GEORGE MASCENA - SÓ SEI QUE FOI ASSIM

JÁ OUVIU FALAR NA ILHA DE SANTA HELENA E DO BRASILEIRO QUE SALVOU UM AEROPORTO?

Santa Helena é uma ilha vulcânica no Atlântico Sul entre o Brasil e a África, conhecida por servir de prisão para Napoleão Bonaparte até a sua morte, a casa em que viveu e o seu túmulo são atrações aos visitantes. O isolamento criava uma atmosfera perfeita e natural para exilar adversários políticos da coroa, um príncipe zulu, bôeres sul-africanos e 3 príncipes do Bahrein também visitaram a ilha involuntariamente. É lá que vive o animal terrestre mais velho do planeta, um jabuti de 175 anos (foto). Tinha tudo para virar um importante destino turístico, mas como, se lá não tinha aeroporto?

A ligação entre a ilha e a África do Sul, país que tem fortes laços com Santa Helena pelo fato de ambos pertencerem à comunidade britânica, era feita exclusivamente via marítima, um navio levava e trazia pessoas e mantimentos uma vez por mês, a viagem durava 5 dias.

Como a ilha tem um relevo montanhoso, construir um aeroporto despenderia muito dinheiro e sempre foi deixado de lado, até que uma empresa teve a ideia de construí-lo no único lugar plano de Santa Helena, próximo a um penhasco de mais de 300 metros de altura. Pra se construir esse aeroporto, tiveram que antes construir o porto para desembarcar as máquinas e materiais necessários a essa construção, já que o que tinha era pequeno, o que tornou o aeroporto ainda mais caro. Depois de pronto, deu-se conta de outro problema: com rajadas de ventos laterais constantes e uma pista de pouso pequena, ficava impossível de se pousar um grande jato como Boeing ou Airbus, e os aviões pequenos não tinham autonomia para ir e retornar até o continente africano, a solução era abandonar tudo e voltar para o transporte naval mensal, que já estava sendo desativado, e esquecer o turismo, mas um brasileiro salvou tudo: o jato Embraer E190.

Uma equipe da fábrica brasileira (foto) foi até Santa Helena (via Recife), fez os testes e aprovou a operação. “Agora não dá mais para desistir”, as palavras do Comandante Cará ecoaram estoicamente pelo interior do Embraer E190, assim que decolamos do Brasil. Só então parei para pensar com lucidez sobre o que nos aguardava: uma pequena ilha vulcânica no coração do Atlântico Sul. Nos desfiladeiros dessa ilha, um “aeroporto fantasma”. Rondando o aeroporto, ventos inclementes”, publicou o site da Embraer.

O teste foi um sucesso e de cara a empresa aérea sul africana Airlink comprou duas aeronaves. O primeiro voo foi festa na comunidade. Hoje a ilha conta com um voo semanal para Johanesburgo na África do Sul. Se interessou em conhecer? As passagens de ida e volta para Johanesburgo custa cerca de R$ 5.000,00 por pessoa e dura menos de 5 horas.

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

POEMA DE GRATIDÃO – Abílio Barreto

Lembra-me, Mãe querida, a glória que me deste,
A alegria do lar no lençol de cravinas,
A mesa, o livro, o pão e as canções cristalinas,
As preces de ninar, no humilde berço agreste.

Ao perder-te, no mundo, o carinho celeste,
Vendo-te as mãos em cruz, quais flores pequeninas,
Fui chorar-te, debalde, ao pé das casuarinas,
Buscando-te a presença entre a lousa e o cipreste!…

Entretanto, do Além, caminhavas comigo,
Vinhas, a cada passo, anjo piedoso e amigo,
Guardar-me o coração na fé radiante e calma.

E, quando a morte veio expor-me à noite escura,
Solucei de alegria, em preces de ternura,
Em te revendo a luz, conduzindo minha’alma!…

Colaboração de Pedro Malta

A PALAVRA DO EDITOR

UM LEITOR MUITO ESPECIAL

Tá fazendo uma semana hoje que este fato se assucedeu-se.

Eu estava visitando Palmares, minha terra de nascença, onde fui dar uma entrevista à Rádio Cultura, a emissora local.

Uma entrevista que postarei aqui muito em breve. Não posso deixar passar esta oportunidade de me amostrar conversando besteiras pra milhares de ouvintes.

