COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM NORDESTINO CATARINENSE

Comentário sobre a postagem CONVERSANDO MIOLO-DE-FOSSA

Hélio de Araújo Fontes:

Luiz Berto,

Uma das coisas boas que aconteceram na minha vida, ano passado, foi te conhecer pessoalmente.

Já te conhecia, e à tua família, com quem é impossível não simpatizar, através do JBF.

Fiquei agradavelmente surpreso em você me convidar para visitá-lo no seu próprio apartamento.

Eu achava que você talvez propusesse um encontro num lugar público, um restaurante, um barzinho, ou coisa que o valha.

Mas não, você me chamou para sua própria casa, contanto que eu respeitasse sua soneca depois do almoço.

Pra mim foi um encontro maravilhoso, primeiro por você praticar sua hospitalidade nordestina, digna de todos os elogios.

Depois por me proporcionar conversar, ainda que de modo fugaz, por telefone, com um dos melhores poetas nordestinos da atualidade, de quem sou admirador: Jessier Quirino.

Fomos, minha esposa e eu, brindados pela gentileza de nos conduzir, ao fim da visita, até o nosso hotel, longe prá dedeu de sua residência.

Conheci seu belo apartamento, a redação do JBF (que leio diuturnamente e noturnamente, como diria uma certa “presidenta”).

Fiz meu périplo nordestino, visitando Pernambuco, Paraíba e Alagoas, de onde sou oriundo, apesar de ser pernambucano de Garanhuns e voltei para meu aconchego em Santa Catarina.

Vi e escutei tua entrevista à Rádio Paulo Freire e gostei muito.

* * *

Nota do Editor:

Meu caro, você me comoveu com as suas palavras. Muito obrigado do fundo do coração. Minha casa e a redação do JBF estarão sempre de portas abertas para os amigos e leitores fubânicos, vindos de qualquer parte do Brasil ou do mundo. Saiba que você e sua esposa nos deram uma alegria enorme com aquela visita. Volte sempre!

O estimado leitor fubânico Hélio e sua esposa Halina aqui em casa; um dia agradabilíssimo com um casal arretado!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JOSÉ DOMINGOS BRITO – SÃO PAULO-SP

Caros amigos e amigas ,

Publiquei na Amazon o livro Literatura e Música – Depoimentos de escritores e músicos — Ensaios e bibliografia, sexto volume da série Mistérios da Criação Literária, de José Domingos de Brito.

Esse livro está em promoção especial na Amazon, DE GRAÇA, até o próximo domingo.

Clique aqui para acessar.

Acho que é uma boa oportunidade, pois o preço normal é de R$ 24,99 e os depoimentos são muito interessantes, normalmente de um parágrafo, e podem ser lidos em qualquer ordem (os ensaios são mais pesados, voltados para especialistas, estudantes ou quem quer se aprofundar no tema).

NOTA 1 – Qual a vantagem de “vender de graça”?

Para quem ficou curioso, faço uma analogia com uma livraria física: quando o livro é colocado à venda, a Amazon o coloca na prateleira mais de baixo, lá pertinho do chão, onde não é visto por nenhum comprador; só quem chega procurando especificamente o livro e pede ajuda do vendedor tem acesso a ele. À medida em que é vendido, mesmo que por R$ 0,00, o livro vai sendo levado para prateleiras de cima, se aproximando da altura dos olhos dos compradores.

NOTA 2 – Cadastro na Amazon:

Para quem não é cadastrado no site da Amazon, vão solicitar cadastramento quando for feita a “compra” (botão “Comprar agora“), mesmo sendo a compra de R$ 0,00. O botão “Leia de Graça” é outra coisa: vai te levar para a página de assinatura do kindle unlimited, uma assinatura mensal que dá acesso ilimitado aos livros que fazem parte do programa.

Vai ser muito legal se puderem “comprar” e divulgar!

Grato e Abraços

A PALAVRA DO EDITOR

OFENSA E ERRO

O presidente Bolsonaro, ao utilizar a expressão “idiotas úteis”, se referindo à baderna que ontem emporcalhou as ruas do país, cometeu uma grave ofensa.

Chamar aqueles babacas que não sabem multiplicar 2×3 de “idiotas” é uma ofensa gravíssima para com a comunidade dos idiotas.

Já o erro de Bolsonaro foi chamá-los de idiotas “úteis”.

Não verdade, estes analfabetos universitários são idiotas totalmente inúteis.

