PEDRO MALTA - A HORA DA POESIA

O BEIJO DE JESUS – José Antônio Jacob

Eu era criança, mas já percebia,
O pouco pão que havia em nossa mesa
E a aparência acanhada da pobreza
Que tinha a nossa casa tão vazia.

De noite, antes do sono, uma certeza:
A minha mãe rezava a Ave-Maria!
E ao terminar a prece eu sempre via
No seu olhar uma esperança acesa.

Após a reza desligava a luz,
Beijava o crucifixo, e a fé era tanta,
Que adormecia perto de Jesus.

Depois que ela dormia (isso que encanta)
Nosso Senhor descia ali da cruz
Para beijar a sua face santa…

Colaboração de Pedro Malta 

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

TERCEIRO TURNO

Em outubro de 2018 Jair Bolsonaro venceu as eleições presidenciais com 57 milhões de votos e desde então vencidos e vencedores continuam no afã de uma, aparente, disputa eleitoral. No meu entende, o que mais se sobressai é a falta de compromisso com o Brasil. A gente se convence disso diante da postura dos deputados do PT que se colocam contra qualquer coisa que venha de Bolsonaro. Se amanhã ele declarar que descobriram a cura do câncer, o PT vai dizer que se trata de uma exploração dos incautos, dos pobres e que isso só irá beneficiar a classe rica e poderosa. Nesse sentido, é extremamente cansativo ver as publicações de Haddad nas redes sociais. Não é hora para isso. O PT tem uma bancada no congresso e se tiver propostas – vejam bem: eu disse propostas – apresente, se não tiver, arrume.

Não precisa ir muito longe, pois basta lembrar o discurso de Paulinho da Força no 1º de maio. Sem esquecer que o STF abriu um inquérito para apurar a participação desse nobre deputado em desvios de recursos do BNDES; sem esquecer que o TRF-3 o condenou à perda dos direitos políticos e vai por aí. Esse honesto cidadão – porque tudo que a Polícia Federal e o Ministério Público disseram contra ele é mentira – está articulando, com o chamado Centrão, uma forma de “desidratar” a reforma da previdência, simplesmente para não capacitar Bolsonaro para uma tentativa de reeleição em 2022. Nas suas palavras: “Precisamos de uma reforma da Previdência que não garanta a reeleição do Bolsonaro”. Estamos no início do governo e o canalha pensando na eleição de 2022. Isso é que é otimismo, porque não leva em conta a probabilidade de estar preso!!!!!

Que fique claro, também, que o presidente eleito perde oportunidade de acertar ou de tratar a presidência com seriedade. Não tem cabimento ficar no twietter rebatendo declarações de adversários. O que o governo precisa é apresentar projetos. Note-se que, somente Paulo Guedes e Sérgio Moro, foram capazes de encaminhar para o congresso propostas decentes para o país. Fala-se que os ministros da área militar se destacam também nas suas expertises, mas os efeitos são ofuscados por essa mania boba de Bolsonaro em responder qualquer crítica. O que precisa ser divulgado, numa linguagem simples, são as ações que tendem a melhorar a vida das pessoas. O que for de ruim, não pode ser escondido, mas o presidente deve deixar claro o que está sendo feito para contornar.

Um exemplo que aparentemente se perdeu nas discussões menores. O governo lançou um sistema, chamado Plataforma + Brasil, totalmente informatizado que vai centralizar os tipos de transferências que são feitas, em todos os níveis. Hoje, o governo conta com um sistema, chamado Siconv, pelo qual transitam transferências de diversas naturezas, mas que registra menos de 3% do total de transferências do governo, ou seja, algo em torno de R$ 10 bilhões. O que ocorre com os outros 97%? Fica claro que esse montante é objeto de desvios, de fortalecimento de contas privadas com recursos próprios, porque não há rastreamento.