Pois lá em Palmares fomos almoçar, eu e a patota que me acompanhava durante a entrevista, num restaurante que fica bem perto da rádio, no outro lado da pista da BR-101. O Restaurante Nordestão.

E lá fomos eu, Aline, Ellen, irmã de Aline, Fábio, meu concunhado, e mais uma parelha arretada composta por dois queridos xeleléus: Reginaldo e Walter. Uma dupla de amigos/irmãos que mora no fundo da minha estima.

Reginaldo é coronel da reserva e já foi comandante do Batalhão da PM de Palmares.

Walter é divulgador e promotor de vendas da Bagaço, a minha editora. Bate o Brasil inteiro como um excelente camelô da cultura literária nordestina.

E Walter, um palmarense da gema, tem uma interessante particularidade: ele não apenas vende os meus livros, mas é também um profundo conhecedor de todos eles. O cabra sabe tudo decorado e repete pra quem quiser ouvir.

Esse Walter é meu xeleléu baba-ovo registrado em cartório e com direito a atestado!

Reginaldo e Walter, meus amigos, meus irmãos, meus fieis xeleléus

Fomos lá no Restaurante Nordestão porque Walter me avisou quando saímos da rádio:

– Tem uma pessoa que quer te conhecer.

Para minha grande surpresa, a pessoa que queria me conhecer era o dono do estabelecimento, um carioca chamado Romulo.

Ele é formado em Engenharia Química, já viajou pelos cinco continentes, foi empresário de transportes no Rio de Janeiro e, pra resumir a história, bateu com os costados em Palmares, gostou da terra e por lá se estabeleceu com um restaurante.

Um lugar arretado, cercado de árvores, com uma decoração bastante criativa e um ambiente muito acolhedor.

Além de serviço e cardápio de primeiríssima qualidade. Atesto, confirmo e dou fé.

Pra minha grande surpresa, Romulo já tinha lido O Romance da Besta Fubana e, conforme me disse, a impressão que o livro tinha lhe causado foi o principal motivo que o levou a se estabelecer na cidade.

Ficara fascinado pelo enredo e por aquele estranho local onde a história toda se desenrola.

Minino, confesso a vocês que fiquei ancho que só a porra!!!

Uma deferência muito especial pra um pobre dum escritureiro, contador de fuxicos e de histórias daquela beirada de rio.

E Romulo fez uma verdadeira conferência sobre o meu livreto, enquanto eu permanecia extasiado e de boca aberta.

Este Editor no Restaurante Nordestão ao lado do proprietário Romulo, um leitor muito especial e que aparece na foto segurando uma ilustração da Besta Fubana

E Romulo me disse mais: que estava pra lançar uma cachaça ecológica, fabricada por ele mesmo, de altíssima qualidade, que vai ter no rótulo a imagem da Besta Fubana, ostentando a sua vigorosa pica, conforme está estampado e descrito no corpo do meu livro: “Uma bimba e duas carreiras de peitos“.

Eu fiquei honrado e feliz que só a peste.

Brigadão por tudo, meu caro Romulo!

Que você tenha muito sucesso em todos os seus empreendimentos e que a Besta Fubana te proteja e te guie.

Rótulo da futura cachaça Nordestão, com a Besta Fubana e sua pica imponente

Mas o melhor foi no final: a conta da comilança foi cortesia da casa.

Se eu soubesse disso com antecedência, teria comido bem mais!!!

E deixo aqui a dica pra toda comunidade fubânica que viaja por estes Brasis:

Quem passar pela Mata Sul de Pernambuco, viajando pela BR-101, o restaurante fica logo na entrada da cidade, do lado direito de quem vem do Recife.

Quem quiser dar um passeio na página do Nordestão, clique aqui 

Não deixem ver todas as fotos estampadas na página. Sobretudo as de comidas!

E tem também a página no Facebook, que pode ser acessada clicando na imagem abaixo:

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MARCELO BERTOLUCI – CURITIBA-PR

Excelentíssimo Editor:

Com a aproximação da manifestação que, segundo alguns, determinará os rumos do país, sugiro à comunidade fubânica a leitura deste excelente texto de Roberto Rachewski.

Segue trecho:

“Por que não devemos deixar as ruas vazias de manifestações?

O que importa se há um movimento organizado ou liderando manifestações populares? Se as manifestações são populares, basta para elas serem legítimas duas coisas: haver manifestantes do povo e haver sobre o que se manifestar.