Não servem pra porra nenhum!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

AS RUAS

O fascínio pelas ruas acomete a milhares, mas os exemplos mais eloquentes vêm dos escritores Lima Barreto (Afonso Henriques de Lima Barreto) e João do Rio (João Paulo Emílio Cristóvão dos Santos Coelho Barreto). Este nutria pelas ruas amor absoluto. De tanto devotar-se às ruas, de tanto estanciar-se nelas, de tanto irmanar-se com elas, João do Rio, em tributo a elas, pôs em seu terceiro livro, (sua obra-prima), o nome de A Alma Encantadora das Ruas, publicado em 1908.

Pelos serviços que prestam, pelas suas serventias, pelo que proporcionam de prazer, passatempo, distração e exercício lúdicos, as ruas, de incrível diversidade, são merecedoras de todos os louvores, de todos os agradecimentos. Apesar disso não me apetece o seu burburinhar, sua inquietação, sua maneira à trouxe-mouxe. É por tais circunstâncias que não me detenho quando as visito, faço de modo pressuroso. Cada qual com seu apego, sua preferência.

Da obra A Alma Encantadora da Ruas extratei alguns pareceres de João (sumariados, adaptados) acerca das ruas:

As ruas são generosas; não delatam a miséria, o delírio o crime, são capazes de unir, nivelar, agremiar. As ruas são os seres mais igualitários, mais socialistas, mais niveladores das obras humanas. Impõem aos dicionários as palavras que inventam, criam todas as blagues, todos os lugares-comuns. Para as ruas a aurora é sempre formosa, não há o despertar triste. As ruas criam um tipo universal feito de risos e de lágrimas, de patifarias e de crimes irresponsáveis, de abandono e de inédita filosofia, tipos esquisitos e ambíguos, uns com saltos de felinos outros com risos de navalha.

Para compreender a psicologia das ruas não basta gozar-lhe as delícias como se goza o calor do sol e o lirismo do luar. É preciso ter espírito vagabundo, cheio de curiosidades malsãs e os nervos com um perpétuo desejo incompreensível, é preciso ser aquele que chamamos preguiçoso e praticar o mais interessante dos esportes: a arte de flanar.

Balzac dizia que as ruas de Paris nos dão impressões humanas. São assim as ruas de todas as cidades, com vida e destinos iguais aos do homem.

As ruas nascem da necessidade de alargamento das grandes colmeias sociais, de interesses comerciais, dizem. Mas ninguém o sabe. Um belo dia, deriva por superfícies devassadas, transpassam trecho de chácara, aterram-se lameiros, e aí está: nasceu mais uma rua. Nasceu para evoluir, para ensaiar os primeiros passos, para balbuciar, crescer, criar uma individualidade.

Oh! Sim, as ruas têm alma! Há ruas honestas, ruas ambíguas, ruas sinistras, ruas nobres, delicadas, trágicas, depravadas, puras, infames, ruas sem história, ruas tão velhas que bastam para contar a evolução de uma cidade inteira, ruas guerreiras, revoltosas, medrosas, ruas aristocráticas, ruas amorosas, ruas covardes, que ficam sem pinga de sangue, ruas católicas, ruas protestantes e até ruas sem religião. A alma da rua só é inteiramente sensível a horas tardias.

A rua é a civilização da estrada. Onde morre o grande caminho começa a rua, e, por isso, ela está para a grande cidade como a estrada está para o mundo.

Com esta breve elocução reverencio João do Rio, ilustrado e cultivado escritor brasileiro, amante do sereno, ocupante, à época, da cadeira 26, da Academia Brasileira de Letras.

Ao tempo em que agradeço a João do Rio pelo seu legado prestimoso, insubstituível, demarcado por luxuosa erudição, rogo para que desculpe as falhas com que este aprendiz, canhestro, escriturou esses pingos diamantíferos.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

ROQUE SPONHOLZ – PONTA GROSSA-PR

Parabéns pela excelente, divertida e inteligente entrevista para a garotada de jornalismo na rádio universitária.

Vai aí texto e desenho que fiz há alguns anos, mas que é cada vez mais atual.

1grandabraço…….Sponholz

R. Meu caro, é uma honra imensa receber elogio de um dos maiores chargista brasileiros da atualidade, também colunista desta gazeta escrota.

Fiquei ancho que só a porra com sua apreciação sobre minha entrevista!!!

Aliás, vou dar outra neste final de semana, conforme postagem que está logo abaixo desta.

Sponholz me despacha suas charges logo depois de criá-las.