De acordo com o cronograma divulgado, o Siconv atenderá 500 mil usuários, isto é, vai crescer 270%. Os Termos de descentralização de crédito serão feitos por essa plataforma. Todas as informações estarão disponíveis para qualquer cidadão. Isso significa que a evaporação do dinheiro público tende a diminuir porque o acompanhamento da execução será melhor e ao alcance de qualquer um. Tal feito era para ser divulgado com mais ênfase. Que Bolsonaro fosse ao twietter explicar este alcance e deixasse que a população julgasse a dimensão, a funcionalidade, os efeitos. Mas, perde tempo com picuinha, com bobagem digna de quem, de fato, não sabe a extensão do cargo que ocupa.

No meu entender, esse clima de terceiro turno precisa acabar e as pessoas buscarem soluções para os problemas do país. Quem foi eleito, deve satisfações do voto recebido e seria muito bom que demonstrasse afinidade com os interesses da população. Pensar em eleição presidencial, agora, é olhar para o próprio umbigo e desprezar as necessidades da população, principalmente dessa gama de desempregados construída nos últimos governos. É acreditar que é uma pessoa insubstituível em qualquer processo e cabe lembrar que “o cemitério está cheio de insubstituíveis”. Simples assim.

A eleição acabou. Temos um presidente eleito pela maioria e temos a necessidade de fazer o Brasil voltar a crescer. O convencimento da população pode ser feito através de propostas. Então, coloque-as à mesa e vamos discutir. Propostas, discutir propostas.!!!!

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

LÍVIA QUEIROZ DE MOURA – SOROCABA-SP

Sr. Editor,

Veja que coisa estranha:

Bastou Bolsonaro virar presidente que os sortudos da mega-sena misteriosamente sumiram.

Coincidentemente a mega só acumula.

Num é estranho?

R. Cara leitora, e ainda tem um detalhe sinistro: o prêmio já está acumulado pela 13ª vez!!!

13 (êpa!). Isso mesmo.

Como apostador semanal, chega se arrepiei-me todinho.

Já fiz a minha aposta de hoje. Cinco jogos simples e mais um bolão.

E isto me basta.

Se eu ganhar, vou pagar os salários atrasados de Chupicleide e montar uma estrebaria luxuosa pra Polodoro.

De fato, este acúmulo há tantos sorteios é totalmente incomum.

Será que Jair botou moral também dentro da Caixa Econômica?

Hein?

A Mega Sena de hoje vai pagar mais de 170 milhões.

É dinheiro pra ladrão nenhum conseguir roubar!!!

Nem sendo ladrão petista!

Eu se alembrei-me do falecido deputado João Alves, que passou à história como “Anão do Orçamento”, nos anos 80/90 do século passado.

Pra justificar seu enriquecimento ladroatífero com dinheiro público, ele declarou que já havia ganho mais de 200 vezes na loteria!!!

Isso mesmo: 200 vezes.

Uma cara-de-pau maior que a de Lula.

É pra arrombar a tabaca de Xolinha

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

MAURO GALVÃO – FEIRA DE SANTANA-BA

Berto,

Toda palavra ruim tem PT no meio.

É impressionante!

Não é só na vida do país que o PT estraga e suja tudo.

Isto também acontece no dicionário.

Veja só:

R. Caro leitor, esta tabela que você nos mandou tem uma omissão imperdoável.

Falta uma expressão muito conhecida onde o PT está presente.

É esta aqui:

Filho de PuTa

A PALAVRA DO EDITOR

RESISTÊNCIA CUZÍSTICA

A brava militância universitária zisquerdista banânica, vanguarda da luta popular e do proletariado, continua fazendo vigorosos protestos nas faculdades brasileiras, de norte a sul, de leste a oeste do nosso país.

Protestos contra o corte de verbas que foi determinado pelo governo federal.

Verbas preciosas para pesquisas sobre xibungagens, orgias, boquetes, enrabamentos e brigas de aranhas cabeludas, entre vários outros assuntos de grande interesse científico e que servem de fundo (êpa!) para dissertações de conclusão de curso, de mestrado e de doutorado.

Um leitor me mandou a foto abaixo, na qual aparecem estudantes de Sociologia e Filosofia de uma universidade federal lavrando seu vigoroso protesto contra esta medida reacionária e direitista, que cortou drasticamente o dinheiro para as escolas superiores.

Cada aluno, futuros doutores e candidatos ao Prêmio Nobel, enfiando o dedo no cu do outro, sob os olhares de uma plateia atenta e que milita nos movimentos sociais zisquerdais acadêmicos.

