da área, no Maranhão. Responsável, correto, honesto em defesa da verdade e da qualidade da palavra. E mais: simples, como deveríamos ser todos nós.

Nesse foco de responsabilidade, “MANOELZINHO” – como os da intimidade do dia a dia do trabalho o chamam – pesquisou, escreveu, e com toda responsabilidade e domínio de conhecimento, lança na noite dessa sexta-feira, 31 de maio, o livro resultado de um trabalho minucioso de sua autoria, retratando a vida religiosa e literária do falecido padre João Mohana – “A ressurreição do padre”.

Com tintas fortes do sucesso que certamente será, e da qualidade responsável do autor, o lançamento vai acontecer na Livraria AMEI (Associação Maranhense de Escritores Independentes), onde todos poderão adquirir um ou mais exemplares dessa obra que, com certeza, é mais um pedaço na estrada que está levando “MANOELZINHO” à Academia Maranhense de Letras, num futuro bem próximo.

DEU NO JORNAL

ARROMBARAM A TABACA DE XOLINHA DE NOVO

A defesa de Adélio Bispo de Oliveira tentou chamar como testemunhas em seu favor o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada Maria do Rosário e o ex-BBB Jean Wyllys.

Também queria que falassem em seu favor o jornalista Reinaldo Azevedo e a cantora Preta Gil.

O objetivo era mostrar que o comportamento de Jair Bolsonaro — criticado por todas essas testemunhas — teria contribuído para o atentado, motivando Adélio a praticar o crime.

Os pedidos foram rejeitados a pedido do Ministério Público, que apontou que nenhum deles presenciou o fato nem teve contato prévio com Adélio.

“Só dariam ar sensacionalista para o processo, e resultaria em novas ofensas à vítima”, disse o procurador Marcelo Medina.

* * *

Um mistério saber quem está pagando esta equipe caríssima de defensores de Adélio Bispo, militante filiado ao PSOL, partideco da extrema esquerda.

Ninguém sabe de onde vem a fortuna…

Agora, voltando à notícia:

Vocês intenderam as razões da defesa, num é?

Se num intenderam, Ceguinho Teimoso explica.

Já que o comportamento de Messias era criticado pelo presidiário Lula, pela psicopata Maria do Rosário, pelo viado Jean Aero Wyllys, pelo tabacudo Reinaldo Azevedo e pela descerebrada Preta Gil, então Adélio achou por bem enfiar a faca no bucho do criticado por este seleto time de idiotas.

Preta Gil e Reinaldo Azevedo.

Maria do Rosário e Jean Aero Wyllys.

E Lula!!!!

Putz!!!

Um time da porra de tabacudos como só mesmo na República Federativa de Banânia seria possível existir.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha!!!

Xolinha de tabaca arrombada por conta da babaquice dos idiotas banânicos

JOSÉ DOMINGOS BRITO - MEMORIAL

MEMORIAL DAS BRASILEIRAS: Zuzu Angel

Zuleika Angel Jones nasceu em Curvelo, MG, em 5/6/1921. Estilista e pioneira na história da moda brasileira. Ainda criança foi morar em Belo Horizonte, e começou a costurar e criar modelos de roupas para as primas e amigas. Na juventude foi morar em Salvador, BA, onde as cores e a cultura contribuíram para a definição do estilo de suas criações, onde prevalecem as cores e motivos tropicais.

Em 1947 fixou residência no Rio de Janeiro e, 10 anos depois, abriu sua pequena loja em Ipanema. Com um estilo próprio e linguagem pessoal, em suas peças reinava uma misturas de tecidos, cores e estampas de animais ou temas regionalistas e folclóricos. Era uma inovadora, mas não tinha a pretensão de se tornar sofisticada costurando só para a elite carioca; seu ideal era vestir a mulher comum. Costumava dizer: “Eu sou a moda brasileira”. Por aqui ninguém duvidou disso e no exterior seu estilo agradou, por exemplo, Kim Novak, Joan Crawford e Lisa Minelli, que tornaram-se suas clientes. Seu estilo pessoal agradou também o estadunidense Norman Angel Jones, com que se casou em 1943, e teve três filhos: Stuart (1945), Ana Cristina (1948) e Hildegard (1949)

O casal separou-se em 1960 e sua carreira como estilista decolou na década seguinte atingindo o mercado internacional. Além de costurar, desenhava e pintava suas roupas. O anjo, de seu sobrenome, passou a ser uma das marcas registradas de suas criações. Foi ela quem trouxe para o Brasil e popularizou no universo da moda nacional o termo “fashion designer”. Em seu primeiro desfile em Nova Iorque, em 1970, lançou a coleção internacional “Dateline Collection” na sofisticada loja “Bergdorf Goodman”, ao som de músicas folclóricas brasileiras. Seus modelos fizeram sucesso também em Londres e participou de desfiles com os costureiros Valentine e Yves Saint Laurent. Pouco depois suas roupas passaram a ser vendidas em lojas de renome internacional, como Saks, Lord & Taylor, Henry Bendell e Neiman Marcus.

