PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ESCÁRNIO PERFUMADO – Cruz e Sousa

Quando no enleio
De receber umas notícias tuas,
Vou-me ao correio,
Que é lá no fim da mais cruel das ruas,

Vendo tão fartas,
D’uma fartura que ninguém colige,
As mãos dos outros, de jornais e cartas
E as minhas, nuas – isso dói, me aflige…

E em tom de mofa,
Julgo que tudo me escarnece, apoda,
Ri, me apostrofa,

Pois fico só e cabisbaixo, inerme,
A noite andar-me na cabeça, em roda,
Mais humilhado que um mendigo, um verme…

Colaboração de Pedro Malta

A PALAVRA DO EDITOR

NOVOS ESCUDOS

Chegou ao conhecimento da Editoria do JBF uma informação interessante.

Esta informação diz respeito aos novos escudos que passarão a ser usados pelas Policias Militares de todos os estados, durante badernas estudantis promovidas por universitários brasileiros.

Aquelas zorras desordeiras que eufemisticamente eles chamam de “manifestação”

A esquerdalhada acadêmica, composta sobretudo de petistas, psolistas e comunistas, está apavorada com este novo equipamento.

Vejam só que coisa bárbara:

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

VIOLANTE PIMENTAL – NATAL-RN

Boa noite, prezado Editor Luiz Berto!

Segue o comprovante da doação de maio – 2019, para o JBF,

Um abraço!

R. Muito obrigado pela generosidade, minha cara colunista fubânica.

É graças às doações de vocês, colunistas e leitores, que esta gazeta escrota se mantém no ar.

Atualizada o dia todo e todos os dias.

De domingo a domingo.

Estas doações pagam as despesas com hospedagem, manutenção e assistência técnica.

E, além do mais, servem pra pagar os salários sempre atrasados de Chupicleide.

Nossa querida secretária de redação está aqui toda se rindo-se de tanta alegria e mandando um grande beijo pra você! 

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

BARTOLOMEU SILVA – SÃO PAULO-SP

Berto,

acabei de lançar um novo projeto no mercado. Trata-se uma uma loja online de produtos relacionados a tecnologia, mas também tem algumas coisas menos tecnológicas também.

É uma tentativa de ingressar para o mundo dos negócios de gente grande.

Não é fácil, mas vamos na luta.

Todos os produtos são importados e enviados direto para o cliente.

Nós fazemos a intermediação entre o fabricante e o consumidor.

Conto com a ajuda dos colegas para divulgar o link da loja.

R. Bartolomeu é o competente hospedeiro desta gazeta escrota.

É ele o responsável técnico pelo nosso jornal e o homem que faz o JBF ficar no ar 24 horas por dia. Atualizado o dia todo e todos os dias.

De modo que é com muita alegria e satisfação que saúdo esta sua iniciativa de criar uma loja online.

Tenho certeza que o empreendimento será vitorioso.

Pode contar com a visita dos leitores fubânicos à sua página, meu caro Bartolomeu.

Quem quiser acessar pra conhecer e dar um passeio, basta clicar na imagem abaixo.

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

GLOSAS

Mote:

Lula agora vai casar
Viverá noutra prisão

É coisa de admirar
A notícia nos jornais
Sobre letras garrafais:
LULA AGORA VAI CASAR.
E ninguém vai protestar
Nem lhe chamar de ladrão
Por roubar um coração
Dizendo ser por amor
E se livre Lula for
VIVERÁ NOUTRA PRISÃO.

Me disseram “é por paixão
Passada a toda prova”
Ele nessa vida nova
VIVERÁ NOUTRA PRISÃO.
Preso por corrupção
Sem poder sequer trepar
Quer a “domiciliar”
Para voltar ao comando
E continuar roubando
LULA AGORA VAI CASAR.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

WILTON CARVALHO – VITÓRIA-ES

Luiz.

Boa Tarde.

Sei que você adora uma fuleiragem.

Publica aí nessa gazeta escrota uma passagem nos idos de 1971, que se deu na escola de Agronomia da universidade federal da Bahia, na cidade de Cruz das almas.

R. Bateu na porta certa, meu caro.

Fuleiragem é por aqui mesmo.

Pode mandar que terá sempre freguesia.

Grato pela força e pela audiência.

* * *

A PIXIXITA DE ZÉ LIMA

Quando estávamos no segundo ano, Zé Lima que era terceiranista, sergipano de Itabaiana, foi em excursão a Itabuna, participar de encontro técnico na CEPLAC.

De lá, trouxe uma preciosidade: duas garrafas de Pixixita, a melhor cachaça da Região Cacaueira, na época.

Quando chegou, fez questão de mostrar as garrafas a Alicate, que ficou durante vários dias, lambendo os beiços, feito Silvio Boca de Mel, pois Lima não lhe deu sequer um gole, mesmo após muita insistência. Ele as levaria para o seu futuro sogro que morava em Aracaju.

