CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

1º – Sanando a tua dúvida – no “A PALAVRA DO EDITOR – CEGUINHAS VERMÊIAS ISTRELADAS – quanto ao nome da “neguinha que pediu pra tirar foto com as duas bovinas petralhas” e que “tá eleita musa desta gazeta escrota”.

“O nome dela é Jennifer”?

Não.

É Camila Dumas, ativista negra de direita, que já foi homenageada na Câmara Federal, pelo que é.

E que se declara admiradora e seguidora nas redes sociais da deputada Carla Zambelli (PSL-SP), fundadora do movimento “Nas Ruas”.

2º – A histérica “Maria dos Presidiários” (ultimamente conhecida como “Chiquinha Trombadinha”), mostrando e demonstrando seu único lado – que é o ditatorial, e, conseqüentemente, o liberticida – está dando um jeito de mandar prendê-la.

3º – Para confirmar essas informações, vejamos o vídeo do YouTuber, também negro, Hicaro Teixeira (que trabalhou com a pseudo defensora dos direitos humanos – a também conhecida como “Maria Champinha” e/ou “Maria do Processoário” e/ou “Maria O-que-quié-íssuuu) e, portanto, “conhece bem a fera”.

MARIA DO ROSÁRIO MANDA PRENDER ATIVISTA NEGRA DE DIREITA

E como a “Zóio-de-peixe-morto” e/ou a “Lombriga Anêmica” e/ou a “Mocréia Madrinha de Bandido” já levou o caso para a esfera policial do legislativo, Hicaro Teixeira promete “soltar o verbo” no Conselho de Ética da Câmara Federal, e exigir a cassação dela.

Um baita abraço,

Desde o Alegrete – RS,

DEU NO JORNAL

DEU NA FOLHA

* * *

Esta nota, debochada e gozadora, saiu na Folha de S.Paulo, integrante da grande mídia oposicionista atual.

Se deu na Folha, então não há razão pra duvidar.

A notícia é verdadeira.

A menos que Ceguinho Teimoso queira contestar.

MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

NOSSA CIVILIZAÇÃO FALHOU

A rua que eu mais uso para ir da minha casa ao centro da cidade tinha duas lombadas quando eu me mudei, vinte anos atrás. Hoje tem nove.

A rua onde ficava minha microempresa também tinha duas lombadas no caminho até o centro. Hoje tem dez.

O presidente quer acabar com os radares. O povo esbraveja nas redes sociais, afirmando que sem fiscalização e punição, os motoristas serão irresponsáveis e imprudentes.

Permitir a posse de armas, então nem pensar. De posse de uma arma, os brasileiros vão sair pelas ruas matando-se uns aos outros, dizem.

Na opinião de muitos, sobre alguns assuntos não se pode sequer falar: não temos maturidade para discutir coisas como legalização de drogas ou de cassinos.

Quando penso em tudo isso, apenas uma coisa me vem à cabeça: Não deveríamos, como sociedade, andar para a frente? Não deveríamos, já que recebemos tanta coisa pronta de nossos antepassados (e bem sabem eles a trabalheira que deu), partir daquele ponto para melhor? Não deveríamos, já que temos mais recursos, mais facilidades, mais tecnologia, tornarmo-nos melhores, mais civilizados, mais responsáveis, mais adultos? Não deveríamos, por uma simples questão de respeito ao trabalho que nossos pais e avós tiveram em deixar um mundo melhor para nós, seguir seus padrões de ética, de moralidade, de respeito, de decência?

Mal completei cinquenta anos, mas sinto-me um velho centenário quando penso que em minha infância, as pessoas adultas dirigiam carros de forma responsável, não por medo de multa, mas porque era o certo a fazer (e mesmo com os automóveis menos sofisticados de então, os acidentes eram poucos). Da mesma forma, era normal que os homens adultos (como meu pai) tivessem em casa uma arma, que serviria para defender sua família em caso de necessidade, e isso não significava mais crimes, pelo contrário. Não se passaram milênios, mas apenas algumas décadas, desde o tempo em que aprendi na escola que os deveres vem antes dos direitos e que deve-se fazer o certo porque é o certo, não apenas por medo de punição.

O que aconteceu para que os adultos de hoje não sejam capazes de agir como os de ontem? Como nos tornamos uma civilização de crianças grandes, que sabem apenas exigir, aos berros, seus brinquedos e sua mamadeira? Como abandonamos a idéia de que ser adulto implica ter responsabilidades e deveres?

