MARCELO BERTOLUCI - DANDO PITACOS

O AUTO-ENGANO DOS DIREITOS

Já aviso que meu pitaco de hoje vai deixar muita gente desconfortável, tanto pelo assunto em si como pela pessoa envolvida: Leiam a notícia:

“Em artigo na Veja, Rosângela Moro, mulher do ministro Sergio Moro, escreveu sobre a importância do STF conversar com governadores para discutir a judicialização na saúde: ‘É fundamental que o STF enxergue que existem diversos casos contemplados embaixo do guarda-chuva da judicialização. E que o parâmetro de considerar passível de judicialização apenas tratamentos disponíveis no SUS não atenderá todos os pacientes. Caso contrário, será uma sentença de morte para os portadores de doenças raras.'”

Não tenho nada contra a Rosangela nem duvido de suas boas intenções. Mas é preciso parar de acreditar nesta utopia de que basta declarar que alguém tem direito à alguma coisa para que o governo faça surgir, por encanto, o dinheiro. Não faz. Nunca fez e nunca fará.

Vamos pegar apenas um exemplo: o laboratório suíço Novartis oferece hoje o que é considerado o mais avançado tratamento contra leucemia disponível. Seu custo? Meio milhão de dólares, ou dois milhões de reais. Se é o mais avançado, deve ser disponibilizado para todos, certo? Segundo o Google, no Brasil são diagnosticados aproximadamente dez mil casos de leucemia por ano. Então, basta o governo balançar a varinha mágica, e vinte bilhões de reais surgirão do nada? Claro que não, este dinheiro seria tomado de todos nós, os brasileiros.

E estamos falando apenas de uma doença. Somando apenas os diferentes tipos de câncer, são 600.000 casos por ano no Brasil. Vamos incluir algumas outras doenças graves, e chegamos fácil a um milhão. Vamos pensar em um tratamento baratinho, de apenas um décimo deste da Novartis. A conta dá duzentos bilhões por ano. De onde isto sairia?

Como a idéia de dar a todos o “direito” aos tratamentos mais avançados é só uma utopia, ficamos com a realidade: três quartos dos doentes que vão à justiça pedir seu “direito” de receber tratamento de graça são atendidos por planos de saúde ou médicos particulares (ou seja, apenas um quarto usa o SUS); em São Paulo, 90% dos casos são encaminhados por advogados particulares e apenas 10% pela defensoria pública. Ou seja: na prática, o imposto dos pobres mais uma vez beneficia os ricos. Alguém já assistiu este filme?

Até aqui eu só reclamei e não apresentei soluções, dirão. É que não há solução para a morte e para as leis da natureza. Um decreto do presidente ou uma súmula do supremo não podem dar a ninguém o direito de não morrer, seja de bala perdida, de escorregão, de acidente de carro, de mordida de cobra, de queda de meteorito, e muito menos de doença, rara ou não. Um decreto pode, é verdade, tirar dinheiro de todos para pagar tratamentos médicos, e no mundo real isso será sempre para poucos, porque não há dinheiro que chegue para pagar para todos algo que não tem limite. Aliás, o ser humano e a economia se movem atrás de incentivos: quanto mais dinheiro fácil existir para pagar tratamentos caros, mais pessoas e empresas irão oferecer tratamentos caros.

Mas para não dizer que eu não proponho alternativas: na minha modesta e leiga opinião, as pessoas teriam um tratamento médico muito melhor se pagassem por ele, ao invés de pagar ao governo para que este dê o tratamento “de graça”. Ou seja: eliminar os impostos que sustentam a saúde pública, deixando este dinheiro na mão das pessoas; eliminar a interferência do governo nos planos de saúde, permitindo uma concorrência de verdade (que hoje não existe) e que cada um possa escolher o plano que lhe convém (hoje somos obrigados a pagar por coisas que não queremos); e desburocratizar de forma geral o setor, para reduzir custos desnecessários. Aliás, já é hora de parar de chamar isso que o governo dá de “saúde”. O nome disso é “tratamento médico”.

Mas as pessoas tem maturidade para assumir esta responsabilidade sozinhas? Eu acredito que sim. Caso contrário, seremos forçados a admitir que não somos um país de adultos, mas apenas crianças crescidas.