Nos “anos de chumbo” da ditadura brasileira, seu filho, jovem estudante de economia, passou a integrar o MR-8, um grupo guerrilheiro que combatia a ditadura militar. Em 14/4/1971 foi preso, torturado e assassinado na madrugada do mesmo dia no Centro de Informações da Aeronáutica. O governo continuou espalhando cartazes como “Procurado” enquanto a imprensa e as autoridades davam-no como “desaparecido”. Daí em diante, Zuzu passou a procurá-lo e a cobrar o Governo pela recuperação do corpo de seu filho. A cobrança chegou a envolver os EUA, país de seu ex-marido e pai de Stuart. Utilizando-se dos recursos de estilista, criou uma coleção estampada com manchas vermelhas, pássaros engaiolados e motivos bélicos. O anjo, ferido e amordaçado em suas estampas, tornou-se também o símbolo do filho.

Em setembro do mesmo ano, realizou um desfile-protesto no consulado do Brasil em Nova York. Os jornais internacionais deram a notícia em manchetes: o canadense The Montreal Star estampou: “Designer de moda pede pelo filho desaparecido”; o Chicago Tribune detalhou: “A mensagem política de Zuzu está nas suas roupas”. Realmente, ela utilizou as “armas” que dispunha na luta para encontrar o corpo do filho. Em maio de 1973 procurou o general Ernesto Geisel pedindo ajuda na localização do corpo do filho. Apelou a diversos políticos e celebridades para que ajudassem a encontrar o corpo. Durante a visita do secretário de estado dos EUA, Henry Kissinger, ao Brasil em 1976, chegou a furar o bloqueio da segurança para entregar-lhe um dossiê com os fatos sobre a morte do filho, também portador da nacionalidade americana.

Um ano antes já havia feito a mesma coisa, entregando um dossiê à esposa do general Mark Clark, comandante das tropas aliadas no front italiano durante a II Guerra Mundial, que estava em visita ao Brasil. O caso também chegou ao Senado dos EUA através de um discurso do senador Edward Kennedy, a quem Zuzu fez chegar a denúncia da morte do filho. Seu desespero e destemor beirava a temeridade. Certa vez tomou da mão de uma aeromoça o microfone de bordo para anunciar aos passageiros “que desceriam no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, Brasil, país onde se torturavam e matavam jovens estudantes”. A luta para recuperar o corpo do filho chegou a um ponto onde sua segurança pessoal passou a ser ameaçada. Quando diziam que ela era uma pessoa corajosa, ela retrucava: “Eu não tenho coragem, coragem tinha meu filho. Eu tenho legitimidade.”

Em princípios de abril de 1976, ela deixou na casa de Chico Buarque de Holanda, um bilhete que deveria ser publicado caso algo lhe acontecesse: “Se eu aparecer morta, por acidente ou outro meio, terá sido obra dos assassinos do meu amado filho”. Em 14/4/1976, no mesmo dia em que a morte do filho completou 5 anos, ela dirigia um Karman Guia, que derrapou na saída do Túnel Dois Irmãos, saiu da pista, chocou-se contra a mureta de proteção, caiu na estrada abaixo e morreu instantaneamente. O “acidente” só foi elucidado em 1998, quando a Comissão Especial Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos julgou o caso e reconheceu o regime militar como responsável pela morte da estilista. Segundo depoimentos, ela foi jogada para fora da pista por um carro pilotado por agentes da repressão. Em 2013, a WikiLeaks vazou um documento secreto do governo norte-americano datado de 10/5/1976, comentando a morte de Zuzu e mostrando preocupação com o fato e sua repercussão no Brasil e no exterior. O documento ressaltava que a hipótese de ter havido “jogo sujo” por parte das forças de segurança não é estranha nem pode ser descartada.