Na hora feito caldo de cana, como a gente diz aqui no Nordeste. Só mesmo o JBF tem este privilégio.

Quanto ao texto e desenho que Spon nos envia, informo aos leitores fubânicos que ele está se referindo à postagem intitulada Zumbis Imbecilizados, publicada ontem na coluna A Palavra do Editor.

Vejam só a cacetada:

JOSÉ PAULO CAVALCANTI - PENSO, LOGO INSISTO

LEITORES E CHARUTOS

O melhor de escrever em jornal é sentir a reação dos leitores. Respondo, quando escrevem. Invariavelmente. E, algumas vezes, penso dividir essas falas com outros leitores. Venia para fazer isso, agora, com relação à última coluna (Viva o Charuto). Apenas umas poucas mensagens, não daria para todas. Aquelas com observações que possam interessar a mais gente. E sem transcrever elogios, já passei da idade em que isso tinha importância. Com os senhores, Sua excelência o leitor:

“Apreciei o seu texto sobre os charutos. Também sou apreciador. Sobre as maluquices de Colombo, sugiro consultar o livro de Afonso Arinos, O Índio Brasileiro e a Revolução Francesa”. Alberto Venâncio Filho (da ABL).

“Groucho e Karl não eram irmãos, mas eram ambos charuteiros. Claramente prefiro o primeiro ao outro”. Antoine Vivant (banqueiro em Lisboa).

“A primeira vez que tive o prazer de subir a escada que leva para o escritório do Dr. José Paulo, ele me recebeu fumando um charuto com tanto prazer que dava para perceber nos brilhos dos seus olhos quando soltava a fumaça. No desenrolar da boa conversa misturada com as tragadas do charuto, contou-me uma história plástica que aconteceu no Rio. Encontrou-se com um amigo de escola, que não via há anos, mas não teve a oportunidade de pegar-lhe o telefone porque o ônibus que o amigo ia viajar apressou-se e o amigo não teve a oportunidade de copiar e passar o número do telefone. Percebi um brilho de frustração nos seus olhos por não ter tido mais a oportunidade de rever o amigo, por causa da pressa do motorista do ônibus”. Cícero Tavares (jornalista).

Resposta: Verdade. Se chamava Antêmio. Para nós, era Antêmio Catatau. Nunca mais o vi. Como pressenti. Infelizmente.

“Hitler era um psicopata assassino e não fumava. Che era um psicopata assassino e fumava. Fumar não torna ninguém melhor, nem pior. O vício que cultivamos, ou não, não nos torna anjos nem demônios”. Comandante (profissão ignorada).

“Você vai ficar com raiva de mim. É que deixei estragar diversas caixas dos mais preciosos charutos que recebi e esqueci de repassar. Uma vez cometi uma indelicadeza durante atividade em Genebra, quando eu era conselheiro do South Centre. Fui visitar o embaixador de Cuba que me presenteou uma caixa do que os cubanos fazem de melhor. Na frente dele, na mesma hora, passei a caixa para meu amigo hoje embaixador brasileiro Fres Meyer dizendo eu não fumo. Eu e Hitler”. Cristovam Buarque (educador).

“Aquele navegador genovês era incrível. Foi trazer para a Europa um hábito democrático, antídoto para o fascismo que século depois surgiria em sua terra. Edilson Pereira Nobre (Desembargador Federal).

“Li sua crônica ainda em Goiânia. Cometi, porém, uma falta de que me penitencio: a leitura foi em quarto de hotel… De volta a Brasília, vou relê-la com o ritual a que tem direito: fumando um Monte Cristo Edmundo e degustando o Diplomático, rum venezuelano que me é a companhia ideal para os puros que nos deleitam o corpo e preenchem os vazios d’alma”. Edmilson Caminha (escritor).

“Meu velho avô, o General Flores da Cunha, era inveterado charuteiro. Tenho um retrato dele, aqui na minha parede, com seu Montecristo preferido. Certa vez, no início dos anos 50, ganhou de amigo uma caixa de Cohiba. Estava presente João Neves da Fontoura e observou que Getúlio Vargas, também emérito charuteiro, haveria de apreciar obséquio semelhante. Rompido havia anos com Getúlio, Flores da Cunha tirou um da caixa e disse. Leve-lhe um; um só”. Flávio Bierrenbach (ex Ministro do STF).

“É só colocar no humidificador. Você viu que o Paulo Cordeiro e a mulher faleceram em Milão? Uma pena”. Frederico Meyer (escritor).