P.S. Alguém provavelmente vai dizer que os dois milhões por tratamento que a Novartis cobra são abusivos, frutos da ganância, e que se não fosse por isso o tratamento seria baratinho. Bem, o que sei é que o tratamento não é exatamente um remédio; é um tratamento baseado em células do próprio paciente, extraídas do plasma sanguíneo, e modificadas individualmente através de engenharia genética para se transformarem em “células destruidoras de câncer”. Creio que isso não seja barato de fazer. Além disso, o maior custo de tratamentos médicos avançados é o da pesquisa, que envolve anos de estudo, salários dos pesquisadores, equipamentos de ponta, etc., e nem todas as pesquisas tem resultado positivo. É a fórmula do capitalismo: o investimento vem antes, o lucro vem depois. Para os que acreditam que o governo é melhor que a iniciativa privada em produzir progresso tecnológico, porque não é ganancioso e pensa apenas no bem-estar da população, sugiro uma comparação entre os remédios que foram desenvolvidos pelo governo e os que foram desenvolvidos pela indústria farmacêutica.

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

A BRIGA AGORA É OUTRA

Comentário sobre a postagem NEM OS COMPARSAS ESTÃO AGUENTANDO MAIS

João Francisco:

Lula já é página virada.

A briga agora é outra.

O Sistema composto de judiciário, políticos, empresários e extrema imprensa, estão todos querendo calar o voto de mais de 57 milhões de brasileiros que pediram transparência, liberdade, fim dos privilégios, redução do estado, bandidos na cadeia em 2ª instância, fim das progressões de pena, fim da doutrinação ideológica das escolas, fim do aparelhamento do estado, empresas livres para produzir sem carga de impostos proibitivas, competição igual com chance para todos sem cotas para ninguém.

Todos os temas acima foram referendados nas urnas e estão sendo questionados agora pelos poderosos.

É isso que temos que defender no dia 26/05 nas ruas.

A guerra é dura.

ARISTEU BEZERRA - CULTURA POPULAR

FRASES SÁBIAS DE MILLÔR FERNANDES

“O homem é um animal que adora tanto as novidades que se o rádio fosse inventado depois da televisão haveria uma correria a esse maravilhoso aparelho completamente sem imagem.”

“Já vi gente cansada de amor, de trabalho, de política, de ideias. Jamais conheci alguém sinceramente cansado de dinheiro.”

“Vocês não sabem como é divertido o absoluto ceticismo. Pode-se brincar com a hipocrisia alheia como quem brinca com a roleta russa com a certeza que a arma está descarregada.”

“Não é que com a idade você aprenda muitas coisas; mas você aprende a ocultar melhor o que ignora.”

“Este país não pode melhorar enquanto o governo gastar todo o seu dinheiro na propaganda da rosca e a oposição colocar todo o seu esforço na condenação do furo.”

“Toda uma biblioteca de Direito apenas para melhorar quase nada os dez mandamentos.”

“Toda regra tem exceção. E se toda regra tem exceção, então, esta regra também tem exceção e deve haver, perdida por aí, uma regra absolutamente sem exceção.”

“Um homem começa a ficar velho quando já prefere ficar só do que mal acompanhado.”

“A ocasião em que a inteligência do homem mais cresce, sua bondade atinge limites insuspeitados e seu caráter uma pureza inimaginável é nas primeiras 24 horas depois da sua morte.”

“A verdade é que a maior parte das pessoas foge de tentações que nem se dão ao trabalho de tentá-las.”

“O último refúgio do oprimido é a ironia, e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia, não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade.

“Depois de bem ajustado o preço, a gente deve sempre trabalhar por amor à arte.”

“Um homem que come carne por instinto é tão vegetariano quanto um homem que come vegetais por princípio. Afinal de contas a carne é transubstanciação do capim que o animal comeu.”

“Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus.”

“A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita acredita cegamente em tudo que lhe ensinaram, e a Esquerda acredita cegamente em tudo que ensina.”

“Calúnia na internet a gente tem que espalhar logo, porque sempre é mentira.”

“Sou um humanista. Isso não significa ser bonzinho ou acreditar que o homem é bonzão. Significa apenas que aceito o homem como é – medroso, primário, invejoso, incapaz, acertando por acaso e errando por vaidade: meu irmão.”

“A economia compreende todas as atividades do país, mas nenhuma atividade do país compreende a economia.”

“Só depois que a tecnologia inventou o telefone, o telégrafo, a televisão, a internet, foi que se descobriu que o problema de comunicação mais sério era o de perto.”

“Morrer rico é extrema incompetência. Significa que você não usufruiu, ou pelo menos não usufruiu todo o seu dinheiro. Além disso, um rico que gasta tudo o que tem antes de morrer, livra os seus herdeiros do odioso imposto de transmissão.”