O leitor que me mandou a foto só se esqueceu-se de dizer onde danado fica esta tal universidade, vanguardista e revolucionária.

Eu só sei que em Palmares não é, pois lá não temos federal.

Algum de vocês sabe onde danado aconteceu este lindo evento cívico-furical-patriótico?

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

HÉLIO FONTES – VIDEIRA-SC

Berto,

Minha modesta contribuição para o bem estar da Chupicleide e do Polodoro.

Abraço.

R. Nenhuma contribuição é modesta e todas são valiosas pra manter esta gazeta escrota no ar, meu caro.

Chupicleide relinchou com vigor e Polodoro sorriu de arreganhar os beiços.

Os dois fizeram a maior festa. A alegria dos dois foi enorme

Chupicleide ficou de joelhos na sala da redação e fez uma promessa pro seu santo, pedindo que ele abrandasse o coração dos pirangueiros e dos miscos que relutam em dar uma ajuda pra pagar os salários dela, sempre atrasados.

Gratíssimo meu caro!!

Polodoro rindo e Chupicleide rinchando com as doações dos leitores caridosos

A PALAVRA DO EDITOR

O PREFEITO NÃO QUIS RECEBER O PRESIDENTE

Conforme foi noticiado na semana passada, o prefeito de Nova York, um cabra que atende pelo nome de Bill de Blasio, divulgou comunicado pela internet dizendo-se feliz por ter o presidente brasileiro cancelado viagem que faria àquela cidade.

E baixou o cacete em Jair, chamando-o de violento e dizendo que o presidente brasileiro não gosta de baitolas, aquela nação de gente que se delicia com a doação do furico.

Não custa nada ressaltar que Blasio é do Partido Democrata, que faz oposição ao galêgo Donald Trump, admirador do Messias.

A Editoria do JBF, através de informantes bem posicionados lá nos Zistados Zunidos, apurou que o motivo dos ataques de Blasio se deram, na verdade, por um medo que o deixou aterrorizado.

É o seguinte: o prefeito ficou temeroso de que fossem feitas fotos dele com o presidente brasileiro, cada um tendo ao lado suas respectivas esposas.

E as comparações viriam com toda certeza.

Seria um desmantelo da porra!

Um desastre total!

Pra completar, o prefeito Blasio descobriu que a Primeira-Dama brasileira, Michelle Obama, tem ficha limpa e nunca se envolveu em qualquer escândalo, enquanto que a mulher dele, dona Chirlane, está enrolada até o gogó.

A manchete abaixo foi publicada no começo do mês passado, dia 1º de março.

Vejam que coisa linda:

Pelo que me lembro da língua dos zamericanos, aí em cima tá escrito o seguinte:

Para onde foram US$ 850 milhões? A esposa de Bill de Blasio não pode explicar a quantidade impressionante de dinheiro do contribuinte que o prefeito de NY lhe deu para o projeto de saúde mental.

Pois é. 850 milhões de dólares. É grana pra cacete!!!

Uma doidice da porra: a neguinha tava desviando dinheiro destinado aos doidos.

Gleisi Amante Hoffmann já declarou que a grande mídia daquele país safado é racista e reacionária.

A presidente do PT disse que fizeram a denúncia, sem provas (igual fizeram com Lula aqui no Brasil) e deram destaque à mentira só porque a esposa de Blasio é afrodescendente. Neguinha do cabelo pixaim.

Quem quiser ler a matéria completa, é só clicar aqui .

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

CARLOS DALBERTO ZITELLI – ARARAQUARA-SP

Prezado Berto, bom dia!

Minha mensagem refere-se a um processo que esta na justiça há 21 anos.

Ganhamos em todas as Instâncias, inclusive no STF.

Somos 8.064 ex-funcionários do Banespa, que tem em média 70 (setenta) anos.

Depois do transito em julgado, quando nós pensávamos que estaria tudo acabado, não é que o Santander não só não obedece o julgamento mas entra com o processo contra nós.

Você já viu depois de trânsito em julgado o processo continuar?