“Fiquei com inveja dos fumantes dos puros. Entretanto você esqueceu de dizer que Freud morreu de câncer na boca. Bem, afinal de contas não me incomodo de ser espírito de porco”. Gentil Porto (médico e escritor).

“Uma beleza seu texto, deu vontade de fumar charutos”. Geraldinho Carneiro (da ABL).

“Isso é um tratado, parabéns”. Germano Haiut (grande ator).

“De marca de cigarro recordo ainda do lasca peito (na Europa referem caporal), Astoria (envólucro amarelo e vermelho), Asa (azul), Columbia (c/ imagem de um barco, esse estourou os peitos do Barbosa da Mamona), Chesterfield. Ainda adoro o cheiro de fumo de rolo ensacado nas feiras. Quando estudante fumei bemconha, lombrinha palha que em nada me entusiasma hoje. Na falta de grana viva, trocávamos as capinhas no mercado virtual, mais valendo os cigarros de marcas mais caras. Para São Paulo, o compositor Carlos Fernando enviou solicitação de socorro ao irmão Danilo: envie dinheiro. A resposta chegou rápida: só se for em nota de papel de cigarro…” Gianni Mastroiani (escritor).

“Só uma promessa tola, que nem merecia ser feita, fez com que deixasse de fumar até os dias de hoje. Confesso que sentia falta, tanto assim que contava, todos os dias. Há quanto tempo deixara o vício. Se não me engano, parei de contar quando atingi 1200 dias, l2 horas e 12 minutos sem o perigoso vício. Bons charutos!” Giovanni Mastroianni (advogado).

“Tudo bem, mas ter esquecido do fantástico austríaco Stefan Zweig, que degustava charuto com Winston Churchill… quando ainda, nem tinha nascido, foi imperdoável… kkkk”. Giovanni Scandura (publicitário).

“O antitabagismo assumiu uma terrível feição fascista e odienta (sou insuspeito: minha mãe foi vítima do cigarro, a irresistível dependência da nicotina). O ódio ao cigarro se projeta no ódio à pessoa que fuma. Um horror. O charuto, como você tão bem descreveu, é sempre uma celebração! Virtude, e não vício. Como charuteiro, estou de alma lavada. Um afetuoso abraço geminiano do charutista militante. PS. Ia esquecendo: Hitler era vegetariano. Ainda bem que Gandhi, também”. Gustavo Krause (ex Ministro da Fazenda).

“Quando encontrá-lo, ofereça-me um charuto, para brindarmos”. Heleno Ventura Torres Ventura (empresário).

“Aí está a explicação. Com certeza o cidadão não conhece história. Do contrário, teria ficado calado!” Inácio Meira (produtor rural, pai de Sílvio Meira).

“Vou imprimir e emoldurar”. Jamildo Melo (jornalista).

“O editor do New Yorker tá babando. Diz que a próxima é dele”. Joca Souza Leão (escritor).

“A beleza do texto supera em muito as vagas preocupações médicas. Final lindo. Chave de ouro”. João Bosco Oliveira Filho (médico, da Genomika).

“Há gente que se dá ao desplante de fumar charuto dos bons e desperdiça-los sem aproveitamento. O Clinton, por exemplo, segundo noticiário da época, teria abusado de um charuto em relação imprópria com a espevitada Lewinsky… Fantástico: um charuto presidencial jogado fora dentro de um salão oval…” Jorge Geisel (escritor).

“Fumar charuto (na verdade, cigarrilha) é o momento em que me sinto bem, conversando com mim mesmo”. Jorge Jatobá (economista).

“Bela citação de Cabrera Infante. E os encorpados hondurenhos têm o seu valor: eu fumava nos Estados Unidos”. José Almino Alencar (escritor).

“Texto sublime”. José Jardelino (pesquisador).

“FUME. Fume até o fim. E além do fim. A alma continuará fumando. Eternamente”. José Mário Rodrigues (poeta).

“Churchill estragava mesmo 125 por dia? Quanto custava cada caixa?”. António de Abreu Freire (da Universidade de Aveiro, Portugal).

“Não precisavas de exagerar: o Churchill a fumar 125 charutos por dia, mesmo dormindo só 4/5 horas, como o nosso Marcello (Rebello de Souza), dá seis charutos por hora, o que, olhando para o porte dos mesmos me parece impossível. A não ser que ele, perdulário, nem metade de cada um fumasse”. José Carlos Vasconcelos (da Academia de Letras de Portugal).

“Bela ode ao bom charuto e ao momento de usufrui-lo. Apenas permito-me questionar os 125 charutos/dia do incomparável Churchill – acho que não dá tempo! Teria que ser num ritmo de 5 charutos/hora!”. Raul Cutait (ex presidente do Sírio Libanês).

Resposta aos três amigos: Os charutos dele, não por acaso, eram bem finos. E longos. Acabou virando marca, Churchil. Ele gostava só do primeiro terço. Tinha quase dois metros e mais de 100 quilos. Eram três baforadas e a secretaria jogava o resto fora. Refaçam os cálculos, amigos.

“Você só se aqueceu de tratar as virtudes das mulheres do fumadores de charutos. São pessoas raras. Aqui em casa, por exemplo, muito ao contrário de George Burns, se eu começasse a fumar charuto não viveria nem mais um minuto”. Laurentino Gomes (escritor, autor da trilogia 1808).

“É uma pena, que a ânsia autoritária do ser humano, hoje canalizada para o tal politicamente correto prive tanta gente de apreciar o que gosta. Nos dias de hoje, fumar, só se for cannabis. Eu, particularmente, nunca fumei nem cigarro, nem charuto, nem cachimbo, mas deploro a perseguição que os apreciadores vêm sofrendo. Sempre desconfiei das pessoas que proclamam não terem vícios nem defeitos. Geralmente os têm, e dos piores. Como curiosidade: realmente Colombo não era muito certo da cachola, mas não saber nadar era a regra naqueles tempos. Segundo a lenda, nadar não era necessário nas operações normais. Quanto à possibilidade de um naufrágio durante uma travessia oceânica, os marinheiros diziam preferir morrer logo do que sofrer por mais tempo à espera de um resgate improvável”. Marcelo Bertoluci (ex-microempresário).

“Ao ler a carta no JC, pensei a resposta promete. Matei a mosca: gerou linda crônica”. Nelson Cunha (jornalista).

“Foi gratificante, como charuteiro, ler, pelo menos três vezes, a sua saborosa crônica”. Octavio Lobo (advogado).

“Que bela e informativa crônica. Só eu passei de magro fumador de cigarro a gordo sem fumar charuto”. Onésimo Almeida (da Universidade de Brown, USA).

“Magnífico! Sente-se, ao ler seu texto, um desejo quase irredutível e charutar…” Padre Pedro Rubens (Reitor da Universidade Católica).

“Que beleza! Aprendi muito. Sou ex-fumante de cigarro! Deixei há 9 anos”. Paulo Gustavo (escritor).

“JP, a referência ao velho Zé Paulo foi tocante, magnífica. Dele, embora, sem convivência, guardo afetuosa lembrança, seja pela rápida delicadeza entre nós, seja porque, sabia do seu valor, da sua estatura de conhecimento e ético. Remou, torceu pelo Sport e amava a vida. Bastante. Sem precisar detalhe, porque, como dizia Ibrahim Sued, o filósofo da alta classe social e carioca, nos anos 60: Em sociedade tudo se sabe. Com isso, aumentou minha empatia com o velho. O respeito ele sempre teve”. Paulo Henrique Maciel (advogado).

“Tinha uma amiga Suerdieck, recebia caixa de charutos feitos para a família e os fumava, isto durante anos. Talvez, com esse artigo, me convença a voltar a fumar”. Ricardo Essinger (Presidente da FIEPE).

“Meu avô Raul amava charuto aos domingos e nós, os cinco netos, disputávamos o anel dos Suerdick que ele tragava fazendo rolos de fumaça”. Roberto DaMatta (antropólogo).

“Amigo, é um privilégio ter o prazer de sua convivência onde degustamos alguns puros. Se você conseguir vencer o vício da abstemia alcoólica era negócio para ser canonizado”. Salmen Giske (construtor).

“Esta resposta precisaria ter sido escrita, mesmo que não fosse resposta a nada”. Silvio Meira (gênio).

“Favor incluir, na relação de charuteiros, Mark Twain”. Sócrates Times Neto (jornalista).

“Concordo, apesar de não poder acompanhar…” (Pe. Theodoro Peters (padre).

“Perdoai-os, eles não sabem o que dizem, tampouco desconhecem o prazer dos charutos. Eu também desconfio, e muito, dos corretos, virtuosos, dos sem-defeitos. Normalmente, essa auto-proclamação serve apenas para encobrir um comportamento reprovável”. Xico Bizerra (letrista genial).

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

PENINHA - DICA MUSICAL