DEU NO JORNAL

DESASTRE ECONÔMICO

O Brasil teve uma queda de 25% no número de assassinatos nos dois primeiros meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado.

É o que mostra o índice nacional de homicídios criado pelo G1, com base nos dados oficiais dos 26 estados e do Distrito Federal.

Essa é a primeira parcial divulgada no ano.

A queda é puxada principalmente pelos estados do Nordeste, que, juntos, registram a redução mais significativa do número de mortes, 34%.

Somente no Ceará o índice diminuiu 58%.

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Estes números, sobre a redução de assassinatos nos dois primeiros meses do novo governo, são do insuspeito G1, a página internética da insuspeita Rede Globo.

A Editoria do JBF apurou que o PT e todos os partidos zisquerdistas vão lançar uma nota de protesto.

Eles vão alegar que o Messias Bolsonaro irá levar as funerárias brasileiras à falência e provocar um terrível desastre econômico.

Glesi Hoffmann, Jandira Feghali e Manuel d’Ávila são as encarregadas de redigir a nota.

CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

JACOB FORTES – BRASÍLIA-DF

A EXCELSITUDE DE QUEM É EXCELSO

Recentemente viu-se o Ministro Alexandre de Morais abrir uma linha investigativa para desvendar os autores de críticas dardejadas contra o Supremo Tribunal Federal e seus Ministros.

A partir dessa resolução o Brasil, em desassossego, se perguntava se essa estranha iniciativa não configuraria, de um lado, o chamamento a juízo superior de causa miúda e, de outro, se tal empreendimento não encerra tarefa incaracterística aos encargos regimentais do STF.

Embora as críticas hostis exprimam conduta reprovável, é preciso entender que quanto maior o título nobiliárquico, tanto mais exigível serenidade de espírito para condescender com essas críticas. Isso é preceito que vige no imaginário popular: quanto mais douto mais insuscetível a enfados e importunações.

A crítica pode até ser “matrona azeda de óculos preto e palmatória”, mas não é bisturi. Isso de amofinações e agastamentos fica para os tenros, os recentes, os juvenis melindrosos. Se há pessoas em bagatela para maldizer o STF, há miríades de outras para bendizê-lo. (“{…} bendizei os que vos maldizem”{…}).

Arreliar-se ou esgrimir contra o vento por causa de pessoas que, eventualmente, timbram a face do STF com esta ou aquela vilta é algo que não assenta à dignidade de quem tem preeminência e verniz grosso e que, sobretudo, desfruta de competência, por todos proclamada, e notoriedade consagrada pela história.

Este breve enunciado, respeitoso como deve ser, não encerra impertinência, sequer desacato; exprime zelo em favor da excelsitude de quem é excelso, cuja estatura moral e doutoral sobre-excede os demais órgãos judiciosos.

Resguardar a imagem e a magistratura da douta Casa é proteger o orgulho que os brasileiros nutrem por ela.

XICO COM X, BIZERRA COM I

MEU POMAR DE TÂMARAS

Da janela do quarto onde durmo avisto o meu pomar de tâmaras. Meus sonhos e devaneios do bem-querer, à sombra das tamareiras, ali também dormem e descansam à espera das alegrias que estão por vir, na terça que virá, ou na quarta, ou na quinta, ou sei lá quando, mas que virão de mãos dadas com o sol, quando a chuva passar, quando a areia do deserto se acalmar, quando não mais houver assustadores trovões estridentes e zoadentos nem relâmpagos de raios e cores diversas. Apenas chuvas finas e generosas. Quando acordarmos, o sol, eu, a esperança e toda a vida vão estar doce como as tâmaras do meu pomar. Será tempo de sorrir, de cantar e de levar aos amigos a alegria de ser feliz … A todos oferecerei o doce das tâmaras. Não sem antes saboreá-las, adoçando a alma na medida justa e certa da felicidade que está por vir.

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DEU NO JORNAL

TÁ NO SANGUE

A censura imposta pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ganhou um apoio curioso: o governador maranhense Flávio Dino, do PCdoB.