Zuzu foi homenageada em livros, música, filme e com seu nome no Túnel, onde morreu. Chico Buarque compôs a música Angélica, em 1977, falando de seu martírio; em 1988 José Louzeiro publicou sua biografia romanceada Em carne viva; em 1993, sua filha, a jornalista Hildegard Angel, criou o Instituto Zuzu Angel de Moda, no Rio de Janeiro; em 2006, o cineasta Sérgio Rezende dirigiu Zuzu Angel, filme retratando sua vida e a busca do corpo de seu filho. Ao completar 50 anos da morte de Stuart Angel, em 1/4/2014, o espaço Itaú Cultural, de São Paulo, apresentou a mostra “Ocupação Zuzu”, onde foi apresentado um filme feito pela rede norte-americana NBC. Trata-se do filme, encontrado anos depois, sobre aquele desfile realizado em 1971, no Consulado do Brasil, em Nova Iorque, que deu inicio a peregrinação de Zuzu Angel. Para fechar as homenagens com chave de ouro, temos seu nome inscrito em letras de aço no “Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria”, em 12/4/2017.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HELENA LICIARDI DE MOURA – MANAUS-AM

Caro Editor do JBF:

Estou impressionada.

Como os petistas falam mal de Bolsonaro.

É incrível.

Agora só falta eles dizerem que foi Bolsonaro quem roubou o dedo de Lula, a beleza de Dilma e o cérebro de Haddad.

É só o que falta mesmo!!!

DEU NO JORNAL

INDELICADEZA DE LAPA DE LADRÃO

Um dos símbolos da Operação Lava-Jato, o policial federal aposentado Newton Ishii, que ficou conhecido como Japonês da Federal, tentou visitar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na prisão, mas teve o encontro recusado pelo petista.

Segundo a jornalista Bela Megale, de O Globo, Ishii visitou a superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, onde trabalhava, e lá chegou a dirigir-se à sala onde Lula cumpre pena.

Foi orientado, no entanto, a não continuar, porque, consultado, Lula disse que não queria recebê-lo.

* * *

Que besteira.

Que tolice de Lapa de Corrupto.

Seria ótimo o encontro dos dois, pois o prisioneiro, cumprindo pena por corrupção e lavagem de dinheiro, poderia até mesmo posar para fotografias ao lado do Japonês da Federal.

Fotos para enriquecer sua já riquíssima, sua já milionária biografia.

A dupla levaria a efeito uma cena que a banda decente do Brasil sonhou ver materializada em passado recente.

DEU NO JORNAL

É HOJE ! ! ! IMPERDÍVEL ! ! !

O maior espetáculo de civismo e de respeito à justiça do ano!!!

Atrações fantásticas e artistas de renome estarão presentes.

Festival Lula Livre!!!

Todo os paulistano consciente tem o dever de aparecer hoje na Praça da República.

Não perca de modo algum.

Haverá farta distribuição de mortadela e maconha.

Confira no vídeo abaixo as atrações desta festa lulo-petista do caralho!!!

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

DESIGUALDADES

Machado de Assis estava certo. Embora o seu Brasil fosse bem diferente do Brasil da atualidade, mas, de acordo com sua visão crítica da sociedade, que parece não mudar muita coisa, o famoso escritor descia a lenha sobre os aspectos sociais e a manutenção das aparências. Da mesma forma que o Rio de Janeiro de outrora reclamava da falta de infraestrutura, o país da realidade permanece malhando contra o desrespeito à pobreza. Basta comparar o país dos ricos para notar que o país dos pobres continua uma porcaria. Cheio de defeitos, sendo a pior das falhas a eterna exclusão social. Tudo por causa da ilegitimidade política e da ineficiência das instituições, positivamente fragilizadas.

Analisando os acontecimentos da década de 80 até hoje, são poucas as diferenças. Não pescou? Pense no desemprego, sempre crescente, na miséria inaceitável, na violência assustadora e na marginalidade em alto grau. Anormalidades de ontem e de hoje. O incrível são os temas serem itens obrigatórios em todos os projetos políticos. Contudo, ainda não apareceu um parlamentar sequer com capacidade para apresentar propostas capazes de amenizar ou, o que é mais difícil, solucionar a falta de moradia, oferecer alimentação saudável, proporcionar educação à altura do preparo intelectual que a juventude necessita, saúde de qualidade para evitar as longas filas nos postos de saúde, lazer satisfatório para as famílias e trabalho para garantir uma vida digna às classes menos privilegiadas.

Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), desde o ano de 2000, existe alta vulnerabilidade social no país. Os índices oscilam. Caem um pouquinho, mas, no fundo, não desaparecem. Sempre voltam à realidade. Os resultados são acanhados. É verdade que no Sul a coisa melhorou. Todavia, no Norte/Nordeste, a situação continua preta. As disparidades sociais são inquietantes. Tudo por falta de políticas sociais decentes, políticas de desenvolvimento regionais consistentes. Os dados de três indicadores, apenas, Infraestrutura Urbana, Capital Humano e Renda do Trabalho, comprovam os fatos. Não deixam mentir. Revelam a triste realidade. Como se essa negatividade não bastasse, é fácil constatar na prática as irregularidades. Na mídia, a política mostra-se altamente interessada em consertar o país, mas, nos bastidores, o que mais os políticos executam são falsas ideologias e corrupção, sem trégua. Para decepção do brasileiro sério.

*
Devido aos insucessos econômicos, a mania do Brasil era trocar de moeda. Antes da colonização, o que prevalecia na economia, o que dava valor às trocas eram os produtos agrícolas, algodão, açúcar e fumo. No entanto, durante o período colonial, entre 1690 até 1942, circulava o primeiro Real, que no plural foi conhecido como réis. O primeiro Real foi substituído sucessivamente pelos Cruzeiros, Cruzados, até chegar ao atual Real, lançado em julho de 1994. No troca troca dos nomes do dinheiro oficial, o Brasil já possuiu 9 moedas. Essas incertezas quanto à verdadeira moeda fez o país perder credibilidade. Ao contrário do dólar, a moeda dos Estados Unidos existe desde 1518. Serve inclusive de base para validar as reservas dos demais países mundiais.

Em virtude de ser bem aceita no mercado internacional, o dólar é uma moeda tipicamente forte. O que faz o dólar ser uma moda forte é o próprio mercado, através da lei de oferta e procura, que lhe assegura ter uma taxa de câmbio estável. O que forçou o Brasil ficar mudando constantemente de moedas, foram as instabilidades e os fracassos econômicos, cujo efeito maior foi o descontrole inflacionário. Outro detalhe interessante do Real é ignorar o nome de personalidades, priorizando na impressão da moeda a efígie simbólica da República e o nome de animais da fauna nacional. Oficializando, enfim, as imagens do beija-flor, da garça, arara vermelha, mico leão dourado, onça pintada e garoupa.

Com a chegada do Real, cuja finalidade era estabilizar a cambaleante economia, bombardeada até então por elevada inflação, a sociedade esqueceu por um momento as reivindicações pelos aumentos salariais. O motivo foi a elevação do poder aquisitivo. Todavia, em função de uma crise monetária, o regime cambial do Real extinguiu-se em 1999. Para ser ter ideia da desorganização inflacionária que atormentou o Brasil, antes do Real, basta lembrar que no espaço de um ano apenas, o preço do tomate subiu 4.500%. Outro absurdo registrado em 1993, foi a taxa de inflação bater em 2.477% ao ano. A diferença entre o Plano Real e os demais planos anteriores, Bresser, Verão e Collor I e II, foi a sequência de fases. Ao contrário dos outros planos que só se preocupavam com o congelamento de preços, o Plano Real iniciou ajustando as contas públicas. Corte de gastos do governo e privatizações. Em seguida veio a implantação da URV (Unidade Real de Valor), até findar no Real verdadeiro. O lado negativo do Real foi a perda de 83,25% do poder aquisitivo da moeda. No início, uma nota de R$ 100,00 pagava o salário mínimo. Atualmente, este valor está reduzido a apenas R$ 16,75. Como fator positivo, pode-se dizer que o Real realmente controlou a inflação, estabilizou a economia, evitou uma explosão de consumo, ao adotar uma altíssima taxa de juros e, principalmente melhorou a distribuição de renda no país. Se não fosse o déficit fiscal, o Brasil estaria navegando em águas mansas, agora.

*
Pesquisas sustentam que uma das causas da mente do idoso trabalhar devagar, vagarosamente, é devido ao acúmulo de informações. Especialistas alemães atestam que a capacidade mental das pessoas não se altera com a idade. O processo cognitivo permanece ativo, acumulando experiências. Idoso é a pessoa que completa 60 anos de vida. Segundo o Estatuto do Idoso, pessoas com esta idade tem assegurado todos os direitos adquiridos, como prioridade, efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à liberdade, educação, cultura, esporte, lazer, trabalho e à cidadania. Como a política brasileira é super vagarosa, o Congresso Nacional passou 30 anos em dúvidas, indeciso se aprovava os 118 artigos do projeto, cuja regularização só aconteceu no ano de 2003.