No Brasil, esse país de mentalidade coletivista estatista, até para se manifestarem contra o autoritarismo do governo as pessoas comuns querem alguma forma de dirigismo. Haja gosto pela subserviência e aversão ao protagonismo.

Qual a necessidade de se seguir um líder que colocará a cara para bater por você em primeiro lugar? Será covardia? Será timidez? Será baixa autoestima? Quando a manifestação é legítima, uma pessoa sozinha já pode protestar.

Deixe de ser um indivíduo de segunda mão. Uma sociedade de indivíduos de segunda mão será sempre uma nação de quinta categoria. Pegue a sua bandeira, pegue a sua camiseta, pegue o seu cartaz e vá para as ruas defender o seu autointeresse racional como cidadão. Não pense que você está defendendo o governo X ou Y.

Não seremos seres humanos livres e independentes se não defendermos a nossa liberdade, a nossa propriedade, para podermos fazer as nossas próprias escolhas morais em busca dos nossos propósitos.”

Leia o texto completo clicando aqui

Saudações fubânicas

A PALAVRA DO EDITOR

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ARMANDO ALMEIDA – SÃO PAULO-SP

Saudações de São Paulo, Berto !!!

Caríssimo Berto, segue comprovante da “fortuna” que estou dedicando para uma vida longa desta Gazeta.

Contribuição possível neste momento conturbado pelo qual todos passamos, mas mesmo assim, com esperanças de melhoras, isso se nosso preclaro Bolsonaro e seus blue-caps se dispuserem a parar de fazer asneiras.

Veja na foto abaixo, este benfeitor e o incrível Falcão um ano e meio atrás, quando estava gravando uma reportagem para o Fantástico.

Abração!!!

R. Meu caro, você usou de ironia e botou “fortuna” entre aspas.

Fique sabendo que Chupicleide mandou dizer que toda e qualquer doação de colunistas e leitores é mesmo uma fortuna. Sem aspas.

Ela ficou doidinha de alegria!

Quanto aos blue-caps de Bolsonaro, todos nós estamos torcendo pra que eles parem de fazer asneiras.

Sua foto com Falcão mostra uma parelha de cabras lindos e joiados.

Tá uma belezura e veio na medida pra enfeitar essa gazeta escrota.

Aproveito a oportunidade pra alegrar o nosso sábado com uma terna e comovente música de Falcão, intitulada Oportunida Única.

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

CAMINHOS DA EDUCAÇÃO

Nesse debate sobre educação, corte ou contingenciamento de verbas para educação, etc. muitas manifestações, expressas de diversas formas, foram vistas por aí. Por isso, como um trabalhador na área de educação, pretendo abordar dois aspectos cruciais relacionados ao tema. O primeiro é sobre um cartaz que vi dizendo “O governo não dá educação porque a educação derruba o governo”. Perdi o sono com isso porque um fato tão relevante como a educação não pode se prestar como instrumento pontiagudo colocado no pescoço do governo, ou seja, se qualquer pessoa ameaçada tomaria medidas de proteção, então o governo ameaçado usaria a mesma medida. Raul Seixas dizia “pena eu não ser burro, não sofria tanto”, mas conhecimento impõe forma diferente de agir. Eu não posso alegar que cometi um crime porque desconhecia a lei, sendo eu formado no início médio ou com doutorado. Manter pessoas burras até faria sentido se o objetivo fosse se perpetuar no poder, mas aqui temos eleição a cada quatro anos e não me parece ambiente para um estado de exceção.

Esse ponto de vista me pareceu extremamente grosseiro porque, mesmo no âmbito de governos totalitários, a questão da educação sempre foi uma temática intensa na defesa do governo. Em Cuba, por exemplo, a política de Fidel era que o estado se responsabilizava pela criança dando-lhe tudo da educação básica até a universidade. A pesquisa deles na área de câncer de pulmão gerou um join venture entre cubanos e americanos (pasmem!). Na, então, União Soviética, Yuri Gagari foi o primeiro homem no espaço, fato que colocou os Estados Unidos na corrida espacial e fez Armstrong ser o primeiro homem a por os pés na lua. As contas para isso foram feitas por cientistas de diversas formações, ou seja, pessoas que tiveram, diga-se, uma extraordinária educação.