Dino é conhecido pelas inúmeras tentativas de intimidar os críticos, na imprensa do Maranhão.

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Falou em falta de liberdade, censura e obscurantismo, é com os comuno-zisquerdistas mesmo.

Cuba, Coreia do Norte e Venezuela são os países dos sonhos desse povinho.

Esses tabacudos merecem mesmo é uma foice nos culhões e um martelo enfiado no furico.

Flávio Dino, o cumunista que gunverna o Maranhão: quem votou nele merece

CÍCERO TAVARES - CRÔNICA E COMENTÁRIOS

PAULO TORRES: O MAESTRO DA ESPERANÇA

Para o exímio sanfoneiro Carlos Nonato, de Lagoa do Carro-PE

Maestro Paulo Torres

Em reportagem feita pela TV de Curitiba pelo jornalista Márcio Tonetti e pela TV Identidade Geral, pelo apresentador Wagner Cantori, eles traçaram a trajetória exitosa e feliz de mais de cinqüenta anos de Paulo Torres, maestro da Câmara Sinfônica da PUC e membro da Academia Paranaense de Música, e já participou de mais de cinco mil consertos em redor do mundo.

É doutor em Artes Musicais pela Universidade Estadual de Michigan, e entre muitas atribuições foi o primeiro violinista e maestro da Orquestra Sinfônica do Paraná. No entanto, ele encontrou um novo sentido para sua vida tocando voluntariamente em hospitais, clínicas e até presídios.

Membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, reconhecido internacionalmente, ele visita hospitais uma vez por semana para levar esperança e aliviar o sofrimento dos pacientes que se encontram esperando a Indesejada das Gentes, mas escapam dela por um “milagre” que a ciência não tem resposta ainda suficiente, por meio do som da música que sai do seu violino.

Segundo o maestro e violonista Paulo Torres, tudo começou quando ele visitou uma tia que estava doente na UTI de um hospital, mas o que ele não esperava era que outros pacientes do corredor também saíssem dos seus leitos e pedissem para que ele tocasse em seus quartos.

A experiência foi tão marcante que o maestro abraçou a iniciativa. E isso já faz mais de vinte e cinco anos que ele leva emoção, alívio e esperança aos pacientes por meio da música.

Ao longo dessas mais de duas décadas que o maestro decidiu doar-se levando músicas aos enfermos, muitas histórias arrepiantes ele tem assistido que lhe dão sentido à vida. Pessoas que voltaram a sorrir. Outras que se curaram e voltaram a viver. Milagres? Ou a força que vem da música?

Certa vez – segundo ele – entrando no quarto de uma jovem, que estava em coma há mais de quatro anos, a mãe estava lendo a Bíblia, o maestro perguntou se poderia tocar e ela disse que sim. Quando ele começou a tocar o grande Maestro Astor, foi percebendo que a jovem começou a abrir os olhos e tentou falar, foi quando a mãe da jovem o abraçou em prantos; os médicos de plantão, surpresos, começaram a chegar e ficaram impressionados com o ocorrido e a mãe em planto, disse-lhe:

– Minha filha não estava dormindo não, doutor! Minha filha estava em coma! Dali então foi que o maestro Paulo Torres decidiu que Deus lhe tinha posto uma missão no caminho: levar alegria, emoção e alívio aos enfermos por meio da música. E nunca mais parou.

A gratidão é um sentimento que jamais será esquecido!

Entrevista comovente ao repórter Márcio Tonetti – Tetro Guaíra – Curitiba – PR.

Entrevista emocionante ao apresentado do programa Identidade Geral, Wagner Cantori.

DEU NO JORNAL

COMEDIANTES NO PODER

Humorista é eleito presidente da Ucrânia com 73% de votos.

Ucranianos elegeram um comediante sem experiência política prévia como próximo presidente do país em uma eleição realizada neste domingo.

Volodymyr Zelenskiy, 41 anos, que interpreta um presidente fictício em uma série de TV, teve 73 por cento dos votos, contra apenas 25 por cento do atual mandatário Petro Poroshenko.

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 Coincidência da porra.