Ajude-nos se possível, divulgando essa afronta contra os velhinhos e o povo Brasileiro.

Estou à sua disposição para maiores detalhes.

Um abraço.

R. Meu caro, este espaço democrático do Jornal da Besta Fubana está aberto para todas as lutas e reivindicações justas e corretas.

Eu e os leitores desta gazeta escrota estamos na torcida para que esta sacanagem de que vocês estão sendo vítimas tenha um ponto final.

Torcemos para que vocês, ex-funcionários do extinto Banespa, tenham sucesso na luta contra esta crueldade inominável, por parte de uma instituição que nada em lucro e dinheiro.

Aliás, tenho certeza que dentre os leitores fubânicos tem muita gente com condições, com capacidade e com disposição para ajudar vocês neste embate.

Ei, Santander, vamos parar com essa sacanagem contra os velhinhos!!!

Para ler a matéria completa, publicada na página da associação dos aposentados, basta clicar na imagem abaixo:

CARLOS IVAN - ENQUANTO ISSO

NOTAS

A década de 80 destacou-se. Na política, marcou a despedida do militarismo, ensaiou a redemocratização do país com a abertura para um governo civil, via “Diretas já”. No campo econômico, para rolar as altas dívidas, empregou a ortodoxia econômica. Cortar custos do governo, aumentar a arrecadação. Mas, o que ficou de lembrança da década de 80 foram crises que provocaram excessivas dívidas externas, muitas impagáveis, enormes déficits fiscais e instabilidades inflacionárias e cambiais.

Na economia, o país se empenhou para apagar a imagem de década perdida. Combateu a hiperinflação e a braba fase de estagnação econômica. Pra isso, adotou vários planos econômicos, Cruzado, Bresser e Verão. Todos, malsucedidos, não trouxeram crescimento e muito menos o desenvolvimento econômico esperado. O retorno da democracia trouxe uma inovação. A reorganização do movimento social. Mas, não evitou a desaceleração do crescimento econômico que marcou intensos reflexos no mercado de trabalho, acionando o desemprego, na educação, que entrou em crise, e na saúde, com a redução de recursos disponíveis. No campo político, trouxe o PT que ontroduzu uma nova era.

Com o fim da guerra fria no mundo, o Brasil inovou. Implantou o modelo neoliberalismo, defensor de algumas ideias políticas de cunho socioeconômico. Redução do Estado na economia e no mercado de trabalho,inclusive com a redução de gastos do governo, privatização de estatais, abertura para o capital internacional, incentivos para conquistar empresas multinacionais, diminuição dos impostos de importação, fim das políticas sociais. De fato, o neoliberalismo abriu a porteira para introduzir uma sociedade industrial moderna. Diversificou a produção, fomentou a cadeia produtiva, passou a qualificar a mão de obra para substituir os serviços braçais. Nos bancos, engatinhava a automação. Máquinas substituíram a mão de obra humana. Método muito seguro no trabalho bancário. No fim das contas, o Brasil não pode comemorar as conquistas do neoliberalismo por mudanças de pensamentos políticos.

*
Foi o navegante espanhol Juan Diaz de Solís, no início de 1516, que desembarcando no estuário do Rio da Prata, tomou o território do Império Inca para a Espanha. Acreditando no potencial dos recursos naturais, na força do setor agrícola, na alfabetização do povo e na diversificação industrial, a economia da Argentina evoluiu. Cresceu. Desenvolveu-se. Em 2013, o PIB alcançava a 22ª maior posição do mundo. A renda per capita era excelente. Uma das melhores marcas da América Latina. O país obteve altíssimo Índice de Desenvolvimento Humano. Vangloriava-se com a poderosa classe média da época.

Nas primeiras fases do Peronismo, a Argentina se deu bem. Repetiu por cinco vezes a taxa de crescimento de 3,8% ao ano. Porém, por volta de 1976, a política tirou o pé do acelerador. Começou a frear, encerrando a fase de protecionismo. Em consequência, empresas começaram a falir. O descontrole de gastos e as incertezas políticas produziram alta inflação. A taxa inflacionária chegou a 800% ao ano, aumentando a dívida externa exageradamente. Revelando uma pobreza até então desconhecida.