Na velhice, as lembranças fluem vagarosamente. Mas, tem semelhança com o disco rígido do computador que, lotado de dados, reduz a velocidade da máquina. Por isso na senilidade a mente esquece facilmente determinados detalhes. São os lapsos de memória no idoso que dificultam a pessoa se lembrar momentaneamente onde deixou a chave do carro. São a bebida, o cigarro e as doenças degenerativas os maiores inimigos do sistema nervoso central. Os efeitos desses vícios, costumam provocar ondas de esquecimento, em virtude da decadência dos sistemas do corpo. Cardiovascular respiratório, genital, urinário, endócrino e imunológico.

A demência para os velhinhos, que julgam ter idade subjetiva menor do que a da certidão de nascimento, chega mais tarde, paulatinamente. Em função da massa cinzenta do cérebro ainda apresentar maior volume. Quanto mais ativa for a rotina do idoso, tanto física, quanto mentalmente, a substância cerebral cinzenta levanta a moral da pessoa na terceira idade. Daí a recomendação de especialistas. Quem quiser envelhecer com naturalidade, antes do tempo, seja amigo de frutas e de exercícios físicos. Afinal, são os hábitos saudáveis, os responsáveis para evitar a queda repentina das reservas funcionais dos órgãos. Então, para evitar surpresas desagradáveis, tanto o corpo quanto a mente devem estar alinhados nas atividades.

*
Um dos males brasileiros é manter a quantidade de estatais em número excessivo. Cada governo que assume o bastão, dana-se a criar empresas estatais para garantir vagas para os apadrinhados políticos nas esferas federal, estadual e municipal, em vez de cuidar estrategicamente da administração de recursos. Tem estatal que realmente precisa ser criada por exercer justamente serviços de interesse público, no âmbito econômico e social. A empresa dos Correios é o melhor exemplo. Mas, quebrado e desorganizado pela corrupção, tá no caminho da privatização. Tem país que adora estatizar empresas para controlar a economia. A Rússia, durante a revolução comunista de 1917, pretendendo sair do atraso, principalmente na agricultura, resolveu mudar de rumo. Trocou na marra a propriedade privada pela estatização, na ânsia de se tornar em pouco tempo uma robusta potência industrial. Só que o sonho russo não vingou. Durou apenas 70 anos. Tempo mais do que suficiente para presenciar a economia soviética desmoronar, em vez de se robustecer.

Mas, a ideia de estatização espalhou-se pelo mundo, causando impacto. O Brasil rapidamente entrou no páreo. Sem temor, criou duas empresas estatais em setores específicos. Uma na área de energia elétrica e a outra no campo de petróleo. Em 1950, surgiu a Eletrobrás para substituir as empresas estrangeiras, especialmente na construção de usinas hidrelétricas, dando chances posteriormente para criar empresas subsidiárias, como as companhias energéticas estaduais. Comprovadamente, o pecado das estatais, por não serem autônomas, é abrir portas para a corrupção, em face dessas instituições servir mais como cabide de emprego do que funcionar como uma organização moldada exclusivamente na seriedade, compromissada com o crescimento do país.

No regime militar foram criadas 47 empresas estatais. Porém, preocupado em amparar seus aliados, os governos petistas oficializaram 43 estatais. Somente na esfera federal, o Brasil abriga 140 estatais. Preocupado com o inchaço do Estado, a pouca produtividade e as enormes dívidas acumuladas, o atual governo defende a ideia de vender muitas das estatais, particularmente as deficitárias, que são muitas. A finalidade é vencer as crises fiscais e financeiras, buscar a qualidade nos serviços prestados por elas, geralmente precários, fugir dos altos preços cobrados nos serviços, e, essencialmente reduzir a dívida pública que anda escandalosamente alta. Em apenas 18 empresas estatais, encontram-se verdadeiros absurdos. A quantidade de funcionários passa de 73 mil pessoas e como não vivem com as próprias pernas, dependem demais da boa vontade do governo em provisionar recursos para as suas sobrevivências. As empresas estatais rentáveis são poucas, todo mundo conhece. Banco do Brasil, Caixa Econômica, Eletrobrás e agora a Petrobrás. O resto vive de esmola do governo. Somando todas as empresas da União, estados e municípios, o Brasil aguenta o peso de 418 estatais. Enquanto isso, o Japão tem apenas 8 e os Estados Unidos, somente 16.