No Brasil também já tivemos uma humorista como presidente.

Uma humorista que, além de não ter “experiência prévia”, tal e qual o recém eleito presidente da Ucrânia, também não tinha cérebro.

A grande diferença é que Petro Poroshenko, além de cérebro, tem também talento e honestidade.

O nosso querido fubânico Ceguinho Teimoso votou nesta comediante, que é mais conhecida como Vaca Peidona.

Podes crer.

Podes crer que ela peida e que Ceguinho votou nela.

ALTAMIR PINHEIRO - SEGUNDA SEM LEI

O CORCUNDA MORREU, MAS A CATEDRAL DE NOTRE DAME ESCAPOU

O Filme O Corcunda de Notre Dame é uma adaptação do clássico imortal literário do poeta, dramaturgo e escritor francês Victor Hugo (1802-1885), tendo como protagonista a deslumbrante atriz irlandesa Maureen O’ Hara, mulher esplendorosa, de rosto anguloso, olhos graúdos verdes e belos, lábios bem firmes numa face cheia de vida e dona ainda de um corpo perfeito e sem qualquer exagero. Neste filme a bela atriz Maureen O’Hara viveu a fascinante CIGANA ESMERALDA. Como costuma afirmar o cinéfilo carioca Paulo Telles, “Maureen foi a mais bela ESMERALDA das telas”…

A projeção cinematográfica retrata a coexistência do grotesco e do sublime e, ao mesmo tempo, as fronteiras que os separam, constituem-se em ponto de partida do cruel romance medieval escrito nos idos de 1831. Como nos revela o pesquisador filmélico do Rio Grande do Norte Antonio Nahud, a história é centrada no coxo e corcunda QUASÍMODO Adotado pelo diácono Claude Frollo e vivendo na Catedral de Notre Dame, ele enfrenta uma série de peripécias por conta de um amor não correspondido pela bela e sedutora cigana Esmeralda. Frollo, colocando em risco o seu celibato, também se apaixona por ela, mas são duas formas de amar diferentes. QUASÍMODO ama-a generosamente, enquanto Frollo nutre uma paixão desesperada, repleta de desejo sexual. No entanto, Esmeralda não corresponde ao amor de nenhum dos dois.

Quanto ao livro sua publicação é de 1831, a obra, que também é conhecida pelo nome de Notre-Dame de Paris, é considerada um romance histórico. No livro(ao contrário do filme), o escritor NÃO centraliza a história somente na tradicional Catedral, mas traça um panorama de toda a sociedade parisiense medieval. Entre outros aspectos, apresenta personagens de diversas camadas sociais como os nobres, os ciganos e os monarcas.

O tempo em que a história se passa é o ano de 1482 e o local é a cidade das luzes, Paris. O cenário em que as ações ocorrem é a Catedral de Notre Dame localizada à margem do rio Sena. A imponente catedral de linhas góticas fora construída no ano de 1330, e Exercia funções além das religiosas, como dar abrigo a refugiados, aceitar órfãos, entre outros excluídos. No que se refere aos personagens, o escritor apresenta fidalgos, representantes clericais, mendigos e ciganos. Na época em que a obra se passa, o soberano do país era Luís XI.

A sequência do drama gira em torno do personagem Quasímodo que era um homem com deformações físicas severas, mais feio que a fome!!! Além de possuir uma enorme corcunda, pois tinha deformações nos rostos, braços e pernas. Foi abandonado pelos pais ainda bebê. O padre Claude Frollo decidiu levá-lo para catedral de Notre Dame. Vivia afastado da sociedade e temido pelos habitantes locais. morava enclausurado desde a infância nos porões da catedral. Sua função única e exclusiva era tocar o sino, ofício que acabou por destruir sua audição. Mesmo assim, Quasímodo era fiel ao padre, e foi ao atender a um oportuno pedido de seu protetor que ele conheceu Esmeralda.