Eu conhecia a sua futura esposa, pois foi minha colega no curso científico do Ateneu Sergipense. O homem era desembargador.

Com a negativa, bolamos um plano mirabolante: roubaríamos as duas garrafas de Pixixita.

Como ele só iria a Aracaju, quando houvesse um feriado prolongado, guardou-as a sete chaves, no seu armário, pois Alicate vivia a lhe pedir, pelo menos um gole.

Lima morava com Pedrinho Cangurú e Fernando Cintra, que eram simpatizantes da Turma da Saborosa. Mas, é bom ficar bem claro, que eles nunca souberam do plano.

Pois bem, vivíamos a vigiar o armário de Lima e as suas ausências da Escola, para pormos em prática o plano, ou melhor, o roubo. Ele estava ansioso para chegar esse dia e poder presentear o sogro, que era apreciador de uma boa garrafa de etílico.

Num sábado à tarde que antecedeu o dia da viagem, Lima e alguns amigos foram a cidade assistir a matinê no cinema local. Era agora ou nunca.

Pedro e Fernando, também se ausentaram.

Subimos pela tampa do forro, no nosso quarto, acima do armário, que era de alvenaria e caminhamos pela laje, até alcançarmos a tampa do forro do apartamento deles.

Levamos duas garrafas vazias e um alicate (ferramenta) de bico, para vedarmos as tampinhas.

O apartamento estava fechado, mas Lima esqueceu de passar o cadeado no armário. Era o que nós queríamos. Deixou a sopa no mel. Lá estavam elas. No cantinho, por trás da mala.

Rapidamente, com cuidado, tiramos as tampinhas, substituímos o precioso conteúdo por água, com o cuidado de tampá-las sem vazamentos.

Deixamos tudo como encontrado e retornamos pelo mesmo caminho. A nossa cana da noite estava garantida.

O que aconteceu em Aracaju, nós não ficamos sabendo, mas, Lima quando retornou, ficou um bom tempo sem falar com a Turma da Saborosa.

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

CONTINGENCIAMENTO

O termo contingenciamento tá na crista da onda. Debate-se em todas as esquinas e mesa de bar. Faz parte do cotidiano. Uma ala aprova. Outra, desaprova, critica. Tem uns achando uma péssima atitude executar tal antipática medida. Por representar um retrocesso. Bastou o presidente Bolsonaro explorar a palavra para as ruas de 250 cidades ficarem entupidas de manifestantes para protestar contra o corte de verbas na educação. Compareceram mais de dois milhões de manifestantes nas avenidas.

Apesar do gestor jurar de pés juntos que as verbas não serão cortadas, mas apenas distribuídas de acordo com a arrecadação federal em queda. Caso a receita cresça, o governo solta mais verbas. No entanto, se a arrecadação cair, o corte de verba temporário é necessário. Natural. Alguns presidentes usaram deste esquema e resolveram os seus problemas de distribuição de recursos financeiros. Sem serem despejados do Poder. Destituídos do cargo maior do país.

A causa de tantas discussões está no orçamento. Orçamento é um parâmetro, uma guia para mostrar ao governo o quanto ele pode gastar num ano. Sem ultrapassar o limite estabelecido. Havendo recursos disponíveis, o cofre é aberto até o limite estabelecido no Orçamento. Todavia, se a arrecadação escassear, lógico, os recursos serão distribuídos com parcimônia. Austeridade. Sem fechar a mão. Obedecendo os critérios de acordo com as necessidades. Como é ruim na comunicação, o governo gerou toda esta confusão. Gerou um verdadeiro balaio de gato. Enveredar pelo caminho do corte linear para as universidades e institutos federais foi um erro. Não foi uma atitude sensata. Agora, Bolsonaro tá vendo grilo para escantear o imbróglio, contornar o problemão. Sem comprometer a meta fiscal. Segundo a Secretaria da Receita Federal, em janeiro passado, o recolhimento caiu pelo terceiro mês seguido. Ficou em R$ 160 bilhões. Aliás, faz cinco anos que o país só registra rombos nas contas públicas. Sinal de crise braba. Recessão das piores. Mas, não representa o fim da jornada.

*
O comércio internacional é uma minha de ouro. Com reservas Inesgotáveis. A penetração e o sucesso da capacidade produtiva e comercial dependem da base econômica do país que quer vender para o exterior. Sabendo exportar, garante o crescimento do Produto Interno Bruto. Embora o princípio das vendas externas tenha começado com a rota da seda, somente nos últimos séculos foi que a prática engrenou. Consolidou-se. É evidente que para produzir melhor e vender a preços comparativos e competitivos, cada país tem de dispor de mão de obra, qualificada e barata, capital e tecnologia. Tendo o básico, o passo seguinte é a especialização em determinadas linhas de bens e serviços para conquistar comprador no comércio mundial.

Lógico que para fechar negócios no concorrido mercado internacional, o essencial é o fechamento de acordos bilaterais entre as nações, em virtude da dificuldade de autossuficiência na produção e consumo de bens. Existem duas correntes no esquema. As economias mais poderosas simpatizam com o livre comércio para defender os interesses agrícolas. Já os maiores produtores de manufaturados tentam impor barreiras. Cobram tarifas de importação como forma de proteger a produção doméstica.

O pau brasil, o açúcar, o ouro e o café introduziram o Brasil no setor de exportação. Serviram de pontos de apoio para essa grandiosa empreitada. Na verdade, foi a partir da década de 90 que o país deu um grande salto na diversificação da pauta de exportação. Além da inclusão de produtos agrícolas, foram incorporados também nas exportações brasileiras, bens de valor agregado como joias, aviões, automóveis e peças de vestuário. Depois dos Estados Unidos, o líder, o Brasil é o segundo maior exportador mundial de produtos agrícolas. Além do café, o país exporta soja, carne de vaca e açúcar, cuja renda ultrapassa os 80 bilhões de dólares, anualmente. No entanto, lutar para diversificar as exportações é o sonho geral, inclusive do brasileiro. Mas, para conseguir tal intento, tem de lutar, ajustar as engrenagens e cair em campo. Com técnicos gabaritados no comando das negociações para não dar pixotadas.

*
No Japão, a população vive na maior tranquilidade, protegida pela segurança policial. Para viver seguro, longe da violência, o japonês conta com sensores, câmaras de vigilância em vários locais, leis rigorosas e ativas, policiamento preventivo, ações comunitárias e educativas. Por isso, segundo o Índice Global da Paz, o Japão ocupa a 9ª posição. É o nono país mais seguro do mundo.

Mas, por causa da derrota na segunda Guerra Mundial, o crime organizado tomou as ruas. Mandava em tudo. As facções criminosas se uniram, formando a poderosa organização Yakuza que não se intimidava em punir com a morte ou mutilações, os membros dissidentes. Porém, diante do rigor da lei e de um efetivo de 300 mil homens, a polícia japonesa consegue manter uma baixa taxa de crimes. Em 1990, o Japão enfrentava seria onda de furtos, roubos, assaltos e homicídios.

Enquanto os Estados Unidos registraram 12 mil mortes com armas de fogo, em 2014, o Japão deu-se ao luxo de só catalogar seis homicídios cometidos por bala. Em 2017, o país asiático registrou somente 22 crimes cometidos por bala. A diferença é que em terras nipônicas, a venda de armas portáteis é proibida. Os policiais são treinados em artes marciais, ostentam o título de faixa preta no judô. Lixeiras nas ruas eternamente limpas, não existem. Os furtos, são escassos. Fumar em público é proibido, para não prejudicar o próximo. Gorjeta, é vedada. Estacionar carro em passeio público, nem pensar. Furar fila, é inadmissível. Os banheiros públicos, obrigatoriamente, são limpinhos da silva. Faz gosto, usar. Lixo reciclável, não fica acumulado nas ruas. É recolhido logo. Político que comete crime contra a Nação, quando não é condenado, envergonhado, comete suicídio para o bem da sociedade. Educada, honesta e pacata.

*
Os gestores não cansam de gastar os recursos públicos à toa, incentivados por duas brechas claras e perigosas. A corrupção e a impunidade. Enquanto a Lei da Transparência permanecer fraca e a Operação Lava Jato não recuperar o prestígio anterior, perdido com a mudança aprovada para o TSE, em votação apertada no STF, os casos ficarão restritos apenas às altas esferas. Colabora para os municípios torrarem o patrimônio público de maneira berrante. Descontroladamente.

Existem muitos modos de dilapidar, lesar o erário público. Improbidade, inadequada utilização, roubos, desvios de recursos, políticas públicas deficitárias, enriquecimento ilícito, fraudes em licitação e ineficiência fiscalizatória. A população cansou de ver os péssimos exemplos. A quantidade de diligências, processos, condenações de empresários corruptos, falsos políticos, alguns presos, mostra que o país tem de acordar. Rejeitar de todas as formas os desmandos administrativos que lesam os bens públicos de maneira sutil. Descaradamente.

A sociedade desacreditando nas falsas fiscalizações tem de lutar pela defesa dos bens do país. Fazer valer a Lei de Improbidade Administrativa, de 1992, exigindo o fiel cumprimento da Lei do Colarinho Branco, que se rege pela legalidade, impessoalidade e moralidade administrativa. Está claro que os gastos públicos são necessários para fortalecer o desenvolvimento. Quanto menores os gastos públicos, o crescimento esfria, o PIB amolece, não sobe conforme os projetos e a vontade dos homens. Mas, gastar além da conta, traz péssimas consequências. Gera déficits públicos, força a alta da taxa básica de juros, provoca inflação e desemprega. Causando aflição no pedaço.

PENINHA - DICA MUSICAL