Como aceitamos ser uma sociedade que diz de si mesma: “Somos imaturos! Necessitamos ser vigiados e controlados! Não sabemos nos comportar! Alguém deve tomar decisões por nós!”

Falhamos como civilização?

DEU NO JORNAL

VAGABUNDAGEM DESTRUIDORA

Em Brasília, cancelaram aulas para que mais de 80.000 professores e alunos de escolas públicas e da Universidade de Brasília protestassem contra Bolsonaro.

Mataram aulas e trabalho, mas só 1.500 apareceram.

Há quinze dias, a oposição levou 10 mil às ruas de Brasília contra o governo e no domingo 20 mil pessoas o defenderam.

* * *

Enquanto isto, em Fortaleza, uma multidão composta por três maloqueiros desocupados, em pleno dia útil, saiu às ruas pra matar aula.

E deram uma criminosa lição de arte zisquerdal pichando o patrimônio alheio.

Na lataria do ônibus um deles pintou um tosco “Lula Livre“, enquanto na camiseta ostentava o lema de trabalho terrorista de um autêntico militante petralha: “Gasolina Neles” 

VIOLANTE PIMENTEL - CENAS DO CAMINHO

O GATO

Carmen criava um gato preto retinto, a quem dera o nome de Koruga. Ela acostumou o gato a ser “luxento” . Era um gato tão bonito, que parecia um príncipe negro, um verdadeiro “ébano”.

O gato vivia dormindo no sofá, no tapete, nas cadeiras, nas camas, conforme sua vontade, e ela não permitia que ninguém o enxotasse. Koruga tinha todas as regalias, como se fosse um filho que Carmen não tivera.

Certa vez, Carmen notou que Koruga estava na cadeira de balanço e quando Madalena, a empregada, apareceu na sala, ele deu um pulo e saiu correndo apavorado. Achando estranho o comportamento do gato, Carmen perguntou à empregada por que o animal tinha medo dela. A moça gaguejou, dizendo que gato era assim mesmo. Carmen fez de conta que tinha se conformado com a resposta, mas resolveu fiscalizar o tratamento que a empregada dava a Koruga.

Não demorou muito para que Carmen flagrasse as vassouradas que o gato levou da empregada, por ter entrado na cozinha. Isso devia ser frequente, e agora estava explicado o motivo desse medo. Bastou esse flagrante, para que a serviçal fosse despedida, sem dó nem piedade. Não houve pedido de desculpa nem lágrimas, que fizessem Carmen confiar mais nessa mulher.

Koruga era louco por sardinha enlatada. Era mais inteligente do que certos humanos.

À tardinha, quando estava perto da hora de Carmen voltar da Receita Federal, onde trabalhava, Koruga se plantava na janela, olhando para a rua, até que o fusquinha de sua dona apontasse na esquina da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação. Antes disso, não tinha quem conseguisse tirá-lo da janela. Nessa época, as janelas ainda podiam ficar abertas até à noite. Era um tempo em que, em Natal, ainda não havia ladrão.

Um certo dia, meses depois da saída da perversa empregada, Carmen já estava no trabalho, quando chegou na sua casa um irmão casado. Foi ver a mãe e terminou almoçando lá. Depois, dirigiu-se ao quarto de hóspedes, para dar um cochilo. Chateado por encontrar o gato deitado na cama, enxotou-o com uma grosseira mãozada. O homem adormeceu e dormiu a tarde toda. Ao acordar, enfiou os pés nos sapatos e eles estavam cheios de cocô de gato, cujo fedor se espalhou por toda a casa.

Nesse ínterim, Carmen chega do trabalho e sente falta de Koruga na janela. Entrou em casa, na hora em que o irmão esbravejava contra o gato e o procurava para dar-lhe outras mãozadas, por ter enchido seus sapatos de cocô.

O escândalo foi grande. Carmen quando ouviu o alarido dentro de casa, interferiu e ameaçou o irmão de cortar relações com ele, se tivesse a ousadia de encostar um dedo em Koruga, seu gato de estimação. Nesse momento, Koruga estava acuado e escondido debaixo de outra cama, temendo ser espancado novamente.

Esse irmão demorou muito a voltar à casa de Carmen.

Dessa vez, para alegria de Carmen, Koruga se vingou do agressor.

PENINHA - DICA MUSICAL