A obra de Victor Hugo teve várias adaptações para o cinema, entre elas O Corcunda de Notre Dame (1939 – preto & branco) e O Corcunda de Notre Dame: O Filme (1997). A versão de 1997, colorida, que é um gênero de terror, romance e drama é perfeito, desde os cenários, figurinos, e claro, tendo de sustento as atuações de Richard Harris e Salma Hayek, além de um roteiro bem próximo a proposta do imortal escritor. Entre essas duas versões, o filme é muito bem feito, com atores competentes em suas interpretações. Tanto Maureen O’ Hara em 1939 quanto Salma Hayek em 1997, dão um show de interpretação e de belezura em todo decorrer das gravações.

No campo da literatura Victor Hugo é considerado o maior poeta romântico da França e um dos seus maiores prosadores. Produziu várias obras-primas, entre elas o romance medieval O Corcunda de Notre Dame (1831). A história é centrada na tragédia do corcunda Quasímodo(palavra que significa indivíduo deformado, monstrengo), e da cigana Esmeralda. É no interior da grande catedral gótica e nos labirintos das construções de Paris que se desenrola a terrível história de paixões impossíveis de seus personagens.

O livro, ao longo das 500 páginas da edição brasileira comentada e ilustrada, sob a tradução de Jorge Bastos, podemos acompanhar a fluência de Victor Hugo ao criticar o rumo que a desigualdade econômica dava para as relações sociais da época, bem como a necessidade de reflexão no que diz respeito aos abusos do clero e as generalizações conceituais sobre amor, amizade e outra coisitas mais. Duramente criticada, a Igreja Católica, vista como uma instituição tão poderosa como o Estado, é apontada como abusiva e autoritária, crítica que só um escritor tão privilegiado socialmente poderia fazer sem medo de perder prestígio, e, consequentemente, todos os seus leitores.

No livro, Victor Hugo reuniu magistralmente em seu famoso romance religiosos e vagabundos, ciganos e nobres, padres e leigos, heróis e vilões. Com poderosa imaginação criadora, Hugo desperta em seu leitor as mais variadas emoções: do profano ao sagrado, do grotesco ao sublime. Já no que diz respeito à tela, na maioria das versões cinematográficas podemos classificar como um filme de interpretações memoráveis e trilhas sonoras fabulosas. A reconstituição da Paris da Idade Média é perfeita. O filme poderia até ter mudado de nome: ao invés de O Corcunda de Notre Dame por que não O Corcunda de Victor Hugo?!?!?!

UM ADENDO QUE SE FAZ NECESSÁRIO: – Em face do fato lamentável que foi o incêndio da Catedral da Nossa Senhora de Paris na qual havia muita história contida naquelas paredes históricas, por serem monumentais e majestosas e que deixam um vazio na França e no resto do mundo pelo significado da igreja que beirava os 900 anos de existência, todos hão de convir que nem tudo está perdido.

Pois bem!!! Enquanto os bombeiros ainda resfriavam a Catedral de Notre Dame, uma família francesa, a Arnault, dona da grife Louis Vuitton, desembolsou R$ 875 milhões para reconstruir a catedral; a brasileira que mora em Mônaco, Lily Safra, viúva do dono do Banco Safra fez uma doação de 80 milhões; outra empresa francesa de cosméticos, L’Oréal, doou 200 milhões de euros, e o mundo todo está chegando junto.

Parabéns a esses ricaços que não têm escorpiões nos seus respectivos bolsos. Quem doou à causa da reconstrução o fez por sentir nostalgia por uma parte da história da civilização ocidental. Agora, há quem diga ou defenda que essas doações deveriam ter ido para os MISERÁVEIS de Victor Hugo e não para o Corcunda de Notre Dame… FAZER O QUÊ?

FERNANDO A. GONÇALVES - COMPANHEIROS DE VIDA

PARA UM MINISTRO DA EDUCAÇÃO NÃO-EDUCADOR

Manuseando um livro da professora Guiomar Namo de Mello, ex-consultora do MEC há tempos pretéritos, deparei-me com a frase “o futuro, agora, pertence às sociedades que conseguirem se organizar para aprender”. O trabalho da Guiomar, Cidadania e Competitividade, poderia ser levado na conta de um bom mote para início de ampla discussão nas equipes dos novos gestores federais, muitos deles sem um mínimo de experiência em gestão educacional pública. Para reflexão e ação contínuas, sem cretinices nem bajulices tecnocráticas, todas bolorentas em plena pós-modernidade, quando o ser humano já fotografa o Buraco Negro inferido pelo genial Albert Einstein.