Parece-me, portanto, muito pobre essa noção de que ao educar-me, passarei a ser uma séria ameaça ao governo. Creio que meu conhecimento deveria ser colocado a serviço das necessidades do meu país. Na minha sala de aula me convenço de que faço isso porque transmito aos alunos o conhecimento básico para que eles se tornem profissionais capacitados no mercado ou sigam a carreira acadêmica enfrentando uma pós graduação. É isso que a gente sente quando leva um aluno para a defesa de uma tese ou de uma dissertação.

O segundo ponto diz respeito à escolha entre educação básica e educação superior. Certamente, educação básica de qualidade significa uma educação superior ou técnica, também, de qualidade. Deficiências da base se propagam, inevitavelmente, pelo ensino superior e daí tem-se um grande número de reprovações, repetências, etc. em diversos cursos. A escolha do investimento na educação básica ou superior, não pode ser palco, ou ficar ao sabor, de ideologias absurdas. Existem técnicas científicas que auxiliam na tomada de decisão dentre as quais cito programação linear e análise de multicritério. Vamos a um exemplo: George Joseph Stigler, economista americano, lançou um problema relacionado a dieta de soldados. A ideia era saber como fornecer um conjunto mínimo de vitaminas dentro de uma especificada quantidade ração. O problema foi publicado no Times e daí surgiu essa linha de pesquisa denominada Pesquisa Operacional. Com ela eu posso dizer qual a quantidade mínima de nutrientes que uma pessoa deve receber, ou dizer quantas pessoas e máquinas deverão ser usadas num sistema de produção para a produção ser máxima, ou lhe dizer quais as ações que você colocar num portfólio para maximizar seus lucros.

Quem faz avaliação de investimento sabe que os méritos são fundamentais para decisão, ou seja, calcule-se valor presente líquido, taxa interna de retorno, relação custo/benefício e o tempo de retorno. É esse parâmetro que eu quero chegar: tempo de retorno. Compare o tempo de retorno com um investimento feito em cada um desses segmentos. Na educação básica nós vamos esperar os 9 anos de primeiro grau, mais três anos de ensino médio, mais uns quatro anos de ensino superior. Temos 16 anos de espera, no mínimo, considerando que não houve abandono ou repetência.

Investimento no ensino superior gera pesquisa. Lógico que a qualidade de algumas pesquisas, alguma teses ou dissertações, é plenamente refutável, incluo aqui a de Alexandre de Morais. Nem ele seguiu o que defendeu. Eu quero falar de coisas palpáveis como:

a) O vírus HPV é responsável por 80% dos casos de câncer de colo de útero e se não fosse o trabalho de pesquisadores não haveria vacina para reduzir a taxa de contaminação e o número de óbitos;

b) Albert Sabin evitou que milhares e milhares de pessoas fossem usuários de muletas e cadeiras de rodas. A certeza que ele tinha na sua pesquisa era tanta que ele injetou o vírus nele para convencer sobre a necessidade de produção em série;

c) Gerar energia limpa não significa botar um catavento na porta de casa ou uma lâmina de vidro para esquentar ao sol. Precisa pesquisa para conduzir a energia gerada para consumo ou para distribuição;

d) O celular que você usa, hoje, inclusive para fazer ligações telefônicas, é fruto de pesquisas em softwares. Hoje, tem alternativas de transformar texto voz em texto, fato que beneficia, por exemplo, a Polícia Federal que na precisa fazer transcrição das conversas gravadas nas escutas telefônicas;

Poderia enumerar várias questões que fortalecem a ideia de que o investimento no ensino superior traz retorno que beneficiariam os investimentos na educação básica. Tem desvios? Sim! Não quero defender aqui as teses esdrúxulas das experiências pessoais de sexo grupal, animal, homossexual, etc. em banheiros públicos. Então, ao invés de condenar os bons pela ação dos ruins, devemos definir critérios.

Finalmente, o trabalho de pesquisa feito na universidade tem como destino a sociedade. No mundo todo, existe parceria entre sociedade e universidade. As empresas se desenvolvem por que tem um cientista doido pensando na solução do seu problema. Sem pesquisa, o futuro é incerto e insustentável. Se você quiser saber como resolver uma equação do 3º grau do tipo x³ + bx² + dx + d=0, estou à disposição.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

TOCANTE HOMENAGEM AO MOLUSCO

Comentário sobre a postagem IMPRENSA CALUNIADORA

Joaquimfrancisco:

Este (Nat King Cole) cantava e encantava.