Milton Viola Fernandes (1923 – 2012). Autor e tradutor. Descobriu na adolescência que havia sido registrado erroneamente, graças a uma caligrafia duvidosa, como Millôr. De humor singular, humanista e moderno, com visão cética do mundo, Millôr Fernandes foi considerado uma figura de proa do panorama cultural brasileiro: jornalista, escritor, artista plástico, humorista, pensador. Destacou-se em todas essas atividades. No teatro, empreendeu uma transformação no campo da tradução, tal a quantidade e diversidade de peças que traduziu. Escreveu, com Flávio Rangel – Liberdade, Liberdade – uma das peças pioneiras do teatro da resistência à ditadura militar, encenada em 1965. Em seus trabalhos costumava-se valer de expedientes como a ironia e a sátira para criticar o poder e as forças dominantes, sendo em consequência confrontado constantemente pela censura.

A PALAVRA DO EDITOR

O NEURÓTICO E NERVOSO WOODY ALLEN

Allan Stewart Konigsberg(o polêmico Woody Allen, 83 anos), cresceu numa casa ortodoxa do Brooklyn, na qual a principal língua era o ídiche, quando não o alemão. Na juventude, sofreu de claustrofobia e agorafobia – MEDO DA MULTIDÃO. Aos 30, era conhecido como um dos melhores comediantes dos Estados Unidos. Em 1997, aos 61, casou-se com a filha adotiva de sua ex-mulher, Mia Farrow. Seu relacionamento com a coreana Soon-Yi tornou-se fonte de polêmica não apenas pela diferença de idade entre os dois (35 anos), mas também por, na sequência, Farrow passar a acusá-lo de ter estuprado sua outra filha adotiva, Dylan, quando ela tinha 7 anos. Nada foi provado.

Bastante produtivo, Woody Allen é ao mesmo tempo criticado por produzir NADA INOVADOR. Seus longas trazem invariavelmente um clichê de um judeu nova-iorquino erudito, inseguro e melancólico. Ao longo de sua carreira no cinema fez dezenas de filmes, quase todos em Nova York, como sempre, com terapeutas, dramas judaicos e alguns distúrbios sexuais. E, invariavelmente, o próprio interpreta o personagem ou então alguém que se considera uma segunda versão de si próprio quando é encarnado por outro ator que é a semelhança cagada e cuspida dele. Em entrevista, Allen já confirmou sobre suas fraquezas: disse ser preguiçoso e pouco perfeccionista.

A primeira aparição de Woody Allen na televisão se deu em Tonight Show, sendo então descoberto pelo produtor Charles Feldman, que o encarregou de escrever e estrear em “O Que é Que Há, Gatinha, parodiando um filme de James Bond. Nessa época já mostrava admiração pelo Jazz e começou a tocar saxofone e clarinete. Em 1969, Allen estreou como diretor em “Um Assaltante Bem Trapalhão”. A este se seguiram: “Bananas” (1971), “Tudo Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo, Mas Tinha Medo de Perguntar” (1972), “O Dorminhoco” (1973). Ainda em 1972, protagonizou junto com a atriz Diane Keaton o longa-metragem “Sonhos de Um Sedutor”, de Herbert Ross. A interpretação nessa comédia foi um marco de sua carreira.

Sua consagração como diretor vem em 1977, quando ele dirige a comédia dramática Noivo Neurótico, Noiva Nervosa, em parceria com a atriz Diane Keaton, com quem filma diversas produções. O filme ganha diversos Oscars e lança uma bem sucedida série de dramas introspectivos, com diálogos afiados, como Interiores (1978), Manhattan (1979), Zelig (1983) e A Rosa Púrpura do Cairo (1985). Os anos 1980, aliás, trazem alguns de seus maiores clássicos, explorando geralmente seus temas preferidos, como a cidade de Nova Iorque, a religião judaica, a psicanálise e a burguesia intelectual americana. Ele dirige Setembro (1987), A Outra (1988) e Simplesmente Alice (1990). Esta também é a fase em que ele trabalha muito com a atriz Mia Farrow. Com Tiros na Broadway (1994) e Poderosa Afrodite (1995), os anos 1990 começam a marcar uma mudança rumo às comédias paródicas e leves.

