AUGUSTO NUNES

O SÓCIO DO FILHO

Publicado no fim do ano passado, O Sócio do Filho relata em detalhes inúmeros negócios escusos feitos pelo empresário Jonas Suassuna, em parceria com os irmãos Kalil e Fernando Bittar, dono oficial do sítio de Lula em Atibaia, e Fábio Luis Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente. Escrito por Marco Vitale, o livro conta o que o jornalista e fotógrafo viu e ouviu durante os sete anos em que trabalhou como diretor do Grupo Gol. Embora homônima, a empresa responsável por prestar uma série de serviços superfaturados para governos e estabelecimentos privados não tem nenhuma relação com a companhia aérea.

“Quero deixar claro que o chefe dessa quadrilha era Lula”, afirmou Vitale na entrevista ao programa Perguntar Não Ofende, da rádio JovemPan. “Pessoalmente não tenho nada contra o ex-presidente, mas o livro prova parte da corrupção cometida durante os governos petistas”. Amparadas em notas fiscais, e-mails e cópias de contratos – algumas reproduzidas no livro –, as denúncias mostram que Lula foi o chefe da quadrilha que tinha Lulinha como sócio.


PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

PARA A VERTIGEM – Raul de Leoni

Alma em teu delirante desalinho,
Crês que te moves espontaneamente,
Quando és na Vida um simples rodamoinho,
Formado dos encontros da torrente!

Moves-te porque ficas no caminho
Por onde as cousas passam, diariamente:
Não é o Moinho que anda, é a água corrente
Que faz, passando, circular o Moinho…

Por isso, deves sempre conservar-te
Nas confluências do Mundo errante e vário.
Entre forças que vem de toda parte.

Do contrário, serás, no isolamento,
A espiral, cujo giro imaginário
É apenas a Ilusão do Movimento!…

Colaboração de Pedro Malta 

CHARGE DO SPONHOLZ

DEU NO JORNAL

DOIS FUROS

* * *

É imperioso que este Editor faça duas importantes observações sobre esta tuitada do presidente:

1 – O Departamento de Fuxicos do JBF não foi informado sobre o cardápio desse almoço, marcado pela grande tietagem dos puxa-sacos ao redor.

Tremendo furo do Departamento Gastronômico da Presidência da República.

2 – O presidente usou a palavra “colegas” se referindo aos caminhoneiros.

O certo, pra manter a tradição, seria “companheiros”.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

DEU NO JORNAL

INFORMAÇÃO INCOMPLETA

* * * 

O Presidente Bolsonaro, cognominado de O Tosco, deu esta tuitada ontem, no final da tarde.

Às 6:46 conforme está escrito aí em cima.

Só faltou ele informar duas coisas:

– Quem foi que deu a ordem pra Petrobras baixar os preços.

– Quando esta medida entrará em vigor.

A resposta da primeira dúvida eu não tenho a menor ideia. Nem desconfio quem seja que mandou a Petrobras fazer isto.

Se algum de vocês souber, informe aqui pra gente.

Quanto à segunda, a data da entrada em vigor desta medida, a revista Veja, conforme nota abaixo transcrita, se encarregou de tirar  a dúvida.

O resto da grande imprensa também se viu obrigada a dar a mesma informação.

Desejo um bom final de semana pra todos os motoristas do Brasil.

DEU NO JORNAL

CACHORRADA SUPREMA

Em despacho assinado na última terça, o ministro Marco Aurélio Mello se declarou suspeito e rejeitou analisar um pedido que contestava decisão de Gilmar Mendes no STF.

Escreveu, com todas as letras, que tem “relação de inimizade” com Gilmar e, por isso, pediu à Secretaria Judiciária que enviasse o processo para outro ministro.

No Supremo, os dois ministros não se falam.

Em 2017, Gilmar Mendes chegou a chamar Marco Aurélio de “velhaco”.