Mas o molusco merece outra música que será cantada mais tarde pela nova sensorte!

 Ananda, Joker Beats – Quero Que Tu Vá

A PALAVRA DO EDITOR

HISTÓRIAS QUIRINIANAS

Eu costumo dizer que o Poeta Jessier Quirino, colunista desta gazeta escrota e um amigo muito querido, tem um imã especial pra atrair casos pra junto dele.

Como um primoroso contador de causos que é, ele vive sendo perseguido por estes mesmos causos.

As coisas mais improváveis acontecem com ele, na frente dele.

Um fenômeno interessante.

Sempre que se assucede-se um desmantelo, Jessier me liga na mesma hora pra relator o sucedido.

Três exemplos.

1) Nesta semana foi comemorado o aniversário de Itabaiana, a cidade paraibana onde vive Jessier. Uma equipe de jornalismo de João Pessoa foi contratada pela prefeitura local pra fazer uma matéria sobre a cidade.

Jessier, morador ilustre, foi escolhido pra dar um depoimento. A jornalista encarregada da matéria, ajeitou as coisas, segurou o microfone e começou o serviço dizendo assim:

– Estamos aqui para entrevistar o saudoso poeta Jessier Quirino.

Jessier se assustou-se e quase gritou: “Saudoso um caralho! Eu tô vivo!!!”.

Isto é um retrato cagado e cuspido da formação superior dos jornalistas de hoje em dia.

Não sabem nem empregar corretamente as palavras, ferramentas indispensáveis do seu trabalho.

2) A outra história assucedeu-se com um fã de Jessier, uma matuto lá do sertão que, entusiasmado após uma apresentação, lhe dirigiu este elogio:

– Jessier, você é um poeta 10%!

Jessier percebeu logo que o coitado estava querendo dizer que ele era um poeta “Nota 10”.

Nervoso de entusiasmo, o cabra rebaixou-o pra 10%.

3) Dudé é um marceneiro de Itabaina, aquele sujeito que trabalha com pau, com madeira.

Jessier ligou pra Dudé a fim de encomendar um serviço no teto do casarão onde mora.

E Dudé saiu-se com essa história:

– Doutor, eu deixei de trabalhar com pau, montei um bar e me ajuntei com uma neguinha. Fizemos um negócio de sociedade. Pois acredite, doutor, que é ela me botou chifres e ainda me deu prejuízo. Agora eu cheguei a esta conclusão: vou voltar a ser marceneiro. É melhor trabalhar com pau do que trabalhar com buceta.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ALMERINDO PEREIRA – CURITIBA-PR

Meu caro Luiz Berto,

Ainda não fiz minha doação, mas prometo para a semana que vem. Você merece.

Gostaria que você fizesse um comentário sobre a ida de Bolsonaro ao nordeste e estas declarações de petistas que ele será mal recebido.

Os petistas se acham os donos do Nordeste, mas no entanto nada fizeram, conservando assim a dependência do povo nordestino às promessas de campanha.

Minha esposa é alagoana e no entanto detesta os Calheiros, os Mellos, etc. pois fazem parte da corja que tem o Nordeste como curral eleitoral.

Veja como está Muricy-AL, terra natal de Renan Calheiros, que lá só vai em época de eleição.

É verdade que os petistas podem hostilizar o atual governo ? Por qual razão?

Favor comente a respeito. Te agradeço muito !

Saudações

R. Meu caro, a abertura de sua mensagem, dizendo que vai “fazer doação” semana que vem, deixou Chupicleide se rindo-se todinha aqui na redação desta gazeta escrota.

Ela agradeceu chorando e mandou um xêro nordestino pra você e pra sua esposa!

Quanto ao comentário que você me pede pra fazer, sobre o que Paulo Pimenta, um petista idiota de alto escalão, postou no Twitter na terça-feira passada, dizendo que  o presidente não seria bem recebido em “alguma cidade nordestina“, eu não vou dizer nada.

Vou apenas reproduzir as imagens do que aconteceu ontem em Petrolina, a capital sertaneja às margens do São Francisco.

Os chineses dizem, sabiamente, que uma imagem vale mais que mil palavras.

Veja as imagens abaixo: