A PALAVRA DO EDITOR

UM DEBATE ARRETADO

Ontem, sexta-feira, tive o privilégio de participar de um debate no CAC, o Centro de Artes e Comunicações da Universidade Federal de Pernambuco.

Um convite que me foi feito pelo Curso de Letras.

O tema era “Literatura Pernambucana”.

Junto comigo estava o poeta Marcos Passos, especialista na poesia popular sertaneja.

Este Editor e o poeta Marcos Passos encarando a distinta plateia

Falei um bom tempo sobre as besteiras que já escrevi e que viraram livros.

Fiquei aliviado porque não me fizeram qualquer pergunta sobre os meus trabalhos.

O querido amigo e colunista fubânico José Paulo Cavalcanti me disse certa vez que os estudantes de letras de hoje em dia nunca leram um único livro.

Sobretudo os das universidades federais. Estes é que não leem nada mesmo.

A última coisa que eles querem ver é livros.

Acho que isto não é verdade. Meu ilustre  e douto amigo José Paulo exagerou.

Tenho certeza que a plateia não me fez qualquer pergunta sobre a minha produção porque não queria me cansar, não encher minha paciência e nem me dar trabalho. Com certeza foi isto.

O auditório estava lotado: contei 11 alunos. Todos devem ter ganho a importante anotação de presença na caderneta que faz o devido registro.

Três destes alunos, na segunda fileira, passaram o tempo todo olhando pras telinhas dos seus celulares. Certamente gravando o que os palestrantes falavam.

Ainda bem que havia um “casal” que prestava bastante atenção: duas moças de mãos dadas e que se beijavam com muito carinho, lá na última fila.

No final do evento, com a consciência pesada por ter tomado um tempo tão precioso daquela distinta e paciente plateia, fui ao banheiro dar uma mijadinha e me deparei com um cartaz muito interessante na entrada do cagatório-mictório.

Este cartaz que está abaixo reproduzido:

Gostei mesmo foi da expressão “auto-identificação de gênero“.

Qualquer um tem liberdade de dar uma banana pra natureza e pra biologia e se “auto-identificar” como quiser.

Uma pessoa pode ter nascido macho com uma pica, mas tem todo direito de se “auto-identificar” como fêmea sem buceta.

E vice versa: ter nascido fêmea com uma priquita e escolher se “auto-identificar” como macho sem caralho.

Intenderam?

Isto se chama “auto-identificação“.

Pois é.

É isto mesmo que vocês viram escrito no cartaz: a Universidade Federal de Pernambuco tem uma Diretoria LGBT.

Bolsonaro não tem nada que cortar verbas pras federais. 

As verbas devem ser dobradas, pois se caga volumosamente nos banheiros universitários e é necessário muito dinheiro pra manutenção das privadas.

Quem quiser conhecer em detalhes a diretoria LGBT da UFPE basta clicar aqui .

Tenho certeza que vocês vão gostar

PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

ALMA SOLITÁRIA – Cruz e Sousa

Ó Alma doce e triste e palpitante!
que cítaras soluçam solitárias
pelas Regiões longínquas, visionárias
do teu Sonho secreto e fascinante!

Quantas zonas de luz purificante,
quantos silêncios, quantas sombras várias
de esferas imortais, imaginárias,
falam contigo, ó Alma cativante!

que chama acende os teus faróis noturnos
e veste os teus mistérios taciturnos
dos esplendores do arco de aliança?

Por que és assim, melancolicamente,
como um arcanjo infante, adolescente,
esquecido nos vales da Esperança?

Colaboração de Pedro Malta

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

MANCHETE ARRASADORA PRA DERRUBAR QUALQUER GOVERNO

Comentário sobre a postagem A DESONESTIDADE INDUZIDA

Aline Berto:

Além do ‘malefatius’ jornalístico, há manchetes vexatórias como esta do Estadão, do dia 28 de março:

É ou não é de grande relevância para o nosso país?

Só rindo mesmo!

Ao menos mostra que o presidente é pontual.

* * *

O jumento Polodoro, mascote do JBF, com a pica pronta pra enfiar no cu dos redatores da grande mídia oposicionista-idiotal banânica

A PALAVRA DO EDITOR

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CÉLIO MENEZES – RIO DE JANEIRO-RJ

Caro Editor,

Este vídeo é de 2013, quando o Presidente Bolsonaro era Deputado Federal. Eleito com meu voto.

É de 2013 mas está atualíssimo!!!!!

Muito atual mesmo.

Mostre pros leitores do nosso jornal.

R. Caro leitor, aguarde que o fubânico Ceguinho Teimoso deverá se manifestar sobre este vídeo que você nos mandou.

Ceguinho já está em plena campanha pra desmentir que a pornografia universitária federal seja maléfica.