Os educadores mais bem antenados com os desafios de uma contemporaneidade altamente complexa, estão convergindo para dois pontos considerados indissociáveis. O primeiro vincula-se à importância estratégica da educação fundamental nos países comprometidos com o futuro, tornada pilastra maior do desenvolvimento nacional. Um segundo aspecto diz respeito à revalorização do processo de aprendizagem enquanto tal, abandonando-se o chilicoso que viabiliza algumas páginas em revistas especializadas, para concentrar-se num soro caseiro lê-escreve-conta-e-pensa eficaz, fomentador de um binômio cidadania-profissionalidade , fecundante por excelência .

Em seu trabalho, a revelar uma ímpar maturidade intelectual, a professora Guiomar Namo de Mello confessa o quanto mudou nos últimos anos. Para permanecer defendendo as mesmas ideias basilares, que reconhecem a permanência e a mutação como contrários inseparáveis, como já apregoava Confúcio, apesar de mais de dois mil anos já passados. Uma mutabilidade sequela das profundas alterações tecnológicas, sociais e econômicas acontecidas nos últimos cinquenta anos, que exigem um aprender-desapreender-reaprender permanente, intrinsecamente criativo e fecundante.

A Guiomar, após vivenciar a gestão pública no interior do Estado, tanto no executivo como no legislativo, mudou intelectual e politicamente. Porque amadureceu mais, entendendo que só se deixa de mudar o pensar para melhor no dia que se deixa de viver. E porque melhor compreendeu Fernando Pessoa, poeta e também Álvaro de Campos: “Sou técnico mas só tenho técnica dentro da técnica. Fora disso sou louco, com todo direito de sê-lo”.

Às vésperas do terceiro decênio do século XXI, os projetos de desenvolvimento integrado dos países latinoamericanos devem expressar uma íntima relação entre crescimento e democracia, efetivada através de uma educação fundamental de qualidade, não estatal porque realmente pública, não monopolizada porque desvinculada de partidos e ideologias intransigentes, interesses mesquinhos e imediatistas, modismos doutrinários e pedagógicos, o mérito jamais sendo aviltado pelo fisiologismo banal do clientelismo rasteiro.

O livro da Namo de Mello revela as linhas mestras modernas das principais estratégias de um consistente desenvolvimento: a) educação fundamental ocupando, juntamente com as vertentes de C&T, lugar central na pauta das macro políticas públicas; b) prática educacional inserida no esforço para tomar as sociedades mais igualitárias, solidárias e integradas; c) aquisição de conhecimentos básicos e a formação de habilidades cognitivas, objetivos do ensino, constituindo-se condição indispensável para que as pessoas consigam, de modo produtivo, conviver com ambientes continuamente mutáveis; d) o conhecimento, a informação e uma visão política mais ampla dos valores tornando-se base para uma cidadania em sociedades cada vez mais complexas e cambiantes. E altamente competitivas.

Saber fazer para colher bons resultados, eis o desafio dos que buscam ter através de um ser continuamente integralizador.

Reverencio o educador baiano Anísio Teixeira que admiravelmente sabia se posicionar: “Eu não tenho responsabilidade nenhuma com as minhas ideias. Eu tenho, sim, uma responsabilidade com a verdade”. Quem tem esse grau de maturidade, sabe andar. Quem não tem, apenas continua tecnocratizando burocraticamente mal, atrelado ao me-disseram antissocialmente mundano, politicamente bostélico. Pretendendo, Semana Santa, sair na turma de Barrabás, integrando a ala dos tabacos lesos, gigantemente imbecilizante.

PS. Que saibamos vivenciar uma Páscoa com mais ação libertadora para todos os povos!

PENINHA - DICA MUSICAL