Em 1999, outro desastre econômico. Para atender ao FMI, o país começou a fase de cortes. Cortou o orçamento da universidade, cortou salário dos professores, pensões e programas de saúde. O governo teve de demitir 40 mil funcionários públicos, incentivando o desemprego. Em 2018, veio a realidade. Com a retração do PIB, alto desemprego, elevada inflação e taxa de juros a 65%, a mais alta do mundo, a Argentina passa por uma recessão que perdura por dois anos. A situação tá preta. O governo só fala em austeridade para controlar a turbulência. Os reflexos do estado de caos estão explícitos no aumento da pobreza, aceleração inflacionária, desvalorização da moeda e bolsas no vermelho. Por causa do estágio político, a Argentina navega num mar de incertezas e de alta complexidade economica. .

*
A lista de países que que deram show no índice desenvolvimento mantem-se sugestiva e firme. Só contém gigantes, donos de conquistas econômicas e sociais. Os maiores destaques no registro de crescimento econômico em 2018 pertencem à China, 6,5%, EUA, 2,9%, Espanha, 2,5, Zona do Euro, 1,9, Alemanha, 1,5, França, 1,5 e Reino Unido, com 1,4%. Nesse embate, o Brasil é fraco. Como anda desengonçada, a economia brasileira ficou na 40ª posição no ranking de crescimento mundial, obtendo apenas a marca de 1,1%, dentre os melhores desempenhos de 47 nações. Neste âmbito, o Brasil faz companhia ao Japão, que registrou somente 0,7% de crescimento.

Na América Latina, algumas economias comemoraram vitórias. O Peru registrou crescimento de 5,4%, Chile, 5,3% e México, com 2,7%. Enquanto persistir desatento às questões tributárias e de infraestrutura, a econômica brasileira perderá competitividade. Emperradas, as empresas não resolvem os seus problemas de ociosidade. A alta taxa de juros real de curto prazo e o spread da taxa de juros inquietam. Atormentam os investidores.

Faz dez anos, o Chile se desdobra para solucionar alguns graves problemas internos. Agora, após duras batalhas políticas, os chilenos comemoram bons resultados. A taxa de crescimento foi de 4%, o desemprego fechou 2018 em 7% e a inflação marcou somente 2,4%. O que tem contribuído para o Chile alcançar excelentes dados é a sequência de vitorias. É a estabilidade macroeconômica e o equilíbrio fiscal. A dívida pública bruta causa inveja. Consolidou-se em apenas 25%. No momento em que o Brasil bate cabeça com a previdência, o Chile curou este calo em 1983. Converteu o sistema púbico de Previdência para um modelo de capitalização privado, que vem dando certo até o momento.

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O petróleo é a mola do mundo. A principal fonte de energia. É o recurso natural mais disputado no planeta. Como é extraído do subsolo, com elevado custo, a exploração comercial do produto é caríssima. Do petróleo, além da gasolina, obtém-se óleo diesel e lubrificantes, GLP, produtos asfálticos e petroquímicos, querosene, solventes e até insumos para medicamentos. No Oriente Médio, o petróleo é a principal fonte de renda.

No começo da era cristã, os árabes já destinavam o petróleo para fins bélicos e de iluminação. Todavia, a indústria petrolífera só começou em meados do século XX. Porém, a explosão de consumo só aconteceu após a descoberta do refino. Em 1960, a Arábia Saudita, o Irã, Iraque e a Venezuela formalizaram a Organização dos Países Exportadores de Petróleo. A finalidade de OPEP foi o de assegurar a soberania sobre as reservas petrolíferas.

No Brasil, a instalação da primeira refinaria aconteceu em 1932, na cidade de Uruguaiana, RS. O pais importava petróleo do Chile para refinar. Mas, com a descoberta da reserva da Bacia de Campos, a história mudou. Em 2007, surgiu a descoberta da camada do pré sal, numa extensão que se estende do Espírito Santos até Santa Catarina. Reserva que deve durar pelas estimativas até 2040. No mundo, cometa-se que o fim do petróleo pode ocorrer em 40 anos.

PENINHA - DICA MUSICAL