O que tem sido espalhado de fotos na internet de alunos com o cu, a pica e a buceta pegando vento no Campus, segundo Ceguinho, é tudo falso.

Ou feiqui, como dizem os muderninhos.

A Putaria Escolar, seja primária, como neste vídeo que você nos mandou, seja secundária ou seja universitária, é indispensável para formação de um cidadão zisquerdista decente.

E se for com Cannabis sativa, o aprendizado escolar fica melhor ainda.

JESSIER QUIRINO - DE CUMPADE PRA CUMPADE

COMENTÁRIOS SELECIONADOS

UM ATO DE CARIDADE

Comentário sobre a postagem QUEDA LIVRE DO CARALHO

Paulo Leal:

Amigo Berto:

Essa gazeta cada vez mais escrota e melhor.

É muita putaria nesse pais, e você nos dá alegria com os seus comentários.

Avise Chupicleide que vou transferir ainda hoje, uns caraminguás para ajudar a pagar o 13º do ano passado.

* * *

Chupicleide relinchando de alegria com a doação do piedoso leitor Paulo Leal

JOSÉ NARCELIO - AO PÉ DA LETRA

LEMBRANÇAS DE ONTEM

Manhã de domingo e eu, sozinho, dirigindo e ouvindo música pela Rota do Sol em direção à praia de Cotovelo, na Grande Natal. Remoía preocupações, quando a emissora sintonizada iniciou programação com sucessos dos anos 60. Vi-me adolescente novamente. Lembrei de dois amigos, ambos na faixa dos 16 anos de idade, que me ajudavam a surrupiar o carro da família para aventuras noturnas insensatas.

Aprendi a dirigir num Jeep Willys 1957. Curtia a liberdade de passear no domingo à noite, após deixar pai e mãe no Cine Rio Grande para a sessão das oito. Isso me concedia duas horas para estripulias junto com Aldemir Vilar e Ivan Brandão.

Numa dessas fugas, seguimos para a Av. Alexandrino de Alencar onde paquerávamos umas garotas. Na volta, preocupado em deixar os amigos em casa e ir apanhar os pais no horário aprazado, cruzei a Hermes da Fonseca em alta velocidade. Por questão de não mais que um segundo deixamos de ser abalroados por outro veículo com velocidade muito superior à nossa.

Reverbera até hoje nos meus tímpanos, com todas as letras e entonações, a descompostura impublicável emanada daquele motorista revoltado com minha irresponsabilidade.

Ao completar 17 anos o carro da família era um utilitário Rural Willys 1959, branco e azul. Meu pai não dirigia nem tínhamos motorista para o dia a dia. Eu, como o mais velho dos filhos, era o faz-tudo da casa. Detestava ser acordado de madrugada para levar minha mãe Laura à feira do Alecrim, aos sábados – hoje, eu a levaria todos os dias da semana se fosse para tê-la outra vez entre nós.

Os Vilar eram nossos vizinhos, daí o bem querer de nós todos por todos eles. Estreamos a Rural, eu e Aldemir, numa daquelas folgas de domingo. Paramos o carro na Praia do Forte e ficamos sentindo a brisa amena vinda do mar na companhia de duas frequentadoras da antiga Praça Pedro Velho, ambas complacentes e compreensivas para com dois estudantes sem drogas sem álcool e sem dinheiro.

A vida melhorando e aos 18 anos eu dirigia um Simca Chambord, 1960. No primeiro passeio oferecido às minhas irmãs atropelei uma criança que atravessara correndo a Avenida Circular, em direção à praia. Levíssimas escoriações, mesmo assim meu pai pagou uma nota preta pelas possíveis consequências psicológicas acarretadas ao acidentado. Fiquei privado de dirigir o belo sedan durante semanas.

Ao passar no vestibular fui presenteado com um fusca. A família perdeu um motorista amador, e eu ganhei o primeiro carro. Meu fusca tinha a cor de vinho, era de segunda mão e não recordo o ano de fabricação. Mas nada disso interessava. Ele era o meu fusca. Registrado em meu nome. Minha propriedade.

Lamento, nunca ter externado ao meu pai com um abraço apertado e um beijo na face, a felicidade que ele me proporcionou com aquele presente. Outros fuscas vieram. Acho que foram quatro ao todo, mas nenhum deles foi tão importante quanto o da cor de vinho. Naquele fusquinha eu levei a primeira namorada para o primeiro jantar no Restaurante Xique-xique, pago com o meu primeiro salário.

Cheguei ao meu destino no exato momento em que a emissora terminava a programação alusiva àqueles anos dourados. Não me importei com a interrupção e guardei as lembranças de ontem na gaveta das boas recordações, porque, uma música, um odor ou uma foto que caracterize a época, as libertarão outra vez.

PENINHA - DICA MUSICAL