Indicado 18 vezes ao Oscar em diversas categorias e vencedor de um prêmio de melhor roteiro (por Hanna e suas Irmãs), Allen nunca havia comparecido a uma cerimônia de Oscar até que em 2002, após os atentados de 11 de setembro, resolveu fazer uma homenagem a Nova York no Oscar. Frasista espirituoso, eis esta pérola criada por Woody Allen: “A vantagem de ser inteligente é que podemos fingir que somos imbecis, enquanto o contrário é completamente impossível”…

Não é raro encontrá-lo circulando pelas ruas em Nova York e, às segundas-feiras, o diretor toca jazz em seu inseparável clarinete, nos hotéis de Nova York. Primordialmente, Woody Allen é autor de comédias ácidas e inteligentes, é vencedor de várias premiações do cinema. Allen é autor de vários livros em que mostra seu ácido e inteligente humor como Cuca Fundida(1971), Sem Plumas (1975), Fora de Órbita (2007), entre outros.

Segundo o jornal o Globo, Após ser colocado na geladeira pela Amazon, A rainy day in New York(Um dia chuvoso em Nova York), filme de Woody Allen rodado no ano passado, será lançado no dia 3 de outubro na Itália. Com a revelação, especula-se que o longa possa ser exibido no Festival de Veneza, em setembro. No entanto, com sua carreira praticamente encerrada por alegações de que molestou sua filha Dylan Farrow há quase três décadas, recentemente, Allen discretamente tentou vender um livro de memórias, de acordo com executivos de quatro grandes editoras, e foi recebido com indiferença ou duras negativas. É o que podemos chamar de fim de carreira de um famoso cineasta, roteirista, escritor, ator e músico norte-americano. Em que pese está em decadência, Woody Allen é aquele tipo de ator/cineasta que não tem meio termo: ou você ama ou você odeia… Eu adoro!!!

A PALAVRA DO EDITOR

O PARTIDO DAS REDAÇÕES

Ai embaixo está a manchete de primeira página de ontem, domingo, do Correiro Braziliense.

O Correio é o principal jornal de Brasília e um dos integrantes da “grande mídia” de Banânia”.

Vejam que lindo:

O POR – Partido Oposicionista das Redações, presidido pela Folha de S.Paulo, está numa atuação incansável.

Atentem bem para a frase, para o autor da frase e para o tema contido na frase.

Sarney, parceiro-irmão de Lula e antigo Donatário da Capitania do Maranhão, continua, como desde o século passado, cagando grossos tolôtes orais por baixo daquele fedorento e desmoralizado bigode.

Enfim, o pitaco do pai de Roseana é um atestado de honradez e de competência dado de mãos beijadas ao presidente Bolsonaro.

Se juntarmos isto com um comentário feito pelo lulo-petista Ceguinho Teimoso aqui no JBF, aí é que o Messias pode mesmo dormir tranquilo.

Ceguinho escreveu o seguinte:

Bolsonaro é burro, tosco, incompetente e feio.

Só faltou completar dizendo “mais burro, mais tosco, mais incompetente e mais feio do que Lula“.

Claro que não chamou de corrupto e desonesto. Claro. Lógico. Aí já seria caso pra internação em camisa de força.

Todos nós sabemos que, dependendo de quem ataca, a cacetada é um elogio, uma declaração de competência e de probidade.

Se um cabra que vive dizendo que Lula é um santo inocente e honesto, este mesmo cabra ao escrever este tipo de apreciação sobre Messias, é sinal irrefutável de que Messias é bom e tá no caminho certo.

Conclusão lógica e indesmentível.

Resumindo:

O Presidente Bolsonaro pode ficar tranquilo e continuar trabalhando normalmente, fazendo muito neguinho ficar emputiferado e babando de raiva.

O que, convenhamos, é ótimo pro Brasil e pra todos os cidadãos que prezam a honestidade e a competência.

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

A EMPREGADA DOMÉSTICA

Empregada doméstica: Retrato de Georgina Albuquerque

O nome dela é Maria de França, mas a família a chama nordestinamente por “ia”, diminutivo carinhoso de Maria Francisca.

Assim que chegou aqui nos anos oitenta, vinda do interior de Vitória de Santo Antão, com apenas treze anos de idade, empregou-se como doméstica. Dentro da mochila feita de estopa trouxe um bilhete “escrito” pela mãe com recomendações à patroa: “Tenha cuidado com minha fia! Não deixe ela sair só. Ela ainda é virge”! “Se não, ela pode se ‘perder’ com um qualquer e embuchar.”

Antes de vir para a cidade grande, “ia” provou, na palha da cana dos engenhos vitorienses – criança chupando dedo para espantar a fome -, de todas as agruras que a vida contempla àqueles que não nascem em “berço esplêndido.”

Durante esse tempo que vive por aqui, já trabalhou em cinco empregos como doméstica, tendo aprendido a maior lição de sua vida nos relacionamentos empregatícios com os patrões: Ver, ouvir, ficar calada e nunca comentar com ninguém a vida alheia. Essa lição ela trouxe de berço, inspirada na mãe.

Mas existe uma coisa que tira “ia” do sério: Quando ouve um tabacudo puxar o saco de Lula: “Que foi o pai dos pobres, tirou o povo da miséria e o país viveu em abundância durante seu reinado, com empregos e riquezas para todos!”

Certa vez, impaciente com um ajudante de pedreiro que estava na fila de uma casa lotérica se vangloriando porque Lula lhe tinha dado a oportunidade de comprar uma televisão de quarenta polegadas em cores, retrucou:

– “Meu sinhor, Lula é tão safado que está preso e diz que é inocente!” Diz que criou empregos e deu riqueza a todo trabalhador!” “Só se for pras quengas dele!” Aquele cabra safado enganou todo mundo com aquela cara de cu de quati!” E o pior é que gente como o sinhor acredita nele! A única coisa que aquele ladrão safado fez para os pobres foi criar essas merdas de “Minha Casa, Minha Dívida”, “Bolsa Miséria”, para as mulheres pobres meterem e parirem filhos a doidado! E o sinhor vem dizer umas bostas dessas! “Só tem duas “crasses” que gostam de Lula: Os que roubam a gente e os parasitas, que não fazem nada e a gente trabalha para sustentar eles!” “E os loucos de jogar pedra.”

“Acorde, meu sinhor!”

Percebendo que o homem ficou mudo, pôs o capacete na mão e não disse mais nada, ela resmungou para si mesma:

“O Brasil só está assim porque o povo se iludiu com esse cabra safado por mais de quatorze anos e ainda tem gente reclamando por que o outro que entrou não fez nada nesses três meses para consertar as merdas que ele deixou!”

“É PHODA!”

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

EDSON MALTA – FORTALEZA-CE

Nobre Editor,

Veja só as caras de alguns dementes deste país.

Todos padecendo de graves males psiquiátricos.

E ainda tem uma multidão de idiotas e zumbis dizendo que o doido é Bolsonaro…

Vão se lascar, seus jumentos!!!

R. Caro leitor, você cometeu um erro muito grave.

Comparar estas assombrações aí de cima com jumentos é uma ofensa pesada contra a classe dos equinos.

Polodoro ficou muito chateado com suas palavras.

Não faça mais isso não, por favor.

XICO COM X, BIZERRA COM I

SOPA DE PEDRAS

No festim, a sopa de pedras, sem sal. E todos se achegaram: os sem-sorriso e os sem-medo. Depois, até uns sem-fome também vieram pois mais valia a festa que a vontade de comer. Na sopa de pedras puseram sal e o caldeirão fervia … foi quando chegou o povo dos versos abraçando os poetas e fazendo quadras e sextilhas; os sem-ouvidos aplaudiam o pianista e dançavam um blues. Do circo próximo chegaram os malabaristas, o homem do trapézio e o palhaço, que não podia faltar. O domador de leão veio só. A equilibrista, bêbada, não pode vir. Os sem-alegria riam e brincavam e os sem-ninguém encontraram seus pares. E sobrava sopa. Ninguém queria dela saber, muito menos das pedras, que, ao final, apenas serviram para erguer um altar e comemorar a vida, à moda de cada um. De braços dados e saciados de tanto amor escancararam sorrisos e beberam goles de alegria e esperança até o dia clarear. A noite foi breve e as flores se abriram mais bonitas naquela manhã de sol. Do outro lado da rua, o dia permanecia escuro. Todos, com a consciência pesada pois não conheciam a leveza de consciência, comiam as melhores carnes e bebiam os vinhos das safras mais antigas. Eram tristes, não sabiam sorrir nem cantar. Como os ratos que rondavam os felpudos tapetes azuis e vermelhos do salão. Também tristes.

Toda a série FORROBOXOTE, Livros e Discos, disponível para compra no site Forroboxote. Entregas para todo o Brasil.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ADAIL AUGUSTO AGOSTINI – ALEGRETE-RS

Dom Luiz Berto:

Por favor, divulgue o vídeo, abaixo, dessa deputada e professora nordestina – Dayane Pimentel, do PSL, que, copiando um trecho da letra de “Paraíba” – de Luiz Gonzaga, é digna de ser chamada de:

‘MUIÉ MACHO, SIM SINHÔ”,

pois cagou e mijou, corajosa e solenemente, na cara dos políticos esquerdopatas mujidores, relinchadores e zurradores presentes.

Desde o Alegrete – RS,

Um baita abraço,

PENINHA - DICA MUSICAL