* * *

Essa cachorrada rasteira, essa arenga de comadres de ponta-de-rua, essa briga de putas de cabaré barato, é coisa normalíssima na suprema bosta em que o órgão máximo do poder judiciário foi transformado nos últimos anos.

O fato é que quem tem relação de amizade com Gilmar é safado completo.

Como Marco Aurélio é apenas 90% safado, a relação é de inimizade.

Tá explicado.

“Marco Aurélio tem inveja da minha boca de priquito”

AUGUSTO NUNES

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

O PRAZER DE DIRIGIR

Para mim, o prazer de dirigir consiste em viajar por uma rodovia bem conservada, com sinalização adequada e obedecendo os limites de velocidade. Porém, essa satisfação está difícil de conseguir, na atualidade, em razão dos maníacos do volante e do desrespeito à vida humana, cometendo barbaridades contra a ordem no trânsito.

Dentre os desatinos perpetrados por esses malucos das estradas, o que mais me apavora é o excesso de velocidade. Estudos apontam que a emoção obtida pelo prazer de dirigir a altas velocidades cria dependência. Trata-se de uma sensação baseada em conceitos subjetivos que, uma vez iniciada, dispara nos seres humanos uma revolução química resultando na produção de endorfina.

Dirigir esportivamente satisfaz as condições necessárias para que essa substância seja liberada, e assim permitir ao indivíduo desfrutar do bem-estar proporcionado por ela. Acontece, que o local adequado para dirigir um automóvel em alta velocidade é o autódromo… Não as estradas.

É de arrepiar os cabelos vermos flagrantes colhidos por radares das Polícias Rodoviárias, país afora, mostrando velocidades de até 200km/h em rodovias com permissão para, no máximo, 110km/h. Tal prática é constatada, diariamente, nas estradas brasileiras tenham elas boas ou más sinalizações.

A maneira de controlar parcialmente tais absurdos são os radares e as lombadas eletrônicas. Os altos valores cobrados pelas multas inibem os contraventores nessa prática perniciosa. É duro pagar uma multa alta. Contudo, qual o valor de uma vida ceifada pela irresponsabilidade de um condutor de veículo em velocidade excessiva?

Não existem registros de quantas vidas foram salvas, desde quando se instituiu a tolerância de álcool zero no sangue de quem dirige veículos automotores pelas vias públicas brasileiras. Sabe-se apenas que, costumes foram modificados pelo receio de serem retidas ou cassadas carteiras de habilitação.

Hoje, muitas pessoas saem de casa para desfrutar de um simples drinque utilizando taxi ou Uber no trajeto de ida e de volta. O temor de serem pegas e presas por uma blitz com qualquer dosagem de álcool no sangue, aliado ao valor da multa, são motivos suficientes para desmotivar qualquer desejo de dirigir alcoolizado.

O mesmo raciocínio se aplica ao contraventor do trânsito ansioso pela emoção de apertar o acelerador além do limite estabelecido onde é proibido exercitar tal prática. Sem o radar, os obstáculos estarão eliminados para ele, e a estrada livre para as infrações. É impensável facilitarmos o trabalho dos transgressores do trânsito.

O radar exerce importante papel na segurança de quem circula em ruas e rodovias, levando-se em conta que os acidentes de trânsito são, no Brasil, a segunda principal causa de morte não natural evitável. Sobressaindo-se aí o excesso de velocidade como o maior predador.

Ultrapassagens perigosas, o descaso com o cinto de segurança, o uso do celular enquanto dirige e, lógico, a velocidade excessiva são filmadas pelos radares postados em pontos estratégicos de rodovias e ruas. Repito, tal instrumento é de fundamental importância para o controle de um tráfego seguro.

Com radares e lombadas eletrônicas em funcionamento eu terei menos pavor de me movimentar pelas rodovias do Brasil, mesmo abrindo mão do prazer de dirigir.

PENINHA - DICA MUSICAL